Para onde vai o M12M®?

We are the protagonists of the Portuguese “Movement 12th of March” – that sparked the social uprisings in Europe over a year ago – and the initiators of a new kind of university arising right now in the Tamera peace research center, a project which has researched the foundations for a future without war for over thirty years. (…).

For this we ask for your support to get the necessary funding – $8000 to cover the flight tickets for six people and set up the logistic structures in Rio (a tent construction offering space for presentations, meetings, concerts, for encounter and book shop).”

O M12M, que desapareceu da luta política mal percebeu que ela tinha começado, que blindou e patenteou um evento que foi feito por centenas de activistas e ao qual responderam milhares de pessoas, que abandonou todas as plataformas de unidade à excepção das dirigidas pelo PS, está a fazer uma campanha financeira onde procura angariar 8 mil euros para ir ao Brasil com a Tamera Sollar Village, organização que é conhecida por tudo menos pela falta de verbas e, claro, por fazer propaganda da paz que aprendeu com os pacifistas dos colonatos israelitas. No meio disto tudo ainda tem o despudor de dizer que vai ao serviço “da criação de novos laços de cooperação entre movimentos, organizações e comunidades”?!?. Se daqui a um ano houver uma  social uprising na América do Sul, já sei a quem devo encomendar a comenda.

Tenho defendido, por várias vezes em circunstâncias muito adversas, os activistas do M12M. Sobretudo porque tiveram um acerto que, apoiado por uma parte significativa da população, abriu um conjunto imenso de possibilidades que têm vindo a ser interpretadas por gente e movimentos muito diferentes. Continuarei a respeitar boa parte dos seus activistas, não obstante a diferença de opiniões. Mas esse respeito não tolera mais o seu desaparecimento objectivo do campo da luta e este assomo de falta de modéstia faz lembrar o pior da vida política contra o qual outrora se rebelaram.

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10 respostas a Para onde vai o M12M®?

  1. Elizabeth Pelisson diz:

    Desculpa lá, não entendo onde entram para o contexto os colonos israelenses (o que não é o mesmo que israelita, mas aqui ninguém entende isso). A tal organização sobre a qual nunca tinha ouvido falar, pelo pouco que me dei ao trabalho de entender, está ligada à permacultura e surgiu da ideia de de alguns alemães. Tirando o Holocausto, não vejo conexões diretas entre judeus (em Israel ou não) e alemães, muito menos se aqueles forem colonos. A não ser que todos sejam reptelianos ou fruto de mutação genética lol.

  2. Rocha diz:

    Conheço bem Tamera pela parte ecológica do seu projecto. Sei que também se dedica a um pouco de tudo que vem da cultura hippie, espiritualidade, pacifismo, natureza, etc.

    Mas além de toda a conversa, Tamera é business. E o M12M parece mesmo estar a entrar para um business também.

  3. Leo diz:

    “Conheço bem Tamera pela parte ecológica do seu projecto. (…) Mas além de toda a conversa, Tamera é business. E o M12M parece mesmo estar a entrar para um business também.”

    O engodo começa pelo ecológico, reforça-se pela cultura hippie, espiritualidade, pacifismo, natureza, etc. Parece-me que ainda lhes dá o benefício da dúvida, mesmo depois de terem ido a Nova Iorque. Não se perguntou quem lhes terá financiado a viagem?

  4. notrivia diz:

    Uma das cenas que me faz sentir desconfortável nas apresentações deste pessoal e estirpes semelhantes é que são sempre todos muito bonitinhos e muito sorridentes…
    Certamente iriam me considerar ‘persona non grata’ se por acaso por lá andasse.
    Sou feio, mal disposto e com muito gosto. 🙂

    Estão a trabalhar para um mundo melhor a utilizar técnicas de marketing tipicas de comercializacão main-stream…
    Tamera uber alles?

    Mas sim, aquela conversa da humanidade/planeta como um todo harmónico dá jeito pra não dar ideia que no fundo só estão aqui a angariar fundos pra viajar a volta do mundo e contarem as suas maravilhosas aventuras (na India, no sudoeste asiático, na américa do sul, etc.), e aproveitar para dizer que assim tomaram contacto com pobreza extrema (de passagem claro e no âmbito do roteiro turistico, mas atenção, não é turismo qualquer. É turismo de aventura e sempre com uma entourage de gente cool, hippies com rastas e tal…) quando não muito longe no país/cidade de origem há situações destas que desconhecem, e desconfiam de quem as conta.
    Ganda life!

    • Francisco Venes diz:

      Eu até poderia responder mas num blog vizinho já falaram sobre os portugueses, as caixas de comentários e como é fácil atirar postas de pescada…
      http://arrastao.org/2543337.html

      Deixo o mesmo conselho que ao autor do post: Fundamento e conhecimento.

