Estamos a viver um momento Histórico!!! A luta contra a ditadura da dívida entra numa fase decisiva!!!

Ontem fiz uma síntese de várias notícias acerca do momento único e histórico em que estamos a viver. O pior cego é aquele que não quer ver, e como foi dito à dois mil anos “muitos dos últimos serão dos primeiros e dos primeiros serão os últimos”, assim foi, assim é e assim sempre será. E neste momento em que os campos se estão a definir e a luta se está a agudizar,  é para mim claro qual  o meu lado da barricada, e este não é certamente. A luta será longa e árdua, em certos momentos é como uma longa caminhada, noutros é como  subir uma colina, noutros é uma corrida de 100 metros. Estamos a curto prazo, numa corrida de 100 metros.

Mesmo os grupos de extrema-esquerda mais sectários, ou os reformistas democratas mais à direita, aquando do golpe de estado reaccionário que tentou derrubar o governo de Hugo Chavez em 2002, perceberam que nesse momento só havia um lado da barricada onde estar. Na luta contra os golpistas e oligarcas, só se poderia estar ao lado do povo nas ruas, e sim, pela reposição de Chavez. Agora na Grécia vamos assistir a um imenso plebiscito à Troika e a escolha é muito simples e só quem é cego não entende, ou se vota contra a Troika ou se deixa vencer a Troika…. Depois disso muita luta, muito protesto, etc… vai acontecer, como de resto também referi logo. Isto não significa ter de aderir ipsis verbis ao programa da Syriza. Tal como com Chavez, Morales ou Allende (entre outros) há que manter uma autonomia e independência crítica. Mas em momentos chave, E ESTE É UM MOMENTO CHAVE. Não pode haver hesitações, depois de dia 10 ou 17 a luta continua e será longa e dura, mas até lá existe uma janela de oportunidade HISTÓRICA. Não aproveitá-la é dar de mãos dadas o ouro aos bandidos. Neste momento a tarefa absolutamente determinante é dar a vitória nas próximas eleições Gregas à coligação anti Troika que se está a formar, como alguém disse nos comentários, de forma engenhosa. Parabéns ao Camarada Tsipras e à Syriza por estarem a aproveitar os três dias de “palco” que têm de forma tão profícua. De Berlim a Washington, passando por Londres, o Capital está a apanhar o maior susto dos últimos anos! E é preciso ser muito cego, estar muito embrenhado nos seus preconceitos e ter uma visão anti-dialética da história para não se entender o que se está a passar.

Como referi aqui na breve análise aos resultados de domingo, ainda antes de se saber a magnitude da derrota troikista, as eleições na Grécia não são um evento isolado. A 31 de Maio há REFERENDO SOBRE A AUSTERIDADE NA IRLANDA, a Irlanda que já disse não pode muito bem voltar a fazer o mesmo. Houve eleições na França, e mais uma vez é preciso ter uma visão anti-dialéctica e muito básica da história para não se entender os impactos que a vitória de Hollande tem na relação de forças e no contexto político, um impacto que obviamente vai muito além de qualquer proposta, ou até da intenção do próprio Hollande, não é por acaso que os fariseus espumam. Os resultados quer na Grécia quer na França já estão a influenciar o voto na Irlanda!

The Irish electorate goes to the polls on 31 May to either ratify or reject the EU fiscal treaty which President Hollande says he wants to amend with a growth-stimulus package.

Proponents of a No vote particularly Sinn Fein have claimed that the Socialist Party victory in France and now the stunning gains of the Greek far left will allow Ireland plenty of room to renegotiate the austerity measures contained in the lastest EU treaty to be put to a referendum.

E camaradas, este voto dia 31 é antes das próximas eleições na Grécia!!! Se o Não ganha, novamente, na Irlanda a coligação anti-troika na Grécia fica com as costas muitíssimo mais quentes! Apesar de sabermos quem é Hollande, ele também vai ter eleições em Junho-Julho e vai até lá ter de dar uma de mais ou menos de Esquerda e “solidariedade Europeia”.  Este é um momento absolutamente decisivo para o movimento popular, em toda a Europa, efectuar um importante contra-ataque depois de (apesar das muitas manifes, etc…) as populações estarem a ser pura e simplesmente esmagadas durante os últimos anos, esta é uma janela de oportunidade para EFECTIVAMENTE se revogarem medidas tomadas e EFECTIVAMENTE construir alternativas COM PODER (e não me refiro apenas a “poder de estado”, mas a poder como capacidade de introduzir mudanças na vida dos povos e não apenas dar-lhes “alento” ou “válvulas de escape” para o descontentamento, que é o que se tem passado últimamente).

