Contradições do capitalismo

Sucessivos governos do PASOK e da Nova Democracia com o apoio da Goldman Sachs, aldrabaram as contas da Grécia. Na retórica capitalista são denominados como “os gregos”.
Quando foi preciso colocar as “contas em ordem” chamaram um “tecnocrata” da Goldman Sachs e agora apoiam os dois únicos “partidos credíveis”, PASOK e Nova Democracia, que querem pagar a dívida que “os gregos” contraíram.

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29 respostas a Contradições do capitalismo

  1. JgMenos diz:

    Estabelecer o cenário de que ‘não foram os gregos mas os políticos que os gregos elegeram que criaram a dívida’, é das menos imaginativas formas de irresponsabilização dos gregos.
    É naturalmente apelativa dada a desconfiança e desprezo em relação aos políticos e a Política que está em moda.
    Mas dizem-se políticos os que promovem uma tal imagem.
    Ora é seguro afirmar que sempre os políticos que isentaram os cidadãos das suas responsabilidades como votantes, os aliviaram dessa responsabilidade negando-lhes a liberdade de escolha.

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      Mas quem é que está a falar “nos políticos”? Eu estou a falar no PASOK, NOVA DEMOCRACIA e GOLDMAN SACHS!
      Políticos somos todos!

      • JgMenos diz:

        PASOK e NOVA DEMOCRACIA são o quê senão políticos organizados em partidos em que os gregos votaram?
        A Goldman Sachs trabalha para quem lhes paga, não têm responsabilidades políticas.
        Coitadinhos dos gregos? Acho que sim; mas quem teve salários mínimos de 700 euros foram eles e não nós que nem chegamos aos 500!!!

        • Tiago Mota Saraiva diz:

          Lukas Papademos foi o quadro da GOLDMAN SACHS nomeado para administrar a Grécia num governo, dito, técnico.
          PASOK e NOVA DEMOCRACIA são os meninos bonitos de Bruxelas.
          uuuuhhhh um salário de 700 € é mesmo um roubo!

      • De diz:

        🙂
        E o silêncio (mortal) sobre a Goldman Sachs?Talvez para não importunar o Borges,suspeito de negócios pouquíssimo claros ( para usar um eufemismo).Ou para não incriminar o neoliberal Passos que o nomeou para o lugar mais adequado.

  2. M.D. diz:

    Enquanto havia subsidios de Páscoa a juntar aos de Natal e de férias, reforma aos 55 anos, record de números de dias de férias, cheque do Estado na caixa do correio todos os meses para pagar a falsos desempregados e falsos reformados, burlas a todos os níveis com pagamentos de subsidios de invalidez, etc, etc, esses mesmos Gregos não se queixavam. Agora que chegou a conta para pagar os politicos é que são os responsáveis…

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      Não lê, no meu texto qualquer referência a políticos, mas sim ao PASOK, NOVA DEMOCRACIA e GOLDMAN SACHS.
      M.D. está tão habituado a uma cassete que nem sequer lê o texto.

      • M.D. diz:

        “Não lê, no meu texto qualquer referência a políticos, mas sim ao PASOK, NOVA DEMOCRACIA e GOLDMAN SACHS.”

        Ia jurar que o PASOK e NOVA DEMOCRACIA são partido Politicos, constituidos por Politicos… Mesmo não considerando Lukas Papademos um politico de momento, uma vez que lidera um governo técnico, dois terços das referências feitas no seu texto, são a politicos. Quanto ao que escrevi, preferiu ignorar o facto de terem sido os próprios gregos que ao beneficiarem anos a fio de um nível de vida não coincidente com os seus rendimentos, são também eles os co-responsáveis por esta situação. Os outros são obviamente os politicos.

        • De diz:

          Yanis Varoufakis,com o qual não estou várias vezes em acordo, é no entanto um conhecido economista.
          Vejamos o que ele diz num texto saído há pouco tempo e que é uma resposta indirecta a quem nos tenta vender gato por lebre e fazer dos gregos os maus da fita.

