E também será importante que esta saia de cena (com um tremendo rasto de destruição, convém não esquecer) para continuarmos a nossa conversa

Angela Merkel suffers setback after Schleswig-Holstein election

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18 Responses to E também será importante que esta saia de cena (com um tremendo rasto de destruição, convém não esquecer) para continuarmos a nossa conversa

  1. Justiniano diz:

    Envelheceu, bastante!! Há, por aí, por todo o lado, (e é sempre muito estranho quando a coisa anda por todo o lado) uma inusitada, injustificada e, sobretudo, ininteligível esperança em algo que não se sabe lá muito bem o quê em relação ao novo Presidente Francês!!
    Um grande bem haja, caríssimo Vidal!!

    • Carlos Vidal diz:

      Grande razão.
      Por isso é que se deve sublinhar um reduto (pequeno-grande) dos sem esperança.
      Acho que foi Spinoza quem afirmou que o inimigo da ordem ou do Estado (não cito literalmente) seria aquele que não teria nem medo nem esperança.
      Abraço também.

      • Justiniano diz:

        Muito obrigado, caro Vidal!! Também não estou certo, quanto à frase do Espinoza. Mas que saltitamos entre medo e esperança, disso estou certo!! Ou melhor, que o medo se traduz na esperança de que tudo mude para que tudo fique na mesma!!

  2. JgMenos diz:

    Quando desaparecer a Merkel vão ficar os alemães, que trabalham no duro, e estão pouco interessados em sustentar treteiros que lutam por mais direitos e menos deveres, sempre à espera que alguém pague a conta!

    • De diz:

      O trabalho duro pelo qual pugnavam alguns alemães no século passado.
      (Para os demais,claro?
      http://www.afvn.nl/2004_4/arbeit_macht_frei.jpg

      A conta paga?
      Não,ainda não foi paga.As vítimas dos nazis não tiveram essa sorte
      Fede esta conversa em g menor

      • JgMenos diz:

        Que crise mental leva as pessoas a lerem a realidade regorgitando imagens de acontecimentos irrepetíveis de há quase 70 anos?

        • De diz:

          Irrepetíveis….
          pois…sabemos nós

          Alguns dados sobre o percursos feito por tão impolutas criaturas

          “Há mais de vinte anos que o grande capital alemão anda a rever a História, a criminalizar as vítimas da opressão nazi e as forças que mais lhe resistiram, como a URSS, os comunistas e o movimento operário. Durante 45 anos, a Alemanha Federal esteve sob controlo dos seus aliados militares. Os laços, que sempre ligaram o capital monopolista ao regime hitleriano, derrotado em 1945, estão bem visíveis não só nas dinastias de industriais e banqueiros que transitaram do nazismo para a República Federal mas também no elevado número de altos dirigentes do Estado que fizeram carreira em ambos os regimes. Recordar algumas dessas figuras mais significativas é importante para se compreender a nova vaga de ataques aos direitos do trabalhadores e de desrespeito pela soberania dos povos desencadeada por Berlim desde a chamada «unificação».

        • De diz:

          “O primeiro presidente da República da Alemanha, Theodor Heuss, foi um dos deputados que a 23 de Março de 1933 votou no Reichstag a lei que deu a Hitler plenos poderes (Ermächtigunsgesetz). O seu sucessor será Heinrich Lübke, construtor de campos de concentração e de centros de trabalho escravo no III Reich. Após um curto interregno, seguir-se-ão Walter Schell e Karl Carstens, ambos antigos membros do partido de Hitler, o NSDAP. Kurt Georg Kiesinger, membro do partido nazi desde Fevereiro de 1933 será chanceler da Alemanha entre 1966 e 1969. A subida de Hans Globke ao cargo de secretário de Estado da chancelaria de 1953 a 1963 veio demonstrar não haver limites para a recuperação de nazis pelo regime de Adenauer. Globke foi o comentador oficial das leis racistas de Nuremberga, cuja finalidade era a defesa da pureza do sangue e da superioridade da raça ariana. Enquanto nazis ocupavam cada vez mais importantes funções políticas, o governo de Bona ilegalizava em 1956 o Partido Comunista Alemão (KPD) e desencadeava uma nova vaga de perseguições contra os comunistas.”

        • De diz:

          Um Estado como a Alemanha Federal, fundado sob a protecção militar da NATO por «democratas» que serviram um regime de terror, reflectirá forçosamente na sua doutrina e comportamento princípios avessos à igualdade de direitos e ao respeito pela soberania dos povos.

          Se lançarmos um olhar muito breve sobre a Alemanha de hoje o que verificamos? Tribunais que proíbem greves, como aconteceu nestes dias com os controladores aéreos no aeroporto de Frankfurt. Serviços secretos que espionam ideologicamente milhares de cidadãos e registam em ficheiros as suas convicções políticas. Anticomunismo de Estado visando criminalizar as forças que procuram alternativas para o capitalismo e novos caminhos para uma sociedade mais justa e mais democrática. Promiscuidade entre os serviços secretos e organizações terroristas de extrema-direita, permitindo, durante mais de dez anos, o assassínio impune de estrangeiros e a prática de atentados racistas. Dois presidentes da República demitidos, no espaço de ano e meio, o primeiro por ter confirmado que as tropas alemãs no Afeganistão defendem os interesses económicos da Alemanha e o segundo, possuidor de uma infinidade de «amigos» empresários prestadores de tais favores que o Ministério Público se viu obrigado a intervir. Mas a surpresa não será menor face à decisão do «partido único europeu da Alemanha», constituído pela CDU, SPD, Liberais e Verdes, de escolher como candidato conjunto a presidente da República um pastor protestante, visceralmente anticomunista.

