Síria: BE, o oportunismo no seu melhor.

Deixem-me ver se compreendi bem. O Bloco de Esquerda acaba de aprovar, na Assembleia da República, um voto de condenação pelo massacre na Síria. Esta moção foi apresentada pela direita (PS, PSD e CDS-PP) e acusa o governo de Bashar Al Assad de ser o responsável pelo crime e em que se saúda a resposta do governo português.

Mas o mesmo Bloco de esquerda acaba de aprovar, também na Assembleia da República, um outro voto de condenação pelo massacre na Síria. Desta vez, apresentado pelo PCP e em que se inclui este crime “na sequência de uma onda de violência marcada por vários outros massacres e atentados bombistas” à luz “da estratégia de militarização, subversão, agressão, ingerência e guerra do auto-apelidado “grupo de amigos da Síria”, integrado pelas principais potências ocidentais e ditaduras fundamentalistas do golfo-pérsico”.

A mesma moção rejeita a resposta do governo português como “lamentável prova do alinhamento do Governo português com a estratégia da agressão e da guerra, postura tanto mais grave quanto Portugal, como membro do Conselho de Segurança da ONU”.

Tão fácil de compreender como é que o BE consegue votar duas moções antagónicas sobre a Síria só a compreensão de como é que o BE conseguiu aprovar o empréstimo à banca grega [na verdade, a todas as bancas da zona euro] ao mesmo tempo que rejeita o pacote de ajuda Pacto de Agressão a Portugal.

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85 Responses to Síria: BE, o oportunismo no seu melhor.

  1. xico diz:

    Percebo a sua confusão e surpresa. Já devia saber que o BE está para a política como o semi-frio está para as sobremesas.
    Mas ele há outras coisas que também me surpreendem. Uma é o facto de haver um partido que concorre a eleições integrado noutro partido e depois tem direito a ter grupo parlamentar sem nunca chegarmos a saber qual o peso dos votos dos eleitores desse partido. É uma espécie de caldo de legumes onde nunca chegamos a saber qual a quantidade de legumes que leva o caldo. Temos portanto o semi-frio e o caldo. Por isso é que ando com azia.

    • Bruno Carvalho diz:

      Não se preocupe, xico, porque a mim basta-me que Os Verdes estejam à esquerda do BE para me sentir satisfeito com o papel que desempenham na Assembleia da República. A CDU é uma aliança entre o PCP, o PEV, a ID e outros democratas. Se houver outros partidos e organizações que se queiram juntar à CDU e pretendam levar uma política consequente e de esquerda serão, certamente, bem-vindos. Mas o essencial está nas ruas, por isso preocupe-se mais com o papel que cada organização desempenha nas ruas e nos locais de trabalho do que se têm ou não votos dos eleitores.

      • xico diz:

        A mim interessa-me a vontade dos eleitores. Há partidos que me deixavam muito satisfeito com o papel que estou certo desempenhariam na Assembleia da República. Não foi essa a vontade dos eleitores. Já dizia a minha avózinha. De boas intenções está o inferno cheio.

      • sopas diz:

        não parece que o comentador xico se referisse ao papel do tal pev nas ruas e nos locais de trabalho, apesar de que, mesmo aí, nem é tipo encontrar agulha em palheiro, é mais procurar gambuzinos. referia-se a representação parlamentar para o que precisam de votos expressos, e em quantidade expressiva já agora, para ocuparem lugares de representação do eleitorado. como isso não ocorre o que se passa só tem um nome – fraude.

        p.s. e essa da “id” e “outros democratas” só pode ser para a anedota ter mais graça.

        • De diz:

          Há aqui qualquer coisa que não joga a bota com a perdigota.
          Mas desde quando se limitam as alianças e as coligações?
          Mas desde quando o que se passa dentro de uma coligação nomeadamente os lugares a distribuir no parlamento, passa pela contabilidade aritmética de mercadores de ocasião feitos sopa fraudulenta?
          Mas a representação parlamentar de uma coligaçã0 não resulta dos votos nessa coligação? Expressa e evidenciada ao povéu antes do acto eleitoral?
          Mas desde quando uma sopa armada em graçola anda à cata de gambuzinos escondendo os seus propósitos?Fraudulentos?
          Já não há pachorra

          • Baresi88 diz:

            Pura estupidez. Em vez de andarem atrás de quem fodeu Portugal e traiu o povo, não, andam atrás do PCP e da CDU! Não foi o PCP que vendeu Portugal à CIA e ao Capitalismo e fodeu as pescas, a agricultura, e a indústria… E os votos não são aldrabados com almoços pagos, e idas a não sei onde, com aldrabices e padres a fazer a escolha do voto…

          • xico diz:

            Se vão coligados, continuem coligados. Não pode haver duas bancadas parlamentares para uma só coligação. Vicia o jogo. É só isto.

          • De diz:

            Mas desde quando vicia o jogo?
            Mas que jogo?
            Mas qual o problema das duas bancadas?Ou três?Ou 4?
            Jogo viciado é outra coisa.E isso sim é que é vicio a sério

        • alterego diz:

          os candidatos da coligação em causa estão todos muito bem identificados quanto à sua origem.. uns são de um grupo e outros do outro e ainda há do outro.. devidamente ordenados por listas distritais, no caso das eleições legislativas. portanto, são eleitos quantos o povo quiser… qual é a dúvida?

    • antónimo diz:

      Bendito quem só nos verdes encontra motivo de aborrecimento e para azia.

      Será deles o Reino do Céu na Terra.

      • xico diz:

        São coisas que me aborrecem, na verdade. Outras divertem-me. Ver o incómodo que as incongruências do BE provocam é uma delas. Outra é ver como os antónimos indentificaram e nomearam tão bem o problema. Principalmente por se lembrarem que prometeram o reino do Céu na Terra enquanto construíam gulags.

