“Não quero vingança, quero justiça”

26 DE MAIO 
Era 1h00 da manhã. Tony esperava que a sua companheira terminasse a limpeza do café onde trabalha. A polícia chegou. Passados poucos minutos iniciaram-se as agressões. Foi para a esquadra. Às 5h30 foi transportado para o Hospital Garcia de Orta. Tinha líquido nos pulmões, hematomas por todo o corpo e as costelas partidas. À saída do hospital terá dito: “Não quero vingança, quero justiça!”

26 DE MAIO 
Às 7h00, Benedita Machado regressava a casa com alguns amigos. No comboio terá sido interpelada para retirar os pés do assento, ordem que cumpriu. Ao sair do comboio, na gare de Oeiras, um dos seus amigos terá começado a ser agredido por agentes. Saiu em sua defesa. De acordo com o seu relato foi arrastada pela gare e espancada na esquadra.

28 DE MAIO 
Passa-se em plena luz do dia na R. Morais Soares. Na versão da PSP o cidadão estaria a falar ao telemóvel enquanto conduzia, na versão de testemunhas presenciais, o cidadão estaria a falar ao telemóvel dentro de um carro estacionado. Os primeiros afirmam que o cidadão injuriou o agente, os segundos terão visto o cidadão dirigir-se a um multibanco para pagar a multa afirmando que o ambiente só aqueceu quando o agente se recusou a devolver-lhe os documentos. O que aconteceu de seguida pode ser visto num vídeo que circula pela internet. Um desproporcionado número de agentes chega ao local, retira violentamente uma criança dos braços do pai e detém-no.

Tudo isto passou-se em 72 horas, na área da Grande Lisboa, o que torna difícil de sustentar a tese da excepcionalidade. Das duas uma; ou há uma ordem política para que os agentes carreguem na população ao mínimo sinal de protesto ou as esquadras foram tomadas por milícias de extrema direita. Só o ministro Miguel Macedo pode esclarecer esta dúvida.

Hoje no i

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