A Escola da Fontinha e as Hortas da Moita: Descubram as diferenças

Em 2009, um grupo de moradores enssencialmente jovens de Vale da Amoreira, concelho da Moita, ocupou um terreno baldio onde crescia mato e nele fez nascer um conjunto de hortas destinadas ao consumo próprio. Essas hortas ficaram conhecidas como as «hortas da crise» devido aos tempos que o país atravessava. No fundo, seguindo o exemplo da própria Câmara Municipal, que em 2002 iniciara um projecto de hortas familiares através do programa «Mãos à Horta».
Para o local, não estava nem está prevista qualquer obra nem existe qualquer plano de construção.
A Câmara Municipal da Moita, eleita pela CDU, anunciou a destruição imediata destas hortas pelo facto de estarem em domínio público. Toda a história pode ser lida aqui.
Dos comentadores que foram berrar para a caixa de comentários do meu post sobre a Escola da Fontinha , espera-se que sejam coerentes e que defendam a atitude da Câmara Municipal da Moita. De todos aqueles que defenderam e muito bem a Fontinha, espera-se também que sejam coerentes. É que são 2 situações muito parecidas.
Com uma diferença: de uma Câmara PSD, espera-se uma atitude como a da Fontinha. De uma Câmara da CDU, não.

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12 Responses to A Escola da Fontinha e as Hortas da Moita: Descubram as diferenças

  1. Martelo says:

    meu caro, sou da Moita. isto não foi bem assim como é descrito. devia era se informar melhor antes de mandar postas de pescada.

    e sinceramente se quer que lhe diga, a inicaitiva não era nada de interessante, e apelos à caridadezinha em hortas por parte da “esquerda” é ridiculo.

    mas pronto, os bloquistas têm que ter argumentos para falar mal das câmaras CDU, mesmo nas coisas mais pequenas… nas questões sindicais, gostaria que publicasse aqui algumas perolas do Antonio Chora na Assembleia Municipal? :)

    • Ricardo Santos Pinto says:

      Estou-me marimbando para o Bloco de Esquerda. Devia informar-se melhor antes de dizer asneiras. Critico quem quiser quando quiser e essa liberdade ninguém ma tira, era o que faltava. E não é caridadezinha, é um acto cívico, é alguém que fez algo de produtivo de um espaço abandonado.

      • Nuno Rodrigues says:

        É pena: A liberdade tá longe de “criticar o que quiser”. Devia passar também pelo “informar-se melhor”, coisa que claramente pede aos outros, mas não fez. Parvo seria o termo. Tentou. Tente outra vez. Pode ser que caia no ridículo de vez.

        • Ricardo Santos Pinto says:

          Claro que fiz. Informei-me e sei do que falo. Ao contrário de quem vem para aqui dizer que escrevo o que escrevo por ser bloquista. Critiquei e continuarei a criticar a Câmara da Moita ou o Partido Comunista sempre que me apetecer. E parvo é o senhor.

    • Rocha says:

      Caro Martelo se é da Moita e diz que não é bem assim devia esclarecer em vez de fazer juízos de valor.

      Que eu saiba distribuir a terra por quem a trabalha não é caridadezinha e como militante comunista que sempre apoiei a Reforma Agrária sinto-me insultado.

      Ainda espero por esses esclarecimentos.

    • inflamado says:

      se puder esclarecer, agradecemos, dessa forma evitam-se as postas de pescada.

  2. joao says:

    Juntem a isto os trabalhadores precários a falsos recibos verdes que a câmara da Moita mantêm, o carro topo de gama que o sr. presidente decidiu comprar com o erário público e com o qual se pavoneia, a quantidade de boys que pululam na câmara, e mais uma série de situações e chegam à conclusão que a câmara da moita é exatamente igual ou pior do que qualquer outra de direita.