Algumas análises e notícias recentes:

European elections: if the left doesn’t lead revolt against austerity, others will e sim Renato, a Esquerda se não se “puser fina” e se deixar de tretas está a abrir caminho à extrema direita, mas há alguma dúvida?

E se houver novas eleições? Sim, nisto está coberto de razão (e nisto também).

Governo alemão adiou votação do Tratado Orçamental no Parlamento, pois é o IV Reich tá a fazer voz grossa, mas sabe que tem muito a perder se a Grécia sair do Euro ou se pura e simplesmente desprezar o que a França tem a dizer. Aliás, os inspectores da Troika que iam à Grécia no final de Junho já adiaram a visita, e a tranche do empréstimo à Grécia de 5 biliões a pagar brevemente serão entregues, com ameaças pelo meio (para a Grécia pagar os juros dos outros empréstimos, pura usura). Aliás na Espanha a coisa está se a agravar, se o barco abana muito isto vai pelos ares. Tendo de estar preparado para tudo (incluindo a saída do Euro), a Syriza tem, de facto, alguma margem de manobra para o seu programa. (no meio disto tudo o PS português e o Coelho-Gaspar foram os primeiros a aprovar um tratado, que mais do que provavelmente irá ser alterado ou revogado, seria patético se não fosse trágico)

Greece at the global forefront

Sem dúvida é a Grécia que nos próximos meses estará na vanguarda da luta pela Democracia, Justiça e Dignidade. Na Grécia o próximo mês e o resultado das próximas eleições será absolutamente decisivo e existe uma janela de oportunidade HISTÓRICA que será do foro criminal não aproveitar.

Sabendo que estamos a travar uma luta que será longa, dura e em que será a pressão e a força da rua o elemento, em última análise, decisivo, não podemos desprezar o impacto que uma vitória eleitoral da Frente Anti-Troika terá na Grécia, na Europa e no Mundo. 

Havendo essa hipótese real, não contribuir para a vitória da Frente Anti-Troika é, no mínimo, de uma cegueira total.  É um favor que o Capital e o IV Reich agradecem. É contribuir para que futuras alternativas ao regime (o que será inevitável) venham a ser lideradas pela extrema-direita.

Não me parece que face ao que se está a passar na Grécia a postura mais correcta é do tipo  MRPP durante o PREC, mas enfim… Os cães ladram, a caravana passa. Aqueles que nesta luta titânica escolherem estar à margem, marginalizados ficarão… é tão simples quanto isso.

Volto a dizer, APRENDE A NADAR COMPANHEIRO, estamos a viver novos tempos, novas realidades, Renato, vais ter ainda maiores surpresas e eu também, estamos numa fase qualitativamente diferente as dúvidas e certezas de hoje já são diferentes das de ontem, é fundamental, crucial o nosso esquema mental estar preparado, muita coisa vai mudar, muitas voltas o mundo vai dar. Vivemos momentos Épicos, com toda a Grandeza, Glória e Tragédia associada. Estamos em muitos sentidos mais próximos dos anos 30 do que dos anos 90.

Este é um momento em que mais do que nunca o Povo Grego necessita a nossa solidariedade, é um momento em que necessita de saber que se rechaçar o memorando e a troika terá o apoio do resto dos povos europeus. Esse apoio e solidariedade começa por por de lado bizantinices e neste decisivo momento apoiar aqueles que na Grécia podem efectivamente derrotar a Troika. Se a Troika for derrotada, muita luta haverá, fiquem descansados… Se o regime ganhar, a sua legitimidade sai reforçada, as lutas em curso vão perder força e a repressão sobre elas irá aumentar. Será também uma enorme derrota para quem defende a democracia e quem pretende apresentar alternativas em todo o continente.

