Assim também se faz a luta!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na sequência de uma denuncia pessoal de um anuncio de emprego que me foi enviada milhares de partilhas e de vozes insurgiram-se no Facebook relativamente às condições indignas que ofereciam para um emprego como arquitecto.

A saber, o candidato tinha de ter mestrado em Arquitectura, falar e escrever fluentemente mais de duas linguas, ter viatura própria, dominar com pericia software de 3d e ter espirito empreendedor. Por 500€ mensais.

Esta oferta de emprego torna-se ainda mais grave por ser tacitamente apoiada pelo programa governamental ESTIMULOS 2012, um programa de combate ao desemprego, que pela oferta em questão, não mostra nenhum tipo de critério na hora de distribuir dinheiro publico nem exige o minimo da adequabilidade de salários às capacidades das pessoas.

Este grupo pretende funcionar como plataforma de denuncia de ofertas de trabalho com condições humilhantes, para que cada um de nós, mas também os partidos, os sindicatos, as ordens profissionais, os movimentos sociais e outros tantos possam ter uma base de trabalho com factos concretos, para repudiarem vivamente a desvalorização crescente deste factor estruturante da nossa vida colectiva que é o Trabalho.

Falsos recibos verdes, estagiários como quase directores de departamentos, contratos eternamente renováveis de 6 meses, salários abaixo do salário minimo, tudo cabe aqui. Sempre que possivel peço a quem quiser denunciar condições de emprego humilhantes que coloque o link original de forma a ser mais fácil a identificação da proposta de trabalho.

E pode ser também, que pelo caminho, alguns patrões ganhem vergonha na cara antes de fazerem certo tipo de propostas..

Adere e denuncia na página do FB:

DENUNCIA DE CONDIÇÕES DE EMPREGO HUMILHANTES

 

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

92 Respostas a Assim também se faz a luta!

  1. M.D. diz:

    Mas quem é você para do conforto do seu sofá dizer o que é ou não humilhante para mim?!?! E se eu entender que quero aceitar o lugar, nas condições propostas? Quem é você para se intrometer numa relação profissional entre um adulto e uma entidade privada, feita com base na legalidade? Será melhor para mim ser uma arquitecta desempregada e inexperiente, ou empregada e a ganhar experiência, a estabelecer relações profissionais com clientes e fornecedores, sem suma, uma profissional activa no mercado de trabalho?

    • Rafael Fortes diz:

      é a sua opinião…e isso diz tudo…

    • Não me parece que haja por aqui alguém a limitar o direito de cada um fazer as escolhas pessoais que entender, mas só um idiota sem amor próprio ou sentido de dignidade profissional não considera degradante e vergonhoso ver colegas de profissão a oferecer-lhe 15 euros acima do salário mínimo nacional enquanto o reconhecem como profissional altamente qualificado e lhe exigem um desempenho de acordo com esse estatuto. Mais uma vez: cada um aceita as propostas de emprego que quer, por necessidade ou porque sim, mas pior do que haver quem explore a necessidade alheia seria haver quem não reconhecesse o facto de ser explorado. Como arquitecto, fico (e ainda bem, e infelizmente pela enésima vez em vários anos) envergonhado com a minha classe profissional. Devia experimentar essa relação com a consciência. É difícil, mas salutar.

      PS: E não sei se é arquitecta ou pretendente a tal, mas raramente os explorados aprendem muito num atelier de arquitectura, transformados que são em desenhadores e maquetistas de luxo. Mas mesmo que aprendam imenso, produzem mais e esse produto é pago a quem mal ou nada lhes paga. Por isso, haja algum decoro.

    • Baresi88 diz:

      Em suma falta de cultura, falta de ensino, falta de ideias, falta de tudo nessa cabecinha tonta.

  2. M.D. diz:

    Não sou arquitecta. Quando escrevi “Eu” era num sentido lacto. A questão aqui é a juizo de valor que querem fazer numa situação em que ninguém para além das partes, contratante e contratado, é chamado ao barulho. Existem n arquitectos desempregados, nas caixas de supermercados, no desemprego, a fazerem estágios de borla. Acredito que para muitos iniciar actividade profissional seja tudo o que querem, e não cabe a ninguém vir diabolizar, humilhar em praça pública alguém que quer contratar outro, oferecendo-lhe aquilo que entende pagar. Já agora o que entende pagar está longe de ser 500 euros mensais, são mais 500x 1.4 (contribuições sociais juntas) x 14 meses pagos = 9.800 euros a dividir por 11 meses efectivamente trabalhados = 890 euros/mês (Isto sem juntar os aumentos de custos fixos e de imobilizado, decorrentes do trabalho: PC, contas de telefone, luz, economato, deslocações, seguros, entre outras). O peso do Estado no trabalho vê-se também aqui. A manutenção deste posto de trabalho concretizada na medida em que o produto do trabalhador pague pelo menos 890 euros mensais, e a seguir ainda tem que dar lucro. Caso contrário não faz sentido existir o cargo, e o tempo vai-se encarregar de o provar.

    • Rafael Fortes diz:

      Para quem não conhece a profissão, o esforço fisico, financeiro e psicologico que esta exige (assim como a formação universitária em si), as competências pedidas (nomeadamente a utilização de software 3d), nem as discussões que têm vindo a ser desenvolvidas em foros próprios sobre o valor próprio da profissão (debates disciplinares e que se prendem com condutas éticas e deontológicas) nem a autonomia necessária para um arquitecto dizer que é sentido lato é muita lata. Tentar passar a ideia de que aqui se tenta diabolizar um patrão bondoso e que faz muitos esforços para contratar alguém é sintomático do seu posicionamento ideológico. partilhei inicialmente no meu FB esta imagem, esta teve para cima de 1500 partilhas (ontem à tarde) e cada partilha tinha uma média de 20 a 30 comentários. A esmagadora maioria das pessoas achavam que esta era uma proposta humilhante e sentiam-se envergonhadas que no Portugal do século XXI, alguém tivesse o descaramento de oferecer pouco mais do salário minimo a um técnico superior altamente qualificado (sim, o manuseamento de software 3d exige uma especialização e uma dedicação profunda). O seu argumento de que isto é uma relação entre privados é tonto: 1º pq não é verdadeiro (o empregador recorre ao programa estatal ESTIMULOS 2012 que comparticipa com pelo menos metade deste valor, e não tenho a certeza, mas creio que isenta algumas obrigações como a TSU), 2º pq mesmo que assim fosse o estado tem a obrigação moral de regular as relações laborais e isso é um principio aceite universalmente (com as suas diferentes variações). Para finalizar, os estagios gratuitos de que a minha cara fala são um dos principais cancros na diminuição do valor trabalho na arquitectura e considerando eu que o trabalho é o factor estruturante da organização social, a sua desvalorização, é, sem margens para duvidas, a desvalorização da nossa condição humana

      • Rafael Ortega diz:

        “o estado tem a obrigação moral de regular as relações laborais”

        O Estado impõe salário mínimo (que neste caso é cumprido).
        Se o empregador cumprir com todas as outras obrigações (SS, subsídios a que o trabalhador tenha direito), se cumprir com todas as normas de segurança no trabalho, a questão resume-se a se a pessoa aceita trabalhar por aquele dinheiro.

        Quanto à situação em si:

        O problema com os arquitectos é que há muitos para o trabalho que há para ser feito.
        Conheço engenheiros recém-formados a quem ofereceram 700€ por mês e mandaram a empresa passear. No dia seguinte a empresa subiu para 1000€.

        Um arquitecto não se pode dar a esse luxo.