  2. Carlos Marques diz:

    Eu percebo que a situação na Grécia te esteja a chatear, mas destilar ódio para a restante esquerda só te fica mal.
    Para lá deste destilar de sectarismo só te restará a capitulação.

    • Bruno Carvalho diz:

      Sectarismo? Deve estar vesgo. Eu quero o BE do lado dos trabalhadores e dos povos.

      • Daniel diz:

        E nao tem estado do lado do povo? tenho de copiar aqui as propostas do BE? intervenções? textos publicados? tenho de fazer aqui uma analise pormenorizada dos discursos de bloquistas e mostrar que estão bem à esquerda?

        Esta batalha estupida só me deixa cada vez mais descrente no futuro…sempre na guerrinha para ver quem é a “verdadeira esquerda”…

        Ok…são partidos diferentes, com historias diferentes, ideias diferentes (e ainda bem), diferentes visões sobre uso do “poder” de estado, sim muitas mais coisas em que se encontram separados…mas partidos com muitas pontes de conexão! porque raio nunca vejo escreverem sobre isso? Sempre a malhar: “ai, não sao suficientemente extremistas, ai, são um PS um bocadinho extremado, mas só um bocadinho”.

        Bruno, pode ter a certeza que continuarei a votar BE, e a cada picadinha destas mais vincado fica o meu voto…porque só mostra que tb no Partido Comunista há quem erre, e não é só o BE! Mas esteja descansado, assim que eu vir que o PCP abandonou os velhos fantasmas e se moldou um pouco à realidade (pois tb é preciso mudar para querer mudar o mundo) e o BE me desiludir…eu votarei PCP. Até lá…sugiro que procure as pontes de conexão e não os muros!

        cumprimentos

        • De diz:

          “Pelo comentário do Daniel, parece que está tudo bem em votar duas moções antagónicas”.

        • Baresi88 diz:

          Não são só os militantes do PCP que não gramam os militantes do Bloco, e o próprio Bloco, o contrário também é uma verdade e uma grande verdade, e se isso é bom pra ambos, não, não é. Ainda para mais nesta altura. Se o PCP erra, claro que sim, vê lá quem é que deixou o PS ganhar na Marinha Grande! E olha que não foi o PS que ganhou…
          Mas deixo uma questão para ti Daniel, o que é que fez o Portas sair daqui e ir para o Parlamento! E deixa-me dizer que se achas que o Partido deve mudar de forma geral estás muito enganado, o que o PCP precisa de abrir nos seus horizontes é apenas e só quanto à esquerda e nas questões na sexualidade e em relação ao aborto ortográfico.

        • l. neves diz:

          Vou responder ao Daniel (O.?):

          1º Declaração de interesses: sou um homem político, mas não me meto em politiquices (leia-se partidarices), se alguma vez estive próximo de algum partido, terá sido há mais de dez anos, quando realizei uma que outra actividade na órbita do maior partido dos não parlamentários. No entanto, sou de esquerda e tenho apoiado tomadas de posição quer da CDU, quer do BE, assim como tenho discordado de outras.

          2º Tenho reparado que no BE há uma facção social-democrata que tem grande peso no partido e que tem procurado activamente alianças à direita – não tenho ligado muito – mas creio que houve um Sá Fernandes e um apoio num candidato presidencial que provocaram dissidências e mais tarde a cisão do Ruptura/MAS.

          3º O extremo apego do BE aos discursos dos grupos que defendem a legalização das drogas, os direitos LGBT e os autodenominados “ecologistas” (conceitos que eu também considero defensáveis – ainda que tenha pontos de vista divergentes com a ala “ecologista” do Bloco – mas não considero prioritários nesta época de assalto selvagem do capitalismo neoliberal) tem trazido ao BE gente que não tem nada de democrático ou de revolucionário; sim, porque nem todos os apologistas da liberalização das drogas, nem todos o defensores dos direitos LGBT, nem todos os “ecologistas” (não posso deixar de referir Hitler e BB como exemplos) são de esquerda. Daniel, eu considero que o fundamento da esquerda é a luta de classes e creio que não com um conjunto de preocupações sociais avulsas, embora válidas (bem, deixando de parte o “ecologismo” autoritário que pulula pelo BE).

          Cumprimentos, e um bom regresso do BE à ala esquerda da política portuguesa, que é onde deve estar!

    • André Silva diz:

      Pelo comentário do Carlos Marques, parece que está tudo bem em votar duas moções antagónicas.

      Triste país este em que a própria esquerda se rende às manhas do capital.

      Não se percebe, contudo, a referência à Grécia. Algum desconforto com a firmeza do KKE, ou o facto de um partido comunista na Europa ter maior votação e influência que a esquerda caviar em Portugal?

      🙂

  3. Leo diz:

    “Tão fácil de compreender como é que o BE consegue votar duas moções antagónicas sobre a Síria só a compreensão de como é que o BE conseguiu aprovar o empréstimo à banca grega […] ao mesmo tempo que rejeita o (…) Pacto de Agressão a Portugal.”

    Ou ter sido subscritor da Resolução do PE contra a Líbia e depois andarem nas caixas de comentários a jurar que nunca votaram a favor da agressão da NATO à Líbia…

    São uns artistas, querem sempre comer o pudim e ficar com ele.

  4. Rocha diz:

    Manual da CIA para obter o apoio do Bloco de Esquerda para uma guerra:
    – 2 agentes e uma mula com uma grande quantidade de explosivos.
    – encontrar um local na Síria com uma grande aglomeração de gente.
    – um agente provocador com um revólver para atrair o exército sírio para o local.
    – depois vem a parte fácil, propagar a ideia de guerra humanitária pela comunicação social.

  5. Edgar diz:

    Contradições pequeno-burguesas.