PELO TRIUNFO DA FRENTE ANTI-MEMORANDO E ANTI-TROIKA NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES! POR UMA POLÍTICA DE DESENVOLVIMENTO E EMPREGO NA GRÉCIA E NA EUROPA!

PELA DERROTA DOS VELHOS PARTIDOS CORRUPTOS E DEFENSORES DA OLIGARQUIA! QUEM PROVOCOU A CRISE NÃO IRÁ SOLUCIONAR A CRISE!

PELA DEFESA DA INDEPENDÊNCIA DA GRÉCIA FACE AOS DICTATES DE BERLIM! PELA SOLIDARIEDADE ENTRE TODOS OS POVOS DA EUROPA!

PELA DEFESA DA DEMOCRACIA AMEAÇADA NO PRÓPRIO BERÇO!

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38 respostas a Estamos a viver um momento Histórico!!! A luta contra a ditadura da dívida entra numa fase decisiva!!!

  1. um gajo qualquer diz:

    Apesar das grandes e reais diferenças, entre o kke e o syriza, há essa falcatrua fascista do bónus dos 50. Percebo as razões porque o kke não se junta num governo com a esquerda democrática e o syriza, mas talvez se pudessem juntar todos numa frente eleitoral com o necessariamente programa mínimo – rasgar o memorando e mandar a troika pó caralho. Depois das eleições, no parlamento, cada partido manteria a sua liberdade de voto e poderia continuar a lutar pelo seu projecto e visão de sociedade e saída da crise. A distribuição dos lugares nas listas teria em conta os últimos resultados eleitorais.

    • Gentleman diz:

      «Apesar das grandes e reais diferenças, entre o kke e o syriza, há essa falcatrua fascista do bónus dos 50»

      Uma pequena falcatrua quando comparada com essa grande falcatrua fascista que sempre vigorou nos regimes socialistas onde nem sequer eleições há…

      • Nunca me engano,raramente tenho dúvidas-no país do filósofo do leme diz:

        e UM SIMULACRO,já é democracia.estamos percebido.Um Abraço a esse mecenas com a elevada consideração dum Dias <Loureiro.Viva!!!

        • Gentleman diz:

          Percebemos que o “simulacro” de democracia a que se está a referir-se é o dos países socialistas. Plenamente de acordo.

  2. Diogo diz:

    É necessária uma revolta violenta. Eles não são tantos como isso: meia dúzia de banqueiros (aliás, simples gerentes de conta do Polvo Financeiro Internacional), algumas centenas de políticos corruptos, outras tantas centenas de comentadores venais e algumas dezenas de juízes desonestos em postos chave.

  3. xatoo diz:

    fazer implodir os dois partidos burgueses já seria uma avanço civilizacional importante
    Porém, depois, ainda há a União Europeia, cuja matriz é essencialmente conservadora

  4. licas diz:

    Sempre no condicional: manteria, poderia, FARIA !

  5. Leo diz:

    Numa visita ao site do KKE dei com este comunicado de hoje, 9/05, que em parte traduzi:

    http://inter.kke.gr/News/news2012/2012-05-09-aristeri-kyvernisi/

    Um “governo de esquerda” é um “bote salva-vidas furado” para as pessoas que estão sofrendo

    O líder do Syriza, A. Tsipras, que recebeu no dia 8 de Maio, do Presidente da República o mandato de prospecção para formar um governo, começou os contactos com os líderes dos partidos e está a recorrer a manobras tácticas e acrobacias para conquistar manchetes .
    O líder do Syriza contactou com a SG do CC do KKE, Aleka Papariga, por telefone e pediu uma reunião no âmbito dos seus contactos com os líderes partidários sobre a formação de um governo. Aleka Papariga respondeu que não há assunto para discussão para tal reunião.

    Na sua declaração, A. Tsipras repetiu a proposta de um “governo de esquerda” com o objectivo de “redistribuir a carga fiscal, lidando com os problemas fiscais em termos de justiça social, a reconstrução produtiva do país e o planeamento ecológico de desenvolvimento” . (…)

    No seu comunicado, o Gabinete de Imprensa do CC do KKE, observa o seguinte sobre as declarações de Alexis Tsipras:

    Na sua declaração de hoje A. Tsipras usou o mandato que recebeu para ajudar a sua próxima campanha eleitoral, fazendo propostas parciais que têm o carácter de uma declaração pré-eleitoral de campanha que visa as pessoas mais desesperadas, a fim de enganá-las e roubar votos.

