Esquerda radical quer nacionalizar bancos e rasgar acordo com ‘troika’

Uma colecção de artigos recentes sobre os eventos na Grécia, o título deste post é dos meus  “Headlines” favoritos, cortesia do Económico:

Esquerda radical quer nacionalizar bancos e rasgar acordo com ‘troika’

Extrema-esquerda grega diz que acordo com a troika é nulo

Syriza: “É óbvio que o veredicto popular torna nulo o acordo de resgate”

Grécia: Syriza impõe condições radicais para formar governo

“Veredito do povo exclui governo que aplique memorando”

Greek leftist leader lays out radical agenda

Leftist sets tough conditions for Greek government

Greek Pro-Bailout Leaders Told by Syriza to Revoke Aid Pledges

OK, no memorandum, but what then?

IIF: Pace of Greek budget cuts could be moderated

‘Germans Won’t Pay for Greece’s Vacation from Reality’

Greek Leaders Given Bailout Ultimatum as Syriza Begins Talks

The New Greek Extremism

German Stocks Fall on Greek Impasse; BMW, Munich Re Drop

El líder de la izquierda radical intenta formar Gobierno en Grecia

Grecia se convierte en un puzzle político casi imposible de encajar

‘Levantaos, mostrad respeto al líder’ (revelador acerca dos Nazis Gregos…)

Grèce : Tsipras exclut un gouvernement de coalition soutenant l’austérité

The Greek Solution

Election results nibble away at eurozone credibility

Greece Threatens To Destroy Euro, France’s Hollande Rejects AusterityAlexis Tsipras, has broken the pro-Europe control of the country’s major parties.  Tsipras has threatened the rest of Europe, saying “this crisis isn’t just Greek, it’s European […], there will either be a collective, sustainable and fair European solution to the public debt issue or it will collectively fall apart,”

Economists said that without a government in Athens, the bail-out was essentially on hold. A quarterly visit scheduled for next week by officials from the International Monetary Fund to inspect compliance with the bailout’s terms is expected to be postponed.

“The numbers for a leftist coalition don’t add up this time around, so yes, we are looking towards the next election. There is nothing wrong with that,” a Syriza official said.

Given these dynamics, elections in June and a victory for SYRIZA and the anti-memorandum block seem almost certain.

 “But if, as looks likely, there are repeat elections, Syriza might even emerge with a better result as the first party.”

(já agora em França)  François Hollande bloqueia preço dos combustíveis

Actualizações “ao minuto”:

Eurozone crisis live: Bailout pledges ‘null and void’ says Syriza leader

Elections 2012: Live news blog, May 8

Debt crisis: live

Alguns balanços das eleições e análises:

Várias posições (BE, KKE, Syriza…)

Greek elections: If the Left were united they could have won (I)

Grécia: hecatombe dos partidos da troika e necessidade de governo das esquerdas

Grécia: o fim do centro?

Alternativa grega

A POUCA IMPORTÂNCIA DESTAS ELEIÇÕES (pois… convém reler isto e isto)

Deal or no deal? A leading Syriza activist’s thoughts on coalition and the left

Elections in Greece and France herald fresh social conflicts

People of Greece Shake Europe

Time to speak frankly

Greek election: The austerity parties have collapsed. This is the moment of truth for the left

Greek vote proves disaster for ruling class

THE GREEK CAULDRON (dá um certo enquadramento, é do final de 2011)

 

PS – Só não coloco a posição do PCP acerca dos resultados eleitorais e o novo cenário  político na Grécia porque não a encontrei… 

Este artigo foi publicado em cinco dias and tagged , , , , . Bookmark the permalink.

15 respostas a Esquerda radical quer nacionalizar bancos e rasgar acordo com ‘troika’

  1. Rocha diz:

    Já agora põe lá isto. É uma entrevista a um membro do SYRIZA, anterior às eleições. Mas resume bem as suas posições.

    http://www.redpepper.org.uk/the-choice-facing-greece/

  2. Pascoal diz:

    “Só não coloco a posição do PCP porque não a encontrei… ”
    Ainda não se decidiram sobre o assunto, que é muito delicado.
    Até porque o KKE já teve o gosto de fazer referências pouco abonatórias ao PCP.

