Troikistas não conseguem formar governo na Grécia! E agora??? O momento é de Atacar! Não é de resistir!


Depois da derrota brutal que sofreram as forças Troikistas não estão em condições de formar governo, já o admitiram. Apesar da vontade a Syriza, o segundo partido mais votado e firmemente anti-Troika, também não conseguirá formar um governo anti-troika, uma vez que simplesmente não há relação de forças no parlamento para conseguir isso (mesmo se os ultra sectários do KKE ganhassem juízo).

Não é por acaso que a Syriza obtém este resultado, dentro deste contexto, é quem apresenta uma alternativa (que tendo muitas limitações) que mais esperança e confiança inspira no Povo grego. Sobre o quanto vale a Syriza, com todas as suas limitações, há um episódio de que não me esqueço. Em 2008 (um ano antes da explosão da “Grande Crise”) a juventude grega egueu-se em revolta contra repressão policial e um horizonte cada vez mais limitado. Na altura todas as forças políticas Gregas condenaram a juventude insurrecta, todas? Não, apenas uma força política com representação parlamentar se recusou a condenar o protesto da juventude, essa força foi a Syriza. Na altura lembro-me de discutir isto com um jovem dirigente do Bloco, ele parecia não totalmente convencido com essa posição, a verdade é que na altura, não condenar essa insurreição foi impopular e teve custos no imediato. Mas a Syriza escolheu o futuro, escolheu a juventude. Também escolheu estar ao lado das camadas mais avançadas das massas mesmo sem ter o controlo absoluto sobre o fenómeno,  uma ano mais tarde já era claro quão cobertos de razão estavam os jovens. Hoje é bem claro que a consistência e o rumo estratégico seguido pela Syriza deu frutos. Convém na hora dos elogios a direcção do BE não se esquecer deste episódio, convém também não se esquecer que a aprovação pelo BE do empréstimo à Grécia foi muito mal recebida pela própria Syriza.

No entanto, ainda agora “a procissão vai no adro”, não conseguindo os Troikistas formar governo o mais provável é haver novas eleições a breve prazo. Este é o cenário que temos pela frente.

A questão que se coloca agora não é de como resistir face a um governo Troikista, esse governo já foi derrotado e não se irá reerguer a não ser que as forças Anti-troika o permitam. Esse é o busílis da questão. O Povo grego com a luta na rua e o voto conseguiu derrubar o governo Troikista e impedir a formação de um novo. A questão agora não é mais de como derrubar esse governo, ou de como resistir a esse governo! O Povo Grego só terá de “resistir” se agora que conseguiu uma grande vitória bata em retirada e dê o poder de mão beijada novamente aos Troikistas! Isso é uma estratégia completamente suicidária, que qualquer pessoa com dois dedos de testa percebe que irá conduzir a heróica resistência do povo Grego ao abismo. Neste momento abdicar da luta pelo governo e pelo poder é desertar das posições conquistadas, é abandonar os ganhos que tanto custaram a ganhar! Uma atitude dessas não será compreendida pelas massas, não terá o perdão das massas que depositaram confiança nas forças de Esquerda, nomeadamente na Syriza, como alternativa à barbárie Troikista. Numa certa esquerda há muito a mentalidade que chamo “defender o castelo” ou “resistir é vencer”, por vezes é necessário, não agora na Grécia. Agora na Grécia é a ofensiva ou a morte!

O que a Esquerda Grega Anti-troikista tem a fazer é claramente assumir-se como alternativa de governo e poder! Agora não é altura de “resistir é vencer”, agora é “Avante Camaradas”! Sinceramente espero que para lá da Syriza outras forças gregas se agrupem numa Frente Popular para darem uma alternativa real à Grécia e à Europa. Algumas ão de se juntar, outras não. A história julgará, como julgou os delírios acerca das teorias do social fascismo nos anos 30, que em parte facilitaram a ascenção do Nazismo na Alemanha.

Seria bom que todas as forças anti-troikistas Gregas reflectissem acerca disto, de qualquer das formas, o ideal seria estarem todas as forças unidas, não sendo possível, azar, os cães ladram e a caravana passa. E como acima disse a história julgará as decisões de cada uma dessas forças. Se a Esquerda Anti-Troikista não conseguir dar uma alternativa de poder ao Povo Grego devido ao ultra sectarismo de alguns, as consequências serão pesadas, para todo o povo Grego, para quem tomou essa decisão e também para todos os que lutam por uma alternativa. Uma derrota, sobretudo nas actuais circunstâncias, será altamente desmoralizadora e deixará a esquerda presa fácil dos Nazis e Troikistas. Espero que tal não aconteça, espero que o grau absolutamente decisivo do momento histórico em que vivemos pese mais que preconceitos e divergências superficiais. Espero que mesmo que não esteja totalmente unida, a esquerda Anti-Troikista mesmo assim atinja a vitória.