    Apesar do facto básico de que um governo deve lidar com mais de 4 ou 5 questões – tem que lidar com todas as questões – A Tsipras ignora esta realidade como se ela não existisse.

    O KKE destaca o seguinte:

    O memorando do acordo de empréstimo não vai ser abolido pelas propostas de A. Tsipra. Apesar disso, ele apresentou algumas propostas, como saída popular, o que esconde a generalizada ofensiva anti-popular dos monopólios e dos seus partidos, os compromissos a que todos os estados-membros da UE se comprometeram, como a “Estratégia Europa 2020 “, as políticas que são incorporadas no memorando e no acordo de empréstimo.

    As propostas de A. Tsipras afirmam claramente que os trabalhadores vão ser chamados a pagar de novo para uma grande parte da dívida da qual não são responsáveis, enquanto o povo precisa do cancelamento da dívida. Ao mesmo tempo, essas propostas deixam o caminho aberto para as privatizações e para a implementação de novas medidas anti-trabalhador pelos capitalistas (salários de 400 euros, relações de trabalho flexíveis, etc.) Elas deixam intacta as mudanças reaccionárias na educação, saúde e segurança social.

    As declarações sobre o controle público dos bancos para o benefício das pequenas e médias empresas são um esforço consciente de engano, uma vez que as condenam a tomar novos empréstimos nas condições de seu cerco sufocante pelos monopólios.

    As proclamações de A. Tsipras sobre “reconstrução produtiva com sensibilidade para as questões ecológicas” estão relacionados com o mesmo caminho de desenvolvimento que já levou à crise profunda e à falência do povo, ao mesmo tempo que ignora a Política Agrícola Comum e as suas consequências para o agricultores pobres.

    O silêncio sobre as obrigações decorrentes de tratados permanentes empreendidas pelos governos gregos no âmbito da NATO e os planos imperialistas para intervir no Mediterrâneo Oriental, é extremamente característico da submissão de SYN / Syriza à classe dominante e seus aliados internacionais. Um tal governo vai complicar e aguçar os problemas do povo.

    O povo deve divorciar-se de todos aqueles que o invoca para prosseguir na “via de sentido único da UE” de pesadelo, tenham eles uma fachada pró ou anti-memorando.

    A batalha será determinada em primeiro lugar na Grécia e não apenas no seio da UE. Além do mais, o “vento de mudança Europeu” que Hollande supostamente traz, não está relacionado com os povos, mas com a luta para a dominação dos monopólios de cada país.

  6. Leo diz:

    Parece que A. Tsipras, já atirou a toalha ao chão.

    Disse ele na televisão : “Não seremos capazes de realizar o nosso sonho de um governo de esquerda. Amanhã de manhã devolverei o mandato”.

    O mandato vai ser agora entregue ao líder do PASOK Evangelos Venizelos. Se este falhar também, o presidente vai reunir os líderes partidários num esforço para evitar novas eleições.

    http://en.rian.ru/world/20120509/173345494.html

    • franciscofurtado diz:

      Como deve ter notado, desde a noite de dia 6 (ou madrugada de 7), era óbvio que iria haver novas eleições. Tudo o que escrevi parte desse pressuposto. Que a 10 ou 17 de junho haverá novas eleições. O Tsipras teve, e muito bem, a preparar terreno para essa espécie de 2ª volta.

      • Leo diz:

        “desde a noite de dia 6 (ou madrugada de 7), era óbvio que iria haver novas eleições” ????

        Então para quê a fantochada do A. Tsipras? E porque é que ele só amanhã vai devolver o mandato ao PR grego?

