A cantiga é uma arma. As palavras são as balas!

Não sou um margem sulista fanático. Gosto de cá estar. Habituei-me. Difícil é habituar-me a não estar cá. São as pessoas (sempre as pessoas), a proximidade das praias e do campo (poder escolher é bom) e mais. Muito mais.

Depois é isto. É, de vez em quando, aparecer um tipo que sabe o que diz e sabe o que faz. E sabe que estar do lado certo não é só no que à margem do rio diz respeito! E por falar em respeito… o meu respeito pelo Chullage cresce à medida que vou tendo notícias do que diz e, principalmente, do que faz!

Esta resposta à pergunta (oportuníssima) do Nuno Ramos de Almeida é paradigmática. É de alguém que sabe o que quer e sabe o que faz e por que razão o faz.

Não acha que apareceu fora de contexto numa campanha sobre o desperdício alimentar em que a canção dizia “o que eu não aproveito ao almoço e ao jantar/a ti deve dar jeito, temos que nos encontrar”, uma espécie de dar os restos aos pobrezinhos…

Não participei com esse intuito. Fui contactado por uma agência que me pediu para participar numa campanha contra o desperdício alimentar e eu concordo que não deve haver desperdício alimentar. Até por uma questão pessoal, estou desempregado há seis meses e se alguém me dá uns iogurtes, se eu tiver fome vou comer. A música transformou-se em algo, porque realmente a letra passa o contrário do que quer passar. Acredito que não foi escrita com esse propósito, de serem “os restinhos da minha mesa para ti”. Se fosse assim, não participaria. Mas é verdade que, quem não conhece a intenção dos autores, ao ouvir a letra pode ter a perspectiva de uma cena paternalista, até ofensiva para a pobreza das pessoas. Agora acho que há imenso desperdício. A pergunta que faço é: na Inglaterra, quando os supermercados deitam a comida fora, põem lixívia e amoníaco para impedir que as pessoas possam comer, gente que efectivamente tem fome, aquela esquerda histérica que saltou para cima da campanha está disposta a pôr amoníaco no problema das pessoas e continuar a mandar soluções para amanhã para os problemas de hoje?

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64 Responses to A cantiga é uma arma. As palavras são as balas!

  1. Mas afinal onde é que você está? E qual é “a pergunta” do Nuno Ramos de Almeida e quem é que responde? A confusão está instalada à volta de um copo de água. “Sobra” pouco daqui.

    • Carlos Guedes diz:

      Onde é que estou? Não percebeu que estou na Margem Sul? E não percebe qual é a pergunta? Nem a quem é feita? Confusão?
      Tente lá de novo e veja se não está tudo no texto…

  2. Dédé diz:

    Pois, de boas intenções…

  3. Bruno Carvalho diz:

    Por acaso, eu que gosto do Chullage, não gostei nada da resposta que ele deu. Se te contentas com essa tentativa de defesa disparando contra a “esquerda histérica”, eu acho que é resultado de ele ainda não ter compreendido a amplitude da merda que fez (mesmo podendo ter sido enganado). No fim, lá melhora a conversa dizendo que é contra o assistencialismo (o que é uma contradição com o que diz sobre os restos de comida).

    • Carlos Guedes diz:

      Picaste-te… 😉

      • João Valente Aguiar diz:

        Não digas asneiras Carlos. Eu gosto e respeito o Chullage. Mas a resposta dele é estúpida. Claro que é melhor alguém comer do que passar fome. Mas porque ele acha preferível a caridadezinha à luta de massas (seja ela de sindicatos, movimentos, whatever)? E quem acha a caridade uma medida mais avançada do que a luta de massas, desculpa mas já está a resvalar para terrenos muito perigosos. A caridade nunca tem nada de esquerda.

        • Carlos Guedes diz:

          Ei! Calma lá com o andor! Eu não disse asneira nenhuma! E dizer que o Chullage prefere a caridadezinha à luta de massas é não saber o que é o Chullage para além da música que faz.
          Eu gostei da forma descomplexada com que ele encarou a pergunta do NRA. E pronto.

          • João Valente Aguiar diz:

            A tua “asneira” foi defenderes o Chullage. A frase que sublinhaste dele é uma tontice… E mto pouco de esquerda. Tal como a participação dele naquela campanha salazarenta.
            Mais valia ele dedicar-se só à música do que participar em coisas absolutamente… recuso-me a classificá-las. 🙂

          • Carlos Guedes diz:

            O Chullage lá precisa que eu o defenda…

        • José Manuel diz:

          Caro João:

          A caridade nunca tem nada de esquerda?