Finalmente, no caso de uma aliança com “core” na Syriza ganhar o poder, espero que entendam que irão ter de estar preparados para tudo, tudo! E tudo inclui a saída do euro, combates de rua em larga escala, impedir/rechassar golpes de  estado, combater lock outs e desestabilização criada pelas elites e seus aliados (se julgam que a esquerda radical é boa na desestabilização de um país, é porque não conhecem a história e não sabem do que as elites são capazes de fazer para se manterem no poder). Se se mantiverem firmes e consequentes a esquerda Anti-Troikista poderá ganhar (o que terá custos elevados, claro, mas poderá ganhar). Se vacilarem na tomada do poder, se vacilarem face aos ataques das elites, então serão comidos vivos.

Unquestionably, victory or defeat in war is determined mainly by the military, political, economic and natural conditions on both sides. However, not by these alone. It is also determined by each side’s subjective ability in directing the war. In his endeavor to win a war, a military strategist cannot overstep the limitations imposed by the material conditions; within these limitations, however, he can and must strive for victory. The stage of action for a military strategist is built upon objective material conditions, but on that stage, he can direct the performance of many a drama, full of sound and color, power and grandeur.
Mao Tse Tung, “Problems of Strategy in China’s Revolutionary War” (December 1936), Selected Works, Vol. I


Bem afinal de contas o Movimento 26 de Julho, sempre fez a Revolução, apesar do PC Cubano… A História a todos julgará… a alguns absolverá…

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46 Responses to Troikistas não conseguem formar governo na Grécia! E agora??? O momento é de Atacar! Não é de resistir!

  1. Rui Campos says:

    “Finalmente, no caso de uma aliança com “core” na Syriza ganhar o poder, espero que entendam que irão ter de estar preparados para tudo, tudo! E tudo inclui a saída do euro, combates de rua em larga escala, impedir/rechassar golpes de estado, combater lock outs e desestabilização criada pelas elites e seus aliados”

    Exacto. E o KKE diz claramente que o Syriza não está para aí virado e diz mesmo que eles impedem a radicalização da luta, portanto são feitas acusações de sectarismo aos comunistas mas depois é defendido exactamente aquilo que os comunistas defendem.
    Quem tem de dar o passo em frente não é o KKE, é o Syriza.

    • franciscofurtado says:

      Mas então não leu o texto? Se o KKE gosta assim tanto da “radicalização da luta”, porque é que condenou os jovens em 2008? Porque é que protegeu o parlamento dos manifestantes há uns meses atrás? Tem alguma noção do papel de travão que o KKE tem sido à luta popular? A sua afirmação é orwelliana!
      Informe-se:
      http://blog.occupiedlondon.org/

      Apesar disso acho que o KKE é uma parte importante da Esquerda na Grécia e seria benéfico que ao menos não fosse um obstáculo à luta. Espero que neste decisivo momento histórico o KKE ao menos não faça merda e não se alie à extrema direita para combater a Syriza na rua. Porque é só o que falta….

      • Rui Campos says:

        A velha teoria do desbloqueamento portanto.
        Porque é que protegeu o parlamento? Não o fez. Protegeu os manifestantes que desfilavam e que estavam a ser atacados mas na mesma qual seria a consequência política de uma hipotética invasão ao parlamento?
        O KKE é um travão? Que eu saiba tem sido o KKE e o PAME a conduzir a luta mais consequente que procura ir à raiz do problema, o capitalismo.

        • franciscofurtado says:

          Mais consequente? Porquê? Acha consequente ter criticado e condenado a insurreição jovem em 2008 contra o assassinato de um estudante pela polícia? Isso é que é “conduzir a luta mais consequente que procura ir à raiz do problema, o capitalismo.”? Isolar-se do resto do movimento de massas e das outras forças anti-troika é conduzir o quê? Só se for conduzir o seu rebanho de fiéis. Em vez de fazer afirmações baseadas na sua fé no KKE, informe-se acerca dos factos e faça a devida auto-crítica.

          • Rui Campos says:

            Se criticou essa insurreição jovem então esteve mal, não tenho problema nenhum em admitir tal coisa.
            Forças anti-troika? Que força anti-troika é essa que é incapaz de admitir uma saída do euro e a construção de uma Europa diferente? É o Syriza?
            Eu estou bastante informado mas obrigado pelo conselho na mesma, se calhar a você fazia-lhe falta um pouco mais de respeito porque chamar rebanho de fiéis aos milhares de trabalhadores ,e não só, que têm lutado corajosamente na Grécia revela no mínimo preconceito.

          • franciscofurtado says:

            Não seja piegas. Claro que tenho todo o respeito por todos aqueles que estão na luta anti-troika, com todos os defeitos e virtudes que cada um tem. Não tenho é paciência, sobretudo num momento tão decisivo como este, para que quando se critica o KKE virem em autêntico reflexo de pavloviano defender essa força quando se calhar uma boa autocrítica seria bem mais importante para o desenrolar da luta de classes.
            Para começar é bom que reconheça que afinal o glorioso KKE cometeu erros, não sabia desse, ok, informe-se e verá que há muitos mais da mesma natureza. E assim antes de começar de forma pouco informada a defender cegamente a sua “dama”, tente perceber que não há uma única força que tem toda a razão, que há uma multiplicidade de actores na Grécia e que na luta anti-troika e anti memorando o KKE, para lá da retórica superficial, tem desempenhado muitas vezes um papel de travão nas lutas.