        O problema aqui, a meu ver, não é o empregador estabelecer um salário de 500€.
        O problema é o Estado ter permitido que apareçam cursos e haja vagas que nem cogumelos em várias áreas. O excesso de oferta de licenciados de determinadas áreas (direito, história, arquitectura, etc) faz com que o empregador se possa dar ao luxo de oferecer tão pouco, porque sabe que alguém irá acabar por aceitar.

        O empregador limita-se a oferecer um salário que considera, tendo em conta o número de profissionais disponíveis, que é realista.
        O Estado é que se demitiu das suas funções de regular o ensino superior (do qual é proprietário em quase exclusividade!).

        • Rafael Fortes diz:

          O estado está a apoiar e a ser conivente com esta proposta de emprego através do apoio do ESTIMULOS 2012. Mais, a obrigatoriedade da realização de estágios para acesso á profissão (e a não obrigatoriedade do seu pagamento) cria uma bolsa de mão de obra gratuita que, logicamente, reduz o “preço de mercado” do trabalho do arquitecto, o seu valor. Nisso também tem culpa o estado e os seus administradores (os governos) visto que perante o drama da situação dos estágios gratuitos (não só na arquitectura) não quiseram obrigar por via de lei ao seu pagamento.

          PS: no que toca ao ensino de arquitectura, para cada instituição do ensino publico existem 7 ou 8 do ensino particular e cooperativo, por isso neste caso concreto da arquitectura a critica não é muito acertada…

          • Rafael Ortega diz:

            Se não houver milhares de pessoas a mais que as necessárias o estágio nunca será gratuito. Experimente oferecer um estágio a um médico ou engenheiro pagando 0€ e verá a resposta.
            (falo de estágios após terminar o curso, porque acho que estágios de final de curso não devem ser pagos, mas isso são opiniões).

            Até pode haver vários cursos privados mas poderiam abrir se o Estado não permitisse?
            Mais uma vez foi o Estado que se demitiu da sua função.

          • Rafael Fortes diz:

            de acordo, os governos demitiram-se das suas funções. então também pensa, como eu, que o estado devia proibir os estágios não remunerados ou não?

          • Rafael Ortega diz:

            Se a pessoa ainda está a fazer a sua formação (conheço pessoas em cursos da área da saúde e ensino que tiveram que estagiar como parte integrante do curso) não devem ser pagos. É como uma tese ou um trabalho final de curso.

            Depois disso devem ser.

            Surge apenas um problema. Muitas vezes as empresas pedem alguma experiência profissional. Quem não tem não entra. Quem não entra não a ganha.
            Não sou contra que se proíba os estágios não remunerados, mas isso não irá melhorar as perspectivas dos licenciados em áreas saturadas. Quanto muito fará aparecer mais propostas como as que estão neste post. 500€ é melhor que 0€, mas dificilmente passará disso.

        • Essa última linha é cómica. O Estado é proprietário em quase exclusividade do ensino superior?! O Estado falhou, de facto, na regulação, mas a grande proliferação de cursos de arquitectura, por exemplo, deu-se no ensino privado, onde estão 80% dos cursos, raramente com um mínimo de qualidade, num aproveitamento descarado de um curso muito procurado e muito barato para as instituições de ensino, ainda que caro para quem nele estuda.

          De resto, há uma diferença enorme entre conceitos como legalidade, ética e moral. Compreendo bem e não critico quem aceita (por necessidade ou apenas porque sim) um emprego em condições vergonhosas, e ninguém disse até agora que aquele empregador incorre numa ilegalidade. Mas, a menos que entremos numa dimensão paralela em que todos os valores foram invertidos, não é possível afirmar que há ali um mínimo de consciência moral ou ética. É uma exploração e um acto de desprezo pelas qualificações exigidas, para mais sobre colegas de profissão, e um aproveitamento abusivo de incentivos públicos. E não, não é um reflexo do mercado, porque o que ali se procura é um aumento do lucro da empresa a partir da diminuição indevida do salário do trabalhador, cujo trabalho vale muito mais do que esse mesmo salário reflecte. Só quem não sabe nem quer saber como a área funciona pode afirmar o contrário.

          • Rafael Ortega diz:

            “O Estado é proprietário em quase exclusividade do ensino superior?! O Estado falhou, de facto, na regulação, mas a grande proliferação de cursos de arquitectura, por exemplo, deu-se no ensino privado, onde estão 80% dos cursos, raramente com um mínimo de qualidade”

            O Estado ou é proprietário, ou pode impedir que lhe apareça concorrência. Esses cursos que referiu existem porque o Estado permitiu. Da mesma forma pode impedir os que não têm qualidade de continuar a funcionar.

            Pode chamar-lhe aproveitamento se quiser. Mas é um reflexo do mercado, por mais voltas que queira dar. Há muita gente que consegue fazer aquele trabalho. Muito mais gente que empregos disponíveis. Alguém irá pegar naquele trabalho por aquela remuneração.

            Como já disse, o empregador só oferece aquele salário porque sabe que a vaga será preenchida.

          • De diz:

            O estado como entidade abstracta dá nisto.
            Parece que o estado ou é proprietário ou pode impedir que.
            E até pode impedir que lhe apareça concorrência.

            A porra toda é que quem decidiu,quem governou,quem promoveu a proliferação de Universidades Privadas foram os mesmos que hoje se banqueteiam com os desempregados
            Exigiam, a tal canalha que as fez nascer e desenvolver, mais “oportunidades de negócio”.Em nome precisamente do Mercado.
            Porque as vozes que criticavam tal postura foram abafadas por porem em causa o funcionamento do deus mercado.O direito sagrado ao lucro,sem qualquer entrave.
            Mas a coisa é ainda mais fétida do que aparentemente parece.
            É que,por exemplo, em áreas do ensino da economia,” muitas destas universidades privadas, institutos e fundações, pertença directa ou indirecta de grandes grupos económicos , o que ensinam é uma retórica e vulgata neoliberal, bem elaborada, a que não faltam expressões matemáticas para lhe dar um certo ar de cientificidade ao serviço das classes dominantes. Charlatanismo económico com os seus respectivos «catedráticos», os seus «académicos», que procuram com argumentos de autoridade e a conivência dos media, impor as suas ideias. As ideias dominantes são as da classe dominante e a ideologia económica dominante é a do neoliberalismo, vulgarizada por economistas e analistas nas universidades e grandes meios de comunicação, umas vezes por ignorância, por mimetismo, por interesse de classe e outras por interesse material (o filme «inside jobs» é muito esclarecedor destes casos). E, para além da linguagem, das expressões criativas e da produção ideológica nas universidades, temos também a simbiose entre o poder político e o poder económico, mesmo à «esquerda». Lembrar que Tony Blair deixou o governo e foi trabalhar para a J. P. Morgan, que Peter Mendelson está no Lazard, Roman Prodi na Goldeman Sachs, Gerard Shroeder no opaco conglemercardo financeiro, energético, da Gazpron.”
            Há mais.Muito mais

      • M.D. diz:

        Quer apostar que dos 20 a 30 comentários das 1500 partilhas, a gritarem sobre a humilhação que seria aceitar esta proposta, nenhum deles precisa deste trabalho???? São os chamados treinadores de bancada. Acham-se no direito de dar umsa opiniões bonitas, vazias, mas que obviamente não os afectam a eles. O empregador fez as suas contas, estiulou um rendimento liquido anual de 11.000 euros. Cumpre com a lei e agora está do outro lado alguém querer aceitar o cargo.

