E se um banco desconhecido lhe oferecer crédito? Lembre-se que ele já vive à sua custa.

Em Espanha, o homem do governo irrita-se que lhe chamem “resgate”, porque Espanha não é a Grécia, Irlanda ou Portugal. Tal como Portugal não era a Grécia ou a Irlanda nem a Irlanda a Grécia.
A Espanha só pede um “resgate”… digo “empréstimo”… para a banca – Portugal pediu uma “ajuda” e consta que 50% já estão na mesa do banqueiro.
Mas se é um empréstimo para a banca privada porque é que não são os bancos a pedir? Porque é que os bancos não largam definitivamente a mama do Estado e não se assumem no maravilhoso mercado global? Aliás, como é que é possível que a autoridade de concorrência da UE não processe o Estado espanhol por dar melhores condições aos seus bancos dentro do mercado livre europeu?
A resposta é simples. Quando os bancos não devolverem o dinheiro emprestado será o Estado a pagar o resgate/ajuda/empréstimo, como único avalista. No fundo, cá como em Espanha, a banca olha para o Estado como uns pais ricos sempre dispostos a pagar pelos seus excessos.

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