          • Rui Campos says:

            Nunca disse que o KKE tem toda a razão e tanto na Grécia como em Portugal defendo que deve haver uma ampla unidade de esquerda mas de esquerda que defenda claramente e sem rodeios o fim desta UE, que diga não ao pagamento da dívida e que apresente um projecto de mudança construído a partir das bases.
            O Syriza não está por enquanto interessado em seguir um caminho que rompa com o capitalismo ao contrário do KKE. Qual deles é que deve mudar de posição?! Uma eventual aliança só poderia ser feita através de concessões de ambas as partes e de outras que quisessem envolver-se nessa frente ampla de esquerda.
            Se o franciscofurtado defende a saída do euro e a radicalização da luta nas ruas então certamente concordará que é o Syriza que tem de alterar as suas posições e da mesma forma admito que o KKE deverá procurar alianças mas alianças que respondam ao problema real e que não procurem “humanizar” o capitalismo.

          • João Jerónimo says:

            Desista Rui. Não gaste o seu Latim… Este francisco furtado deve ser um daqueles cretinozecos esquerdistas que só sabe argumentar com base em chavões e em espantalhos. Veja só o à-vontade com que ele supõe que as afirmações do seu interlocutor se baseiam em “fé”…
            É claro que o falso radicalismo anti-leninista cai por terra quando se vê esse cretino a apoiar cegamente uma força política favorável a permanência da Grécia na UE…

            E já que falamos nisso, eu não compreendo inteiramente a táctica do KKE, e tenho medo que não dê certo. Mas um partido por vezes também tem que ter atitude ousadas e esperar durante algum tempo que estas dêem resultados, e os PCs do sul da Europa têm uma história cheia de exemplos de criatividade ousada, que muitas vezes deu certo, mesmo contra as recomendações de importantes lideres do movimento comunista.
            O francisco furtado presta assim um péssimo serviço a todos aqueles que precisavam de compreender melhor a táctica do KKE, pois tenta encaixar as posições do KKE em arqueótipos simplistas (rótulos), em vez de analisar as reais condições do Grécia e se essas posições são justas para a Grécia ou não.
            E já que o francisco furtado parece encaixar no perfil psicológico daqueles que gostam de sondagens, talvez venha a propósito indicar que o KKE chegou a estar acima do PASOK nas sondagens de meados do ano passado.
            http://en.wikipedia.org/wiki/File:Plot_of_greek_opinion_pools_2011-2012.png

      • Nuno says:

        O que mais me assusta é tradicional tendência estalinista a estar no lado errado. Aliás, este KKE, recentemente teve contactos muito suspeitos com os fascistas http://libcom.org/blog/greek-stalinists-welcome-fascist-involvement-workers-dispute-27022012 .

        • Rocha says:

          Isso é uma provocação anti-comunista! Essas insinuações são baseadas em merdosas mentiras e provocações.

          Há uma greve revolucionária numa grande empresa siderúrgica há mais de 6 meses. Os trabalhadores em luta aceitam doações e alimentos da população em geral e de quaisquer movimentos e associações que queiram ajudar a manter a luta. É neste contexto que um dia os operários foram surpreendidos por uma comitiva de uns poucos fascistas que apareceram não identificados na fábrica para prestar a sua suposta solidariedade e entregar alimentos aos trabalhadores. Depois revelou-se serem os neo-nazis da Aurora Dourada. Só depois de se aperceberem da manobra fascista é que os trabalhadores em conjunto com os seus aliados comunistas e sindicalistas uderam reagir à manobra fascista.

          Mas é muito fácil caluniar os trabalhadores e aproveitar a situação para caluniar também os comunistas que os apoiam. De resto o site anarquista citado desenvolve uma histeria anti-comunista tal, que esses é se assemelham aos neo-nazis no seu ódio cego ao KKE.

          • Nuno says:

            E um dia alguém há-de vir do céu e mostrar a todos estes ignorantes – e, parece, anti-comunistas também, já que nisto do comunismo há monopólio sagrados que merecem respeito – quem é que detêm a verdade! Ámen.

          • Rocha says:

            Ignorância sim e autismo que calunia limitando-se a citar mentirosos e que se acha demasiado importante para provar as acusações falsas que lançam.

            Os operários da Elliniki Halivourgia (‘Greek Steelworks’) e o KKE não são uma e a mesma coisa como se pretende falsificar, mas temos muito orgulgo em ter os comunistas na primeira linha de defesa destes operários.

            O Nuno insulta, calunia, mente sem nada para provar o que lança.

            As variantes de comunismo, incluindo o libertário que respeito (se o respeito existir mutuamente), não servem de cobertura para insultos rasteiros.

  2. Café do Barbosa says:

    Tanto palavreado, tanto chinfrim só para atacar a única força de esquerda consequente o KKE. Enfim folclore berloquista.

    • franciscofurtado says:

      Folclore é porem faixas na Acrópole e depois auto-isolarem-se do movimento de massas. E ainda ninguém me explicou onde está a “consequência” do KKE, só se for a consequência de ser uma força consistentemente sectária. Vá se informar antes de mandar bocas!

