A terra treme em São Lázaro

Ontem voltei a São Lázaro onde já não ia desde o primeiro dia da ocupação e, poucos dias depois, de passagem por um plenário da Primavera Global. A casa mudou. O negrume bolorento das paredes deu lugar a pinturas cheias de vida. Ao invés do ranger do soalho ouvem-se agora os rumores do burburinho. O chamado era para evitar o despejo mas as notícias sobre a suspensão do despejo da Roseta levou quem estava na brindar ao futuro com o sorriso nos olhos. A festa foi bonita e valeu bem a ressaca. São Lázaro já tem mais vida do que muitas salas de espectáculos, das geridas com dinheiros públicos, às da iniciativa privada, passando, claro, pelas devolutas. E ainda se tem o prazer de tropeçar em baldes de cola, escovas e rolos de cartazes… O que está a acontecer em São Lázaro é a prova que as pessoas tratam melhor a cidade do que os seus proprietários e essa verdade não pode deixar ninguém indiferente.

Defende a ocupação, acompanha as actividades, participa nas assembleias e desenvolve também as tuas iniciativas.

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