  6. J. Dacosta diz:

    Eu admiro quem milita no BE com o firme propósito de vencer a Direita «madrinha» do capitalismo predador e destruidora do Estado Social.Só que a imaturidade de parte da rapaziada bloquista ainda não se apercebeu que em política temos que saber quem é o pai e o padrasto…
    Nesse sentido o PCP acumula a experiência de quase um século, com firmeza e determinação, e não comete «gafes» que comprometem a causa revolucionária.

    • Miguel Lopes diz:

      “Nesse sentido o PCP acumula a experiência de quase um século, com firmeza e determinação, e não comete «gafes» que comprometem a causa revolucionária.”

      Lá vêm os chavões hagiográficos..
      Claro que comete e cometeu “gafes”. Cometemos todos. Não cometeu uma “gafe” desta vez, felizmente.

      Esta posição do BE é o fim da macacada.

  7. Pascoal diz:

    O teu complexo anti-esquerda está muito desenvolvido.
    Devias dar atenção a isso.

    • Bruno Carvalho diz:

      É, era mais fácil deixar o oportunismo passar incólume para gáudio da social-democracia.

  8. Fernando Monteiro diz:

    Há que apostar nos dois sentidos antagónicos ao mesmo tempo. Desta maneira, mesmo se um lado falhar, o outro dará certo.
    Um exemplo desta estranha táctica, é o posicionamento do BE em relação à guerra da Líbia. Se Rui Tavares votou a favor do ataque da NATO, o BE foi contra os massacres de Sirte.
    A chave, portanto, para este episódios internacionais será sempre uma «tripla».
    Desta maneira, todos ganham e ninguém perde a razão.

    • Leo diz:

      “Um exemplo desta estranha táctica, é o posicionamento do BE em relação à guerra da Líbia. Se Rui Tavares votou a favor do ataque da NATO, o BE foi contra os massacres de Sirte.”

      Se se der ao cuidado de aprofundar essa resolução do PE constatará com a maior facilidade que ela foi subscrita por Ana Gomes e Miguel Portas e votada a favor por todos os euro-deputados do PS, BE, PSD e CDS. Só os eurodeputados do PCP votaram contra. Sim, a responsabilidade da guerra da NATO à Líbia é em Portugal, do PS, BE, PSD e CDS.

  9. De diz:

    Há algo de facto que não cola.O que é pena.
    E grave.

    Entretanto a sem vergonhice de jornais ditos de referência assume aspectos cada vez mais chocantes.
    Na página inicial do Público on line lê-se o seguinte resumo:
    “Observadores das Nações Unidas investigam massacre de Qubair
    Uma missão de observadores da ONU chegou esta sexta-feira a Qubair, aldeia síria próxima de Hama, onde, na quarta-feira, terão sido massacradas várias pessoas por milícias fiéis a Bashar al-Assad.”
    Como?Então o Público afirma algo que está por confirmar?
    A coisa fica mais clara quando se abre a notícia em causa e se verifica que há um parágrafo neste que desapareceu do rosto da notícia.E o que diz esse parágrafo é simples:”segundo defensores dos direitos humanos e activistas anti-regime”.Tal precisão encontra-se desaparecida da !ª página.
    Assim se manipula.

    • Des diz:

      Ele há imbecis que nem ler sabem, que não percebem que “terão sido massacradas…” não significa uma afirmação, que se o Público quisesse afirmar, teria escrito “foram massacradas”.
      Ou se calhar ele há imbecis que até sabem ler, mas gostam de atirar areia para o olhos dos outros.
      Assim se manipula.
      Sorry, De
      Mas há mais, muito mais.
      Voltaremos ao assunto.

      • De diz:

        Curiosamente “des” resolve dar uma de intérprete.Profundamente enraizado na doutrina do jornal,eis lhe toma as dores e vem negar o que escrevi
        E desata aos tiros.
        Adivinha-se a ira e a raiva.Também o pequeno ódio peçonhento.
        Sorry oh des.
        Vá prender português.Valeu?

      • De diz:

        Quanto ao imbecil.
        Por favor não se venha para aqui auto-nomear.Mais uma vez a azia tem medicamentos para ela.A peçonha é que já não sei

    • Pedro Pinto diz:

      E mais: esses «defensores dos direitos humanos», o Observatório Sírio dos Direitos Humanos é uma organização sediada em Londres e com ligação aos Irmãos Muçulmanos…

  10. JgMenos diz:

    Ando numa agonia!
    Assalta-me a dúvida se o regime do progressista camarada Presidente Bashar Al-Assad, essa vítima do imperialismo, será capaz de mandar massacrar civis!
    Talvez o Bruno Carvalho me possa sossegar…

    • GB diz:

      Eu também ando numa agonia tremenda, pois não sei se o JgMenos me poderá explicar se o regime ou talvez o sistema presidencial americano será capaz de matar civis no Paquistão… ou no Iraque (ou até no seu próprio país, seja em subúrbios habitados por índios ou africanos americanos); Ou se o regime de Israel (essa democracia organizada por um dos exércitos mais generosos do planeta!) será capaz de massacrar inocentes palestinianos…
      Talvez o JgMenos me sossegue, porque eu acredito que esses regimes apenas querem o bem da humanidade e que o mal do Mundo é, sem dúvida, esse monstro chamado Bashar Al-Assad.

      • JgMenos diz:

        Não se agonize mais … são muito capazes disso sob os rótulos ‘auto-defesa’ e ‘danos colaterais’.
        Mas sempre são guerras com estrangeiros, e não massacres daqueles para quem se tem deveres de governar cuidando.
        E há um outro promenor, que provavelmente não o impressionará demasiado: há liberdade de expressão e de voto nesses países. agressores.

        • GB diz:

          Mas é claro que sim! Não houve massacres durante a invasão do Iraque pelos EUA. Fallujah foi um piquenique (comparado com a Síria…) E aquele cerco dos israelitas a Gaza em Dezembro de 2008? Aquilo foi tudo encenado.
          Concerteza que há a liberdade de expressão nos EUA e em Israel. São estados agressores maravilhosos.