        • Rafael Fortes diz:

          Eu (eu mesmo, não outro) preciso de trabalho e preciso, preciso mesmo. Até vivo perto de Guimarães e considero esta proposta um atentado à honra da classe profissional, no minimo. Já agora acrescento que a OASRN foi informada e que a gestão da sua página no FB assumiu que ia informar a direcção no sentido de assumir alguma posição…já agora, fugiu com o rabo à seringa relativamente ao apoio do governo a esta proposta de trabalho…

          • M.D. diz:

            Não fugi. Antes de mais não lhe chamaria “apoio do governo” mas sim “apoio do Estado”. Por principio sou contra o subsidios do Estado para além dos óbvios, tais como o subsidio de desemprego. Este caso não é diferente.

            Sobre a sua situação, sem ofender, quem precisa, mesmo, mesmo, mesmo do trabalho não tem tempo para sentir humilhações. Desde quando é que trabalhar é humilhante! Humilhante é achar que por ter determinada formação académica, porque se estudou x anos e se tem determinadas competências, terá que aparecer alguém a oferecer-nos um trabalho com a retribuição que nós entendemos justa.

            Adoro filosofia. Odeio dar aulas. Fiz a minha avaliação e realizei que se fosse tirar o curso de Filosofia, poucas alternativas me restariam para além de ser professora. Previ o futuro e adaptei-me, fazendo uma escolha. O que seria agora eu ser formada em Filosofia, juntamente com mais uns milhares, e não achar justo estar desempegada… Ou exigir que alguém me pagasse de acordo com os meus conhecimentos para ter um trabalho…

          • Rafael Fortes diz:

            sabe quanto custa mensalmente um infantário? sabe quanto custam as deslocações? sabe que se somarmos mais uma ou outra despesa inerente ao facto de trabalhar nestas condições, a diferença entre ficar em casa e entre ir trabalhar é desprezivel? pá…sinceramente, desculpe mas por mim a conversa acabou…não tenho paciencia para o dogmatismo nem para a cassete neoliberal e do empreendedorismo…

        • Para não ser vista como uma treinadora de bancada, aconselho maior atenção às contas (estamos a falar de seis meses e não de um ano e não pode incluir as contribuições sociais como rendimentos do contratado) e ao facto de nesta discussão estarem pessoas que, usando o léxico desportivo que introduziu, já foram a jogo. Mas surpreende-me que continue a não perceber que a crítica não se dirige a quem aceita a proposta mas a quem a oferece e ao modo como o faz, aproveitando-se da necessidade alheia para oferecer uma remuneração que não condiz com aquilo que o trabalhador produzirá e que nenhum arquitecto pode seriamente oferecer a outro sem abandonar qualquer sentido de ética. De resto, se quer fazer uma defesa intransigente do mercado, então lembre-se que o mercado dita que uma empresa que não tem condições para funcionar, fecha. Se uma empresa não tem condições para gerar receitas sem recorrer a trabalho escravo (como os milhares de estágios anuais sem remuneração patrocinados pela Ordem dos Arquitectos nos últimos anos) ou trabalho precário (que é o que se chama a este salário com estas exigências, para mais com uma perspectiva de apenas 6 meses), então essa empresa é inviável.

          • M.D. diz:

            Quanto aos 6 meses em vez de 12, correctissimo. As contribuições sociais são de facto rendimento do trabalhador. Acontece que ele não tem é nenhum poder sobre o mesmo, pois é-lhe confiscado na origem (este é aliás um ponto muito importante, pois se fosse possível todos nós recebermos o nosso ordenado Bruto, e depois pagassemos ao estado as contribuições sociais, teriamos uma percepção muito mais real do custo do trabalho). Mas isso nem importa, as contas foram feitas para se ter a noção de que se em 12 meses (bem sei que o caso con´creto é para 6) um trabalhador recebesse 6.000 euros, na realidade o custo do seu trabalho para a empresa é de cerca de 9.800 euros, para 11 meses de trabalho. É apenas um facto, mais nada.

            Concordo perfeitamente consigo quando diz que se uma empresa não tem condições deve fechar. Não me parece que seja a situação. Existem n situações em que uma empresa precisa de mão de obra por um período de tempo pontual, por exemplo por baixa de alguém, por licença de maternidade, para um projecto especifico que assim o exija. Imagin-se agora que isso não seria possível…! Na minha empresa pelo menos 2 pessoas foram contratadas apenas para períodos pontuais (uma de 3 meses), e passados 4 anos ainda lá estão, e não é de certeza por caridade. Os DE’s da vida é que acham que o patronato (até tenho arrepios quando escrevo esta palávra) é o bicho papão. Deitam-se à noite a contar os trabalhadores que exploraram nesse dia. São visões de quem nunca se deparou com a dificuldade de produzir riqueza, acrescentar valor, arriscar, empregar e crescer, ou então visões daqueles que estariam sentados ao comando desse grande Titanica que foi o modelo socialista-comunista.

          • De diz:

            MD.
            Mais uma vez apanhada a aldrabar mais os seus 6 meses convertidos em não sei quantos mais.
            Contas à”empreendedora” pois claro
            :)

          • De diz:

            MD.
            “Os DE’s da vida” ?
            Hum…algum mal-estar?

            MD?
            Sorry
            Quem produz riqueza é quem trabalha.
            Não é o patrão

            MD?
            Já se percebe qual a estirpe de pessoas que ficaram irritadas com isto.
            http://5dias.net/2012/05/18/nick-hanauer-a-conferencia-que-a-ted-talks-nao-quer-publicar/
            E que a censuraram
            São assim do género MD.

          • De diz:

            MD
            Começa a soltar-se a língua?
            De frustada desempregada arquitecta, para desempregada tout court?A que se segue a trabalhadora amiga do seu patrão, por sua vez amigo da sua “trabalhadora”?
            Um pouco despeitada,parte para a cassete do modelo “socialista-comunista”?
            Falência do discurso do bom patrão?
            Do neoliberalismo?
            :)

    • De diz:

      Quando escreveu ” eu” o que pretendia era mistificar a questão.Passar pelo que não é, tomando as dores do patrão.Fazer crer que é uma desempregada e como tal disposta a tudo, obedecendo sem hesitação aos ditames do patrão
      Um gesto feio.
      E sujo!!!

  3. Nuno Cardoso da Silva diz:

    Nada que se não possa resolver com alguns cocktails Molotov… A questão está em saber quanto tempo vai demorar até que lá se chegue…

  4. Baresi88 diz:

    Pedro Jordão há sempre pessoas que gostam de ser exploradas e ser tratadas indecentemente, enfim gostam de ser sadomasoquistas, e infelizmente são aos milhares.

  5. Pai dos Povos diz:

    Não percebo o alarido. Ninguém é obrigado a aceitar esse emprego.
    Respondam a esta pergunta: vocês julgam que nos EUA os salários são muito mais altos do que em Portugal porque os empresários são mais bonzinhos?

    • De diz:

      Respondam?
      Mas que pedantice é esta? Não percebe o alarido? O que denota uma claudicação importante nas suas funções cognitivas ou um posicionamento em prol dos crápulas que fazem esta proposta?
      E depois quer que comparemos a pulhice patronal dum e doutro lado do Atlântico?
      Ou quer mais uma vez assacar a responsabilidade da situação para os que trabalham e são explorados?
      Deve estar enganado PP.O roubo institucionalizado e em condições humilhantes denunciados aqui bastam-nos por hoje.
      A resposta ao alarido de PP não cabe agora aqui. Ouvimos quotidianamente os PP repetirem ad nauseum os mesmos tiques e os mesmos comentários.Andam aos caídos para ver se ficamos quedos.

      Por hoje chega.

  6. De diz:

    Rafael Fortes posta um comentário sereno de denúncia concreta de uma situação.De denúncia de uma situação que se multiplica assustadoramente por este país fora.