        Tanto quanto sei o KKE acabou de pedir novas eleições e é o primeiro partido que as pede. Mas amanhã o PR da Grécia vai entregar o mandato ao líder do PASOK…

        • franciscofurtado diz:

          Ó Leo, não leves a mal, mas és um bocado tapado.
          Atão a esquerda pela primeira vez tem hipótese de formar governo e o tipo ia fazer como o da ND que se reuniu 4 horas e deitou a toalha ao chão?????
          O Tsipras teve a dar o máximo para tentar cumprir com o que disse nas eleições, formar governo. Deu o litro para demonstrar às massas que não iria desperdiçar um centímetro da confiança que as massas depositaram na Syriza. Se não se formou um governo não foi porque ele não tentou, foi porque foi manifestamente impossível. E as outras forças não quiseram chegar a um compromisso. A Papariga nem o recebeu!!! Essa caíu mesmo “muita bem”, vai levar um baile nas próximas eleições, nem metade dos votos ão de ter, ehehehe…. Preferia que estivessem juntos, daí o latim que gastei sobre o assunto, mas não estando e depois da postura demonstrada por ambos, cada um irá colher os frutos que plantou…
          Na tentativa de aproximação às outras forças o Tsipras apresentou uma declaração para servir de base de entendimento (ver aqui), assim não só demonstrou estar disposto a discutir, como fixou os pontos essenciais de um próximo programa. Matou assim dois coelhos de uma cajadada. Mostrou que estava disposto a discutir e entender-se com outras forças e fez propaganda do seu programa.
          Nestes dias Tsipras e a Syriza foram projectadas para o palco mundial! A Syriza e Tsipras são hoje na Grécia o foco, o símbolo, da luta anti-troika.
          Mas não só isso, as declarações que fez ontem, fez o Euro baixar e as bolsas tremerem, causou um impacto real no capital.
          Jogou bem os seus trunfos, agora é em força para as próximas eleições. Vai ser difícil, mas só o facto de ser possível é extraordinário. Estes últimos dias foi a preparar o cenário.
          A KKE e a Papriga são de uma indigência intelectual assustadora, o Lenine à de estar a dar voltas lá no mausoléu face a tamanha incompetência e estupidez!

          • inflamado diz:

            “Como deve ter notado, desde a noite de dia 6 (ou madrugada de 7), era óbvio que iria haver novas eleições. Tudo o que escrevi parte desse pressuposto.”
            Se era óbvio para quê tanta escrita e tanta importância dada ao KKE?
            Não se dê ao trabalho de escrever mais, já sei a sua resposta e não acredito nela!

          • franciscofurtado diz:

            Ahahahaha!
            Primeiro, eu é que sei se ei de me dar ao trabalho de escrever ou não. E depois, mas acha que escrevo só para si??? Acha que é o único que lê o 5dias e que escrevo estes posts só para si???? Não se dê é voçê ao trabalho de comentar se não quiser!!!!! Voçê é que anda a perder o seu tempo a escrever esta nulidade de comentário. Não digo para não ler o post, porque parto do princípio que não é estupido e se se tiver a mente minimamente livre e aberta até pode ser que aprenda alguma coisa. E eu também poderia aprender consigo, embora isso não seja evidente pelo comentário que faz. A parte do “não acredito” é para mim a melhor, tente usar a sua razão e não a sua fé para as análises e decisões políticas que toma.

      • A.Silva diz:

        “O Tsipras teve, e muito bem, a preparar terreno para a essa espécie de 2ª volta.”

        Se isto não é uma declaração de que toda esta conversa tem sido puro opurtunismo, não sei o que será.

        • franciscofurtado diz:

          Não confundas táctica e oportunismo. Clausevitz escreveu “a guerra é a continuação do política por outros meios”, e eu acrescento e vice-versa. Ainda bem que o movimento comunista contou com generais tão brilhantes como Lenine, um mestre da táctica política.

