A excepção e a regra

Foi feita justiça!
Um perigoso meliante, desses que andavam a desencaminhar criancinhas com subversivas explicações escolares em propriedade camarária abandonada e abusivamente utilizada, foi condenado a 5 meses de prisão, com pena suspensa, por agressão à autoridade.
A história conta-se depressa, com a ajuda as provas incriminatórias disponíveis numa reportagem fotográfica do JN:

 

Mesmo estando a ser amparado por um pressuroso agente da autoridade, para que não caísse (estava drógado, de certeza, são todos uns janados, esses gajos), o meliante agrediu selvaticamente o joelho de um outro agente que acorria para o ajudar, recorrendo a um golpe contundente dado com o nariz e o sobrolho.

Entrementes, um segundo meliante (como demonstrado pelo rabo-de-cavalo, são todos umas bichas, esses gajos) aproximou-se dos agentes, tentando agredi-los com letais golpes de yoga.

Apesar da sua inqualificável agressão à autoridade, os beneméritos agentes ainda tiveram a bondade de conduzir o energúmeno a um sítio calmo onde pudesse limpar os resquícios que lhe deixou o seu acto violento. Corações de manteiga que são, ainda levaram o outro gressor, para o ajudar e lhe passar uma toalinha.

E, perante provas tão avassaladoras, ainda há malandros infiltrados nos jornais que têm a desfaçatez de escrever coisas destas?
Abenúncio! O mundo está perdido! Já não há respeito…

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17 Responses to A excepção e a regra

  1. Pai dos povos diz:

    E podem considerar-se com sorte por apanharem apenas pena suspensa… Se fosse em qualquer um desses regimes com os quais a malta deste blogue simpatiza malhavam com os ossos na cadeia por uns bons tempos.

    • paulogranjo diz:

      Regimes sob os quais, já que lhe servem de justificação e legitimação, certamente desejaria viver.
      Eu cá não. Chatice…

      • Pai dos povos diz:

        Eu desejaria viver?? Errou o alvo completamente.
        Diga isso antes aos seus colegas de blogue que, de vez em quando, lá se descaem e vêm mostrar a sua complacência (quando não rasgados elogios) para com Cuba, Coreia do Norte, Bielorússia ou os defuntos estados socialistas do leste europeu.

        • paulogranjo diz:

          Não se trata de errar o alvo; depreendo que acha que não gostaria.
          Mas dizia que (releia o meu comentário anterior com atenção, caso se queira dar a esse trabalho), se para justificar um abuso policial transformado por via judicial em agressão por parte da vítima, você utiliza como argumento regimes que considera repressivos, das duas uma: ou você considera correcto o nível e tipo de repressão nesses regimes (pelo que é de esperar, por coerência, que gostasse de viver em condições semelhantes), ou então o argumento que utiliza é de uma evidente e paupérrima indigência mental, indicando que o mesmo acontece com quem o produz.
          Não o conhecendo, apliquei o princípio que sempre sigo: até prova em contrário, partir do princípio de que não se trata do segundo caso.

    • Zuruspa diz:

      Já no regimes preferidos deste “Pai”, os de Pinochet ou Videla, nem julgamentos haviam, eram mortos nos estádios ou atirados para o mar do helicóptero.

      • JDC diz:

        Porque não referir também Che Guevara, que mandou fuzilar sumariamente uma data de gente “a bem da revolução”?

    • Daniel Martins diz:

      Grato pela referência ao Tio Sam, progenitor da malta..

    • eu diz:

      Está a falar do pessoal Occupy Wall Street?Já agora,quantos é que estão presos?
      Com a breca,deus nosso xenhor,isto é um quiz.

  2. Nunca me engano,raramente tenho dúvidas-no país do filósofo do leme diz:

    Valente policia,só que são uns inválidos em relação aos dias loureiros e restantes meliantes do CDS/PSD/PS.Diz-me um passarinho,que é muita areia para as suas cabecinhas…
    Bófia: abraços ao isaltino,fod-se!Dr.isaltino

  3. eu diz:

    Os tolinhos a pensarem(?????) que estão a fazer ‘chustiça’….Porque a Policia tem que ser assim.Uns JAGUNÇOS pagos por nós?Ao menos que lhes pagassem os rui machetes,dias loureiro,duartes limas,vales e azevedos,euricos de melos,e restantes matilha de cães.

  4. bg diz:

    o trabalho que eles se dão.. encenar um tribunal e um julgamento. Mais valia a sentença ter sido dada junto com a joelhada.

    • paulogranjo diz:

      É que, para poderem dar muito mais do que joelhadas e sob aplauso ou amorfidmo público, é preciso deixar clara a perigosidade pública de certos narizes e sobrolhos. (Quimera com que muitos dos próprios agredidos por vezes se entusiasmam, mas isso é outra e marginal questão…)
      Temo que isto seja apenas quase o início. E há sempre uns entusiásticos aspirantes a juízes de tribunal plenário…

  5. Rogério diz:

    Macacada de blog.
    Assim não arranjam adeptos.
    R.

  6. Pisca diz:

    Está no codigo genetico e é dificil de apagar a forma como as policias se comportam quando vão aos tribunais de 1ª Instância, vem de longe

    Num esquecido livro do jornalista Manuel Geraldo (já falecido), Um Juiz no Alto do Parque, eram contadas as mais incriveis historias

    Por exemplo, 2 policias latagões, tipo armário, queixavam-se de um pobre diabo, a pesar 50 quilos que mal se tinha nas pernas dada a fome e o alcool, de terem sido agredidos e teram hematomas gravissimos, além das fardas rasgadas e tudo o mais

    Quem encontrar o livro vale a pena

  7. JgMenos diz:

    A polícia cumpre ordens legais.
    Se a ordem é legal mas o ‘manifestante’ a considera ilegítima, vai discutir com o polícia? Vai insultar o polícia? Vai lutar com o polícia?
    Se eu tivesse à minha frente um cretino, entusiamasdíssimo a insultar a minha mãe, na primeira oportunidade arranjava-lhe um problema!

    • la Drang diz:

      JgMenos says:

      “13 de Maio de 2012 at 14:27

      A polícia cumpre ordens legais.”

      Há coincidencias do arco da velha. Não é que a PIDE e as forças repressivas do regime fascista também cumpriam ordens legais.

      Concordas?

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