          A caridade (não a caridaridezinha) é solidariedade, é tempo dedicado aos outros e à ajuda fraterna dos outros – não com os restos, mas com tudo o que temos, abrindo novas possibilidades de vida, alterando situações.

          A caridade e a luta de massas não se opõem. Há muitos militantes do PCP (e independentes eleitos pela CDU) que fazem as duas coisas, como cristãos e socialistas.

          A campanha era um horror – uma imagem da exploração, da guerra de classes, humilhante, sem dignidade… De qualquer modo, de facto, a comida não pode ser desperdiçada quando há gente a passar fome. Não fazer nada perante esse desperdício, aqui e agora, é estúpido e imoral. Nesse aspecto, percebo o Chullage. Essa urgência não implica que não se lute ao mesmo tempo para que, o mais depressa possível, não hajam pessoas a passar fome.

          Abraço de um camarada

          • João Valente Aguiar diz:

            Cada um é livre de fazer o que quiser mas a caridade nunca é de esquerda…

          • Teixo diz:

            JoséManuel, totalmente em desacordo contigo.
            Solidariedade é estar ao lado, é lutar contra a pobreza, a exploração, pelos direitos, por uma vida digna para todos.
            A caridade (incluindo a “zinha”) humilha. Reparaste na satisfação com que as tias anunciaram os números da recolha?
            À pota dos “hipers”, quem dá, são os pobres, os que, tendo trabalhado uma vida, recebem uma miséria de pensão.

          • José Manuel diz:

            Teixo:

            Está em desacordo? Não parece. Caridade não é assistência – essa é uma distorção da palavra feita pela democracia liberal e pelo capitalismo; essa caridade foi “inventada” para efeitos políticos (concordo que esta caridade não é de esquerda, João). A caridade que já existia e permanece é, de facto, solidaridade (e, mais ainda, amor). Não é algo para apaziguar boas consciências que vêm os pobres pelo canto do olho. Não tem nada a ver “comigo”, mas “connosco”. É proximidade, é amizade, é contribuir para melhorar a vida de todos. Essa luta toma diversas formas.

            Há muita gente a trabalhar no Banco Alimentar. É bom que haja alimentos para dar a famílias carenciadas que não têm o que comer hoje, já, com urgência. Não se trata de restos. E não é verdade que quem dê sejam os pobres (“que recebem uma miséria de pensão”), como é óbvio.

            É preciso também lutar para mudar as condições que criam a pobreza.

            Abraço

          • José Manuel diz:

            Só mais um comentário. Fazer equivaler caridade e assistência é o mesmo que fazer equivaler patriotismo e nacionalismo. A vida unida, solidária, em igualdade, sem exploração, em liberdade, só pode envolver fraternidade entre as pessoas e os povos e amor pela humanidade como um todo (a que chamamos caridade).

            Abraço

    • André Silva diz:

      Nem mais, o Bruno disse tudo.

      E, Carlos, deixa os paternalismos do picanço de lado e admite que ao Bruno não lhe falta razão.

      • Carlos Guedes diz:

        Não me custaria mesmo nada admitir que o Bruno tem razão… mas não o acho. E a minha opinião é mesmo muito sincera. É o problema das opiniões… convictas!

  4. xatoo diz:

    obviamente mister Chullage
    basta a campanha ter o alto patrocinio do Cavaco para toda a Esquerda em peso comparecer, como aliás compete a todas as boas e ingénuas almas. Uma vez que já temos um Rocker, para completar o idilico quadro dos bondosos restos “desperdiçados” aos pobres falta só aqui um Padre. Que tal o Bispo das Forças Armadas? (para defender de rezas e armas em punho que os ricos não ponham amoniaco nem lexivia nas sobras)

  5. Pai dos povos diz:

    A extrema-esquerda diz-se contra a caridade mas depois defende o RSI que, na realidade, não passa de caridade… É que para a extrema-esquerda o Estado deve ter o monopólio da caridade…

    • Carlos Guedes diz:

      Que confusão para aí vai…

    • Baresi88 diz:

      Que extrema-esquerda?????????????????????????????????????????