        • Pedro Pinto diz:

          Mas não deixam de ser agressores e de não terem o direito de massacrar países e povos para controlar o seu petróleo ou para abrirem o caminho para o Irão, primeiro, e para a China depois. Ou têm?

    • Carlos Carapeto diz:

      Pode dizer quais são as fontes de informação que baseia as suas afirmações?

      Tem aqui a resposta às suas duvidas. Este brinquedo de Assad ficou neste estado por ter sido atingido com pedras de fisgas, tiros de Kalasch ou artefatos explosivos feitos a partir de caca de galinha.

      http://sp.rian.ru/international/20120607/153988072.html

      Se orienta a sua opinião apenas por aquilo que retira dos orgãos de informação dominantes (parece ser o caso). Afirmativamente que é alguém mal informado.

      Se é assim deixa de ter competência para criticar quem conhece melhor sobre o assunto.

      Até parece que não tirou quaisquer lição da agressão à Líbia, e da enxurrada de mentiras que disseram para justificar esse ato.

      • eu diz:

        Eu acho que ,essencialmente,é mal formado o dito ‘JogaMenos com a cabeça do que com os pés’,caro Carapeto…. 🙂

  11. Não vejo em que é que as duas moções sejam antagónicas. Antagónicas, sim, podem ser as forças que praticam os massacres; mas condenar um massacre não é contraditório com condenar outro massacre.

    • De diz:

      Peço desculpa mas são de facto antagónicas.
      É ler os textos.E os textos estão linkados à posta do Bruno
      Simples

    • Leo diz:

      “condenar um massacre não é contraditório com condenar outro massacre.” ????

      Nem reparou que o massacre é o mesmo? Pois é mesmo o mesmo.

      O voto do PCP condena “o massacre terrorista na localidade de Al-Houla”. O voto do PSD/CDS condena “as forças afectas ao presidente Bashar Al Assad que reiteraram as violações dos direitos humanos massacrando mais de cem pessoas na cidade de Houla”.

    • eu diz:

      Será o senhor, o artista do trapézio voador?Ou contorcionista?

    • miguel serras pereira diz:

      É evidente, José Luiz Sarmento. A Amnistia Internacional tem denunciado malfeitorias dos dois lados. O que não nos deve fazer esquecer que o bando governamental leva largamente a melhor em termos quantitativos – e, ao que parece, também qualitativos (mas não tenho especial jeito para escalas de horror maior e menor).
      Também não é preciso sustentar ou acreditar que o conjunto dos opositores ao regime de Assad é uma frente democrática para compreender que na Síria ou noutro lado não há democrata digno desse nome que não deva opor-se-lhe, a pretexto de que há também muitos não-democratas na oposição.

      msp

      • A.Silva diz:

        Cá está novamente o miguelinho a sustentar as teses agressivas e criminosas do imperialismo, tal como na Líbia não tem o mínimo pejo em alinhar com as forças mais retrógradas que deus no mundo plantou.

        Este msp é mesmo reaccionário.

  12. Rui Pires diz:

    Desculpa lá Bruno, mas até eu votaria a favor do voto de condenação proposto pelo PSD/CDS-PP! de tão ingénuo que é a única coisa que pretende é levar os culpados à justiça. Obviamente que o voto de condenação proposto pelo PCP nos dá uma clara visão da sociedade em que vivemos…

    • De diz:

      Até votaria a favor?
      Parece que não leu a moção….

    • Leo diz:

      “até eu votaria a favor do voto de condenação proposto pelo PSD/CDS-PP! de tão ingénuo que é a única coisa que pretende é levar os culpados à justiça. “???

      Nem isso esse voto propõe mas tão somente a condenação “pelo ataque bárbaro em Houla, pela violação dos direitos humanos praticada pelo regime sírio”.

      Quem quer levar os culpados à justiça quer que haja um julgamento. Ora eles já concluíram que foram “as forças afectas ao presidente Bashar Al Assad que reiteraram as violações dos direitos humanos massacrando mais de cem pessoas na cidade de Houla”. Isto está lá escrito, preto no branco.

  13. Edgar diz:

    Veja-se a denúncia da utilização de uma falsa prova fotográfica sobre o massacre de Houla.
    (http://antreus.blogspot.pt/2012/06/o-massacre-da-verdade-do-blogue-de-jose.html)

  14. Carlos Carapeto diz:

    De acordo que qualquer pessoa sensata tem que se indignar com aquilo que está a acontecer na Síria.

    No entanto é errado e contraprocedente alguém pretender fazer uma avaliação avulso e precipitada daquilo que se está a passar, sem saber o que está em jogo, ignorando os verdadeiros objetivos de quem está a promover o conflito.

    Assad é um empecilho aos interesses do imperialismo na região. As sacrossantas democracias Ocidentais acusam-no de ditador. Mas em comparação com os dirigentes das petroditaduras do golfo, Assad pode ser considerado um distinto democrata.
    A matança na Síria é financiada e patrocionada do exterior. Colin Powell quando da invasão do Iraque ditou logo a setença do que ia acontecer à Síria. Portanto o que se está a passar não é novidade nenhuma. O general Wesley Clark quando passou à reserva há cerca de um ano confirmo-o sem rodeios.

    A campanha de desinformação tornou-se tão vergonhosa e truculenta que no massacre de Hula em Maio a BBC teve o “arrojo” em mostrar imagens feitas no Iraque em 2003.

    Além disso sabesse que já há forças especiais da OTAN e de outros países a operar no interior da Síria, que os opositores ao regime são treinados em campos no Kosovo.

