5 DIAS QUE ABALARAM A EUROPA! Certezas e Questões em aberto.

Os últimos dias foram de choque e surpresa para as classes dirigentes e trouxeram uma nova esperança aos Povos da Europa, particularmente ao povo Grego. Aqui está um apanhado de algumas notícias que demonstram isso mesmo. É preciso estar muito fechado no seu próprio mundinho para não se ver os movimentos sísmicos que se estão a operar.

Entretanto a realidade não pára, o Banco Central Alemão dá sinais que poderá aceitar um aumento na inflação (algo que até agora era uma vaca sagrada para o IV Reich). Como seria de esperar a Syriza não conseguiu formar governo, mas como seu líder apontou bem: Tsipras, for his part, said he would hand in his mandate, noting that “the dream to form a leftist government was not realized.” Despite this failure, he said, his party had succeeded in bringing a sea change to the political scene with foreign creditors now more open to renegotiate the bailout’s onerous terms. “We have forced all of Europe to speak about the great change brought about by the Greek vote,” he said. 

Parece que a Esquerda Democrática está pronta para viabilizar um governo do PASOK+ND, o que não é de estranhar porque foi uma cisão da Syriza (e PASOK) que se formou exactamente com esse objectivo. Mas a ND hesita e quer a Syriza nesse governo, bem pode esperar sentado, se bem que o entendo, um governo ND+PASOK+Esquerda Democrática será muitíssimo frágil e o mais provável é ao colapsar  apenas facilitar a ascenção da Syriza ao poder. Mas não formar um governo agora é também altamente arriscado para a classe dominante, felizmente para Esquerda, a Direita e as forças pró-regime estão tão ou mais fragmentadas que a esquerda e precisam de tempo para se recomporem. De interesse é também a sondagem divulgada hoje (referente a 8 e 9 de maio):

Syriza: 27.7% (16.78% nas últimas eleições)
Nova Democracia: 20.3% (18.8%)
PASOK: 12.6% (13.1%)
Gregos Independentes: 10.2% (10.6%)
KKE: 7% (8.48%)
Aurora Dourada: 5.7% (6.97%)
Esquerda Democrática: 4.9% (6.1%)

Tudo isto apenas reforça a conclusão central do meu último texto, sejam as eleições daqui a um mês ou daqui a seis, Estamos a viver um momento Histórico!!! A luta contra a ditadura da dívida entra numa fase decisiva!!!

Sabendo que estamos a travar uma luta que será longa, dura e em que será a pressão e a força da rua o elemento, em última análise, decisivo, não podemos desprezar o impacto que uma vitória eleitoral da Frente Anti-Troika terá na Grécia, na Europa e no Mundo. 

Havendo essa hipótese real, não contribuir para a vitória da Frente Anti-Troika é, no mínimo, de uma cegueira total.  É um favor que o Capital e o IV Reich agradecem. É contribuir para que futuras alternativas ao regime (o que será inevitável) venham a ser lideradas pela extrema-direita.

As últimas notícias também vieram validar o apelo feito, Aprende a nadar companheiro, que a maré se vai levantar! e os avisos lançados Troikistas não conseguem formar governo na Grécia! E agora??? O momento é de Atacar! Não é de resistir!. Quanto a este último veremos ou não se de facto formarão governo, acima já referi, a classe dirigente está num dilema.

Para lá do que já escrevi, acrescento os seguintes pontos:

A Syriza emerge como grande partido de massas e a referência no combate anti-troika. A perspectiva de chegada ao poder pela via eleitoral reforça-se. 

Os resultados eleitorais obtidos, o anterior trabalho junto do movimento de massas e a forma brilhante como foi aproveitado o palco pós-eleitoral para formação do governo contribuíram para que a Syriza e o seu líder, Tsipras, sejam hoje na Grécia o foco polarizador das forças anti-troika. Os comentadores do regime aqui queixavam-se muito do problema da Grécia ser não haver “liderança”. Estão enganados, na Grécia há uma liderança! A liderança da Syriza e do camarada Tsipras! A recente sondagem, assim como vários artigos de comentadores pró-regime assustados, dão a indicação que esta tendência  é para se manter. Mais, torna-se claro que a perspectiva de chegada ao poder pela via eleitoral é uma hipótese bem real, com ou sem KKE, com ou sem Esquerda Democrática.