    • Gentleman diz:

      Pois mas essa malta não designa o RSI de caridade. Chamam-lhe uma coisa mais ideologicamente correcta: “direito”.

      • Carlos Guedes diz:

        O silêncio é, também, um direito. Use-o com sabedoria!

      • Carlos Carapeto diz:

        O que o Estado enterrou no BPN servia para pagar o RSI durante 120 anos.

        Agora compare os resultados sociais entre uma situação e outra.
        Não encontra diferenças?

    • Rafael Ortega diz:

      Se uma pessoa ou instituição der comida ou medicamentos é caridade(zinha). Um nojo…

      Se for o Estado a dar dinheiro é uma prestação social.

      Há que ver as diferenças… 😉

  6. Moniz Febo diz:

    Já nos vamos habituando ao teu oportunismo de esquerda… Qualquer dia, por uns “tustos”, fazes o frete a um secretário de estado da direita…

    • Carlos Guedes diz:

      Isso é comigo? Tenho medo de quem me conhece tão bem ao ponto de me expor assim! Olhe… não seja ridículo, peço-lhe!

  7. Carlos Carapeto diz:

    Salazar também enviou comboios carregados com as “sobras” de Portugal para ajudar Franco. Enquanto se entretinha a fazer sanatórios para os Portugueses vitimas da fome.

    Quando e onde a caridade resolveu os problemas da humanidade?

    Quantas campanhas contra a fome já foram feitas por os famintos de África.

    E quais têm sido os resultados? Apenas tem servido para prolongar a agonia das vitimas

    A caridade serve para promover quem a faz.

    Diana Spencer também fez caridade espalhatafosa por os meninos Angolanos.

    Como alguém aqui já referiu, a caridade é humilhante, a mão que recebe fica sempre por baixo. Só a solidariedade é vertical.

    É lamentável pessoas que se assumem de esquerda alinharem neste tipo de patranhas, tendo plena consciência dos seus resultados futuros.

    Vale a pena repetir A Aleixo. Ontem rei e hoje sem trono/ Cá ando outra vez na rua/ Entreguei o fato ao dono/ E a miséria continua.

    • M.D. diz:

      Incrível! A Esquerda anda toda picada uma com a outra por questões de semântica. Uns chamam-lhe caridade, outros solidariedade, mas enquanto discutem “a minha esquerda é melhor que a tua” os mendigos vão passando fome…

      “Fui contactado por uma agência que me pediu para participar numa campanha contra o desperdício alimentar e eu concordo que não deve haver desperdício alimentar. Até por uma questão pessoal, estou desempregado há seis meses e se alguém me dá uns iogurtes, se eu tiver fome vou comer.” É tão simples como isto! Para quê tanto alarido? Que interessa o nome? Que interessa quem deu? O que interessa é que alguém ficou com a barriga cheia. Deixem-se de moralismos.

      • Carlos Carapeto diz:

        “M.D. says:

        Uns chamam-lhe caridade, outros solidariedade, mas enquanto discutem “a minha esquerda é melhor que a tua” os mendigos vão passando fome…”

        Praticava um acto de muita coargem se fosse capaz de denunciar as razões porque esses mendigos passam fome.

        Assim pactua cobardemente com quem cria essas situações de pobreza.

        Se não sabe porque existe fome eu explico-lhe.
        Sabia que uma tonelada de trigo hoje custa dez ou quinze vezes menos que custava há 40 anos?
        Isto passa-se com os produtos agricolas, industrias e todos os outros.

        Já alguma vez se interessou saber quem guarda esses lucros?
        Se se preocupa-se saber isso, sabia as razões porque´há pessoas a passar fome.

        • M.D. diz:

          Portanto você retira ao individuo toda e qualquer responsabilidade pelas suas acções e escolhas que faz nada vida, como se isso não se repercutisse no seu futuro. Como se a questão do preço da tonelada de trigo (quer que seja mais cara?!?!) não afectasse toda sociedade.

    • Gentleman diz:

      «Quando e onde a caridade resolveu os problemas da humanidade?»

      Quando e onde o socialismo resolveu os problemas da humanidade?

      «Quantas campanhas contra a fome já foram feitas por os famintos de África.
      E quais têm sido os resultados? Apenas tem servido para prolongar a agonia das vitimas»

      Quantos “movimentos de libertação” e regimes os comunistas apoiaram em África? E quais foram os resultados? Apenas mais e mais miséria. (Mugabe é o caso mais paradigmático)

      • Carlos Guedes diz:

        Já o Capitalismo tem resolvido os problemas a tanta gente…

        • Gentleman diz:

          Tem resolvido os problemas de forma menos má do que as experiencias socialistas já realizadas. Ou ainda tem dúvidas?