          “Sim, há a Grécia… Mas e a Espanha?
          Vamos, para argumentar, admitir que nós gregos somos perdulários, preguiçosos, corruptos, propensos ao défice, aproveitadores do árduo trabalho dos europeus. Mas o que dizer dos espanhóis?

          Será que o governo espanhol não tinha um excedente orçamental antes de irromper a crise?
          Era a dívida pública espanhola não inferior à da Alemanha antes de irromper a crise?
          Não era a Espanha o único país que, bastante notavelmente, conseguiu encenar uns Jogos Olímpicos que (a) foram lucrativos e (b) deixaram atrás de si esplêndidas instalações e renovação urbana (ao contrário de dívidas e elefantes brancos)?
          Será que a Espanha não desenvolveu firmas (como a Zara) que mostraram à Europa que é possível competir com o Extremo Oriente em sectores que o resto da Europa havia exportado (pelo menos em termos de emprego e trabalho intensivo)?
          Não era a Espanha local de produção da indústria pesada alemã (ex.: o Seat da Volkswagen) que produzia saudáveis lucros alemães?
          E ainda assim este mesmo país encontra-se no mesmo buraco negro em que a Grécia caiu dois anos atrás. Como pode isto ser possível se, como insiste a visão convencional, a crise deveu-se ao estilo de vida perdulário dos gregos?

          Mesmo o olhar mais superficial ao que está a acontecer na Espanha de hoje convencerá o leitor de espírito aberto que há algo profundamente errado com a visão convencional de um núcleo “racional” – a visão que insiste em receitas económicas racionais, e na falha da periferia, a qual está a tentar esquivar-se às suas responsabilidades.
          Desde o último Verão, as perdas dos bancos espanhóis (provocadas por ridículas apostas no imobiliário financiadas principalmente por bancos alemães) têm sido descarregadas sobre os ombros do Estado espanhol, o que resultou em que este último foi efectivamente excluído dos mercados monetários (graças a taxas de juro ultrapassando os 5%). Assim, para evitar declarar que a Espanha se juntou formalmente às fileiras da Grécia, da Irlanda e de Portugal como o quarto “soberano caído”, os detentores do poder da Europa saíram-se com a seguinte ideia brilhante:
          1. O BCE passará a aceitar qualquer pedaço de papel que lhe seja apresentado por bancos da Espanha como “colateral” de empréstimos maciços concedidos à taxa de juro de 1%.
          2. Mas não importa quanto de empréstimos se dê ao insolvente, a insolvência não acaba – os bancos espanhóis estavam simplesmente a comprar tempo com isto. Por esta razão, a Europa considerou apropriado que o Estado espanhol devesse tomar emprestado mais dinheiro a taxas de juro entre os 4 e os 5 por cento (possivelmente junto ao EFSF, o fundo de salvamento da Europa) a fim de entregá-los aos bancos na forma de “recapitalização”.
          3. Como o Estado espanhol, em consequência da nova contracção de empréstimo, é empurrado para a insolvência profunda, algo tinha de ser feito a fim de que pudesse refinanciar-se. Assim, foi isto que eles decidiram: Os mesmos bancos (insolventes) que recebem capital do Estado deveriam emprestar ao Estado (a juro de 6 por cento) parte dos empréstimos que estão a receber do BCE (a juro de 1 por cento).
          Percebe, caro leitor, o que se está a passar ali? Os bancos que entraram em bancarrota devido à sua própria idiotice transferiram suas perdas para um Estado que estava, até então, a conseguir apresentar um excedente orçamental. Este Estado e os contribuintes são encerrados numa insolvência a longo prazo. Então estes mesmos bancos protegidos por empréstimos baratíssimos do BCE os quais emprestaram, parcialmente, ao Estado que levaram à bancarrota a enormes taxas de juro enquanto, ao mesmo tempo, dele arrecadam… capital. E a fim de permitir esta “solução” às dificuldades da Espanha, a Europa impôs a este país uma austeridade desbragada que mina o rendimento nacional a partir do qual o Estado deve arrecadar os impostos que reembolsarão todos estes empréstimos que foi forçado a suportar.