    Como começa por responder MD? Da forma apressada como o faz,mas sobretudo da forma “indignada” como escreve?Eu cito-a:”Mas quem é você para do conforto do seu sofá dizer o que é ou não humilhante para mim?!?!”
    Eis o gesto e a palavra.Pensaríamos que se tratasse de uma jovem arquitecta desempregada, desesperada por encontrar emprego.Alguém a protestar contra o conforto do sofá(onde já ouvimos isso?).
    Após ser desmascarada no seu papel de arquitecta, poderíamos ser levados a pensar que a histeria inicial se ficasse a dever ao facto de MD ser, não uma arquitecta, mas sim alguém simplesmente desempregado,desesperado por, e com um desejo muito grande de atacar o sofá alheio.
    Não o é.Trata-se de alguém empregado e bem empregado (segundo informações da própria,atenção)
    Então porquê aquele início de comentário tão desabrido? O que faz correr MD para assim proceder?
    Três situações se podem colocar, pensando no texto de Rafael Fortes:
    -MD não gostou que claramente se denunciasse o apoio deste governo de neoliberais caciqueiros a esta proposta de trabalho.
    -MD não gostou que se mobilizem pessoas para a denuncia desta situação.
    -MD nem gostou nem da denúncia nem da mobilização.
    Eis os motivos da raiva incontida.

    A crispação visível em alguém que não está desempregada,que fala no conforto do sofá mas que se suspeita que a confortável é ela própria, que apelida os outros de treinadores de bancada,mas o que ela faz é exactamente isso….esse alguém é muito simplesmente alguém que se coloca do outro lado da barricada.E a tentar fazer o que lhe cumpre fazer.
    Anda aqui a fazer o seu serviço ideológico.Da forma pouco honesta como o faz

    • Πηγαίνετε στην κόλαση diz:

      Completamente de acordo. Não esquecer que existem assalariados políticos que andam pelos fóruns, blogues, onlines e afins, pagos ao comentário ou à hora, precisamente para efectuarem este “trabalho” de sapa, de contra-informação, de desmobilização. Só os fortes de espírito vencem. Estes, os falhados que andam a sabujar no esterco dos chefes políticos porque mais nada sabem fazer na vida (o rapazola a quem saiu o prémio de PM numa rifa do último Sorteio eleitoral acabou o curso (será que acabou mesmo como o outro inginheiro?) quase aos 40 anos, o percurso “profissional” foi efectuado na jota com os jotinhas, o padrinho Ângelo Correia deu-lhe um cargo de administrador (sem saber ler nem escrever) nas empresas dele e assim se contrói um “economista” que, contra tudo o que os livros e a experiência rezam e de quem percebe a sério e com profundidade de gesrtão económica, tem levado Portugal e os Portugueses de menos recursos à destruição total. Mas estas bestas usam palas nos olhos e, primeiro que Portugal, está o cartão do partido.

  7. M.D. diz:

    Desmascarada?!??!! Desafio a ser inteligente, por favor! Se eu dissesse que era neurocirurgiã ou estivadora, como é que alguém saberia se era verdade? Se fui eu que disse que não era arquitecta, acha que se o objectivo fosse fazer-me passar por uma, me desmaria a mim própria, sabendo que mais ninguém tinha a possibilidade de o fazer??? Não percebeu que era uma figura de estilo, que escrevi pondo-me no lugar de uma pessoa com aquelas caracteristicas?

    Quanto ao ter um bom emprego, nem lhe tento explicar pois não ia perceber. Só lhe digo que teno respeito e admiração pelo meu patrão, ambos cumprimos com as nossas obrigações, e quem me dera ganhar o suficiente para poder por os meus filhos numa escola privada. Tire as suas conclusões.

    • Caxineiro diz:

      Porque se queixa?
      É para pessoas como você, que não têm dinheiro para a saúde privada, escola privada etc, que existem os serviços públicos
      Para quem não tem dinheiro. Torne-se rica e o problema desaparece

      • M.D. diz:

        Concordo consigo.

        Permita-me então o Estado que eu deixe de descontar para serviços públicos (de fraca qualidade) e para uma reforma que não me vai devolver, e que decida EU o que fazer com o produto do meu trabalho, que é o meu dinheiro. Retire o Estado apenas e só do meu rendimento mensal a quantia suficiente para permitir que aqueles que nada têm (os pobres) possam ter à sua disposição saúde, educação e justiça.

        Permita-me o Estado e seria mais rica, e livre.

        • De diz:

          A esbaforida e indignada “arquitecta” revela-se uma desvalida defensora do menos estado,ancorada no DELA, com que alguns polvilham o caminho pessoal.
          Já ouvimos isso há centenas de anos.A falência do capitalismo faz nascer outros cogumelos que se lançam para a frente urrando contra o estado, tentando desta forma o mesmo de sempre.A perpetuação da exploração enquanto vão falando nas “liberdades económicas”
          Afinal MD sabe o que faz desde o princípio.
          Como já se mostrou

          Mas pugnando sempre pela liberdade do patrão explorar à sua medida.
          O discurso suavizado replicando o de um pulha que nos rouba e mente.Mas que serve o mesmo ideal.A saber.O neoliberalismo fedorento e

        • Caxineiro diz:

          Vou dar-lhe uma informação mas não conte a ninguem…
          O estado já permite que seja livre e rica, Rica! Empreendedorismo!!! Não seja piegas e forme a sua empresa! Olhe só o Steve Jobs…
          Esses impostos que julga pagar a mais são até um incentivo para que mude de vida. Saia da sua zona de conforto e faça-se empresária de sucesso Os seus filhos já poderão assim estudar na América. Repito: deixe de se lamentar
          E como bónus deixará de pagar impostos, que é o que a maior parte dos empresários fazem (tirando aquela parte do imposto reservada aos pobrezinhos, claro)

        • De todos os comentários que fez, MD, este em que se insurge contra o que retém o Estado dos seus rendimentos, é o mais absurdo. Os seus outros comentários podiam insinuar princípios ideológicos em que não me revejo ou que até me repugnam, pressupondo uma sociedade doente, sem coesão ou solidariedade, sem outros princípios que não o individualismo exacerbado e o dinheiro (não confundir com economia, que é algo de mais complexo do que julgam os muitos que, como a MD, falam do mercado, por exemplo, como se fosse uma simples conta de mercearia).

          Mas este seu último comentário reveste-se de uma ignorância e de uma ingenuidade que devia, para seu próprio bem, urgentemente deixar de parte. Começa com o preconceito clássico e genérico (e errado) de que todos os serviços públicos são de fraca qualidade – e aqui podemos lembrar-nos, usando exemplos clássicos de áreas de predação dos privados, da clara superioridade da maioria dos cursos superiores públicos face aos seus congéneres do ensino privado, ou da qualidade indesmentível de inúmeros serviços de saúde públicos, com os melhores serviços privados de saúde a dependerem precisamente de profissionais do sector público (que, maioritariamente, aí se mantêm simultaneamente).

          Mas onde chega a um grau de inconsciência surpreendente é na noção de que os seus impostos e contribuições servem apenas sustentar serviços públicos ineficazes e inúmeros parasitas por esse país fora. Mesmo não discutindo esses preconceitos, não pode com certeza estar a lembrar-se, como não se lembram os que costumam queixar-se das suas contribuições para o Estado, de quem nem todos os serviços públicos envolvem um balcão de atendimento e que a sua vida seria impossível, tal como a conhece ou deseja, sem os mesmos. Como circularia, como comunicaria, como viveria na sua cidade? Até porque o investimento público é cumulativo ao longo de gerações, e mesmo considerando todos os investimentos mal geridos, não é preciso ser-se um génio da economia para se perceber que não deve haver quem alguma vez tenha dado mais ao Estado do que recebeu. E isto sem falar do impacto social do Estado. Isto é tudo muito complexo mas isto é tudo muito simples, não há como não perceber. E contudo, é sobre isto que os ultra-liberais cultivam uma permanente amnésia, fingindo que não precisam do Estado para nada. Enfim.