  7. Bafo de onça diz:

    Mas a Syrisa não defendeu na campanha eleitoral a permanência no euro? Possivelmente com a mesma convicção com que o Passos e o Rajoy fizeram as suas promessas nas ultimas campanhas…O que parece é que a actuação do Tsipras é eleitoralismo do mais baixo, enganando conscientemente o eleitorado relativamente a uma permanência na zona euro e a pelo menos uma grande renegociação do pacto. O KKE defende claramente a saída do euro, da União Europeia e da Nato o que naturalmente assusta muitos eleitores que estão aterrorizados com o futuro.
    Cavalgar os medos dos gregos com intuitos eleitoralistas e enganá-los conscientemente só para chegar ao poder, só pode conduzir a uma tragédia e particularmente para a esquerda grega. Um partido comunista por defenição não se mete em aventuras e ainda por cima certamente ainda não se esqueceram da derrota na guerra civil.
    A Merkel vai ter de dar alguma coisa ao Holland e consequentemente de uma Grécia rebelde fará um exemplo no pior sentido do termo e aliás já disse e não só ela que não há nada a renegociar.
    Não estamos na Argentina, não temos o Chavez para ajudar a pagar a divida ao FMI e correr com eles. Quando forem cortados todos os créditos à Grécia como é que os gregos vão sobreviver e contra quem é que eles se vão voltar. Necessáriamente contra quem estiver no poder e se isso acontecer quando estiver a esquerda esta vai ser trucidada.
    Partindo do principio, para mim duvidoso, que a Syrisa defende uma ruptura, que naquela situação só pode ser revolucionária, na actual correlação de forças na Grécia e na Europa, só pode estar a caminhar para o suícidio.

    • franciscofurtado diz:

      Então qual é a solução baixar os braços? poix… Não é a minha. É extraordinário como vêm páqui falar como KKE é o partido revolucionário e que quer abolir o capitalismo e tal e coisa e depois saem se com esta:

      “Partindo do principio, para mim duvidoso, que a Syrisa defende uma ruptura, que naquela situação só pode ser revolucionária, na actual correlação de forças na Grécia e na Europa, só pode estar a caminhar para o suícidio.”

      Pois saíu-lhe a boca para a verdade, a triste realidade é que o que o KKE quer e queria não é romper com a troika, muito menos abolir o capitalismo, querem tar no seu cantinho a “resistir” enquanto a direita governa… Pois, mas agora há a hipótese de fazer mais do que isso camarada e se fosse pela relação de forças mundial, nunca o Lenine e os Bolsheviques teriam feito a Revolução RUssa. Assim se descobre a careca daqueles que batem no peito a pedir a “abolição do capitalismo”… pois, pois….

      E na das pior das hipoteses é como o Tsipras disse:
      Tsipras, for his part, said he would hand in his mandate, noting that “the dream to form a leftist government was not realized.” Despite this failure, he said, his party had succeeded in bringing a sea change to the political scene with foreign creditors now more open to renegotiate the bailout’s onerous terms. “We have forced all of Europe to speak about the great change brought about by the Greek vote,” he said.

      Ao menos já deu algo de concreto ao Povo!!! Não é como os “revolucionários” das proclamações tipo ” ai a Syriza não quer abolir o capitalismo e nacionalizar isto e aquilo”(que até quer…) que depois sai-se com “naquela situação só pode ser revolucionária, na actual correlação de forças na Grécia e na Europa, só pode estar a caminhar para o suícidio.”

      Pois eu bem sei que por trás da retórica o KKE não está para aventuras, como… os Bolsheviques com a revolução russa… Bem sei que por detrás de toda a retórica do “sair do euro” e tal, no fundo o que se esconde é o medo e a total incapacidade de efectuar alguma alteração da relação de forças na Grécia. Ficamos também esclarecidos acerca da suposta coerência do KKE, querem “abolir o capitalismo” e isto e aquilo, mas depois ui ui a “guerra civil”. Um exemplo de coerência a seguir….
      Seria melhor que se juntassem à Syriza, pare eles para a Syriza e para o povo Grego. Não querem? Preferem estar com proclamações retóricas, mas no fundo é mas é com medo da tal “guerra civil”, preferem atacar a Syriza em vez do grande capital? Então azar o deles, má nada. Tem de se tentar estender a mão, sempre. Não querem, não queiram, os cães ladram e a caravana passa. Não sei até onde irá a caravana do Syriza, mas de momento irá bem mais longe e já conseguiu bem mais que a do KKE.

      • um gajo qualquer diz:

        não venhas falar de leninismo, camarada! Se o lenine tivesse seguido a tua táctica, os bolcheviques ter-se-iam aliado ao kerensky para formar uma frente anti-czarista, adiando o fim da guerra guerra, paralisando a reforma agrária e menosprezando os sóvietes.