          Os factos estão aí.As posições de cada também.Há quem tome as dores dos banqueiros e lhes cante hossanas,na senda deste governo de bandalhos e de crápulas.
          E há quem opte por quem é explorado e esmifrado

    • De diz:

      Há qualquer coisa de néscio neste comentário.
      De néscio e de racista.
      De néscio,de racista e de neoliberal sórdido.

      As análises estão disponíveis e são publicas.Um discurso trauliteiro e primário deste tipo só se ouve (no presente) em meia-dúzia de fundamentalistas ligados aos interesses da finança e dos grandes grupos económicos.
      A montagem deste tipo de argumentação ouviu-se durante basto tempo na comunicação social.Interessava aos senhores do poder arranjar espaço para as suas políticas neoliberais e criminosas.Interessava aos que tentavam repor os lucros perdidos nas crises anteriores à custa do erário público.
      Isto não é um post.É um comentário retro de uma fundamentalista contaminada pela poeira neoliberal.
      Mas há mais

    • De diz:

      A visão idílica de alguém que repete os estribilhos aprendidos diante do televisor lá na sede da Goldman Sachs ou na sucursal local deste, o gabinete de Passos.
      Poderíamos pensar que os gregos levam todos a boa vida aqui sugerida por MD?
      Como noutros países poder-se-ia pensar que em Portugal os portugueses não passariam de uns ladrões se as notícias transpusessem para a opinião pública a atitude quotidiana de um Oliveira e Costa ou de um Dias Loureiro(ambos insignes membros da élite que nos tem governado).
      Ou se os ordenados dos boys do regime fossem transpostos de forma mecanicista para a generalidade da população?
      Lembra-se que em Portugal dois terços da população trabalhadora ganha menos de 900 euros líquidos

      Ora bem.Vejamos alguns números:
      De entre os países que integram a OCDE, a Grécia tem o segundo maior número de horas de trabalho anuais por trabalhador: 2017. O primeiro, com 2068 horas, é o Chile do neoliberal-pinochetismo, esse modelo dos mestres de Vítor Gaspar & Cia. Portugal, com 1714 horas, está muito à frente das 1408 horas da Alemanha ou as 1439 horas da França. Mas o PIB produzido por hora trabalhada em Portugal é apenas 59,7% do valor correspondente na Alemanha e 55,5% do da França (e o da Grécia 62,6% e 58,2%. Quanto ao Chile, fica-se por 35,8% e 33,2%).
      (“Já muito tem sido escrito sobre a fraude que constitui a persistente tentativa do Governo e do patronato em fazer equivaler «produtividade» e «competitividade» a mais horas de trabalho, à redução de férias e à eliminação de feriados, à completa desregulamentação do horário de trabalho”).
      Os dados estão aí.
      Mas há mais.Muito mais

      • M.D. diz:

        Dê as voltas que quiser, faça os malabarismos ideológicos que fizer, 2+2 serão sempre, até prova em contrário, 4. E numa de aritmética, 4 será sempre maior que 3. E como ultima das novidades, se só ganhar 3, não conseguirá gastar 4. A divida é apenas e só uma responsabilidade dos politicos e do país que governam. Fosse o povo culto, saberia que os milhões gastos diariamente nos ultimos 20 anos pelo país teriam que vir de algum lado. Parece que ainda foi ontem quem o grande socialista Socrates falava do TGV e aeroporto na margem sul, sem dinheiro nos bolos nem para o papel higiénico. É esta a visão do socialismo, a culpa é sempre dos outros. As Cofidis da vida estão ai, à espera de um telefone para lhe porem na conta 5.000 euros sem perguntas. Avance, só paga 20% de juros daqui a um mês. Logo se vê como se paga depois. Foi isto a Grécia, foi isto Portugal. A factura do almoço chegou. Tenho uma ideia, vamos construir mais 10 estádios de futebol e organizar um Euro. O investimento é público e só pode trazer crescimento.

