Não há diferença entre a elite do futebol e as restantes elites do país. É tudo farinha do mesmo saco. Uns com a bola nos pés, os outros com as nossas vidas.

“A Selecção parece o big brother e é isto que me tem preocupado. Não é profissional. A Selecção passa a vida em festas, em charretes… É um circo autêntico. (…) Num país em crise, com 15% de desempregados, não se podem ter manifestações de riqueza. Os jogadores têm de estar concentrados no seu dever. A agressividade do povo português vai aumentar se eles não fizerem nada.”
Manuel José, treinador de futebol e profundo conhecedor dos motivos que estiveram na origem da revolução egípcia.

Desejo que a Selecção nem sequer venha a molhar a sopa neste Campeonato Europeu de Futebol. Que, nos três jogos que tem garantidos, não se festeje um golo, um remate a rasar o poste, à barra ou uma jogada de perigo. Que passem pelos 270 minutos de jogo em profunda agonia, fechados à defesa, goleados fria e copiosamente por cada um dos três adversários do grupo. Que não nos seja permitido um interregno de esperança às mãos de uma elite tão medíocre como fanfarrona. A mais despesista de todas as finalistas, liderada por um treinador que nem para orientar uma partida de matraquilhos tem capacidade, com os dois piores jogadores da prova a titulares, cabe a estes senhores fazerem-nos um último favor – Não joguem à bola, muito menos joguem à bola por nós, essa entidade estranha a que chamam de povo português.

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