      • notrivia diz:

        Não pretendi mandar calar quem quer que seja.
        Posso ter sido um pouco cáustico na exposição, mas há dias em que é assim, e em geral não nutro grande simpatia por oportunistas.
        A mim parece-me que quem tem problemas com a expressão dos outros és tu, a não ser que estejam em consonância com as tuas ideias…

        Limitei-me a expor uma perspectiva pessoal concreta, até porque estou mais dentro do assunto do que presume… Mas não vou sequer dar-me ao trabalho de demonstrar porque pelos vistos a sua capacidade de interpretação deixa um bocado a desejar.

        Bela posta de pescada que atiraste ao relacionar o meu comentário com o dito post do tal blog.
        E mais uma vez, visto que quem tem problemas com as palavras dos outros és tu, não posso deixar passar esta oportunidade para te chamar HIPÓCRITA!

        • Francisco Venes diz:

          Bom, o post referido não tem nada a ver com mandar calar seja quem for, antes pelo contrário. Tem mais a ver com a qualidade e fundamentação do que se escreve.

          Se tens informação sobre o assunto, por favor partilha. Se te limitas a “atirar postas de pescada” sem apresentares provas para as tuas conclusões, então o que escreves não tem valor.

          P.S.: Não te exaltes…

          • notrivia diz:

            Então, em que ficamos? Nem sequer percebes o post que recomendas…

            Provas de mentalidades e comportamentos das pessoas envolvidas (neste e outros projectos que supostamente trabalham para um mundo melhor)?
            Tás completamente off.

            Isso é algo que terás que experimentar em primeira mão, mas cheira-me que já conheces e deve ser a tua praia…

            Não comentei para ser valorizado ou não.
            Não dou um pintelho do cú queimado para essas ondas das provas e refutações, até porque o meu comentário foi mesmo só para mandar uma baforada de dragão nas orelhas dos falsos e oportunistas (e não sei porquê, mas as tuas aqueceram um bocado ou é impressão minha?) que permeiam diversas organizações que clamam estar a angariar fundos para um mundo melhor quando no fundo não tem nada a ver. É só vaidade.

            E à luz da tua capacidade de interpretação/conexão de posts em blogues, comentários e afins, não era bom sinal estar a espera de aprovação vinda dessas bandas.

            Exalto-me quando me bem apetecer!
            Não sou pacifista!

  5. Francisco Venes diz:

    A sério Renato, eu até me dei ao trabalho de ler os links que aqui colocaste como “provas” para as tuas teorias da conspiração.

    Não sei se sabes mas o governo israelita é um dos meus ódios de estimação por todo o fundamentalismo religioso subjacente à ocupação e criação do estado de Israel e que hoje m em dia se mantém. Fui defensor da ideia que a única solução justa seria o fim do estado israelita, já mandei todos os judeus à merda mil vezes pelo sofrimento causado ao povo palestiniano e isso não vai resolver o problema. O estado de Israel, bem ou mal é uma realidade e muitos dos seus cidadãos desejam honestamente uma solução definitiva e justa. Se a paz não foi possível até hoje, acho que podemos agradecer ao governo de Israel e aos lobbys sionistas nos EUA que, com as suas políticas têm bloqueado negociações e fortalecido as correntes islâmicas extremistas numa sociedade pouco dada ao jihadismo. Partilho contigo um pouco da minha visão sobre o conflicto israelo-palestiniano por uma questão de clareza.

    Posto isto, não entendo onde é que as tentativas de Tamera de promover projectos de cooperação entre cidadãos/autoridades locais de palestina e israel tenha alguma coisa a ver com uma hipotétca aceitação da ocupação israelita. Parece-me inclusivé que essa cooperação poderá ser positiva para quebrar preconceitos de ambas as partes, muitas vezes instigados pelos verdadeiros responsáveis pela cotinuação do conflito.

    O manifesto “Gaza Youth Breaks Out”, que ajudei a traduzir para português uns anos atrás por concordar plenamente com o conteúdo, e que incluís nos vários links mostra-me que te limitaste a “sacar” uns quantos dados do site de Tamera, uma espécie de dumping informativo completamente desconexo. Aliás, tão desconexo como esta tua publicação.

    O caminho que o M12M decide seguir é da responsabilidade dos seus membros que, apesar das tuas preocupções, sabem bem o que estão a fazer e convictos que as suas escolhas serão o melhor contributo para a luta necessária. Inputs críticos vindos de fora são sempre importantes, quando são úteis e fundamentados. Este teu post é uma anedocta e inconsistente. Como tal, não passa de intriga e mal-dizer.

    Ahh, para um tão bom conhecedor de Tamera, informo-te que a “Solar Village” é apenas um projecto da comunidade e não o seu nome. Talvez queiras passar por lá e conhecer, quem sabe falar sobre Israel e a Palestina.

    Um abraço boliviano e esforça-te mais da próxima vez!

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