        • De diz:

          -Mas quais malabarismos ideológicos qual carapuça.
          Factos.E não boçalidades travadas no texto das cansadas trivialidades dos lugares-comuns saídos das hortas dominicais.
          -Já percebemos que o seu conhecimento matemático se ficou pela aritmética.É pobre.Paupérrimo.Por isso é melhor seguir adiante.
          -Dizer que houve socialismo é uma boutade tão grande que desqualifica logo quem a produz.
          Sorry.
          -Fomos governados com a direita,para a direita,sob a direita.Alguém ali para trás tinha o topete de dizer que há 38 anos rumávamos para o socialismo.A gargalhada foi genuína, como se percebe.
          -Os pulhas que nos governam são da mesma fornada que os tais Dias Loureiro ou Oliveira e Costa ou Duarte Lima.Um deles,Passos Coelho,(conhece?) não é só o que é ideologicamente (um neoliberal trauliteiro de direita a rondar o extremista) como também é mentiroso e ladrão.Pois não é que o referido senhor está ligado umbilicalmente sob o ponto de vista profissional às negociatas do BPN?Conhece o BPN?
          -A factura chegou?Chegou?Mas foi endereçada às pessoas erradas.Quem trabalha não tem culpa nem dos desmandos do poder,nem do saque feito por esse mesmo poder.
          Ou seja,não tem culpa que o capitalismo seja esta bosta gigante que acarreta cada vez mais pobreza, miséria, desemprego e concentração da riqueza num nº cada vez menor de pessoas.
          -Os estádios de futebol são geralmente obra de quem quer distrair o pagode com futebol.Fado,futebol e Fatima teve a sua época.Se quiser continuar no tema,esteja à vontade. É um tema seu.Não meu.Nem de quem é explorado.

        • De diz:

          -Mas quais malabarismos ideológicos qual carapuça.
          Factos.E não boçalidades travadas no texto das cansadas trivialidades dos lugares-comuns saídos das hortas dominicais.
          -Já percebemos que o seu conhecimento matemático se ficou pela aritmética.É pobre.Paupérrimo.Por isso é melhor seguir adiante.
          -Dizer que hiouve socialismo é uma boutade tão grande que desqualifica logo quem a produz.
          Sorry.
          Fomos governados com a direita,para a direita,sob a direita.Alguém ali para trás tinha o topete de dizer que há 38 anos rumávamos para o socialismo.A gargalhada foi genuína, como se percebe.
          -Os pulhas que nos governam são da mesma fornada que os tais Dias Loureiro ou Oliveira e Costa ou Duarte Lima.Um deles,Passos Coelho,(conhece?) não é só o que é ideologicamente (um neoliberal trauliteiro de direita a rondar o extremista) como também é mentiroso e ladrão.Pois não é que o referido senhor está ligado umbilicalmente sob o ponto de vista profissional às negociatas do BPN?Conhece o BPN?
          -A factura chegou?Chegou?Mas foi endereçada às pessoas erradas.Quem trabalha não tem culpa nem dos desmandos do poder,nem do saque feito por esse mesmo poder.
          Ou seja,não tem culpa que o capitalismo seja esta bosta gogante que acarreta cada vez mais pobreza, miséria, desemprego e concentração da riqueza num nº cada vez menor de pessoas.
          -Os estádios de futebol são geralmente obra de quem quer distrair o pagode com futebol.Fado,futebol e Fatima teve a sua época.Se quiser continuar no tema,esteja à vontade. É um tema seu.Não meu.Nem de quem é explorado

          • M.D. diz:

            Facto: nunca um modelo socio-económico permitiu a tanta gente no mundo um aumento do seu nível de vida tão grande, como o Capitalismo.

            Facto: Os países onde o capitalismo se encontra mais implementado são aqueles onde se vive melhor e com maior liberdade.

            Facto: sem liberdade económica não há Liberdade. Com socialismo não há liberdade económica. Com socialismo não há liberdade.

            Facto: desigualdade social não é por sí só sinal de mediocridade e pobreza de uma sociedade. O aspecto importante é a capacidade de Mobilidade Social que uma sociedade tem. Nenhum modelo permite taxas de mobilidade social tão elevadas como o modelo capitalista.