    • De diz:

      Uma simples palavra:
      Desmascarada.
      O discurso inicial,prenhe de indignação histérica:
      ”Mas quem é você para do conforto do seu sofá dizer o que é ou não humilhante para mim?!?!”
      converte-se perante a evidência dos factos em:
      “Não sou arquitecta. Quando escrevi “Eu” era num sentido lacto”…

      “lacto” ,”lacto”
      Percebido e entendido.

      Tal como mete repulsa essa história de “adoro filosofia e o blá-blá que se seguiu”
      Como se a responsabilidade pela presente situação fosse apenas de quem fez mal as suas opções…
      Chegámos até aqui conduzidos pela direita pesporrenta-neoliberal.
      Os resultados estão à vista.
      E há quem tente tomar o partido dos responsáveis pela situação.E de quem factura com esta

      “É o capitalismo, estúpido”

      • M.D. diz:

        DE, a cada comentário seu transbordante de expressões como “patronato pulha”, “exploração do trabalhador”, “ultra-neo-liberalismo”, “controle dos meios de produção”, mais fica claro como a experiência do seu adorado socialismo-comunismo só podia dar no que deu no mundo… Para si a realidade não é coisa assim tão importante que se intrometa no seu caminho rumo ao seu ideal de sociedade. O Canada aparece no 6º lugar no indice de liberdade económica mundial e a sua adorada Cuba no lugar 177º, mesmo depois duma Coreia do Norte? Não pode ser. É a Heritage Fundation que são um grupo de pulhas neo-ultra-liberais, que veja-se querem implementar essa corrente de pensamento criminoso que é o Liberalismo. E é assim para tudo. Acredito que nem seja propositado, talvez esteja tão entranhada essa forma de “crer” ver o mundo, que não haja mesmo alternativa. Já lhe disse, e as palavras não são minhas, que o falhanço do socialismo-comunismo tem um histórico tão vasto, que apenas um intelectual não o consegue ver.

        Fazia bem de vez em quando irmos ver com os nossos olhos países onde estão implantadas sociedades que a nós apenas nos parecem tão bonitas e líricas. Faça isso que por enquanto ainda tem o que visitar, e depois tente nesses dias exercer lá a liberdade que o vil capitalismo lhe oferece por estas bandas.

        • De diz:

          MD?
          Está aí?
          “patronato pulha””controle dos meios de produção?..ultra-neoliberalismo?
          Ensandeceu?
          Eu disse isso?
          Ou lá no seu sítio dão-lhe um alista para debitar?
          :)

        • De diz:

          MD.
          Retoma discussões doutras postas?
          Está assim tão irritada?
          Mas porquê?Por ter sido assim tão evidente o ridículo da sua lista de liberdade económica mundial de que serviu duma forma tão canhestra?
          Está tudo aqui
          http://5dias.net/2012/05/17/uma-esquerda-de-combate/

          E como a mentira tem pernas curtas e como o seu objectivo é o que é…vou transcrever o que eu disse sobre tal indice para ficar patente que diz que eu disse e o que de facto escrevi

          Sorry M.D. mas os disparates têm um limite.
          “índice de liberdade económica”?
          O que é isso?
          Um índice dos tios banqueiros conservadores e neoliberais?
          Criado pelo The Heritage Foundation e pelo The Wall Street Journal.?
          The Heritage Foundation is an American conservative think tank based in Washington, D.C. Heritage’s stated mission is to “formulate and promote conservative public policies based on the principles of free enterprise, limited government, individual freedom, traditional American values, and a strong national defense”
          O Wall Street Journal, a publicação dos mercados, que está ligada ao gangster Rupert Murdoch?

          Sorry mas não servem nem os valores da defesa americana e dos seus mandantes, nem os da mafia organizada.

          Como piadas pícaras saliente-se que em primeiro lugar está Hong Kong (China).
          E em 7º um país que viveu sob uma besta, Pinochet.
          E em 12ª o Bahrain

          Sorry mesmo.Não serve.
          Mas pode constituir um bom tema para uma piada sobre o argumentário neoliberal

          (fala no Canadá agora…esqueceu-se de falar do Chile
          :)

          (Fala de Cuba e da sua posição…MD,sorry,Cuba fica para depois.Valeu?)

        • De diz:

          ” Já lhe disse, e as palavras não são minhas, que o falhanço do socialismo-comunismo tem um histórico tão vasto, que apenas um intelectual não o consegue ver”

          Mais uma vez atira para o lado?
          E mais uma vez manipula da forma “suave” como é seu hábito?
          Porque não diz desta vez de quem é a frase?De Thomas Sowell,certo?
          E o que eu lhe disse na altura?
          Thomas Sowell,?”Um “Milton Friedman Senior Fellow”?
          Sorry mas Friedman foi o que foi.E, como Friedman, era um Pinochet Senior fellow ( e já agora Gaspar também corresponde a um Friedman Senior fellow) as afirmações desta coisa são remetidas irremediavelmente para o lixo.
          Exemplo menor das relações estreitas que ocorrem com frequencia entre o neoliberalismo e o fascismo”

          Ah e já agora abandone esse estilo tão pretensioso de pensar que os outros são o que são porque não viram a “luz.”
          Valeu?

      • M.D. diz:

        Diga-me que percebeu e está apenas a brincar…? A sério. Diga-me que percebeu que alguém que se “desmascara” a ela própria, não pode ser desmascarada por outros, numa situação em que ninguém poderia saber qual a verdade? Eu sei que o comunismo é uma questão de convicção e não de razão, mas olhe que assim fica dificil.

        • De diz:

          Digo,digo.Sorry MD.
          Eu sei que era difícil continuar a fingir passar-se por uma arquitecta depois dos comentários fundamentados de Rafael Fortes e de Pedro Jordão.
          Basta ler o que atrás ficou escrito.Está lá tudo.A sua “histeria”.E o desaparecimento da mesma,tendo MD que se refugiar noutra pele.
          (Ainda a não do patrão amigo com quem convive tão bem
          …Mas já lá vamos)
          Entretanto começam-lhe a aparecer os tiques,como que surgidos do nada.
          A coitada solta-se e começa a falar no comunismo…
          Em que contexto?Há já sei.MD adora filosofia.E demonstra assim o seu conhecimento
          :)
          “adorei,adorei,adorei”

  8. Cidadão Comum diz:

    Não há problema nenhum na pessoa aceitar, a questão é outra, quando se ganha tanto em ser arquiteto como jardineiro, começa-se a construir um país de jardineiros… Alias, no fundo é essa a intenção da direita quando diz com desagrado “Portugal é um país de doutores”. No fim de todo este oportunismo, a única coisa que resultará serão analfabetos visto receberem o mesmo por muito menos em troca. Assim se promove o progresso labrego.

    • M.D. diz:

      Não consigo perceber como é que 500 euros/mês transformam uma pessoa em analfabeta, sendo ela um arquitecto licenciado. Portanto, sai da universidade um arquitecto, começa a trabalhar a ganhar 500 euros, e vira analfabeto, é isso?

