Síria: BE, o oportunismo no seu melhor.

Deixem-me ver se compreendi bem. O Bloco de Esquerda acaba de aprovar, na Assembleia da República, um voto de condenação pelo massacre na Síria. Esta moção foi apresentada pela direita (PS, PSD e CDS-PP) e acusa o governo de Bashar Al Assad de ser o responsável pelo crime e em que se saúda a resposta do governo português.

Mas o mesmo Bloco de esquerda acaba de aprovar, também na Assembleia da República, um outro voto de condenação pelo massacre na Síria. Desta vez, apresentado pelo PCP e em que se inclui este crime “na sequência de uma onda de violência marcada por vários outros massacres e atentados bombistas” à luz “da estratégia de militarização, subversão, agressão, ingerência e guerra do auto-apelidado “grupo de amigos da Síria”, integrado pelas principais potências ocidentais e ditaduras fundamentalistas do golfo-pérsico”.

A mesma moção rejeita a resposta do governo português como “lamentável prova do alinhamento do Governo português com a estratégia da agressão e da guerra, postura tanto mais grave quanto Portugal, como membro do Conselho de Segurança da ONU”.

Tão fácil de compreender como é que o BE consegue votar duas moções antagónicas sobre a Síria só a compreensão de como é que o BE conseguiu aprovar o empréstimo à banca grega [na verdade, a todas as bancas da zona euro] ao mesmo tempo que rejeita o pacote de ajuda Pacto de Agressão a Portugal.

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