A queda de um mito

O não despedimento de Scolari após agressão a um jogador sérvio terá sido também obra de Pinto da Costa


Durante todos os anos que passou em Portugal, Scolari foi um mito. O antiportismo militante tornou-o admirado pelos adeptos do Benfica. Ao ponto de ter estado a um passo de ser seu treinador.
Afinal, vai-se a ver e Scolari, no nosso país, não passou de um joguete nas mãos de Pinto da Costa. O Presidente do FC Porto disse para Vítor Baía não jogar e ele fez-lhe a vontade durante 6 longos anos. Bem enganados estiveram todos aqueles que pensaram que Scolari nutria um odiozinho de estimação pelo FC Porto. Era só para enganar.
Pena que a história esteja mal contada. Scolari diz que o primeiro jogo que foi ver em Portugal foi o Belenenses – FC Porto, mas esse jogo foi só na segunda metade do mês de Janeiro de 2003 – e o resto da época? Disse também que nesse jogo Nuno Espírito Santo foi o guarda-redes do FC Porto, mas a verdade é que foi Vítor Baía.
É fácil de ver que se descobre mais depressa um mentiroso do que um coxo. Afinal, quantas versões Scolari já contou para o afastamento de Vítor Baía em favor do excelente terceiro guarda-redes do Vitória de Setúbal?
Mais difícil é perceber por que razão certas pessoas, que se pensava serem inteligentes, acreditam em histórias da Carochinha. O antiportismo tolda assim tanto as mentes?

Este artigo foi publicado em cinco dias and tagged , , , . Bookmark the permalink.

10 Responses to A queda de um mito

Os comentários estão fechados.