      Quando se diz que somos um país de doutores é precisamente isso. Qualquer licenciado em qualquer universidade, em qualquer curso a 1ª coisa que faz é meter o Dr. no multibanco, na conta da água, luz, etc. Somos provincianos e achamaos que se tiramos um curso superior, seja ele qual for, temos direito a emprego, e bem pago. Neste momento o desemprego é um drama porque a economia morreu. Já estava muribunda com tanto intervencionismo do Estado, e com as medidas de austeridade deram-lhe a estocada final. Por isso não adiante andar-se a gritar “Direito ao Emprego” quando ele não se cria se não houver necessidade. E sem economia a funcionar, não mercado de trabalho.

      Outro problema é as pessoas não quererem ser responsabilizadas pelas suas escolhas. Por exemplo, quem tira um curso de direito deverá ter a noção que se licenciam milhares (dezenas de milhar?) de advogados todos os anos. Ou tem uma estratégia bem definida (leia-se cunha), ou se destaca por ser realmente muito acima da média, ou tem sorte, e o mais provável é acabar no desemprego. Não se pode tirar um curso e depois esperar que alguém resolva.

      • De diz:

        “Não consigo perceber” repete MD tentando criar um ambiente propício para.
        “A economia morreu” prossegue naquele tom despiciente de quem diz barbaridades como quem toma o chá das cinco.Será que se dará conta de tamanha tolice?
        “Moribundo com tanto intervencionismo de estado” prossegue naquele jeito peculiar de assacar a outros a responsabilidade pelo sucedido.
        Ora bem,por mais que custe a MD a situação presente tem responsáveis.Fomos governados por governos de direita e extrema-direita,mais ou menos neoliberal.Fomos governados pelo mais bestiário capitalismo.Tal como na Grécia aliás.
        Percebe-se que o objectivo da dona seja o de apelar para a obediência e sobretudo o não protesto.Há que não nos revoltarmos com as condições de trabalho oferecidas, há que não manifestarmos tal revolta, há que não exigir o “direito ao emprego”.

        A dona afinal tem um emprego.Um emprego em que ela e o patrão se unem nessa unidade laboral perfeita.Com a tradução prática da dona mostrar um horário laboral por demais flexível que lhe permite o postar a horas e a desoras.

        E depois num último parágrafo apresenta queixa pelo facto das pessoas não se responsabilizarem pelas suas escolhas.
        É demais.Já aqui abordei o assunto mas quando as coisas começam a ser demais tem que se dar o nome aos bois.
        O capitalismo gera desemprego.Não cabe aqui o desenvolvimento do tema.Mas é precisamente no desemprego que podemos ver uma das maiores falências desta sociedade capitalista.Uma sociedade assim não presta.Uma sociedade assim tem que ser combatida.Com todas as forças.
        Acontece que é do interesse do capital tal massa de desempregados. Acontece que todos os dias assistimos ao aumento do número de desempregados.Acontece que desde que a troika interveio, mais de 220 000 desempregados, que podem ser assacados às suas políticas.Seguidas da forma como o são pelos pulhas que nos governam.

        O que pode fazer a propaganda do poder para camuflar o dramático da situação?
        Como Passos Coelho, dizer naquele tom de vampiro friedmaneano que o “desemprego é uma oportunidade”
        e dizer que afinal a culpa de tanta mão de obra disponível…resulta das más opções dos desempregados

        Que nome dar a isto?
        Sabem-na toda.Por isso é tão importante o desmascarar contínuo dos babares desta gente

      • Cidadão Comum diz:

        Se é essa a única interpretação que consegue fazer do meu comentário, sim, é isso meu menino…

    • Pai dos povos diz:

      “Não há problema nenhum na pessoa aceitar, a questão é outra, quando se ganha tanto em ser arquiteto como jardineiro, começa-se a construir um país de jardineiros… ”

      Olhe que não… Nos regimes socialistas os salários dos trabalhadores não especializados não diferia muito do dos trabalhadores especializados. No leninismo mais purista era até igual.

      • De diz:

        Hum…
        Olhe que não?
        Então o defensor do Capital PP tem que se voltar para o “leninismo mais puro”?
        Era tão mau o leninismo mais puro.
        Bora lá arranjar então um outro melhor
        Lol

        • M.D. diz:

          Não percebe que quando os salários da mao de obra não qualificada (operário, estivador, trolha, servente, etc) são iguais aos da mão de obra qualificada (engº, advogado, médico, piloto de aviões, etc), algo de profundamente está errado?????? Não percebe que numa sociedade igulitária como a cubana ou norte coreana, algo está profundamente errado???? Não percebe que no mundo há pessoas espertas e pessoas burras, há quem se esforce e quem preguisse, há quem queira e quem não queira, e que tudo isso molda as competências que cada um tem, que determinam o que cada um pode fazer com elas?

          Claro que não percebe!!! Enquanto continuar a escrever coisas como “Quem cria riqueza é quem trabalha, não é o patrão” vai acabar por morrer chegando ao fim do filme sem perceber o final… É triste que em 2012 ainda se pense como em 1890. Portanto sem patrão é que era? O patrão está lá só a explorar! Esta argumentação é tão fraca nos dias de hoje que um miudo de 10 anos a desmonta. Volto a dizer que fico profundamente feliz por saber que mesmo (diria, principalmente) em tempos de crise mundial, o seu pensamento comunista-socialista está reservado para os 10% da sociedade que vive a vida atrás dos seus dogmas. É sempre bom saber que por mal que que estejamos, podiamos estar bem pior, fossem os DE’s a mandar…

          • Ai que eu agora fiquei tão baralhado. Então agora já acha que há algo de errado no facto de ser proposto o salário mínimo a um arquitecto? (Não que as dicotomias simplistas que apresenta não sejam lamentáveis, para mais pressupondo que vivemos numa meritocracia – não vivemos. Numa meritocracia, por exemplo, este post não teria razões para existir.)

          • Nem de propósito: http://economia.publico.pt/Noticia/centros-de-emprego-estao-a-oferecer-trabalho-a-licenciados-por-500-euros-1547728

            Mas hey, MD, está tudo certo, é só (aquilo a que chama) o mercado a funcionar, não é?

          • De diz:

            Sorry MD mas não consegue.Tente um pouco mais.
            Eu sei que é aviltante ver que o patronato de hoje responde da mesma maneira que o de 1890.
            Eu também sei que tal não cai bem numa fulana cujos dogmas são a defesa da status quo.Também sei que quem anda por aqui a defender o patronato mais reles, o anda a fazer também por questões doutrinárias.
            O capitalismo aí está em todo o seu esplendor de misérias e de horrores.A dona foge ou tenta fugir, apresentando a situação como a melhor dos mundos.A dona foge como pode e repete os estribilhos habituais.
            O seu darwinismo social já foi referido.As suas contradições mostram-na como uma catatua.Voa para onde vai o vento.Desde que obtenha o que quer e como quer.Parece qualquer dos governantes que nos têm saído na rifa, que hoje nos dizem uma coisa e ontem nos disseram outra.As campanhas eleitorais estão cheias de coisas assim.O objectivo é claro.As evidências aí estão. Estamos como estamos.Os pulhas não querem só a recuperação dos seus lucros abissais,como também querem ajustar contas com tudo o que cheire a Abril.
            Sorry.A verdade sempre
            Agora leia o sensato comentário de Pedro Jordão

      • M.D. diz:

        Exacto, para algumas cabeças ai é que era bom, pois não havia desigualdade. Era tudo igualmente pobre.

        • De diz:

          A dona terá alguma dificuldade com o português?
          Tem que se esforçar mais.Porque o que diz, ninguém disse.
          O que se diz é que tem que acabar com a exploração do Homem pelo homem.
          Dá para entender?
          Quanto à pobreza,fruto directo da sociedade em que vivemos,sorry,basta ver como estamos.
          Sob a batuta dos Passos Coelhos de ocasião e das Merkel de plantão

          “É o capitalismo estúpido”

      • Caxineiro diz:

        E durante a comuna de Paris?