      • Café do Barbosa says:

        Aqui o Fran não pára. Um digno substituto do picareta falante. Ó rapaz vai acontecer ao berloque da Grécia o mesmo que aconteceu ao berloque cá do sitio. Muito falatório, muita tanguisse e na próxima eleição cabem todos num taxi.

        • franciscofurtado says:

          É essa o teu comentário aos eventos históricos que se estão a desenrolar na Grécia? É isso que tens a dizer acerca da actual situação? E tu o que é que defendes? O que é que propões?

  3. Olaio says:

    Fosga-se que não há pachorra nem para aturar troikistas nem trotskistas ou raio-que-os-parta, que falam tanto unir a esquerda e ainda quase não tinham as urnas gregas fechado e já andavam a atacar o KKE.

    Decididamente não há pachorra para opurtunismos!

    • franciscofurtado says:

      Mas está a falar do quê? qual oportunismo? se não tem argumentos pare para pensar. Esta é uma altura em que toda a esquerda a começar pelo KKe, mas também a Syriza e outras formações têm de fazer uma profunda auto-crítica. Sabe o que isso é?

      • Dédé says:

        Claro, vão todos de ano sabático, fazer uma “profunda auto-crítica”. Ou seja, dar uma folga aos troikistas.

        • franciscofurtado says:

          Bem se voçê não é capaz de agir e reflectir ao mesmo tempo então procure ajuda. Fazer uma autocrítica não é ficar na inacção a reflectir sobre o sexo dos anjos, é uma condição necessária para agir de forma consequente e efectiva.

      • Olaio says:

        Mas qual raio de auto-critica, qual carapuça.

        Opurtunismos é estar a lançar cenários de solução para a Grécia completamente impraticáveis no momento presente.
        O que é que querem, mostrar ao capital que até podem aguentar o barco agora que ele se está a afundar?

        Neste momento e mesmo à distancia percebe-se que não há condições para um governo revolucionário na Grécia, então estamos a falar de quê?

        Em vez de estarem entretidos com jogadas opurtunistas e inconsequentes, deviam era estar preocupados em criar condições para o povo tomar o poder, tanto na Grécia com o aqui, o que passa por uma ruptura com o sistema!

        • franciscofurtado says:

          Pá mas tás te a passar ou quê? Então não há condições aonde? Não sabes fazer contas de somar? A Syriza ficou a menos de dois pontos do partido mais votado!!!! A Syriza+KKe seriam a força mais votada na Grécia se estiverem juntas!
          Há todas as condições práticas para essa força ganhar o poder, tal como Chavez em 1999! Pode é não haver vontade do KKE se juntar, isso já é outra conversa. Na Grécia, não há é condições para manter um pensamento estratégico fossilizado, não há é condições para estar cego perante a realidade, não há é condições para ficar parado na trincheira com medo de sair à ofensiva.

          “deviam era estar preocupados em criar condições para o povo tomar o poder,”
          As condições estão criadas!!!!!!!!! Que mais condições é que queres? Greves e manifes brutais, várias localidades em desobediência explicita à lei (por exemplo não pagamento dos novos impostos que vêm com a conta da eletricidade), hospitais, jornais e outros que tais em auto-gestão, ataques a sedes de partidos de direita e vice versa, saques organizados a supermercados, assembleias populares permanentes em vários bairros, a esquerda Syriza+KKE como a força mais votada.
          A questão neste momento é se de facto se toma o poder ou não e tu pelos vistos não queres tomar o poder. Actualiza o disco rigído pá! A realidade está a mudar! Tomar o poder é agora, AGORA!!!! AGORA é que há as condições.
          E o teu desprezo pela auto-crítica é totalmente anti-marxista e comunista. Vai te informar pá!

          • Samuel says:

            “A Syriza+KKe seriam a força mais votada na Grécia se estiverem juntas!”

            E você, pelo que vejo até aqui, está a dar uma ajuda do caralho para a unidade! :-) :-) :-)

          • franciscofurtado says:

            Promover a unidade não é andar com paninhos mansos. Mais vale andar “à estalada” se for preciso e chegar a um entendimento mínimo do que deixar andar até que a bomba explode.

          • Jorge Feliciano says:

            Syriza + KKE = 16,78 + 8,48 = 25,26
            ND + Pasok = 18,85 + 13,18 = 32,03
            ND + Pasok + Gr. Ind = 18,85 + 13,18 + 10,60 =42,63

            Qual seria então a coligação pré ou pós eleitoral vencedora?
            É fazer as contas…

            Mas de facto é uma parvoíce achar-se que a questão resume-se a isto. Um Partido Comunista que o seja não faz coligações só para somar votos a votos. Vejam-se os exemplos históricos do PCF e PCI.

            O Syriza é um partido que quer “uma alternativa europeísta, dentro do euro”. O KKE não tem ilusões quanto a alternativas dentro deste quadro. Esta e tantas outras diferenças separam as águas. A resposta está na luta de massas e o KKE sabe-o bem. Votos conjunturais leva-os o vento, aliás como em Portugal também já se viu – será que não aprendem a lição?