          • Carlos Guedes diz:

            Ainda? Não tenho réstia de dúvida de que está completamente errado!

          • Carlos Carapeto diz:

            “Gentleman says:
            Tem resolvido os problemas de forma menos má do que as experiencias socialistas já realizadas. Ou ainda tem dúvidas?”

            Tenho! Ainda não compreendi se Vc é um ignorante ou um demagogo.

            Diga-me; Qual foi o resultado da reintrodução do capitalismo nesses países? A não ser que considere progresso, a miséria e o sub-desenvolvimento que essas populações foram atiradas nos ultimos vinte anos.

            Porque além de verem agravados os problemas existentes, foram submetidas a outros que desconheciam.

            Sabe qual é o ordenado minimo na Roménia? Ou a redução no consumo de bens de primeira necessidade numa população não lhe diz nada?

          • Gentleman diz:

            «Ainda? Não tenho réstia de dúvida de que está completamente errado!»

            O que de mais próximo se tem de uma experiência científica para uma comparação entre o capitalismo e socialismo é a que se pode fazer entre os dois países que constituem cada um dos 3 seguintes 3 pares:

            1. RDA / RFA
            2. Coreia do Norte / Coreia do Sul
            3. Taiwan / China (pré-capitalista)

            Aqui estão dois tipos de sociedades com culturas e histórias muito distintos: uma europeia e duas orientais. E em cada par considera-se uma época histórica idêntica, com populações de cultura idêntica. O número de variáveis que uma experiência científica requer foi reduzido ao mínimo. Ainda assim, as três comparações mostram que as experiências capitalistas tiveram resultados muito superiores às comunistas em praticamente todos os parâmetros. Poderás argumentar que estes três casos só por si não são uma prova definitiva mas convenhamos são uma boa indicação da qualidade relativa dos dois sistemas económicos.

        • Atalhus diz:

          Já percebi que estais todos picados uns com os outros mas vnão sois assim tão de esquerda como quereis fazer parecer: independentemente de que quadrante for a vossa esquerda não vos esqueçais que sois HUMANOS, e que ajudar é a palavra certa, independentemente do aproveitamento que estas campanhas sempre terão. Nem os politicos seriam dignos do nome se o não fizessem… Ajudar quem necessita não é caridade, é um dever. Independentemente da cor politica que tenha… Sou também da margem sul, mais exectamente da margem esquerda, e nunca fui contra seja o que for que esteja certo, vindo que seja da parte dos «ricos»… Outro dia ouvi um «camarada» inflamado a gritar que tinhamos de acabar com os ricos, pasmei! Eu luto todos os dias para acabar com os POBRES! E sou de esquerda

      • De diz:

        Hum…há aqui alguma perturbação fruto do desvelo ideológico a que se soma a ignorância petulante e mistificadora.
        (Mais uma vez gentleman resolve as suas pequenas perturbações com o recurso ao desvio para outro tema).
        Ora bem.O capitalismo não está a resolver nada.Ou melhor está a resolver sim os interesses das classes dominantes.
        Alternativas são precisas.E o socialismo aí está.
        Sorry gentleman mas não fale cedo demais.

        Quanto aos movimentos de libertação em África, mas também na América e na Ásia…em regra têm dado origem a países mais prósperos,mais iguais,mais desenvolvidos,fora do jugo colonial

        (Ah esse desejo boçal e tenebroso que esconde as saudades coloniais).
        Por outro lado países houve que apesar da independência formal ficaram ligados por um cordão umbilical neo-colonial.Curiosamente são esses que são hoje devastados por outros “interesses”
        (A agonia das vítimas é o que defende agora a boss do FMI.Com a nostalgia dos tempos coloniais fala com a prosápia toda da canalha que é.Pode ser que se lixe).

        Daí que, e apesar do idílico retorno aos outros tempos com que sonha gentleman, os movimentos de libertação fizeram o seu papel.Na América latina estão a dar engulhos ao tio Sam.Na Ásia transformaram–se em grandes nações.
        A pata do imperialismo é enorme.Mas já foi derrotada algumas vezes.
        Sorry gentleman

        Quanto à corrupção…não é preciso ir a Africa.Nós por cá temos de sobra.Um neoliberal assumido e confesso de nome Relvas tem-se revelado bem o que esconde e o que não esconde.Mas há mais.Dias loureiro e Oliveira e Costa medem meças com qualquer Bokassa.