  9. Martelo diz:

    aposto que M.D. não é mais nem menos de que uma das muitas cabeças iludidas com a ideia de que o desemprego é “um desafio às nossas capacidades”, e que só não trabalha quem não quer…

    infelizmente os argumentos que leio nos comentário aqui feitos por M.D. são o tipo de comentários que oiço de trabalhadores e jovens recém licenciados que vou apanhando nos transportes… que engolem as patranhas do “empreendedor”…

    • M.D. diz:

      Martelo, o que disse é uma parvoice. Eu percebo que dá muito jeito a muita gente interpretar as palavras dessa forma. Estar desempregado é um drama real, e não há volta a dar a isso. A questão aqui é o que fazer com essa situação dramática. O ser humano não sabe o quão forte é, até ao dia em que ser forte é a sua unica opção! Quando se está desempregado não nos podemos limitar a mandar CV’s e procurar no jornal, e dizer que não há nada. Se calhar vamos ter que aceitar no entretanto alguma coisa que não é aquilo que queriamos. Mas pode ser também uma oportunidade. Uma oportunidade de fazer alguma coisa, com menor grau de risco, i.e., já há muito pouco a perder, uma vez que desempregado já se está. Não chega ir tirar cursos de formação da treta que não serem para nada para além de engrossar o CV. É preciso ser-se inovador e prever o que o mercado precisa e proporcionar essa oferta. É ver o copo meio cheio e tomar o nosso destino nas nossas mãos. É um pouco isto a ideia.

      • De diz:

        “Estar desempregado e …não há volta a dar a isso”
        Como?
        “É um pouco isto a ideia”
        Volto a repetir.Como?
        Mas era o que mais faltava se não houvesse volta a dar a isto a não ser o palavreado habitual já ensaiado por aquele criminoso neoliberal de nome Passos Coelho
        Na mesma senda,mas mais “piano” segue o discurso de MD.
        O pulha do Coelho falava no desemprego como uma nova oportunidade,mostrando como é que um neoliberal sem escrúpulos se mostra tão insensível perante o desemprego e os desempregados.
        Mostrando até que ponto vai a criminosa visão do mundo dum súbdito de merkel e dos mercados…

        “Uma nova oportunidade” repete MD na senda do outro.Com menor risco diz…como se o risco não fosse quotidiano e como se o aceitar sem escravo e um emprego miserável sem condições e muitas vezes sem remuneração não fosse também um enorme risco.

        Há mais caminhos do que a curvar do espinhaço para manter as taxas de lucro do patronato desumano e abutre.
        Mas pode mesmo crer que há.Sem passar pelos caminhos de submissão grotesca e das irremediáveis vias propagandeados pelos propagandistas da choldra em que vivemos

        • M.D. diz:

          Acho que tem razão. O criminoso do neo-liberal do Passos Coelho deu cabo deste pais que estava tão bem atá há 8 meses atrás.

          • De diz:

            Acha não acha?Ainda bem
            Mas esqueceu-se de um pormenor.
            É que o partido do Passos Coelho governa o país há décadas.Mais o PS e o PP em alianças estruturais.
            Sorry MD mas a verdade acima de tudo.
            E a direita tem estado no poder há mais de 35 anos.

      • Mas quando é que vai aprender – através de pessoas que de facto conhecem por dentro o mercado de arquitectura de que de cor tem falado – que não há questões de mercado que justifiquem um arquitecto pagar a outro 500 euros por mês? É (bolas, que vou escrever isto pela enésima vez) uma exploração descarada da necessidade alheia e um atropelo da ética profissional. Um arquitecto que não pode pagar decentemente a um colaborador, das duas uma: ou não tem volume de obra que justifique a contratação ou está a aumentar muito a sua própria margem de lucro diminuindo drasticamente aquele que devia ser o salário normal do profissional altamente qualificado que quer contratar. Se há coisa que me aborrece de morte é a ignorância com que falam do mercado precisamente os que o usam para justificar todos os atropelos. A lei de oferta e da procura não é a única que regula o mercado. As qualificações do trabalhador, a relação entre o que ganha e o que dá a ganhar à empresa e, sejamos civilizados, um mínimo de justiça social, fazem igualmente parte da equação. “Porque posso” não é uma justificação para explorar alguém.

    • De diz:

      Um pequeno exercício:
      “”Nas cidades aumenta incessantemente o número de desempregados, e nas aldeias o de gente reduzida a miséria: a existência de um povo faminto faz baixarem ainda mais os salários. É impossível para o operário lutar sozinho contra o patrão. Se o operário exige maior salário ou não aceita a sua rebaixa, o patrão responde: vá para outro lugar, são muitos os famintos que esperam à porta da fabrica e ficarão contentes em trabalhar, mesmo que por um salário baixo. (…)”
      Lenine em “Sobres as Greves” (1899).

      Há mais de 100 anos. Há mais de 100 anos que o patronato responde desta forma.
      No século XXI,com tons mais sofisticados há quem tente passar a mesma mensagem.Repararam na semelhança?

      Mas há mais

      • M.D. diz:

        Quando se sita lenine, está tudo dito…

      • M.D. diz:

        “É impossível para o operário lutar sozinho contra o patrão.” Reparou bem no ano dessa citação? 1899… Seria bom que se evolui-se e se percebesse que o operário e o patrão não têm que lutar!!! Ambos precisam um do outro. Essa conversa da época da revolução industrial pode ir aplicá-la na amada China por exemplo.

        Mas citar Lenine é não ter vergonha na cara. Deixo-lhe então em jeito de contraditório as seguintes: ““A fome não só destruiu a fé no Czar, como também a fé em Deus”. Boa ideia esta de Lenine, que Estaline bem colocou em prática nas 2 grandes fomes…

        • De diz:

          Então não reparei?Oh MD ponha lá a cabeça a ler direito.
          Foi por causa disso que coloquei o comentário
          Para mostrar que os patroes de há mais de 10o anos são replicados pelos de hoje.
          Não reconheceu o estilo do patronato do século XXI?
          :)

          Quanto à”colaboração entre o patrão e o trabalhador”.
          Lol.Um explora e rouba.O outro é explorado e roubado
          “A realização de trabalho depende exclusivamente da disponibilidade de mão-de-obra e de meios de produção. A existência de um explorador, de um patrão, não entra sequer na equação”
          Percebeu o texto ou precisa de um explicador?

          Não gostou da citação de Lenine?
          Oh MD isso é uma coisa que só tem a ver consigo…
          mas dá um certo gozo ver que tem presto que se refugiar logo nos braços de Estaline.
          Lolol

          Mais um tirinho para o lado?

          • M.D. diz:

            MD, você faz lembrar aquele engraçado ministro da propaganda Iraquina da 1ª guerra, com os misseis a cairem-lhe em cima e ele a dizer que estava tudo controlado. Os seus dogmas são tão grandes que você teria sempre a capacidade de se “esquivar” a um tiro certeiro. É sito co comunismo, a perpetuação da negação da realidade.

          • De diz:

            Ai que engraçado o ministro iraquiano
            A dona acha piada?
            E a propósito disso até fala em dogmas

            Hum,posso ser franco?
            A mim quando ouço falar no Iraque faz-me lembrar logo a mortandade, o horror e os crimes inenarráveis praticados pela barbárie em busca do saque.
            Mais de um milhão de mortos
            À conta de Bush e seus amigos.Um era Barroso,lembra-se?