Se a mera hipótese da Syriza chegar ao poder na Grécia já deu este sururu, a sua chegada efectiva virá desestabilizar toda a ordem existente a começar na Grécia, mas também na Europa. Uma vez chegada ao poder e face à tempestade que se irá gerar, os limites do programa apresentado serão óbvios, mas aí toda uma nova etapa qualitativa no processo de luta se abrirá.  Irá a Syriza conseguir aguentar o barco e subir a parada, para defender o emergente governo dos assaltos reaccionários? Irá simplesmente claudicar? Surgirão outras forças que com base no movimento de massas a substituirão na liderança do Processo? Que concessões será possível arrancar ao IV Reich? Qual a margem de manobra para alterar a actual UE?  Embora tenha algumas ideias, não tenho certezas definitivas. Posso adiantar que me parece improvável a Grécia permanecer no Euro, mas saindo, quem saberá quais os efeitos que isso provocará na zona Euro? Poderá o Euro sobreviver? A verdade é que ninguém tem a resposta para esta questão, nem eu, nem o Mari Draghi, nem ninguém. E a UE, será possível uma re-estruturação pró-democrática e pró-social como defendem as teses do “europeísmo de esquerda”? Parece-me altamente improvável também. Mas se não caminhar nesse sentido a desagregação é certa… Seja como for um governo Syriza na Grécia só irá acelerar estas dinâmicas e será uma importante ferramenta na mão das massas.  Mais, um governo Syriza, mesmo quando afirmam que querem ficar no Euro, fará 10 000 vezes mais mossa no Euro e na UE que qualquer declaração retórica de Papriga e 500 faixas do KKE na Acrópole (se bem que dá gozo vê-las e faz parte do folclore necessário).

A ascensão da Syriza ao poder  é uma hipótese mas não é um dado adquirido (daí quantos mais a ajudar melhor… mas enfim…). Dependerá em muito do contexto europeu envolvente, da dinâmica de luta na Grécia, de como se irá operar a recomposição de forças à esquerda e à direita e, finalmente, da actuação da própria Syriza. Estes resultados podem causar um certo deslumbramento (para mim um factor importante para explicar o desnorte do BE a partir de certa altura), mas parece-me que há importantes forças que impedirão a médio prazo a Syriza de seguir o caminho do BE ou (caso mais extremo) a refundação comunista. Primeiro daqui até às eleições o desgaste estará sempre do lado do regime, segundo a Syriza está mais ancorada no movimento de massas, até porque o movimento de massas na Grécia está com uma extensão e nível de radicalidade a anos luz do que passa, passava, em Portugal e na Itália desses dias. Para não falar do contexto social Grego mais geral de total desespero e total rejeição, até ódio, aos políticos do costume. Num contexto desses é mais difícil “amolecer”. Fundamental, até para garantir um suporte a um governo progressista, é continuar a fomentar o movimento nos bairros, escolas, sindicatos e tudo resto. Com um movimento forte ao seu lado, alguma coisa há de se conseguir, sem ele, nada.

Ao risco de ceder ao “canto da sereia” do regime, ou excessiva institucionalização, acrescentaria também o da violência fascista. Ela decerto irá se intensificar, legitimados que foram pelas eleições os progroms contra os imigrantes e outros actos de banditismo promovidos pelos rufias nazis. A Syriza, tem condições para rechassar esses bandos, a condição fundamental é preparar-se para isso. Dá me ideia que apesar do perigo, se forem tomadas as devidas precauções, essa ameaça não será determinante no desenrolar do processo.

Menos controlável ou influenciável é o processo de recomposição das forças pró-regime, existem velhos ódios e muita mesquinhez, para já continuarão divididos. Mas é difícil prever o que se passará nesse campo se as eleições forem daqui a um ano. Quanto mais concentradas estiverem essas forças, pior será para a frente Anti-Troika. Mas será preciso um grande golpe de asa (que não é impossível) para que mesmo reconfiguradas, as forças pró-Troika se dissociem do elevado desgaste que o próximo governo sofrer.

Na Europa o processo vai se intensificar e radicalizar.

