DIETRICH FISHER-DIESKAU (1925-……..): A voz que conhecíamos melhor do que a nossa

A frase do título (do post) era do crítico e musicólogo inglês John Steane.

Schubert, o lied, era o terreno de Fischer-Dieskau, como também Bach, Mozart, Brahms, Richard Strauss, Mahler…. Eram o seu terreno e continuarão a ser, muito para lá do dia de hoje. Mas era Schubert quem lhe “arrumava” ou ofertava voz e alma. Disse uma vez, numa das várias gravações Schubert com Gerald Moore: “as sessões de gravação de Schubert conduziam-nos [a Moore e a Dieskau] ao essencial. De imediato me sentia em casa, mesmo nas canções que para mim eram novas. Admirava cada vez mais o foco da expressão em Schubert e a sua sensibilidade artística. Por vezes, antes de lá voltar, a Schubert, sentia a minha voz demasiadamente distendida e fina. Mas, em Schubert, ela de imediato reganhava a sua plena sonoridade”.

Quando fez 80 anos, a Deutsche Grammophon editou uma bela caixa retrospectiva do cantor com um DVD inédito. Dieskau e ao piano um dos dois ou três maiores pianistas do século, Sviatoslav Richter. Momento raro: Dieskau cantava e interpretava Schubert. O mesmo se podia dizer de Richter, ou seja, este não acompanhava apenas o cantor, interpretava o compositor. É o encontro destes dois intérpretes que circula hoje um pouco por aí, jornais e blogues. Boa escolha:

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Uma resposta a DIETRICH FISHER-DIESKAU (1925-……..): A voz que conhecíamos melhor do que a nossa

  1. almajecta diz:

    Como muito bem sabeis sou apologista do canto contra as maquinetas de teclas pedal e tal, dos lidos sou mais pelas cenas from Goethe’s Faust de Schumann pelo English Chamber Orchestra, em barcarola do veneto da rica Benjamina Brittada. Auguenta os Syricatas mais os jovens da casa da perdida. Abraços, sem guida.

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