ASSEMBLEIAS POPULARES – Uma ferramenta fundamental para ajudar a derrubar o governo.

Há pouco mais de um ano, no Terreiro do Paço, o movimento social descobria uma nova forma de actuação, passando a intervir politicamente a partir de assembleias. A acção colectiva, até ai sob monopólio absoluto das organizações tradicionais, passava agora a ser, também, testada além do conforto das salas de reuniões, raras vezes capazes de reunir além das fronteiras das supra-estruturas dos sindicatos e dos partidos políticos. Do Terreiro do Paço para o Rossio, dos bairros à Primavera Global no Parque Eduardo VII, aos vários milhares da Assembleia realizada na escadaria de São Bento, a lógica dos vários movimentos que ai confluíram passou a arriscar mais vezes a democracia de base e a diversificar as suas formas de acção e pensamento. A reunião em assembleia de pessoas de diferentes sectores sociais e profissionais, dos estudantes aos reformados, dos precários no contrato aos do contrato precário, o potencial das assembleias vem sobretudo do facto de ter mais cabeças a pensar do que aquelas que insistem em continuar a decidir tudo de costas. Nem sempre se pensa melhor, é verdade, mas quase sempre se decide bem.

Daqui a pouco, às 17h, no Rossio, volta a tomar a palavra, a proposta e o voto, contraria o medo que por aí anda a ser espalhado e, como propõe a Plataforma 15 de Outubro, vem derrotar a precariedade e o desemprego. Às 19h, há também assembleia à frente de São Lázaro, e entre uma e a outra piquetes de colagens do MSE.

 

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