      • Bafo de onça diz:

        Mas a questão principal é que se houver uma ruptura económica e politica na Grécia a esquerda, se estiver no governo, não tem qualquer hipótese de controlar a situação e será necessariamente corrida pelo povo desesperado por não ter com que viver.
        Falar na revolução russa neste momento é um disparate completo de quem não sabe em que mundo vive.
        E é bom não esquecer que por definição os partidos comunistas só se arriscam em movimentações que dirijam ou pelo menos controlem e a Syrisa é uma amalgama de muita coisa…
        A receita que está a dar é a receita da destruição da esquerda. Desde 75 que não via tanto aventureirismo e tanta irresponsabilidade politica.

  8. Augusto diz:

    O Sr Vilarigues destacado militante do PCP no seu blogue o Castendo, teve o desplante de escrever isto:

    Syriza , Aliança de forças oportunistas e forças do Pasok……..

  9. um gajo qualquer diz:

    Acabei de ler a síntese do programa do syriza explicado plo seu secretário geral e traduzido plo Carlos Guedes – tudo fontes insuspeitas. Trata-se dum programa reformista a aplicar no quadro do capitalismo europeu. Não é solução para a grécia nem para o seu povo.

    Tudo isto já aconteceu antes e tudo isto voltará a acontecer.

    • franciscofurtado diz:

      A ignorância é muitíssimo atrevida:
      1 – Comparar a Syrisa com Kerensky é pura calúnia rasteira sem o mínimo de fundamento;
      2 – Por acaso os Bolsheviques até se aliaram a KerensKy para impedir a tentativa de golpe reaccionário de Kornilov.

      Assim se vê em que se baseiam muitos destes comentários. Sectarismo primário. Incoerência. Ignorância.
      Falam de programa reformista, que é preciso “abolir o capitalismo”, quando ao mesmo tempo acusam a Syriza de ser aventureira e querer uma guerra civil… Impressionante, o cúmulo da incoerência. É um bom exemplo de aonde conduz a cegueira sectária e ignorante.

      • um gajo qualquer diz:

        olha, Xico, eu não parti pro argumento da “ignorância” e etc. Não te mandei-te essas bojardas moralistas. Comecei até por imaginar uma possível solução de unidade que nem reflexão alguma te mereceu… Mas sse essa é a tua forma de construir a unidade, vou ali e já venho…

        E essa da “guerra civil” deve ser para outro gajo qualquer – mas não pra este.

        Como muito bem disseste, os bolcheviques aliaram-se ao kerensky para derrotar kornilov, mas não entraram no governo com ele. Quanto às comparações… Kerensky era um dirigente socialista. Queria modernizar e democratizar a rússia no quadro do capitalismo e das relações internacionais existentes – um pouco como o syrizia a fazer fé nas traduções do Carlos Guedes

        • franciscofurtado diz:

          Olha “Gajo Qualquer”.
          Parece-me bem a tua proposta de possível plataforma de entendimento.
          Não percebo é o que é que tu disses-te tem a ver com isso. Porque eu até concordo com a proposta que fizes-te. Pelo menos é um primeiro passo muito positivo.
          Depois isso de reformista dá-me vontade de rir, como se o PCP fosse bué revolucionário, não sei quando foi a última vez que o Jerónimo falou de revolução, ou abolir o capital, e mesmo sobre o euro o que o ouvi dizer (e muito bem na minha opinião) é que não deveria ser tabu e que a questão deveria ser discutida.
          Depois não foste tu, mas outro já veio defender o KKE a dizer que era uma força que não se metia em “aventuras” como a Syriza que queria provocar uma guerra civil… Pá assim não há o mínimo de coerência e antes de vir fazeres essas críticas à Syriza, vai comentar o homem que disse que a Syriza era um perigo…
          Acho que na situação actual, diferente da da Revolução RUssa, é óbvio que deveria haver uma forma de entendimento, o que não significa que o KKE tivesse que ir para o governo, poderia dar suporte parlamentar e viabilizar o governo, será isso uma heresia? Achas mal?