Sobre o contexto europeu mais geral. Aqui também me parece que os desenvolvimentos serão de molde a, pelo menos, não dificultar demasiado a ascenção da Syriza ou correspondente Frente Anti-Troika que se gere com o seu centro na Syriza. Os governos europeus têm caído um atrás do outro, a queda do Holandês teve um gosto especial (e parece que o Partido Socialista Holandês está muito bem nas sondagens, não confundir com socialistas tipo “Seguro”, este é um partido de origem Maoista), a Merkel tem levado paulada nas eleições dos estados Alemães, a situação Espanhola vai apenas deteriorar-se. O referendo na Irlanda, caso dê não, só vem ajudar à festa. Muito bem esteve Tsipras em alavancado na legitimidade ganha não só ter “declarado nulo o memorando” (até guincharam!!!!!), mas ter mandado cartas para os Tecnocratas à frente da UE e ter pedido reuniões ao Hollande e Merkel. Sobretudo ao Hollande, na melhor das hipóteses afasta Hollande de Merkel e ganha algum apoio, na pior desmascara a hipocrisia do recém eleito Presidente. É uma situação win-win.

Para além disso, o próprio aprofundar da crise vai acentuar as fracturas entre centro e periferia, países do Norte e do Sul, austeritários e pró-crescimento. Podem chamar mil vezes oportunista ao Holande, a sua eleição não deixa de mostrar que importantes sectores da elite Europeia defendem um rumo diferente da austeridade Merkel-Gaspariana (agora acho que é o aliado mais fiel que tem, muito triste…). Como sabemos, ou deveríamos saber, para se darem revoluções ou processos intensos de mudança soció-politcó-económica, uma das condições essenciais é o topo estar dividido. As forças populares devem saber aproveitar muito bem as brechas e alargá-las o quanto mais puderem.

Sem dúvida que a enorme lacuna é tanto no campo Sindical, como dos partidos, a coordenação ainda estar muito longe do necessário. Aqui são os movimentos que agrupam as camadas jovens urbanas, a nova plebe urbana, que dão o exemplo a seguir. È assim tão complicado fazer uma greve geral europeia? Pá não tem de ser dos 27, em 10 ou mesmo 4 ou 5 já se fazia uma festa. È assim tão complicado o Melanchon, o Tsipras, o Louçã, o Jerónimo (não sei é se os camaradas o deixavam juntar-se a esses torpes reformistas…) & Cª Lda juntarem-se na Irlanda num mega comício Europeu anti-austeridade pelo Não? Para que é que servem os fundos do parlamento europeu?

E Portugal?

Primeiro, e de forma muito simplificada,

Em Portugal bem pode reinar a Maria Pia e o Intendente Pina Manique, se na França os Jacabinos tomam o poder, ála de fazer as malas pó Brasil…

As conversas do Hollande, isto da Grécia, o referendo na Irlanda, mais outras coisas que irão ocorrer, mesmo que de imediato não se sinta, vão influenciando o povo e os agentes políticos em Portugal.

E para lá da influencia política há a influência sobre a economia.  O brutal esmagamento do factor trabalho, a procura de novos mercados, pode até estar a contribuir para alguns indicadores positivos, como o aumento das exportações. Mas o factor que maior correlação tem com o desenvolvimento do PIB Português, é o estado da economia na zona Euro e muito em particular Espanha. Se a coisa em Espanha (como tudo indica) continua a resvalar, não à Exportações que nos valham…

Last but not least, o melhor retrato do Portugal contemporâneo foi nos dado a ver com a famosa promoção do Pingo Doce no 1º de Maio, muita tinta correu sobre o assunto. O Renato não esteve nada mal nos posts que fez, este também está muito bom. Mas quem vai mesmo à muche é o Pacheco Pereira. Tirando a conversa inicial do “Alexandre dos Santos é um grande homem e blá blá”, o Pacheco põe a nu o estado da sociedade portuguesa:

Porém, enganam-se aqueles que pensam que é o confronto Pingo Doce-CGTP que fica deste dia, porque não fica, (…) Bem pelo contrário, o que fica deste dia é a imagem do que aconteceu no interior dos supermercados, a brutal revelação do “estado” do país e uma directa negação da ideologia da “adaptação” virtuosa e pacífica à crise, uma variante social do “ajustamento” do ministro Gaspar. A corrida aos 50% de desconto diz mais sobre o Pingo Doce e Portugal do que sobre a CGTP ou o 1.º de Maio. 

(…) penso não estar enganado, ao pensar que o que vai ficar é um reforço de um mal-estar difuso e perigoso que anda por aí. Os 50% do Pingo Doce ajudam à instabilidade, porque é mais fácil incendiar o conflito social pela humilhação do que pela austeridade de per se.