          • franciscofurtado says:

            Syriza + KKE = 16,78 + 8,48 = 25,26
            ND = 18,85
            Pasok = 13,18

            Não seria possível?
            E como disse no post obviamente que a luta não se resume a isto, nem os votos das coligações são somas ariteméticas (mas será que o pessoal não lê os posts antes de comentar?)

            Bem e para quem procura respostas no movimento de massas deixe-me dizer que o KKE parece-me muito alheio a várias dinâmicas da luta de massas, aliás isso é mais retórica auto-justificativa que outra coisa. Se o KKE acha que nem vale a pena dialogar e tentar um compromisso com as outras forças sociais e políticas que têm tado no terreno a combater a Troika o que é que quer que lhe diga? Sectários. É a questão do Euro e da UE central e separa as àguas, em grande medida sim, valeria pena tentar ver se há algum ponto de encontro? certamente que sim. Até porque muitas das questões que outros aqui levantaram acerca do programa da Syriza são não questões. E face à responsabilidade histórica e aos adversários existentes as diferenças existentes parecem-me de somenos, quando comparadas com os inimigos comuns. Pode eventualmente o KKE levar a taça das posições correctas (e isso é altamente questionável), mas mesmo assim, se continuar no seu canto, se permitir com o seu sectarismo, ou inviabilizar, uma alternativa de esquerda bem podem ficar com o programa impecável e 100% correcto que irá ser esmagados como o resto da esquerda e movimento popular. Quando os PCs nos anos 30 se juntaram às frentes populares em Espanha e em França aplicaram os seus programas a 100%? Exigiram a abolição imediata do capitalismo? O PC da Venezuela exigiu isso ao Chavez? Porquê exigir isso agora? Não é possível com base na ruptura com a Nato, nacionalizações dos sectores estratégicos, romper o memorando, etc… criar um programa mínimo?

          • A.Silva says:

            Mais um reformista social-democrata armado em “revolucionário”, que continua a pensar que o capital cede o poder de mão beijada só porque hipotéticamente há uma vantajem eleitoral de esquerda.

            Por acaso esqueces que o Chavez contava com o apoio das forças armadas quando ganhou as eleições? Se não fosse isso nem tinha aguentado até ao golpe de 2002.

            São estas ilusões que longe de contribuirem para o fim do capitalismo, vão dando campo para jogos pseudo-democráticos que só prolongam a exploração

            É esse carácter reformista que o KKE tão bem assinala, que é preciso combater.

            E por fim, como é que o KKE pode formar um governo com o Syriza, quando o Syriza se presta a continuar com o euro?
            Daqui a uns meses, quando se perceber claramente que não há solução para a Grécia e Portugal no euro, então falaremos.

          • João Jerónimo says:

            “mesmo assim, se continuar no seu canto, se permitir com o seu sectarismo, ou inviabilizar, uma alternativa de esquerda bem podem ficar com o programa impecável e 100% correcto que irá ser esmagados como o resto da esquerda e movimento popular.”
            Isto é total nonsense. Se o PCG for esmagado, então é óbvio que o programa do PCG não era 100% correcto…

            “Quando os PCs nos anos 30 se juntaram às frentes populares em Espanha e em França aplicaram os seus programas a 100%? Exigiram a abolição imediata do capitalismo?”
            Muito diferente. Nos anos 30 havia o perigo do fascismo, que estava a subir rapidamente e já tinha chegado ao poder em uns quantos países. Hoje, não há o perigo do fascismo, com excepção talvez de um ou outro país.
            O que há é uma viragem acentuada à direita que começou há vários anos na maior parte dos países. Mas isso ja cá está há muito, não chegou agora.

            “O PC da Venezuela exigiu isso ao Chavez? Porquê exigir isso agora?”
            Porquê? A pergunta assim feita parece comoventemente inocente, mas um conhecimento muito básico dos princípios marxistas realça uma verdade quase universal que é: OS PAÍSES NÃO SÃO IGUAIS UNS AOS OUTROS. Não queira comparar a América Latina com a Europa. Tratam-se de regiões do mundo muito diferentes. Basta pensar que a Europa tem anos de experiência com governos sociais-democratas enquanto que a américa latina não tem.

            “Não é possível com base na ruptura com a Nato, nacionalizações dos sectores estratégicos, romper o memorando, etc… criar um programa mínimo?”
            Não se essas bases do programa mínimo forem comprovadamente impossíveis sem ir mais longe, sem o derrube do próprio capitalismo e a saída da UE.

  4. miguel serras pereira says:

    Eis o que escrevia há coisa de um ano Mikis Theodorakis sobre a dimensão necessariamente europeia – pelo menos – da luta contra a “ditadura dos mercados” na Grécia. Para alguns, é claro que o fez para impedir a radicalização e capitulando perante o capitalismo. Mas aqui fica:

    “Nós dirigimo-nos também aos povos europeus. O nosso combate não é apenas o da Grécia, ele aspira a uma Europa livre, independente e democrática.
    (…)
    Os trabalhadores não são responsáveis pela crise; o capitalismo financeiro e os políticos que estão às suas ordens é que a provocaram e a exploram. Os seus programas de “resgate da Grécia” apoiam somente os bancos estrangeiros, aqueles precisamente que, por intermédio dos políticos e dos governantes que estão a seu soldo, impuseram o modelo político que conduziu à crise actual.