        • M.D. diz:

          Quando não há argumentos que sustentam um discurso claro e objectivo, opta-se por uma escrita “à la Manuel Alegre”, pomposa e preconceituosa, que mais não faz do que julgar e insultar quem pensa de forma diferente. Utilizando a sua expressão, Sorry DE, mas está bem à vista de todo o mundo o resultado real desse seu ideal de vida nos países que tanto adora. É que fica dificil para si ter alguma credibilidade com um rasto de miséria, ditadura e sofrimento tão grande…

          • Carlos Guedes diz:

            Espero que se este vosso namoro acabar em boda se lembrem de me convidar para o repasto…

          • De diz:

            Aqui fica registado que o “discurso claro e objectivo” de gentleman não o é.
            Apesar do convite à valsa por parte de Carlos Guedes, se MD toma as dores de gentleman, isso é um problema dela.O rasto de miséria, ditadura e sofrimento é um facto bem notório nestes nossos dias de troikas,UEs e quejandos.Bem pode MD tentar fugir e proteger o seu “amigo especial”,o Relvas.Continuo a chamar o nome aos bois e aos Dias Loureiro,Lagardes e colegas do circuito neoliberal-pesporrento.
            Daí que a fuga para o comentário aos “países que eu adoro” seja uma opção para MD.Quando não escrito, a dona inventa
            🙂

            Vamos a mais factos do paraíso neoliberal em que vivemos sem ter necessidade de ir buscar os companheiros Bokassas de MD e gentleman:
            “500 crianças alunas da Casa Pia foram, ao longo de oito anos, cobaias numa polémica experiência científica nos Estados Unidos”.
            A participação destas crianças em tais experiências era do conhecimentos das autoridades que permitiram que durante oito anos se submetessem a testes que, como explicou um dos especialistas ouvidos pela RTP, “nunca tinham sido feitos sequer em animais”.
            http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2549742

            A credibilidade pois então.

          • Carlos Guedes diz:

            Isso foi transmitido hoje? Desconhecia por completo.

          • De diz:

            (Carlos Guedes:
            Sucedâneos de Thatcher?
            irra que isso é um pesadelo)

          • Carlos Carapeto diz:

            ” M.D. says:

            É que fica dificil para si ter alguma credibilidade com um rasto de miséria, ditadura e sofrimento tão grande…”

            Pode dizer onde? Está a referir-se à Grecia?

            Ditadura, ditadura? Vou dar uma ajuda, quer dizer Honduras, não é? Nessa “democracia” onde em dois anos assassinaram vinte e três jornalista e outros tantos dirigentes sindicais e opositores politicos.

            Miséria e sofrimento só se pode estar a lembrar-se do trabalho infantil no Paquistão, das operárias texteis do Bangladesh que ganham um ordenado milionário de 34 € mensais.

            E a MD adora isto?

            http://www.amnistia-internacional.pt/dmdocuments/Bairros_Degradados.pdf

            http://www.youtube.com/watch?v=hl2kOz2TVrI&feature=related

            Ignora que esta situação é provocada, mantida e serve os interesses do sistema politico que não se cansa de defender?

            Ou seria

        • Rafael Ortega diz:

          “Quanto aos movimentos de libertação em África […] em regra têm dado origem a países mais prósperos,mais iguais,mais desenvolvidos,fora do jugo colonial”

          Parece mais que na maioria dos casos se substituiu um ditador branco por um ditador preto. Angola é um bom exemplo disso.

          • De diz:

            Mais uma vez a conversa civilizada esconde a nostalgia colonial

            Mas estes tipos não se enxergam?
            Que o país é deles?Que nós também por cá temos uma ditadura (a do Capital) servida por pulhas do gabarito de Passos Coelho e quejandos?
            E que isso não dá legitimidade a um qualquer outro ditador de nos entrar pela porta adentro?
            Que não são conversas de substituição de ditadores por outros ditadores que legitimam a ocupação colonial?
            E que de facto a regra acima indicada se confirma e é um facto?
            E que não vale a pena fazer pequenas batotas tão ao gosto de.
            O que escrevi foi:
            “Quanto aos movimentos de libertação em África, mas também na América e na Ásia…em regra têm dado origem a países mais prósperos,mais iguais,mais desenvolvidos,fora do jugo colonial”
            V. deixou cair dois continentes.Eu coloquei-os lá de propósito.V retirou-os de lá também de propósito.