            Tal como Thomas Sowell disse:
            “Socialism in general has a record of failure so blatant that only an intellectual could ignore or evade it”

          • De diz:

            Factos?
            Lol.Sorry.Disparates.
            E quando os disparates são por demais,mais não resta do que aconselhar outras leituras.A menos que se trate apenas de propaganda a processos bolorentos e aí mais não resta do que aconselhar a ir benzer o papa.Ou a auto-benzer-se.
            Aconselho algum estudo sobre o que é o capitalismo, a sua génese, qual a sua importância, a que corresponde hoje nos nossos dias.O b-a-bá não tem aqui lugar.Sorry.
            Falemos antes das “liberdades” e nas confusões patéticas em torno de tal conceito. Citemos o “império Bárbaro”:
            liberdade – a liberdade é um conceito abstrato com tradução concreta no uso de direitos, acções e comportamentos. A utilização do termo no léxico capitalista tem, no entanto, sido alvo de uma absolutização do conceito de “liberdade” em torno de liberdades capitalistas, como se “liberdade” fosse um conceito concreto, um conjunto de determinandas “liberdades”.
            Na prática capitalista só existe uma liberdade efectiva, sendo que as restantes existem apenas enquanto decorrem dessa liberdade, ou quando lhe são subsidiárias. Essa liberdade essencial do sistema capitalista é a da apropriação do valor gerado por trabalho alheio, estando sempre associada à posse dos meios de produção. Este conceito de liberdade que se resume como “ser livre de explorar” e, no contraponto, ser “livre” de ser explorado

            (reconhece-se já aqui a vacuidade do discurso em torno da “liberdade económica?)

          • De diz:

            Ora, sendo a liberdade um “bem” finito e não elástico, as liberdades de uns são imposições para outros. O que o capitalismo não diz é que a absolutização desta liberdade é precisamente a causa da limitação de todas as restantes.

            O sistema capitalista também tem habilmente introduzido um antagonismo ilusório entre “intervenção do Estado” e “liberdade”, criando a ideia de que onde existe um não pode existir o outro. Isso só é verdade na medida em que o Estado limita a “liberdade” do capitalista, nomeadamente – por exemplo – na imposição de limites à exploração (o Salário Mínimo Nacional, por exemplo). Ou seja, a liberdade é confundida aqui com o “mercado livre” e importa questionar “livre de quê?”

            Por outro lado, o mesmo argumento do sistema já não é válido quando se trata de limitar as liberdades dos explorados. Nesses casos, pode o Estado intervir e até mobilizar as forças de segurança para bater, prender, conter, torturar ou matar, limitando a liberdade de todos os que ousam contestar a liberdade suprema: a de explorar.

            Concluindo, a liberdade máxima do sistema capitalista é a de poder explorar o trabalho alheio e essa liberdade não é massificável, nem democratizável. Ou seja, a liberdade de uns poucos para poder explorar é, para a esmagadora maioria da população, a obrigação de ser explorado e a não liberdade para o contestar. ”

            (reconhece-se aqui o chapeuzinho neoliberal de quem fala em “liberdade económica”?Para continuar a ter a liberdade de explorar?)

          • De diz:

            Há mais a dizer.
            Como por exemplo a “mobilidade social”, citada como se fosse uma vaca sagrada,com iniciais maiúsculas e tudo, o que não pode deixar de fazer soltar uma gargalhada salutar.

            Compreende-se que as desigualdades sociais sejam um motivo menor para quem defende essas desigualdades e tente a sua perpetuação.Como se compreende a tentativa por parte de MD de afastar a “pobreza” da questão em discussão.Ou de aparecer com termos como “mediocridade” ( o que é isso?) numa tentativa espúria de dourar a pílula, camuflando o essencial.
            Ficará para outra altura.

            Agora registo apenas a citação em inglês de Thomas Sowell
            Um “Milton Friedman Senior Fellow”?
            Sorry mas Friedman foi o que foi.E como Friedman era um Pinochet Senior fellow ( e já agora Gaspar também corresponde a um Friedman Senior fellow) as afirmações desta coisa são remetidas irremediavelmente para o lixo.
            Exemplo menor das relações estreitas que ocorrem com frequencia entre o neoliberalismo e o fascismo

      • Zuruspa diz:

        Daí se conclui que os sulistas “trabalham para aquecer”. Näo que näo se esforcem ou que sejam lentos a fazer as coisas, apenas de que näo criam valor acrescentado.