    É também do conhecimento geral que os países da OTAN estão a armar os guerrilheiros (terroristas) com misseis anti tanque 9 K 115-2 e Kornet, tratasse do equipamento mais moderno que existe na destruição de viaturas blindadas. Ainda há pouco tempo foram apreendidos 500 kg de explosivo IED por as forças Sírias. Um produto com alto poder de destruição usado por a OTAN.

    Portanto frente a esta realidade é compreensivel quem promove o conflito na Síria e quem são os verdadeiros responsáveis por os milhares de mortos.

    Catarina a Grande no seculo 18 já sabia que quem controlasse a Síria tinha as chaves do Império Russo.

    Tudo isto são factos que deveriam servir de lição e estimulo para os combates que se avizinham, são razões suficientes para a união daqueles que se propõem lutar no sentido de derrotar o imperialismo e contrariar os seus designios de dominio total e absoluto das riquezas do planeta, porque é esse o seu unico objetivo. Antes no Vietname, depois na Jugoslavia, a seguir no Afeganistão e Iraque, o ano passado na Líbia, hoje na Síria, amanhã no Irão.

    Nem um passo atrás. A democracia e os direitos humanos não podem servir mais de pretexto para novas agressões e ocupações. Quem conhece os crimes bárbaros praticados por o imperialismo no Vietname sabe que superam todos excessos cometidos no campo socialista.

    Assad é a besta negra, por não alinhar com os interesses

    • Des diz:

      É claro que quem controla a Síria, controla o império Russo!
      Durante centenas de anos foi o império Otomano, potência tutelar do que agora é a Síria, que controlou o seu arqui-inimigo império Russo. Depois de 1918, toda a gente sabe que a União Soviética foi dominada pela França, que passou a potência colonial na síria até meados dos anos 40 do século passado.
      Haja paciência para tanto disparate!…

      • De diz:

        Coitado de des.
        Não tem paciência para tanto disparate?
        Um esparadrapo para lhe limpar as lágrimas
        e um pouco de paciência para …

  15. closer diz:

    O problema de fundo é que bruno carvalho ainda não aprendeu nada. E não é que não possa, é porque não quer. para ele o regime de Assad é democrático e anti-imperialista, mesmo que massacre o próprio povo sírio. Como o regime da China é socialista (mesmo que pratique a maior exploração capitalista), Cuba é a vanguarda da revolução mundial (mesmo que os dissidentes continuem na prisão) a Coreia do Norte é modelar e até Angola continua a dar passos firmes no sentido da justiça social.

    Para bruno carvalho nada mudou e o muro ainda lá está. E, de facto ainda está, mas na cabeça dele. Esta visão religiosa, em que o partido substitui o dogma da infalibilidade papal, quais testemunhas de jeová dos amanhãs que cantam, aprendidos de bibe na soeiro pereira gomes, já não chega a ser um anacronismo. É apenas uma inércia mental, uma fé cega reaccionária. É uma espécie de seguidismo acrítico que nada aprende com o mundo, nada questiona, nada desafia. Seria inofensivo, se os danos que esta atitude provoca à esquerda não fossem consideráveis.

    Quem desenvolveu a teoria de que os inimigos dos meus inimigos são meus amigos, foi Ronald Reagan. Assim cresceram os talibans e o hamas. Assad pode massacrar o povo, como kadafi. Mas como o imperialismo não gosta deles, logo passa para o campo das forças progressistas. Já agora, onde anda o general Noriega que faz tanta falta a Bruno Carvalho

    • Carlos Carapeto diz:

      ” closer says:
      Como o regime da China é socialista (mesmo que pratique a maior exploração capitalista), ”

      Uma denuncia corajosa, merece aplausos.

      E para reforçar o seu acto de solidariedade em defesa das crianças Chinesas, que são vendidas como escravas, vivem em bairros miseráveis, convido-o a ver este video de crianças Chinesas a trabalhar para os capitalistas Norte Coreanos.

      http://www.youtube.com/watch?v=hl2kOz2TVrI&feature=related

      “Cuba é a vanguarda da revolução mundial (mesmo que os dissidentes continuem na prisão)”.

      Disse muito bem! Cuba está na vanguarda em enviar profissionais de saúde para todo o mundo para salvar vidas.

      Está tão preocupado com meia duzia de sabotadores presos em Cuba e não se preocupa com os milhares de presos politicos aqui ao lado, em Marrocos, alguns deles com mais de vinte anos de carcere?

      É preciso ter lata.

      Quanto a Noriega deve perguntar aos seus amigos da CIA, é um produto fabricado por eles.

    • Gentleman diz:

      Clap! Clap! Clap!
      A ortodoxia de que Bruno Carvalho é representativo tem muito mais a ver com uma postura religiosa do que com uma postura política que se possa considerar vagamente progressista. Qualquer tirania merece complacência por parte dos brunos desde que, claro, se oponham ao “imperialismo”.

      • A.Silva diz:

        Já a postura deste gentleman é a mesma do neurónio que, coitado, vive só e abandonado na sua pobre cabeça.

    • Pedro Pinto diz:

      Mas tu sabes quem cometeu o massacre na Síria? Parece que sim, tantas certezas tens? O massacre de Houla é como o de Racak, como os bebés kuaitianos… Pretextos para a guerra!

      • De diz:

        Não sabe nem quer saber.
        E tem aplausos perfeitamente plausíveis.
        O resto da conversa não passa disso mesmo:conversa fiada

  16. Бакунин diz:

    Camarada Bruno, a sua agonia deve ser imensa.
    Como pode haver uma esquerda que é contra todo o tipo de atentados aos direitos humanos ? e não apenas os perpetrados pelo lado mau ?

    Não tenho duvidas que votaria contra uma moção que condenasse o massacre da Floresta da Katyn, por ser uma manobra de propaganda imperialista.