    Não há outra solução se não uma reestruturação radical da dívida, na Grécia, mas igualmente em toda a Europa. É impensável que os bancos e os detentores de capitais responsáveis pela crise actual não desembolsem um cêntimo para reparar os danos que eles provocaram. Os banqueiros não devem ser a única profissão segura do planeta!

    Não há outra solução se não substituir o actual modelo económico europeu, concebido para gerar dívidas, e regressar a uma política de estímulo da procura e do desenvolvimento, a um proteccionismo dotado de um controlo drástico da Finança. (…). A democracia nasceu em Atenas quando Sólon anulou as dívidas dos pobres face aos ricos. Não se deve permitir que, hoje em dia, os bancos destruam a democracia europeia, e que exturcam as somas gigantescas que eles mesmos criaram sob a forma de dívidas. (…)

    Não vos pedimos que apoiem o nosso combate por solidariedade, nem porque o nosso território foi o berço de Platão e Aristóteles, Péricles e Protágoras, dos conceitos de democracia, de liberdade e de Europa. Não vos pedimos um tratamento de favor porque nós sofremos, enquanto país, uma das piores catástrofes europeias nos anos 1940 e porque lutámos de forma exemplar para que o fascismo não se instalasse sobre o continente.

    Nós pedimo-vos que o façam no vosso próprio interesse. Se vós autorizais hoje o sacrifício das sociedades grega, irlandesa, portuguesa e espanhola sob o altar da dívida e dos bancos estará para bem próximo a vossa vez. Vós não podeis prosperar no meio das ruínas das sociedades europeias. Nós atrasámo-nos, mas nós acordámos. Construamos juntos uma nova Europa; uma Europa democrática, próspera, pacífica, digna da sua história, das suas lutas e do seu espírito.

    Resisti ao totalitarismo dos mercados que ameaçam desmantelar a Europa transformando-a em terceiro mundo, que põe os povos europeus uns contra os outros, que destrói o nosso continente suscitando o regresso do fascismo.”
    Cf. http://portugaluncut.blogspot.pt/2011/06/por-iniciativa-de-mikis-theodorakis-um.html

    msp

    • Rocha says:

      Um título do Diário Económico (orgão oficial da burguesia) resume bem a pocilga que se tornou a zona euro:

      “O homem mais rico do mundo vai aos saldos na zona euro”
      http://economico.sapo.pt/noticias/o-homem-mais-rico-do-mundo-vai-aos-saldos-na-zona-euro_144076.html
      “Carlos Slim está a aproveitar a crise do euro para fazer investimentos. A primeira operação será o reforço da posição da America Movil na holandesa KPN.”

      Para o capitalismo internacional países em ruptura económica, empresas a fechar, desemprego juvenil de 30% ou 50%, suicídios a aumentar, dívidas a escravizar… tudo isto é em passeio de capitalistas que vão aos SALDOS… vendem carne humana! E brindam com o nosso sangue!

      E gente aguenta isto em nome de quê? Salvar o Euro e a santíssima União Europeia!

      Ora eu quero é que o Euro SE FODA!

  5. Augusto says:

    O discurso FEROZMENTE nacionalista do KKE, confunde-se com o discurso dos neo nazis.

    Nalguns dos seus bastiões, o KKE perdeu votos para os nazis.

    Os nazis tambem têm como palavras de ordem , não se paga..não se paga, e exigem a saida do euro e o abandono da União Europeia.

    Se as esquerdas , todas elas não se unirem, não isolarem estas ratazanas, mais tarde ou mais cedo pagarão caro estas confusões de objectivos.

    Em França parte do eleitorado do PCF reforçou o eleitorado da familia Le Pen.

    Na Grécia a tendência é no mesmo sentido.

    O KKE só subiu 19.000 votos , e perdeu muitos nos seus bastões, e isso sim é muito preocupante, quem quiser continuar a meter a cabeça na areia e a não ver o óbvio, talvez dentro de algum tempo, tenhamos em Portugal o mesmo problema.

  6. Marco says:

    O programa do Syriza pressupõe (não é provocação, não sei mesmo):

    a) nacionalização pelo menos parcial da banca ?
    b) da eletricidade, estaleiros, distribuição e refinação de combustiveis e sector turístico (parcial)?
    c) tectos máximos de rendimentos individuais?

    Se sim, o KKE está a ser tacticista e sectário ( na campanha e nas lutas anteriores foi sempre, de facto). Se não, está a ser racional. Cancelar o pagamento da dívida, sem fontes de rendimento alternativo, na periferia da Europa, seria suicida.

    • franciscofurtado says:

      O programa da syriza contempla muito do que dizes, está aqui (no google traduz pa Português):
      http://syriza.gr/index.php?option=com_k2&view=item&layout=item&id=1853&Itemid=170

      Aliás a eletricidade é pública, mas querem privatizá-la essa tem sido um dos grandes focos da luta social na Grécia. A Syriza quer reverter todo o processo de privatizações!