  3. Ana Sousa says:

    É tão simples como um mais um. São pessoas carenciadas que precisam do pouco que conseguem cultivar. Não estão a matar, nem roubar, estão a trabalhar todo o santo dia para se alimentarem à eles, e às suas famílias. Estão também a fazerem-se utéis, em vez de ficarem por aí ou fechados em casa a desesperar, ou pior. Tirar o pouco que eles têm, sem lhes dar qualquer garantia que de serem deslocados para outra área próxima ou para mesma, com melhores condições, é um crime contra a dignidade destas pessoas. O Vale é um bairro que tem a “má” fama de possuir elevado níveis de criminalidade, porém a Câmara da Moita vem se desfazendo de projectos que atacam os jovens do Vale. A freguesia mais jovem do conselho. As injustiças pairam no ar, no entanto, e felizmente, está a circular uma petição pública que mostra como as pessoas do Vale da Amoreira estão atentas, não insensíveis e simplesmente rejeitam este tipo de atitudes. Eu sou da Vale com muito orgulho! E sei que temos potencial e merecemos muito mais. Mas se tiram todos alicerces…

  4. Julia Mendes says:

    Cara Ana,

    Tem razão em relação aos projectos. Andaram a fazer actividades de experimentação artística que envolveram milhares de jovens dando-lhes formação actual e competências para aquisição de emprego, criar negócios, etc. Essas actividades eram organizadas de forma horizontal com a participação de todos os parceiros locais e população. O seu sucesso levou inclusive à candidatura a um fundo Norueguês para a construção de um Centro de Experimentação Artística. Agora que aquilo tá pronto, param com tudo, ja nao querem saber dos parceiros, mandaram os rapazes que estavam la a fazer esse bonito trabalho embora e querem ficar la sozinhos a por à disposição o programa cultural “sufragado pela população”. Ora se o programa cultural da camara servisse, nujnca se tinha feito aquele projecto. Para além de que o Vale da Amoreira não tem nada a haver com a Moital. Mais um equipamento cultural que vai ficar parado e a camara vai aproveitar a crise para dizer q a culpa é do governo e afins…prefere fazer isso do que ter aproveitado um trabalho sustentavel que ja vinha a ser realizado. para propaganda política da camara, o povo é que paga.

    p.s. metam “centro de experimentação artística do vale da amoreira” no google para verem as actividades que foram realizadas antes de a camara agora ter puxado tudo para si (ainda n puxou nada porque apenas limitou-se a fechar tudo)

  5. Martelo says:

    desculpem mas esta visão da CMM é errada.

    Rocha, algumas câmaras tem disponibilizado terras para hortas. as pessoas que se dirigem as juntas e câmaras acabam por receber incentivos, na Verderena (Barreiro) ha uma ao lado da linha do comboio. Acontece que os individuos ocuparam terreno municipal sem qualquer comunicado e inventaram uma “resistência” contra um fantasma comunista. E quando se tentou fazer a negociação desse assunto, recusaram tal sem saber o que tinha a Câmara para oferecer, partindo de uma ideia ja feita (trazida de uma reunião do BE provavelmente) de que a câmara ia ser contra.

    mais uma nota engraçada relativa à Moita, desde que vejo o BE coligado à descarada com o PS em tomadas de possição anti-comunistas na AM da Moita… ja acredito em tudo! :)

    atenção, tenho mais do que fazer do que ser anti-bloquista, nem me dou ao trabalho, mas dada a minha realidade concelhia, o BE está no mesmo saco do PS, aliás até vão ensaiados com o PS para as Assembleias de Freguesia (alguns casos) e Municipal. Na vereação o mesmo acontece.

    • Catia G. says:

      As pessoas tao a trabalhar em terras que nao tinham qualquer utilidade. A camara divulgou que simplesmente iria derruba-las. Nao divulgou negociacoes e etc. Disse que tinham mau aspecto e levantaram questoes sanitarias. O facto de estar a dar funcao e comida ao jovens, nao falou. Para mim faz todo o sentido o que as pessoas estejam revoltadas com a Camara, no Vale da Amoreira. Independentemente do partido. P.s:Desculpem a falta de acentos.

      • Martelo says:

        minha cara Catia, se estava dentro do assunto diga porque raio havia tantas barracas? a câmara derrubou aquilo pelo facto de estar infestado de barracas, e isso não pode ser, dá mau aspecto e além do mais pode ser incentivador a termos de novo o problema de bairros de barracas no nosso concelho. ou não acha?

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