    Mas votaria de punho erguido contra uma moção que condenasse os ataques de hiroshima e nagasaki. E estupefacto com um voto de condenação simultâneo do BE.
    Só o PC conhece a verdade, só existem crimes de um lado, o lado mau. É impossível haver crimes do lado bom, da “verdadeira esquerda”

    A meu ver, nestas votações sobre a síria, o Bloco teve a posição mais coerente, votou a condenar todos os crimes contra a humanidade, independentemente da cor de quem os perpetrou.

    Por outro lado, sobre a Grécia e o resgate financeiro.
    O bloco cometeu um erro ao votar a favor de tais medidas. Mas todos erram, e com certeza que não foi o primeiro nem será o ultimo erro cometido pelo bloco. Tal como qualquer outro partido erra.

    Mas pelo menos no bloco pode-se discutir abertamente tais assuntos, pode-se por em causa decisões tomadas pela mesa nacional, ou pelo grupo parlamentar, as discussões sobre esse assunto ainda hoje acontecem dentro e fora do partido. E qualquer aderente é livre de expressar a sua opinião sem sofrer represálias.

    Claro está, para o Camarada Bruno, a sua mente toldada á martelada e algumas foiçadas, durante anos. Não é capaz de admitir que exista um partido progressista de esquerda que permita que os seus militantes tenham uma voz diferente da expressada pelo “centralismo Democrático” do seu partido.

    • Carlos Carapeto diz:

      ” Бакунин says:”

      Svinhiá! Cokoié te imêés pravó esplhozovat imiá BAKUNINE?

    • Pedro Pinto diz:

      A questão não é essa, como bem sabe, se consegue ler português. O problema não é o BE ter condenado dois massacres. É ter condenado o mesmo massacre atribuindo-o dois autores diferentes: o exército sírio e os grupos terroristas financiados do exterior. E isso é incompreensível…

  17. Rui F diz:

    O comunicado do Partido Comunista é uma fiel aborgadem Salazarenta: nem estão com eles nem deixam de estar. Pela enésima vez, em matéria de politica externa, este PCP é Salazarento e isolacionista até à ao tutano. Sempre com paninhos quentes quando se trata de condenar assassinos e carnicentos que por alguma razão não gostam dos Americanos ou dos Europeus.

    Tratam o assunto sob o ponto de vista das autoridades Sirias com pinças, e só falaram agora porque a condenação tem sido generalizada da esquerda à direita e o PC não queria dar parte fraca.
    Não é por acaso que em 4 pontos, só apenas num deles, condenam o massacre não condenado contudo quem o provocou.

    Eu se fosse deputado do Bloco, tinha-me abstido de caras à moção do PC, pela simples razão, que aquilo é 1/4 a condenar o massacre (sem condenar quem ordenou) e 3/4 a condenar a ONU, os EUA e a Europa.

    (Bruno, não tenho nada contra ti. Sente-te à vontade para fazeres o que quiseses com a minha opinião, embora saiba, que alguns tipos deste Blog, não gostam do contraditório e eliminam os meus comentários)

    • Rui F diz:

      emento…

      O PC: ” 3 – REITERA a necessidade de respeitar o “Plano Annan” e os esforços para a resolução diplomática do conflito”

      O que dá 50/50. No cravo e da ferradura.
      Contudo não invalida a minha opinião.
      Os Carniceiros da Siria e do Al AssAD, permanecem intocáveis aos olhos do PC.

    • Leo diz:

      “condenam o massacre não condenado contudo quem o provocou.” ???

      E quem é que o provocou? Ainda não se sabe, as investigações estão em curso.

    • A.Silva diz:

      Mais disponivel para embarcar nas teses da Clinton e companhia, até dá dó ver esta gente a sustentar os planos destes criminosos.

    • Pedro Pinto diz:

      E quem o provocou, sabes?

  18. LAM diz:

    As informações que vai havendo sobre a situação síria são contraditórias quanto à origem e aos culpados pelos massacres. Se a informação que chega está infectada, e acredito que esteja, ela não é infectada apenas por um dos lados do conflito. Não há anjos em qualquer um dos lados. Como tal, qualquer moção ou voto de protesto não se pode alhear desse facto, ou seja, a posição coerente de defesa e salvaguarda das populações atingidas tem de condenar TODOS os massacres, venham eles de onde vierem, e não ficar refém nem muito menos alinhar em jogadas geo-estratégicas de proveniências e protagonistas tão duvidosos. Da Coreia do Norte à China, do Egipto à Líbia mais recentemente, já deveríamos ter aprendido o que esse alinhamento acrítico não com as populações mas com as forças obscuras no terreno, podem trazer.
    Votos de protesto contra os massacres de populações? Todos! venham de onde vierem e mais houvesse.

    • Leo diz:

      “Votos de protesto contra os massacres de populações? Todos! venham de onde vierem e mais houvesse.” ???

      Não houve nenhum voto de protesto. Houve um alegado “voto de condenação pelo massacre na Síria” mas que na prática o imputava às forças sírias afectas ao presidente Bashar Al Assad” e houve um voto que “condena o massacre de Al-Houla e rejeita a estratégia de agressão e ingerência em curso sobre a Síria.”

      Obviamente os dois são contraditórios. Não se pode estar simultaneamente com deus e com o diabo.

    • miguel serras pereira diz:

      Muito bem, camarada LAM. Subscrevo e sublinho. Mas também é verdade que o regime que governa a Síria é a antítese de qualquer entendimento razoável da democracvia, a negação tanto no plano dos princípios como da acção das liberdades e direitos fundamentais e das condições mínimas de exercício da cidadania. Desta natureza do regime sírio não se segue – infelizmente – que todos os que se lhe opõem sejam democratas ou sequer defensores das liberdades e direitos fundamentais. Mas segue-se que aos democratas compete denunciá-lo e combatê-lo. Do mesmo modo que denunciar e combater os candidatos à sucessão que, combatendo embora Assad, visem a instauração de um regime também anti-popular, teocrático e/ou classista. Agora recusar combater Assad ou defendê-lo e ao seu regime porque nem todos os seus opositores são mais “democráticos” do que ele, é como recusar, em Portugal ou na Grécia, combater a troika porque entre os seus opositores mais ruidosos há fascistas e/ou nacionalistas fanáticos.