      Também acho que o programa da Syriza tem as suas limitações, uma das questões é a do Euro. Sobre isso:
      1 – Tal como tu e o Rui disseram o primeiro ponto é sentarem-se a uma mesa e chegarem a um compromisso, sem isso não se vai a lado nenhum. Ambos os lados têm de ceder e ajustar. Todos os revolucionários fizeram isso! e sobre a abolição do capitalismo isso tem muito que se lhe diga, o que é que achas da NEP promovida pelo Lenine? Mas aqui o ponto central é que ninguém é o dono da Esquerda e da luta anti-capitalista. Se querem ir a algum lado têm de se sentar discutir e ceder ambos em algumas coisas.

      2 – Não concordo com a posição da Syriza e do Bloco de permanecer no Euro a todo o custo, para começar porque qualquer governo que rompa com o memorando e com a troika corre o risco de ser expulso do euro (como se viu quando Papandreu quis fazer um referendo). Portanto tem de se assumir que para romper com a Troika pode ser necessário também romper com o euro. Para além disso há toda a questão da natureza imperial pró IV Reich da UE e a favor do capital. Mais, a saída do euro permitia ganhar uma ferramenta preciosa de controlo da economia, o controlo sobre a própria moeda. MAs dito isto não há como esconder o impacto negativo brutal que uma saída do euro também teria. Aliás ainda hoje a maior parte do povo grego não quer sair do euro. Bem eu também não quero muita coisa, mas às vezes a escolha não é entre uma opção boa e outra má, mas entre uma difícil e outra catastrófica… dito isto creio que a posição da Syriza deve evoluir porque se não é tar no Euro pura e simplesmente, então está a mentir ao povo. Mas também não acho que se deva ser sair já da UE e do euro. Isso é algo que irá decorrer no processo de luta (mais que provavelmente), o que deve acontecer desde já é fazer pedagogia sobre essa eventualidade e começar a lançar o debate sobre isso na sociedade grega (um bocado como o Jerónimo disse nas últimas eleições, que é uma questão que tem de se começar a discutir). E a preparar a sociedade e a economia Gregas para o momento em que isso aconteça.

      3 – Se houver boa vontade (coisa sem a qual nada se faz) de todas as forças anti-troika de esquerda na Grécia é possível construir um programa mínimo de resposta à crise e à troika. Pelo menos uma convivência em que não se ataquem mutuamente e estejam coordenados na luta social e de rua. Tal daria um importante sinal ao Povo Grego e na Europa que é possível haver uma solução à Esquerda. Tal solução para começar não terá o programa integral do KKE, claro que não, mas pode integrar pontos centrais como os acima referidos. Quanto ao euro é aquilo que acima já disse.

      4 – Nenhum governo revolucionário (nas revoluções realmente existentes…) chegou ao poder e fez logo tudo, começam sempre por um programa simples e básico, a maior parte das medidas mais avançadas são respostas necessárias às ofensivas imperialistas e reaccionárias. Assim foi e assim será. Agora é bom é que mesmo não enunciando todas já, percebam que provavelmente será necessário implementar muitas delas.

      5 – Defendo o Chavez e o processo Venezuelano, o Chavez não aboliu o capitalismo na Venezuela, mesmo sim acho que deu contributos fundamentais para o avanço da luta imperialista e anti-capitalista na Venezuela, América latina e em todo o mundo. Não sei se na Grécia a melhor solução é “abolir” o capitalismo (e o que isso significa é uma longa discussão) desde já. Mas tenho a certeza que para já é possível e necessário um governo que rompa com a Troika e a austeridade, isso por si só irá acarretar a tomada de várias medidas anti-capitalistas e de moralização da sociedade (como está proposto no programa da Syriza). Poderá até incluir a saída do Euro e aí como disse acho qe o discurso da Syriza deve evoluir um bocado.

  7. Miguel Lopes says:

    Vamos às perguntas essenciais Francisco:

    A Syriza defende a suspensão do pagamento da dívida pública?

    A Syriza defende a nacionalização da banca, dos grandes monopólios e das áreas da provisão pública?

    A Syriza defende a saída da União Europeia?

    Sim? Não? Qual o programa da Syriza concretamente? É apenas contra o memorando? Achas que isso só faz um programa de governo?

    É ou não é verdade que a Syriza e o KKE somam 78 deputados? E se acrescentarmos a Esquerda Democrática são ou não são 97 deputados?

    Que fazer?

    Entrar num saco de gatos com amarelos para cair imediatamente? Comprometendo outras estratégias de longo prazo? O Syriza, se quiser, pode ou não assumir-se como governo minoritário? O memorando pode, ou não pode, ser derrotado no parlamento?

    • franciscofurtado says:

      Parte já está respondido na outra resposta. Sobre os deputados, como disse no início do post:
      - Agora não há condições para esse governo, mesmo se os sectários do KKE se deixassem de porras não teriam deputados suficientes:
      - Se porventura essas forças tivessem juntas teriam 147 deputados, porque ganhariam o bonus de 50 deputados que tem a força mais votada na Grécia;
      - A grande questão coloca-se para as próximas eleições que serão em Junho. Já que nestas não se entenderam, que se coordenem para as próximas que serão daqui a um mês.