À poix é bébé…

Nota final

Dos meus 5 posts anteriores sobre a situação na Europa e na Grécia apenas um teve como centro o KKE, essa força foi referida em outros, mas esteve muito longe de ser o centro da análise exposta, nem poderia estar, uma vez que escolheu marginalizar-se do processo em curso. Se feita uma crítica à sua “dama” alguns ficam cegos e apenas nisso se focam a responsabilidade não é minha, mas dos reflexos de pavlov existentes em quem encara a política como uma questão de fé e acha que os fenómenos são estáticos, em vez de usar a razão na análise política e entender a realidade de forma dinâmica.

 

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21 respostas a 5 DIAS QUE ABALARAM A EUROPA! Certezas e Questões em aberto.

  1. Kirk diz:

    Boa malha Francisco.
    Agora Vc vai ficar á espera que os velhos do restelo que escrevem e comentam neste blogue e que em regra alinham nas teses do PC venham aqui dizer que o melhor que aconteceu foi mesmo o Syriza nao conseguir formar um governo que congregasse todas as forças de esquerda. Compreendo-os perfeitamente; não está no seu espirito sectário reconhecer que possa haver outra força de Esquerda que lhes leve a melhor nas intenções de voto do povo grego. Assim têm preferido alinhar pelas teses da direita grega e defender que um governo da Esquerda formado pelo Striza seria a pior solução. Aliás, tenho lido os comentários e maior parte das opinioes contra é de camaradas, sejam dos alinhados com o PC, seja de alinhados com forças pretensamente mais á esquerda.
    Realmente, tanto a direita grega, como alguns camaradas da esquerda portuguesa foram completamente apanhados de surpresa pelo resultado historico que um partido, mesmo que seja uma Frente, da Esquerda conseguiu.
    É duro!
    K

  2. JgMenos diz:

    Quanto mais depressa melhor!
    Era o que mais nos faltava, para além da nossa miséria ainda termos que ceder recursos ao Estado falhado que é a Grécia que já levou não pouco dinheiro aos nossos bancos – quase arruinou o BPI, entre outros!

  3. A.Silva diz:

    Estes sociais-democratas são uma delicia “A Syriza emerge como grande partido de massas”.
    Oh meu caro, então a ND também é um partido de massas, e o PS, PSD ?
    A não ser que se esteja a referir a outro tipo de massas, né.

  4. Paulo Correia diz:

    Tantos foguetes. Até parece que a festa já acabou.

  5. Leo diz:

    “5 DIAS QUE ABALARAM A EUROPA! Certezas e Questões em aberto” ????

    Parece-me bem mais correcto: 5 DIAS QUE ABALARAM O SYRIZA! Certezas e Questões em aberto.

    Pode-me pois clarificar de que Syriza está a falar?

    É do Syriza que logo na Segunda-feira disse que os compromissos da Grécia com o memorando eram “nulos” ou do Seryza que apelou ontem, Quinta-feira, ao re-examinar de “todo o quadro da estratégia existente” na carta que o Tsipras enviou ao José Barroso (presidente da CE), Van Rompuy (presidente do CE), Μartin Schultz (presidente do PE), Mario Draghi (presidente do BCE) e Jean Claude Juncker (presidente do Eurogrupo)?

  6. José Jardim diz:

    Este quer fazer dos seus desejos realidade,e já põe o Siryza a 27% como primeiro,o KKE a descer sempre a descer,para satisfazer a sua fobia anticomunista “primata”!
    Mas quem tem pachorra para atura estes “revolucionários” de sofà?

  7. Um gajo qualquer diz:

    Não sei se te apercebeste desta subrtiliza…

    Há 2 dias malhavas no KKE por este não se querer aliar à syriza e à esquerda democrática. Hoje informas-nos que a “esquerda democrática” – a tal que viabilizaria um governo buéda fixe e progressista – afinal… pode muito bem viabilizar o governo troikista…

  8. Isto é que é um análise conhecedora da realidade, lúcida e clarividente. Quase tão válida quanto os resultados dos búzios lançados por aquelas senhoras que vendem conselhos nos jornais.