  3. Leo diz:

    “Só não coloco a posição do PCP porque não a encontrei…”

    Espreitou aqui?

    http://www.pcp.pt/declara%C3%A7%C3%A3o-conjunta-de-partidos-comunistas-de-estados-membros-da-ue-contra-o-pacto-de-estabilidade

    Está lá escrito: “Nós, Partidos Comunistas e Operários, valorizamos e saudamos a resposta de massas que os trabalhadores e outras camadas atingidas, pelas medidas e pelas políticas do grande capital desenvolvem na Grécia, na Irlanda, Portugal, Espanha e Itália e apelamos aos trabalhadores e aos seus sindicatos, às organizações de massa do povo, a resistir a estes ataques renovados, à mobilização e à afirmação da resposta da classe trabalhadora à crise do estado do capitalismo monopolista.
    Perante as batalhas actuais, os nossos Partidos irão apresentar a visão do Socialismo como a resposta definitiva para esta crise do sistema capitalista.”

    • franciscofurtado diz:

      Impressionante, eu pergunto pelas declarações do PCP acerca dos resultados na Grécia e você apresenta-me uma declaração generalista de 3 de Maio, as eleições na Grécia foram dia 6 de Maio!? O que gostaria de ler, conhecer é a declaração ACERCA DOS RESULTADOS DAS ELEIÇÕES. Assim que sair agradecia que me dissessem para também partilhar. Acho que está claro no post, mas já agora vou ser mais explicito.

      • Leo diz:

        “eu pergunto pelas declarações do PCP acerca dos resultados na Grécia” ???

        Normalmente depois da saída dos resultados oficiais, quando é caso disso, o PCP costuma congratular os partidos amigos. Já saíram os resultados oficiais? A direcção do KKE já se pronunciou? Provavelmente. Esperemos pois serenamente pela reacção do PCP. Mas não se ponha o carro à frente dos bois.

  4. clara diz:

    6 de Maio RTP
    O PCP considera que os eleitores gregos e francesas votaram hoje pela mudança e condenaram as políticas europeias “de exploração dos trabalhadores e dos povos”, mas teme que, apesar disso, os resultados se traduzam “em mais do mesmo”.
    “Os resultados expressam sobretudo uma vontade de mudança, quer por parte do povo grego, que por parte do povo francês, e sobretudo uma condenação muito forte das forças políticas, independentemente da sua natureza ideológica, que têm defendido, assumido e executado as políticas da União Europeia de exploração dos trabalhadores e dos povos e de ataque à soberania dos próprios estados”, afirmou Ângelo Alves, da comissão política do PCP.Os comunistas portugueses consideram que este é o “traço mais marcante” das presidenciais francesas e das legislativas gregas de hoje, mas sublinham que “uma coisa é a vontade expressa” pelos eleitores e outra é “a incidência real e as mudanças políticas reais que vão acontecer” em França, na Grécia e também na Europa em geral.

    “Em relação a França, [o socialista] François Hollande oscilou entre um discurso em que se tentou demarcar de uma política que o seu partido, e a família europeia a que pertence, defendeu e tem vindo a executar em outros países, e o chamado discurso da responsabilidade europeia, em que foi muito claro que nada seria posto em causa, nomeadamente, o tratado orçamental”, explicou Ângelo Alves, em declarações à Lusa.

    O dirigente do PCP destaca que, “aliás, uma das propostas mais emblemáticas de François Hollande pode resumir-se” desta forma: “Colou ou quer colar um autocolante que tem as palavras crescimento e emprego em cima de um tratado que impede esse mesmo crescimento e a criação de emprego, como está bem evidente na espiral recessiva e de austeridade que vive neste momento a Europa”.

    Quanto à Grécia, acrescentou, apesar da “forte condenação aos dois partidos do sistema”, a questão é que “o próprio sistema eleitoral, com o bónus de 50 deputados ao partido mais votado, poderá vir a possibilitar um acordo entre a Nova Democracia e o PASOK”.

