Gato escondido com rabo de fora: – Quem és tu Zé Gato?

aqui tinha escrito sobre a pobre petição da “esquerda livre” e não pensava voltar ao tema sobretudo depois do excelente escrito do Nuno: “Uma esquerda comprometida“.
Mas não tendo resistido a afirmar um look trendy ou não conseguindo desencantar um designer com disponibilidade para militâncias, saiu uma cópia disto que tem sido um acontecimento tão importante para Portugal e para a Esquerda como a história de vida do meu gato.
Irrita-me particularmente que esta esquerda, sempre tão moralista (veja-se o seu Mission Statement), apareça escondida. Será que todos os subscritores desta petição são previamente informados da existência deste grupo de tendência dentro do Parlamento Europeu que se propõe promover um capitalismo que funcione em benefício de todos? Ou será que alguém ainda nos tentará convencer que são coisas distintas?
Começa bem esta “esquerda livre”!

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17 respostas a Gato escondido com rabo de fora: – Quem és tu Zé Gato?

  1. Rui Campos diz:

    Como já tinha dito num post anterior sobre este tal “manifesto”, cabem de facto nomes tanto do PS como do BE. Vi logo que coisa boa não podia vir daí.

  2. Pisca diz:

    Já lhe chamei noutro o grupo do

    Agarrem-me que eu vou-me a ele !!

    Agora alargado e com mais gente para agarrar

  3. Samuel diz:

    Há quem, na esquerda, não esteja “atónito” ou “dividido entre a moleza e a inconsequência”… mas parece que registar tal facto não é lá muito “fino”. 🙂

  4. Marco diz:

    Alguns nomes só podem ser apontamentos humorísticos…ainda há um anito estava tudo a correr sobre rodas e a ” boa Esquerda”, a moderna, a democrática, estava a milímetros de salvar a Humanidade via Parque Escolar e Novas Oportunidades…

    É nestes dias que eu me pergunto porque continuo a ligar a esta merda da política.

  5. Nuno Cardoso da Silva diz:

    Esta “esquerda” do manifesto é uma delícia! Com eles só conseguiríamos que a Troika usasse mais vaselina…

  6. licas diz:

    Com o famoso talento da esquerda de prever eventos a longa distância e tempo,
    mais a de conseguir escrutinar relações de causa-efeito dos mais díspares acontecimentos,
    eu estranho que ainda não tivesse havido uma interpretação *materialista* do facto
    de, quando F.Hollander se preparava para se encontrar com a Merkel , o avião ter sido atingido por ______um RAIO!
    Serã que a Providencia está a avisar o Presidente que não deve trilhar esse caminho . . .?
    ELE HÁ COISAS . . .

    • De diz:

      Que sonhos húmidos escondem esta triste prosa.
      O desejo secreto que “Hollande” seja atingido por um raio?Para não incomodar o mínimo que seja o trilho de Merkel?
      Hollande? Até Hollande evoca estes sonhos tão primários?

    • antónimo diz:

      Sou mais positivo. Agora agarro todas as oportunidades para ver o lado brilhante da vida, como proposto pelo querido senhor Passos.

      Bem pode ter sido um raio estrato-esférico dotador de fortes cargas positivas indutoras de super-heroicidade e fazendo com que Hollande, de capa vestida, collants coleantes, entre Alemanha a dentro a ver se finalmente dá uma vida sexual feliz à Angela e ela passa a foder como deve ser – única maneira de parar de nos foder a nós.

  7. Pingback: Charada | cinco dias

  8. Kirk diz:

    É por estas e por outras que a esquerda tem tanta dificuldade em criar pontes de entendimento entre os diferentes sectores de opinão que existem dentro desta mesma esquerda. A única vez que isso aconteceu não pontualmente mas numa convergencia de interesses que já dura há uns anos foi com o BE (para mim a CDU e os Verdes nao têm nada a ver com politicas de unidade na acção, são meras extensoes do PC)). Desde então mais não foi possivel. Já nem falo de se criar uma frente; falo de unidade em situaçoes concretas. Nem isso parece possivel. Aparece este grupo de pessoas que maioritariamente temos que colocar no espectro politico de esquerda, mesmo sendo uma esquerda alargada e a primeira reacção é de “bota-abaixo”. Porquê? Porque já antecipadamente sabemos ao que vêm; e como discordamos nem sequer é bom pensar em pôr a hipotese de conversar; ou é porque lá está o Alegre (o Alegre manda naquilo?) ou é a Ana Gomes (a fulana manda naquilo?) ou é outro gajo qualquer. E como nós só fazemos unidade na acção com gente com caracteristicas muito partiiiiculares (isto é, com gajos que pensam tal e qual nós pensamos) nada feito.
    K

    • Nuno Cardoso da Silva diz:

      O BE podia ter sido a força agregadora da esquerda, mas os tiques de culto de personalidade que lá existem fazem com que só o clan do Louçã (até rima!…) se possa fazer ouvir. A esquerda é demasiado diversa nas práticas – embora não tanto nos valores – para poder ser espartilhada dessa maneira. Por isso continuam a aparecer “alternativas” de esquerda, algumas das quais me dão arrepios. A saída para este dilema seria constituir uma frente eleitoral de esquerda, para fins de conquista de poder por via eleitoral, mantendo-se toda a diversidade na esfera da acção. Mas enquanto cada movimento de esquerda quiser impor os seus chefes de fila e a sua sharia particular, nada feito.

  9. Irmã Lúcia diz:

    Fui eu filho!…
    A Providencia estava a dormir….

  10. Caxineiro diz:

    Hão-de aparecer mais “movimentos de esquerda”.
    Quando a situação começa a ficar feia para a direita, aparecem sempre estas “alternativas” Quase sempre com a cobertura mediática aumentando em paralelo com o aumento da crise
    Serve apenas para impedir que o povo vote na esquerda
    Já vi este filme

  11. Miguel diz:

    Mais uns da esquerda caviar, a começar pelo antigo chefe do Público online (que como um capataz tratava os seus redactores) que com os seus avultados ordenados podem bater com a mão no peito e dizerem-se de esquerda, mas estarem activamente ao lado dos trabalhadores e desempregados que cada vez estão pior no nosso país, isso já é uma coisa que deixam para os comunistas e para os sindicatos porque isso já compromete demasiado e podem acabar-se as mordomias.
    Hipocrisia da esquerda caviar que não suja as mãos nem se compromete, a não ser com acções de caridade como a de dar os restos a quem passa fome.

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