    Mas olha que afirmar que um partido é de massas ou deixa de o ser, com base nos seus resultados eleitorais, é redutor e, neste caso, parece-me, sobranceiro. A situação na europa e na grécia demonstram, bem pelo contrário, que não existe meio termo e que não se pode estar bem com o euro, estando mal com as troikas. Essa cantilena é apenas a ilusão que as forças da pequena-burguesia de fachada socialista vendem para ganhar os votos que depois te fazem dizer que são um partido de massas.

    As massas em movimento e a alteração da estrutura do poder estão muito de longe de partir dos resultados eleitorais do SYR e, porventura, mesmo distantes dos resultados eleitorais do KKE.

  9. Dédé diz:

    Que ganda confusão vai na tola do Francisco!
    Então o voto anti austeridade transformou, tipo varinha de condão, instantaneamente, o Syriza “num grande partido de massas”?
    Se sabe “que estamos a travar uma luta que será longa, dura e em que será a pressão e a força da rua o elemento, em última análise, decisivo”, quem é que acha que está empenhado nessa luta? O Syriza? Não me faça rir.

  10. Tiago diz:

    Não se é de rir ou chorar tanta ingenuidade. Daqui a mês releia o que disse neste texto e observe o que vai acontecer. É uma pura ilusão penser que existe a minima possibilidade de no actual quadro de chegar ao poder um programa político que crie a necessária ruptura. A questão é a luta das masssas. Mas enquanto andam entretidos com formações de governo, sondagens, e brincadeirinhas que o capital aplaude, estamos conversados.

    Ficar no euro, ficar na união europeia (tendo em conta a actual situação grega) é programa de transformação? Se há um entendimento por parte da população que o “resgaste” da troika é para romper… é preciso “empurrar” as massas para avançarem. Mas estes joguinhos em que as regras é o capital que define só servem para entreter o pagode, dar ares de revolucionário e provavelmente acordar com um sorriso que podemos bater no PC Grego, deixando nas entrelinhas o objectivo principal, que é bater no PC Português.

  11. vítor dias diz:

    Depreendo do texto que, desde que seja a favor do Syrisa, o bónus dos 50 deputados, já passa a a ser coisa aceitável.

    • franciscofurtado diz:

      Bem… Tudo o que seja a favor da anulação do memorando, contra a troika e a favor das massas populares é positivo. Ou não? “Salus Populi Suprema Lex Est”, de facto por vezes o feitiço vira-se contra o feiticeiro, esperemos que assim seja. Ou não?

      • Leo diz:

        Não entendo como é que uma coisa que sempre funcionou contra as massas populares de repente pode funcionar a favor e vira “positiva”.

        • franciscofurtado diz:

          Não entendes? Não faz mal, eu explico, uma das razões pelas quais escrevo estes posts é exactamente para tentar clarificar e dar um contributo para o avanço da luta. Pois bem, tal como uma espinguarda que na mão do capataze serve para oprimir os escravos, se porventura estes se rebelam e se apoderam da mesma espingarda, esta passa agora a ser um instrumento de libertação. Tal como parte das tropas Japonesas estacionadas no Vietnam na II guerra mundial, durante a guerra eram um instrumento de opressão sobre o povo vietnamita, quando o Japão se rendeu, parte dessas tropas juntou-se a Ho chi minh e combateu ao lado deste contra os colonialistas franceses… e os exemplos são infindáveis. Nem sempre esta reversão é possível, mas muitas vezes de facto “o feitiço vira-se contra o feitiçeiro”, daí o famoso ditado popular, expressão da inteligência colectiva do povo.

      • Pai dos povos diz:

        «Bem… Tudo o que seja a favor da anulação do memorando, contra a troika e a favor das massas populares é positivo. Ou não?»

        Não.
        Não há ideologia que derrote duas coisas: a Realidade e a Matemática.

        • franciscofurtado diz:

          Que neste caso ambas me dão razão… a mim e a quem de boa vontade quer derrotar a troika e tem dois dedos de testa…

  12. Zorba da Silva, o Greco-Tuga diz:

    Há aqui uma questão básica: A Grécia só tem saída política, se sair do Euro.O resto é retórica de subjugados e oportunistas.Vejam os próximos capítulos da novela ” a presente tragédia grega” e verão que a verdade vem ao de cima como o azeite.

  13. Reacção de Paulo Rangel às eleições na Grécia
    http://vozdescontente.blogspot.pt/

  14. Pingback: Grécia, Eleições em Junho! Civilização ou Barbárie. | cinco dias

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