      Abraço

      msp

      • A.Silva diz:

        Deixe-se de hipocrisias miguelinho, o que você quer é a aviação do império a bombardear o povo Sirio, tal como na Libia, no Iraque, na Jugoslávia.

        E idiotazinho, combater a ingerência da Troika em Portuga, não é muito diferente de combater a ingerência imperialista na Siria…

      • Carlos Carapeto diz:

        Quem em nome da luta contra o imperialismo, recusa qualquer tipo de intervenção externa com o objectivo de proteger civis indefesos vitimas da violência, quer seja ela protagonizada por governantes, quer seja por grupos armados, está a fazer um exercício de retórica demagógica que em nada contribui para as causas que diz defender e muito menos está interessado na defesa das vitimas.

        Mas por outro lado quem em nome da democracia, dos direitos humanos e da protecção de populações indefesas vitimas da violência bárbara, advoga a intervenção externa sem se preocupar ao menos com as causas dessa mesma violência, está a colocar-se ao serviço do imperialismo. Que normalmente é quem promove a violência.

        É precisamente o que está a acontecer na Síria. Portanto aqueles que estão a defender a intervenção externa na Síria sem se preocuparem minimamente em denunciar quem a instiga, estão a colocar-se ao lado do imperialismo e dos seus interesses, muito embora façam uso de um discurso de teor progressista e de cariz humanitário.
        Isso é muito pior que fazer demagogia, é trair quem acredita na sua retórica enganosa . São uns palhaços serviçais do imperialismo.
        Sabem muito bem que a ONU tem poderes em caso de conflito proteger as populações, nem que para isso tenha que ser usada a força.

        A posição que os sicários do imperialismo (embora por vezes se apresentem com vestes progressista) estão hoje a tomar em relação à Síria, fizeram-no recentemente com a Líbia, antes com o Irão, com o Iraque assim, assim, com a Jugoslávia e continuam a fazê-lo com o Afeganistão.

        Parafraseando Luís Pacheco; Dá vontade de dizer P ….. P….

      • Des diz:

        Evidentemente. A situação na Síria é complexa, e não duvido que a oposição possa fazer “peças de teatro” para estrangeiro ver, que se traduzam em atentados e massacres. Também não tenho dúvidas que parte da oposição é oportunista e nada boa companhia, como aconteceu na Líbia, Egipto ou Tunísia, ou, na realidade, em qualquer revolução.
        Mas querer tomar o partido do actual Baas, tomar partido do regime, esquecendo todos os massacres confirmados anteriores, todas as manipulações de eleições, assassínios de opositores pacíficos, perseguições a opositores políticos, porque está contra o Ocidente, é de uma hipocrisia inominável.

    • Pedro Pinto diz:

      Acrítico? Ser crítico é o quê? Aceitar e defender o bombardeamento de países, o derrube de governos e o controlo de recursos pelas grandes multinacionais só porque os EUA e as suas petrolíferas assim o desejam? Isto é ser crítico? É que é isto que se passa: Jugoslávia, Afeganistão, Iraque, Líbia – todas estas guerras tiveram muitas mentiras envolvidas, para justificar os objectivos imperialistas dos EUA e das potências da UE. Desse lado o PCP nunca estará…

  19. Escafandro do ocidente diz:

    Claro que o BE faz o jogo do telescópio da direita capitalista…O BE é esquerda farsante que serve para desviar as atenções…porquê o grande enfoque na Grécia???? A Grécia não pesa pouco ou nada em portugal . Se temos uma Espanha muito mais próxima, porque não ir a Espanha espoletar o povo…porque estão eles (BE) tão empenhados em reanimar o morto grego? Espanha tem mais de explosivo que qualquer Grécia ou portugal juntos….não estão lá porque ainda povo existe povo(e isso assusta os burgueses da esquerda), os espanhóis tem ainda o gene que aqui nunca passou de uma ideia.
    O BE é um resort entretido para o espirito burguês que não não se quer ver na sua materialização burguesa.

  20. MG diz:

    Pois é Bruno. Há malta que não aprende! Deixam-se manipular pelo imperialismo, estendem-lhe a passadeira vermelha, e quando os crimes do imperialismo os salpicam de sangue gritam como virgens ofendidas a sua imparcialidade. Já os conhecemos e desprezamos desde 36 – pelo menos!

    Bom trabalho e coragem.

    Um abraço,

  21. Teixo diz:

    A vossa tremideira dá nisto.
    Mas que raio de preocupação é a vossa, para estardes sempre a mexer nos tomates do BE?
    Se eles se enterrarem, enterram-se e pronto.
    Andais nesta merda há décadas, não saís da cepa torta e estais convencidos que, dizendo mal do vizinho, alcançareis a glória eterna.

  22. Miguel Lopes diz:

    Não existe nenhum “Plano Annan”. Isso é tudo uma treta. Também não há, nem nunca houve, um cessar-fogo. Isso é uma treta ainda maior.

    Há por aqui um grupo de comentadores da ‘Esquerda Nefelibata’, aquela das papoilas do Rui Tavares, dos hippies, dandies de salão e todos juntos pela luta toda. Essa esquerda vive na estratosfera, e portanto recusa-se a tomar uma posição geoestratégica. Chegam mesmo proferir enormidades do estilo: “não podemos misturar geoestratégia com luta de classe”..

