O Público deve parar de brincar com a inteligência dos seus leitores

A Syriza recusou integrar qualquer governo que aceitasse prosseguir com as medidas de austeridade, o que inviabilizou as negociações para formar Governo. E quando foi finalmente anunciado que haverá novas eleições, milhares de gregos correram para os bancos e levantaram cerca de 700 milhões de euros.

Isto pretende ser jornalismo sério?

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18 respostas a O Público deve parar de brincar com a inteligência dos seus leitores

  1. Pai dos povos diz:

    A relação causa-efeito parece-me evidente.
    Em que é que discorda do texto da notícia concretamente?

    • Carlos Guedes diz:

      Do texto da notícia em si nada tenho a dizer. Mas tenho tudo contra a forma pouco séria como este parágrafo está escrito. E se lhe juntarmos isto a coisa não fica com melhor aspecto: «A coligação Syriza, que lidera, ficou em segundo lugar nas eleições na Grécia e, de acordo com as últimas sondagens, terá um resultado ainda melhor nas eleições que já foram marcadas para 17 de Junho, depois de terem fracassado todas as negociações para formar um governo de coligação.
      E se todas as tentativas de acordo fracassaram foi devido à clara oposição de Tsipras em continuar com as medidas de austeridade.»
      Não é sério pretender culpabilizar a Syriza pelo fracasso nas tentativas de formar um governo. Ainda é menos sério a forma como os acontecimentos são descritos, como se tudo estivesse ligado.
      1. Syriza recusa formar governo.
      2. Marcadas novas eleições.
      3. Por causa dos malvados dos gajos da «esquerda radical» os gregos correram para os bancos a levantar as economias.

      • JgMenos diz:

        Parece-me uma sequência lógica e realista!
        Dispensa-se o ‘malvados’; basta dizer ‘os gajos dos almoços grátis da «esquerda radical»…

    • eu diz:

      Qual?pai dos povos CEO’s: a da ‘economia’ de casino versus despejar para o’malvado’ Estado os prejuízos d o empreendedorismo?
      E a causalidade das ‘classificações’ das agências de rating às empresas de sucesso AAA que logo no outro dia ‘cairam’ abaixo de lixo para os tax payers americanos enterrarem lá o dinheiro.Vai-te catar e,morrrer longe.Olha,junta-te ao mercenariato a ‘trabalhar’ na Síria….

  2. andré diz:

    não terem conseguido meter “contra a Europa” e “Bloco de Esquerda” na frase é que me espanta. Mas deve estar várias vezes no texto, como sempre…

  3. anónimo diz:

    ó pai dos polvos,

    eu sei que por cá estás habituado a que não seja assim, mas se o Syriza (que nem sequer foi o partido mais votado, o que devia valer alguma coisa nesta atribuição de responsabilidades para formar governo) teve a votação que teve porque defendia o fim das medidas de austeridade, achas que fez mal em respeitar a vontade dos seus eleitores, é isso?

  4. Eu não sei se os jornalistas têm formação “científica” no domínio das ciências sociais ou da estatística, sei lá. É que uma mera relação de correlação ainda está muito longe de ser uma causalidade. É que se o tivessem tido (essa formação “científica”) o Público escusava passar por humilhações destas tais como a que expôs o Carlos Guedes e eu escusava de desconfiar de um jornal que na maior parte da sua existência confiei. Mas nos tempos da Troika vale tudo. Até tirar olhos. Muito boa a perspicácia do Carlos…

    João Martins

  5. António Carlos diz:

    Caro Carlos Guedes,

    não se preocupe com o Público. Os próximos dias na Grécia (com o Syriza a subir nas sondagens) vão desmentir plenamente este tipo de associações inqualificáveis.

    • Carlos Guedes diz:

      Não é o Público que me preocupa. Há muito que deixou de ser o meu jornal diário. É com quem lê o que ali se escreve e com o que lê constrói uma opinião baseada em falsidades!

  6. Zuruspa diz:

    É por causa de coisas destas que deixei de ler o pasquim do Belmiro.

  7. licas diz:

    Tendes o *Avante* que só fala verdade . . .

  8. licas diz:

    Queríeis que os gtrgos fossem impedidos de levantar
    o *seu* gos bancos? Sem proibições a Esquerda não sabe governar . . .

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