surreal sidewalk

O Bernardo não era deste planeta. Perguntei-lhe pelo menos uma vez de onde vinha realmente, ele que andava aqui claramente a enganar-nos a todos, mas ele riu apenas e não me quis dizer. Ria muito. E bem. Acho que me lembro de todas as conversas que tive com ele. E daquela sensação que ficava sempre no fim de o ouvir falar, rir ou tocar, esta certeza de que vale mesmo a pena andar por cá, de que tudo é um encantamento à espera de ser escutado, desenhado, fotografado. Mexido com os dedos. A morte do Bernardo é absurda. É estúpida. Mas foi na falésia, onde os passos dele sempre fizeram sentido.

Goin’ alone, life is your own | But sometimes the cost is dear. | Being complete, knowing defeat | Keeping on from year to year. | It takes some doing. | Monkery’s the blues you hear | Keeping on from year to year. |Life is a school, ‘less you’re a fool | But the learning brings you pain. | Knowing at once you’re just a dunce | Trial and error, loss and gain. | It takes some doing | Monkery’s a slow, slow train | Trial and error, loss and gain.

Sobre Sassmine

evil fingering.
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2 respostas a surreal sidewalk

  1. De diz:

    Ainda bem que escreveste isso Sassmine.
    Pelo Bernardo e por nós

    (… e um pouco de limpidez e ar puro após as canalhices ditas pelo passos e suas mulheres-a-dias, denunciadas aí em baixo pelo Renato)

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