            Um dia falaremos mais de África

      • Carlos Carapeto diz:

        Abreosolhos!
        Mugabe já atravessou a ponte, bastou os Sul Africanos lembrarem “isto aqui é do nosso dominio” e os Chineses estenderem a mão.

        • M.D. diz:

          Quer exemplos actuais ou passados?

          Cuba, China, Coreia do Norte, Zimbabuwe, Venezuela, Bolivia…

          Mas tem sempre a URSS e todo o bloco de leste incluindo a Alemanhã pré-muro de Berlim.

          Quer mais?

          Laos, Vietname, Albania…

          Tudo bons resultados, para a liberdade, para a evolução, para a tecnologia, para a prosperidade economica e social dos povos, etc…

          • De diz:

            Lol.
            Tudo bons exemplos de experiências, umas mais válidas, outras menos.

            Mas o que sobra deste texto, de que nem se percebe nem a cabeça nem a cauda, é a ignorância mostrada por.
            A nomeação de países assim ao desbarato faz lembrar que quem assim escreve “adorava” filosofia.
            Percebe-se porque não singrou na dita.

            Quanto à liberdade…
            a “económica”?
            Lolol
            Sorry mas esta está fora do prazo.Friedman jaz morto e enterrado.

            Prosperidade social?
            Aí Carlos Carapeto pode responder-lhe mais acertivamente.Passa o tempo a deitar por terra o palavreado bacoco das coisas feitas neo .

            E dá algum gozo ver alguém feito barata tonta tentar esconder o resultado de décadas de governação da direita pesporrenta e neoliberal.
            Que utiliza todos os pretextos para que não se fale do país.E do capitalismo podre,caduco e nojento que nos conduz à degradação e à miséria.
            Não a todos,claro.Ele é florescente para a meia dúzia que vê concentrada em si cada vez maior riqueza

      • Carlos Carapeto diz:

        “Gentleman says:
        Quantos “movimentos de libertação” e regimes os comunistas apoiaram em África?”

        É pá; se gosta de ser colonizado, enfie uma corda ao pescoço e vá prestar vassalagem aos reis de Marrocos ou de Espanha, tem à escolha.

        Mas deixe os outros escolherem a liberdade que desejarem.

        • M.D. diz:

          Um comunista a dizer a alguém para deixar os outros escolher a liberdade que desejar, é a piada do dia…

          • De diz:

            Mais uma vez MD está equivocada.
            Pudera.O patrão só lhe dá a liberdade para isto

            Esta é a frase (injusta) mas apropriada aos disparates escritos agora por MD.
            Valeu?

  8. Samuel diz:

    “A cantiga é uma arma. As palavras são as balas!”

    Sem dúvida!
    E muitos dos comentários a este post revelam, mais uma vez, o grande perigo que são as balas perdidas… 🙂 🙂

    • Carlos Guedes diz:

      Maior problema é a velha questão do «fogo amigo»… 🙂

      • Carlos Carapeto diz:

        Não saber usar a arma também não é menos perigoso. Dão-se por vezes uns tiritos nos pés.

        Olhe lá bem para os sapatos que tem calçados.

  9. Carlos Guedes diz:

    São chinelos…

  10. Caxineiro diz:

    eheheheh, agora entendo porque tem a MD um discurso tão cheio de contradições. Gosta di apanhá.
    Será masoquista?..
    Não é que eu tenha a ver com o assunto…

    • Carlos Guedes diz:

      Peço-lhe que não vá por aí. Sinceramente.

      • Caxineiro diz:

        Por onde?…
        Era apenas uma alegoria, Uma figura de retórica dirigida ao discurso como coisa autónoma com coiso dentro, e não à pessoa que o produziu, que de resto não sei se existe na natureza, Quer-se dizer: na realidade
        A MD entendeu logo. Pudera! Não fosse a filosofia a sua especialidade…

    • M.D. diz:

      Obrigado por nos presentear com o seu bom nível.

  11. De diz:

    Não.Penso que vai ser transmitido amanhã na RTP1

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