      Ainda sobre as perguntas lê a minha resposta anterior. É exactamente à volta dessas questões que se tem de organizar uma frente para as próximas eleições e se não forem sectários, é possível chegar a um acordo. Creio ser o mais desejável, se não for, ao menos que o KKE, não integrando o governo, que o apoie no parlamento tendo liberdade de votar contra certas medidas. É possível chegar a uma forma de acordo razoável que dê uma saída ao povo grego. Se houver realmente vontade de lutar pelo poder e romper com a troika e não ficar por proclamações estéreis. Agora completamente criminoso é recusar qualquer hipótese de entendimento porque se julgam os donos da classe operária.

      • Jorge Feliciano says:

        Para se ponderar uma coligação pré-eleitoral KKE + Syriza para ganharem os tais 50 deputados de bónus (estou a escrever isto e estou rir, parece que estou a falar de um concurso) tem de se considerar também que ND, Pasok e Gregos Independentes não ficariam atrás e coligavam-se também. E, pronto, lá ficavam os troikistas com o bónus. Mas a realidade não foi nem é essa.

        E isso dos resultados se somarem não é assim tão óbvio. O Syriza tal como o BE cá captam muitos votos de descontentes do Pasok, e muitos desses descontentes são anti-comunistas, o mais certo seria não votarem Syriza coligado com o KKE.

        A luta de classes ainda não está suficientemente avançada – e um desfecho revolucionário dificilmente sairá das urnas.

        • franciscofurtado says:

          “A luta de classes ainda não está suficientemente avançada – e um desfecho revolucionário dificilmente sairá das urnas.”
          Greve radicalizada das centenas de operários metalúrgicos da Halyvourgia, da manutenção de algumas empresas sob controle dos trabalhadores (por exemplo, no jornal nacional Eleftherotypia), bairros em auto gestão, assembleias populares, várias greves gerais, várias manifestações com grandes confrontos com a polícia, etc…. Os resultados destas eleições.

          Bem, a luta está avançada, a consciência de certas organizações é que está atrasada. E muito. Há condições, não há é a vontade de assumir as responsabilidades. Sobre as somas aritméticas e aquilo que diz, leia os meus últimos dois posts sff. Escusa de repetir aquilo que eu próprio afirmei. Aliás basta ver o que se passou com o Alegre nas últimas eleições presidenciais em Portugal….

          Um desfecho revolucionário não sairá das urnas… Bem em certa medida saíu das Urnas na Bolívia e na Venezuela recentemente. E acho que em ambos os países se viveram, vivem, processos muito interessantes. Pelos comentários que aqui vi talvez achem que o Chavez e o Morales são meros sociais-democratas com quem não vale a pena criar alianças…. eu acho que apesar das suas limitações claro que vale. E óbviamente que as eleições não são o único instrumento na luta social, mas que são um elemento importante são. Até os anarquistas vem isso, será que os comunistas ortodoxos não? Será que foram infectados pelo esquerdismo, doença infantil do comunismo?

        • Miguel Lopes says:

          “Para se ponderar uma coligação pré-eleitoral KKE + Syriza para ganharem os tais 50 deputados de bónus”

          Atenção que isto não verdade. O bónus de 50 deputados é só para partidos, não é válido para coligações. Se o Syriza ficasse em primeiro lugar, como é uma coligação, não teria direito aos 50 deputados de bónus.

  8. Miguel Lopes says:

    E sim, o KKE esteve muito mal em condenar a revolta em 2008. Mas isso altera pouco as coisas.
    E sim, devemos tomar o poder, mas é a Syriza que tem de avançar para as posições de ruptura com a UE, com a NATO e de nacionalização dos monopólios. Não é o KKE que tem de recuar para posições de acomodação da crise com propostas keynesianas e a permanência no euro.

    • franciscofurtado says:

      Isso não altera pouco as coisas. Porque é revelador da postura perante o movimento de massas. As posições e programa a apresentar não deve ser um mero reflexo das vontades das massas, deve ir um pouco mais à frente, mas estar sintonizado com elas. Até porque só com o apoio das massas se podem tomar todas essas medidas, inclundo a decisão de sair do euro. E sim acho que nessas posições a Syriza deve evoluir, mas o KKE também deve compreender a relação de forças actual na sociedade Grega e dar um contributo que pode levar há implantação do seu programa, ou pode-se acantonar no seu canto e ser posteriormente esmagado com o resto da esquerda.

      • um gajo qualquer says:

        Mas se o KKE entrasse num governo abdicando das consignas “Fora da UE, Fora do Euro e nacionalização dos grandes grupos”, seria como se Lénine, em Abril de 1917, abdicasse das consignas “PAZ, Pão, Terra” em nome da unidade anti-czarista!

    • Carlos Guedes says:

      Miguel Lopes isso que diz («é a Syriza que tem de avançar para as posições de ruptura com a UE, com a NATO e de nacionalização dos monopólios. Não é o KKE que tem de recuar para posições de acomodação da crise com propostas keynesianas e a permanência no euro.») explica-se como? Qual dos partidos teve mais votos? Não seria de encontrar uma solução de compromisso, adequada à urgência da situação? Desde quando deixou de ser leninista aquela coisa de dar um passo atrás para poder avançar dois?

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