    “E poderemos vir as ter mais do mesmo. Um Governo chamado de unidade nacional cujo ponto comum, o fator de unidade, será cumprir o memorando [de ajuda externa] e as medidas de exploração dos trabalhadores e do povo grego, pelo menos, até 2015. Portanto, poderemos ver goradas as expetativas e a vontade expressa pelo povo grego de mudanças reais”, sublinhou.

    Para o PCP há ainda uma outra “leitura importante” das eleições de hoje nestes dois países europeus: “É que a luta social e de massas, quer em França, quer na Grécia, mas com mais incidência na Grécia, teve uma influência direta nos resultados”.

    “Será essa luta de massas e essa luta social o fator determinante para virmos a aferir se esses resultados se poderão traduzir no futuro em reais mudanças políticas. Tal como em Portugal será a luta de massas e a luta social um dos fatores mais determinante para a mudança politica”, acrescentou.

    Ângelo Alves considerou ainda uma “notícia positiva” a saída de Nicolas Sarkozy da Presidência francesa por ser “o afastamento” do “poder executivo” de uma “direita reacionária”, “com todos os perigos que acarretava do ponto vista económico e social e do ponto de vista dos valores, com referências e políticas muito agarradas ao racismo, à xenofobia, ao discurso anti- imigrantes”.

    O socialista François Hollande ganhou hoje as eleições presidenciais francesas, derrotando, na segunda volta, o ainda Presidente Nicolas Sarkozy.

    Na Grécia, as projeções oficiais das eleições legislativas que os conservadores da Nova Democracia (ND) obtiveram o maior número de votos, mas longe dos necessários para formar governo.

    • franciscofurtado diz:

      Ok! Está mais perto, mas ainda não está lá, é uma entrevista e não uma declaração oficial e sobretudo, não comenta os resultados finais que abrem um cenário novo:
      Quanto à Grécia, acrescentou, apesar da “forte condenação aos dois partidos do sistema”, a questão é que “o próprio sistema eleitoral, com o bónus de 50 deputados ao partido mais votado, poderá vir a possibilitar um acordo entre a Nova Democracia e o PASOK”.

      “E poderemos vir as ter mais do mesmo. Um Governo chamado de unidade nacional cujo ponto comum, o fator de unidade, será cumprir o memorando [de ajuda externa] e as medidas de exploração dos trabalhadores e do povo grego, pelo menos, até 2015. Portanto, poderemos ver goradas as expetativas e a vontade expressa pelo povo grego de mudanças reais”, sublinhou.

      Isto está ultrapassado, comenta uma não realidade. Quero conhecer a posição face à situação real. Se ainda não conhecem basta reler o post (tem muita informação) e podem reler isto , acho que muita malta quando leu esse post ainda não se tinha apercebido da situação real, não se tinham apercebido do novo cenário e da derrota brutal sofrida pelos troikistas, daí ter feito este post hoje, a malta anda pouco informada. O século XXI exige uma rapidez e capacidade de resposta que muita malta anda não se adaptou. Estamos numa nova era, os anos 90 já morreram há muito…

      • Leo diz:

        “Isto está ultrapassado, comenta uma não realidade.”

        Obviamente. A própria notícia o confirma: “Na Grécia, as projeções oficiais das eleições legislativas” revela que quando o dirigente do PCP se pronunciou nem havia ainda resultados oficiais. Tenha calma e espere um pouco…

  5. clara diz:

    Limitei-me a transcrever um entrevista que encontrei por aqui dada por Ângelo Alves, da comissão política do PCP, na noite das eleições ainda quase nada se sabia.

    • franciscofurtado diz:

      É informação relevante, peço desculpa se respondi num tom desadequado. Fez bem em dar o toque. Mas era só pa clarificar que isso ainda não é uma análise ou declaração acerca dos resultados.

  6. Pingback: Estamos a viver um momento Histórico!!! A luta contra a ditadura da dívida entra numa fase decisiva!!! | cinco dias

  7. Pingback: 5 DIAS QUE ABALARAM A EUROPA! Certezas e Questões em aberto. | cinco dias

  8. Pingback: 5 DIAS QUE ABALARAM A EUROPA! Certezas e Questões em aberto. | cinco dias

  9. Pingback: Grécia, Eleições em Junho! Civilização ou Barbárie. | cinco dias

Os comentários estão fechados.