    Estamos perante um confronto na região que põe de um lado o Qatar, Arábia Saudita, Jordânia (funcionando como futuros pivots da NATO e de Israel); e do outro lado temos o triângulo Síria-Irão-Hezbollah, em vias de ser desfeito. De lembrar que a Síria financia todos os movimentos de resistência na zona, todos! Faz a ponte entre o Irão e a resistência no Líbano, cede armamento (os mísseis scud de precisão que o Hezbollah tem são de retroengenharia síria), financia o Hamas (que agora alinhou com o Qatar), financia e apoia as FPLP, dá apoio logísitico ao PKK e financia a resistência iraquiana.

    Portanto, não. A geoestratégia é essencial para vencer o imperialismo. E não, não é tudo a mesma coisa, porque só um tótó é que abdica da táctica para vencer. E quem luta contra o imperialismo, pela causa palestiniana e pelo socialismo, encontra o seu campo na dita aliança táctica com o triângulo sobrecitado.

    É óbvio que nas eleições em 2014 votaria em Kadri Jamil, e não em Bashar al-Assad. É também óbvio que se eu fosse libanês seria do partido comunista, e não do Hezbollah. E se fosse iraniano estaria na clandestinidade. Mas nada disso altera a questão de fundo, porque a aliança é táctica.

    O argumento é teleológico: se o governo sírio não vence esta guerra, a NATO e Israel passam a dispor da região a seu bel-prazer. E todos os movimentos de resistência que referi desaparecem. Só um inconsciente é que hesita sequer, no momento de escolher o seu lado da barricada.

    Termino com uma citação, de Amal Saad-Ghorayeb:

    ‎”Any leftist who is arguing for a “third way” solution to the Syrian crisis is engaged in self-delusion. This is not a political solution but an intellectual one which grants him/her the luxury of moral consistency which ultimately only serves personal interests like one’s career and groupie followings—not the interests of a sovereign and secure Syria. The geo-strategic balance of power and the political exigencies at hand give us very little room for such irresponsible, “I- reject -both -sides” type anarchism. Where is this legitimate and powerful “third way” force that you speak of which champions resistance, individual freedoms and Socialist economics and which can successfully thwart the US-Israel-Nato and Arab moderate axis agenda for Syria in one fell swoop and reclaim your “hijacked” “revolution”? In the wishful thinking part of your mind, that’s where. Do the rest of us a favour, choose a side of the fence to sit on and stay on it. The situation at hand doesn’t permit wishy-washiness.”

    • Carlos Carapeto diz:

      Caro Miguel Lopes e se fosse Saudita onde preferia estar? A rezar na mesquita ou com a cabeça separada do corpo?

      Não confunda as coisas nem se fique pela “pequenez” do Médio Oriente, esta luta geoestatégica estende-se muito para além dos montes Pamir.

      Ouviu o que disse Obama recentemente? A nossa estratégia vai deslocar-se para a Ásia.

      Sabe o que disse a Senhora M Albreith quando era secretária de estado (ministra) . ” É uma injusta as imensas riquezas da Sibéria estarem ao serviço de um só país, deviam ser postas ao serviço da humanidade” Sabe a que humanidade a senhora se referia?

      Catarina a Grande no século 18 tinha esta opinião sobre a Síria ( era de outra extensão que não é hoje). “Quem dominar a Síria tem nas mãos as chaves da porta de entrada da Rússia”. A partir do momento em que os Turcos dominaram a região veja bem até onde chegaram a Norte?

    • Pedro Pinto diz:

      É isto! Boa malha!

  23. Des diz:

    Muito bem!
    Estejamos contra o Ocidente, mesmo que isso signifique estar ao lado do Irão, o verdadeiro dono do Hazbollah ou o grande financiador dos Assad, representante da minoria alauita, facção xiita tal como o credo seguido pelos aiatollahs.
    Que se lixe o massacre do Tudeh, que se lixem as camaradas irianianas e libanesas, perseguidas pelo enorme crime de quererem andar de cabelos libertos, que se lixem os direitos humanos: contra os USA, tudo vale!
    A quem segue padrões duplos, o dicionário de português chama de hipócritas. Já aos hipócritas, os aiatolahs iranianos chamam criminosos e executam-nos.
    Sorte destes aqui poderem ser livremente hipócritas, no infernal mundo ocidental onde vivem.

    • Miguel Lopes diz:

      Chama-se táctica meu amigo, táctica.
      Nenhum comunista esquece o que se passou no Irão, e pagarão todos muito caro!! Até o Hezbollah se teve que redimir pelos crimes do seu primeiro secretário-geral contra os comunistas libaneses.
      Mas você está-se a cagar para a táctica, porque você vive aqui no quentinho e não tem nada a perder. Pode dizer os disparates que quiser e ter “grandes posições de princípio”.
      Os outros que estão na Síria, no Líbano e no Irão a combater, sabem bem o que significa não fazer alianças por uma questão de princípio: significa morrer, ser derrotado, kaput!
      Sabe o que acontece aos comunistas sírios e curdos se Assad perde a guerra e o Qatar, a Arábia Saudita e a Turquia passarem a mandar ali?!?
      Ganhe juízo e escolha o seu lado da barricada. Não venha ensinar os outros a escolher o seu.

      • De diz:

        Bravo!
        O choro das vestais hipócritas esconde muitas vezes outra coisas.
        E são essas mesmas vestais que batem no peito e repetem a palavra : hipocrisia.
        Uma resposta à altura

      • José Moura diz:

        O tacticismo: O estalinismo reside nesta falta de escrúpulos, os fins justificam os meios.
        Quais fins? A substituição das massas populares por um conjunto de pseudo dirigentes iluminados e que se arvoram em seus represen-tantes para conquistarem o poder para si próprios.
        Assim, até se apoiam regimes monárquicos como o da Coreia do Norte, agora o regime Sírio ou o Irão, amanhã a repressão dos comunistas pelos mesmos Islamitas que apoiam.
        Dos princípios que se rasgam até às alianças mais anti-naturais como a que se realizou na AR para substituir o governo do PS por um muito melhor PSD-CDS. Excelente trabalho, viu-se!

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