        Com o menos tempo e esforço um alemäo produz 10 vezes mais valor acrescentado. É a diferença entre apanhar legumes e montar automóveis.

    • Zuruspa diz:

      O M.D. e as mentiras populistas. Arranje-me uma estatística de quanta % da populaçäo grega estava em cada um desses “escalöes”.

      Em Portugal também há reformas aos 42 anos de gente que pouco ou nada deu ao coiräo. E se calhar algumas até antes, mas que nem se tornam públicas. E falsos desempregados e falsos reformados, burlas a todos os níveis com pagamentos de subsidios de invalidez, até falsos empregados há em Portugal. Ah mas desses o MD näo fala. Os gregos é que säo maus!

      É sempre assim: os poderosos fazem o que querem e roubam milhares de milhöes mas os sabujos internos e externos (tipo MD) preocupam-se é com as supostas dezenas de unidades que supostamente o “povo em geral” saca do pote. Suposiçöes nunca provadas e facilmente demontadas–como a dos 40 jardineiros de um hospital, que afinal tinham esse título mas eram o que se chama em Portugal de “pessoal auxiliar” desse hospital.

      • M.D. diz:

        Zuruspa,

        Não percebo! Concordo com tudo o que disse (tirando a parte do insulto de sabuja). Por isso é que Portugal está igual à Grécia. Não falei de Portugal, porque não era esse o tema, mas a filosofia é a mesma. Em vez de se perceber que não existe “dinheiro do Estado”, pensa-se que esse dinheiro é de todos. Dá em falência….

        • De diz:

          Dá em falência?
          Em falência e noutras cousas más.
          mas a porra da questão é que a falência ( e não só) é para quem é explorado.Para os detentores dos grandes meios de produção…dá em lucros cada vez maiores.
          É ver as desigualdades sociais a aumentar. É ver a concentração da riqueza em cada vez menor número de pessoas.É ver a miséria e o sofrimento que o capitalismo gera,qual monstro impiedoso e bárbaro.
          (O capitalismo a funcionar e a mostrar que é preciso acabar com ele.)
          Entretanto gostei do post de Zuruspa.E do comentário sobre aquela senhora do PSD que ocupa aquele lugar de Estado e que se reformou aos 42 anos.
          Mais uma do clube…que depois chorará a dizer que estamos em processo de falência….
          Bem como gostei da referência aos falsos jardineiros …e do aproveitamento político que os sabujos tentaram fazer.

  3. bg diz:

    a minha preferida é que o voto na extrema esquerda lançaria o país no caos e num beco sem saída, ou seja, basicamente tudo o que o pasok e a nova democracia conseguiram fazer até agora.

  4. Caxineiro diz:

    O FMI está com a Grécia, O BCE está com a Grécia, Durão B tambem, mas todos eles fazem verdadeiras declarações de guerra ao povo grego, impondo-lhes o sentido do voto com a ameaça do estrangulamento económico e da expulsão da ZE. Um país soberano está a ser espezinhado, abandalhado, destruído, pela ganancia do capitalismo sem freio, com a conivencia activa de todos os lambe-botas liberais espalhados por essa Europa fora
    Merkl e seus lacaios estão a escravisar os países mais débeis com “ajudas” envenenadas por juros próprios de agiotas sem vergonha, mas isso não incomoda os parasitas nacionais enquanto tiverem eles alguem a quem possam sugar o sangue tambem
    EU NÃO DEVO NADA A NINGUEM!!! E se no futuro ficar a dever e não pagar, a “justiça” entra-me por casa dentro e até o televisor me leva. Façam o mesmo ao O Costa e a toda essa quadrilha da finança que diariamente explora quem trabalha. Se algum dia conseguirmos ser um país decente, terão muito dinheiro a devolver e uma cadeia à espera deles

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