  10. um gajo qualquer diz:

    então já estamos a falar de coisas diferentes! Porque para não votar moções de censura ao lado da direita e votar favoravelmente as boas medidas, não é preciso estar no governo.
    Historicamente – e sabes bem – o programa do syriza só pode ser considerado como “reformista” – anarco-sindicalista eh que ele não é! E sobre o pcp, é melhor fazeres essas perguntas ao bruno. Um abraço

    • franciscofurtado diz:

      Poix, nem disse q era anarco-sindicalista. A cena é que apenas e só, apenas e só, cancelar, cancelar não. Suspender e querer renegociar a dívida é hoje em dia revolucionário, tal como no século XVIII era revolucionário dizer que a soberania tem origem na vontade do povo e não na do Rei. è que parece que o pessoal não vê os noticiários e fala com pessoal que não seja ultra-revolucionário, parece que não se aperceberam do choque, a surpresa, o horror com que as simples palavras de Tsipras foram recebidas por todo o establishment. Conseguir eleger uma maioria na Grécia que tenha legitimidade eleitoral para formar um governo e romper o memorando teria efeitos sísmicos nas actuais circunstâncias. E a malta pura e dura do KKE se tivesse o minimo de boa vontade podia fazer o que disses-te. Eram eleitos nas mesmas listas, viabilizavam o governo no parlamento e votavam as medidas anti-troika e etc… mas não entravam no governo (não tinham ministros) e votavam contra as cenas “reformistas” que a Syriza iria propor e se eventualmente a Syriza fize-se alguma grande traição até poderiam ajudar a derrubar o governo, bem aí até eu…
      Não percebo é qual é a cena de fazer esta birra e como disses-te chegar ao cúmulo de nem receber o Tsipras (isso foi de facto um enorme favor que a Papriga fez à Syrisa…)?
      Com o mínimo de boa vontade, criatividade e percepção do real, poderiam ir muito longe…

  11. um gajo qualquer diz:

    mas até te dou um doce: ainda k ache que o kke tem boas razões do seu lado, tb não me parece que esteja a saber fazer o melhor jogo. Não ter sequer! recebido o syriza pra falar é uma estupidez

    • franciscofurtado diz:

      À poix é…

    • Leo diz:

      “ainda k ache que o kke tem boas razões do seu lado, tb não me parece que esteja a saber fazer o melhor jogo. Não ter sequer! recebido o syriza pra falar é uma estupidez”

      Dois eclarecimentos:

      1º – O KKE não acedeu encontrar-se com nenhum, nem com o Samaras nem com o Tsipras nem vai ao encontro com o Venizelos e explicou porquê.

      2º Não era o KKE que recebia o Tsipras era o Tsipras (e o Samaras e o Venizelos) que recebia a Papariga.

      Saldo de encontros até à data: o Tsipras encontrou-se duas vezes com o Samaras e vai encontrar-se duas vezes com o Nenizelos. Resultados nulos, zero, nickles, niente.

  12. Rocha diz:

    Here are the results of a Marc poll, conducted two days after the elections and aired by Alpha TV. Syriza are still growing in power it seems, while all other parties are losing voters. the breakdown is as follows:

    Syriza – 27.7 (128 seats)
    New Democracy – 20.3 (57 seats)
    Pasok – 12.6 (36 seats)
    Independent Greeks – 10.2 (29 seats)
    KKE 7 (20 seats)
    Golden Dawn 5.7 (16 seats)
    Democratic Left 4.9 (14 seats)
    http://www.athensnews.gr/portal/8/55402

  13. um gajo qualquer diz:

    Rocha… Queira deus que isto acontecesse!!!

    As massas necessitam de passar pel experiência do reformismo e dos reformistas no governo para chegar a conclusões revolucionárias!

    Lenine dizia que uma revolução é um deslocamento de classes. a classe trabalhadora grega está a girar à esquerda, mas como sempre as massas procuram as soluções (aparentemente) mais fáceis. o Syrisa representa essa “facilidade” – a facilidade de quem promete salvar a Grécia no marco do capitalismo, da U€ e do €uro. É preciso que as massas passem por essa experiência.

    • franciscofurtado diz:

      Aleluia!!!! É + ou – isso. Não será então a prioridade neste momento fazer o máximo para que isso se concretize??????????

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