  10. Valdemar Neves diz:

    Também não sou arquiteto, trabalhei com muitos, um par que nem a água que bebia merecia, na sua quase totalidade excelentes profissionais.
    Independentemente da categoria profissional do indivíduo, penso que só pode defender um salário de fome quem nunca na vida grajeou o próprio pão:
    Quanto custa o aluger de uma casa cara MD? sabe? porque paga? ou porque recebe?
    Pessoalmente nem pago nem recebo, mas conheço ambos os lados.
    De facto ninguêm tem nada que meter o nariz nos negócios de adultos, a questão é que esses negócio está mortalmente infectado com esta “crise” que nos servem de bandeja para nos quebrar a cerviz, logo há a priori uma intereferência de natureza chantageosa, no negócio.
    Ao criar e manter artificialmente uma “crise” para subjugar o mais “fraco” eliminou-se a premisssa do negócio feito em consciência (a consciência que prevalece é a de que é necessário sobreviver de algum modo, muitos vão sendo já os que até essa consciência perderam).

    • M.D. diz:

      Se existir uma única pessoa interessada no cargo significa que essa decisão irá tornar a vida dessa mesma pessoa, nem que seja um pouco melhor. Se o fizer, para si, para mim, e para o DE’s da vida pode parecer humilhante, degradante, o que seja. No fim do dia essa pessoa está melhor do estava ontem. Apenas isso.

      • De diz:

        Mais uma vez os DEs da vida?
        Lol
        Deixe-se disso e de propaganda bafienta a quem explora e singra na vida à custa dos outros.E ainda por cima da forma humilhante e trauliteira como o faz

        Entretanto “Na Grécia mãe e filho atiram-se de prédio de mãos dadas”

        “É o capitalismo estúpido”.

        (apenas isso, não dirão desta vez os serventuários do regime)

        • M.D. diz:

          Mais uma vez num país como a Grécia, inundada de tiques e modos socialistas, onde imperou a corrupção e o facilitismo, a culpa é do Capitalismo. Sem comentários…

          • De diz:

            Mais uma vez a neoliberal de plantão não sabe do que fala.
            A Grécia foi dominada por dois partidos.Ambos endeusadores ferozes do capitalismo.Ambos adoradores dos mercados.Uma espécie de PS e PSD locais.Com o perfume da corrupção próprio de quem faz da vida pública a defesa dos interesses privados
            Falar em “tiques e modos socialistas” na Grécia é sinal de ignorância imensa ou de má fé rotunda.Provavelmente ambas.
            Sorry mas a Grécia é um país capitalista.
            Os seus “sem comentários” são apenas o corolário triste duma tentativa de manipulação vergonhosa

        • M.D. diz:

          Mas mesmo que tivesse sido “o capitalismo”, mãe e filho salto para o abismo, livremente. Já na era do seu saudoso Mao ou Estaline, o abismo chegava sob a forma de fome, purgas e gulags…

          • De diz:

            Há algo de nojento neste comentário que me abstenho de comentar:
            “Mas mesmo que tivesse sido “o capitalismo”, mãe e filho salto para o abismo, livremente”

            Não são necessárias palavras para…

  11. De diz:

    Começam assim os comentários de MD a esta posta:
    “Mas quem é você para do conforto do seu sofá dizer o que é ou não humilhante para mim?!?!” (repare-se nos pontos de exclamação e de interrogação)
    Termina assim:
    ” Se o fizer, para si, para mim, e para o DE’s da vida pode parecer humilhante, degradante, o que seja.”
    O tom mudou.De repente ao que parece, já surge como humilhante,degradante a ideia de se ter aceite o emprego.Até para MD.Mas para nos tranquilizar esta esclarece rápido que quem aceitou o “emprego” está melhor.
    Ah,o conforto que estes “empreendedores” dão aos coitados para estes terem os seus fins de dia salvos

    É demasiado.
    A pintura e o quadro

    • M.D. diz:

      Tem demorado a perceber que não sou empreendora. Sou uma feliz empregada. Lamento não me sentir oprimida e explorada. Devo ter a sorte de ter o único patrão do mundo “capitalista” que não é um explorador de recuros. Aceite e siga a sua vida.

      • De diz:

        Não,não tenho demorado a perceber nada.
        Detesto é a hipocrisia.
        E a propaganda subliminar como modo de actuar.

  12. Ana Maria Ribeiro diz:

    Eu até aceito o argumento da arquitecta (23 de Maio de 2012 at 23:08). E até que ela se satisfaça com os 500€ .
    Isto, porque eu não me considero acima dela.

    O que eu não aceito é que ela entenda que eu não tenho direito à minha opinião sobre dignidade e exploração.

    • De diz:

      Cara Ana Maria Ribeiro:
      Mas sabe que um dos pormenores sórdidos de tudo isto é que a tal “arquitecta”nem sequer o é.
      Que a tal senhora nem desempregada está.
      Que a tal senhora pretende outra coisa quando posta assim como posta.

      • M.D. diz:

        Ok, não percebeu mesmo. Ainda tive esperanças. Anos a fio a debitar uma cassete gasta dá nisto, falta espaço para pensar. Parabéns Sherloc Holmes!

        • De diz:

          Percebi, percebi.
          Até bem demais para o seu gosto.
          Há pouco MD apresentava uma visão diferente de si própria.Já não a “arquitecta” indignada, desesperada por um emprego ou alguém solidário com tal miséria.

          Eis como ela se “apresentava”
          M.D. says:
          26 de Maio de 2012 at 8:42
          sou:
          – Uma trabalhadora qualificada, o que não sendo patronato me coloca mais perto deste, e portanto mais próxima de explorar outros trabalhadores não qualificados que estão abaixo de mim na cadeia hierárquica da empresa…
          – Não tenho (nem temos na empresa) uma relação de Luta de Classes para com o nosso patrão, o que na sua cabeça apenas faz sentido por estarmos coniventes com este na opressão da classe trabalhadora (?!?! que somos nós próprios…)
          – Tenho flexibilidade de horário e posso postar a horas que quero, ao contrário de não ter estudado e estar das 9 às 18 a meter tampas em garrafas de yougurts numa fábrica
          – O meu patrão paga-me um seguro de saúde que uso em clinicas privadas quando preciso, pois o SNS raramente resolve os meus problemas, estando obviamente a alimentar “grandes grupos económicos”

          Elucidativo, não?
          Sublinhe- se a sempre devotada entronização do patrão…dela e dos que “pagam” 500 euros por um arquitecto.
          A atitude de desprezo da dita perante o trabalho alheio.
          Ela defende isso mesmo.O inalienável direito do patrão a explorar seja quem for , em toda e qualquer condição.Tão só e somente.O resto é conversa da treta para aingir os fins que visa atingir

        • Martelo diz:

          o meu comentário é parvo mas reflecte o seu pensamento, de quem acha que o desemprego é uma especie de novas oportunidades… essa de “oportunidade” para encher o CV então é uma piada… ja agora, aposto que aceitaria qualquer m**** pois viver à conta de um bom rendimento familiar é facil, mas exprimento ver na optica de outros… daqueles que querem sair da casa dos pais e ter uma vida propria, ou mesmo constituir familia e não podem porque alguem lhes deu a “oportunidade” de não o fazerem.

          os seus comentários pro-exploração fazem lembrar os argumentos dos sulistas americanos no séc. XIX que diziam que os negros podiam não te rliberdade mas tinham a sorte de ter quem lhes desse de comer e vestir… na epoca era um argumento muito comum e muita gente com pensamentos reaccionarios os fez, mas passados estes anos ao olhar para trás envergonham a humanidade! so espero que estas “oportunidades” envergonhem também a humanidade. ;)

  13. Pingback: FORA DA LEI – Ofertas de Emprego a 300€/Mês | cinco dias

Os comentários estão fechados