          É nos momentos de crise do sistema capitalista que a verdadeira natureza reaccionária, obscurantista e de classe dos estados imperialistas se revela.”

          Tudo palavras de Rui Paz.
          Mas há mais, muito mais.

          O cheiro da besta nazi está bem vivo.E fala outras línguas que não somente o alemão, embora tenha uma especial devoção pela língua mãe

          • JgMenos diz:

            ‘O cheiro da besta nazi está bem vivo.’
            A besta nunca abandonou o homem, e sempre vai aparecer quando surgirem regimes políticos que lhe dêem caminho a manifestar-se.
            E quer se chamem os seus líderes Hitler, Estaline, Franco ou Castro, sempre vão encontrar tantos algozes quantos os necessários.
            Mas não por isso há que condenar ad eternum os povos que em final são sempre as sua vítimas!

          • Carlos Vidal diz:

            Enquanto houver energúmenos, hão-de despontar por todos os lados os projectos igualitários.

          • De diz:

            Menos.
            Lave a boca por favor.Se quiser falar nos seus ídolos ou nos seus pesadelos pode fazê-lo no aconchego do seu pequeno cubículo ou palácio,qualquer que ele seja.Com os seus e para os seus.
            Mas a provocação não pode passar impune.Sorry Menos.
            Eu sei que procura.Sei que marra.Sei que tenta.
            Mas não passa.
            Coloque lá o seu Franco ao lado de Hitler.
            Agora não insulte nem a nossa inteligência nem a nossa memória.
            Os ratos têm um ódio a Fidel.Os ratos e o imperialismo.(Um dia falaremos no imperialismo.)Percebe-se que não suporte Fidel nem uma revolução feita nas barbas deste.
            Percebe-se isso e muito mais.

            Menos.Já reparou que Fidel pode ser cantado e louvado.Pelas diferenças que possa haver em atitudes pontuais,ele foi, é um libertador.
            Custa ouvir isto?Ainda bem,porque não acabei.
            Eu sei que o ranger de dentes perante quem ousa defrontar os interesses do grande poder económico são imensos.Menos apenas repisa os lugares comuns dos arautos de ocasião.
            Só que não passa.
            Sorry Menos.Junte então Franco ao Hitler e vá tomar banho a ver se acalma esse estrebuchar.

            Mas há mais.
            Stalin.
            Menos.Porque será que o não coloco ao lado da sua colecção.?(Um dia também falaremos sobre tal).

            Porque há agora tenho urgência em dizer duas coisas mais:
            Não se condenam ad eternum os povos que foram vítimas do nazi-fascismo.Eu sei que algumas vezes tem dificuldades em perceber, mas não leu os exemplos acima?As vítimas do nazismo são todos os que sofreram na pele os seus crimes.Incluindo os alemães.Mas os pulhas que dirigem a Alemanha?Oh homem,esses são os seus continuadores, agora travestidos de senhores da alta finança,leia-se da alta putice.Leia-se algozes destes tempos de vilania e crime.
            Não confunda as coisas nem faça passar por inocentes quem de facto não o é.

            A segunda coisa que tenho urgência em dizer é um grito repetido n vezes,mas que lhe faz falta ouvir para não andar feito virgem púdica qual barata tonta reprodutora das cassetes que já tiveram melhores dias

            Viva Fidel.Pátria ou muerte Venceremos!

            (Mas há mais.Oh se há)

        • Carlos Vidal diz:

          “Que crise mental leva as pessoas a lerem a realidade regorgitando imagens de acontecimentos irrepetíveis de há quase 70 anos?”

          A mesma crise mental que leva as pessoa a lerem Parménides: séculos atrás irrepetíveis. Um atraso de vida. Apenas os liberalismos devem ser lidos, ó Menos Menos!

        • De diz:

          (Carlos.Isso não vale.
          Numa frase disseste tudo.Ou ainda mais.
          Um abraço)

          • JgMenos diz:

            Esse seu sentir de escravo, que ambicona um Chefe que lhe ponha um jugo, e a sopa na mesa; esse seu elevado sentido da Igualdade e da Justiça que ambiciona que o jugo e a sopa sejam para todos – são sentimentos a que sou completamente estranho e repudios-o por inteiro.
            Não me servem nem Franco nem Castro; e tanto me serve Queipo de Llano como Che Guevara no comando dos pelotões de fuzilamento.

          • De diz:

            O sentir de escravo tem um neoliberal,não para o neoliberal,mas para os outros,claro.Tal como o Chefe (com letra maiúscula inicial como gosta)e o jugo a que se atrela.Para os outros sempre,pois claro.
            Os burgueses neoliberais estão geralmente mais interessados em concentrar o poder em cada vez menor número de mãos.Pelo que os desejos de Menos partem do elevado pressuposto que ele entre neste reduzido círculo de.
            Porque este que reivindica o estatuto de escravos (para os outros,claro) e que fala em Jugos e coisas afins (“esquecendo” que é assim que os detentores do poder governam) detesta afinal que haja uma sopa para todos.E di-lo com aquela veemência que um serôdio franquista não desdenharia.

            Claro que depois vem a conversa do costume sobre não lhe servir a ou b.
            Aqui a coisa entronca na coisa dita acima.É que geralmente estas coisas querem que lhes sirvam um fato por medida.Estão habituados a que os sirvam.E daí que se refugiem na conversa da treta dos pruridos ante as vítimas das revoluções “esquecendo” a multiplicação à enésima potência das vítimas que os alvo das revoluções provocaram.
            (De que os neoliberais aliás são uns dos exemplos caracteristicos.É que por trás deste paleio aparentemente higiénico e equidistante, tentam esconder o sucedido com o balão de ensaio que os crápulas efectuaram no Chile.E cujo rasto de sangue,suor,miséria e sofrimento continua pelos nossos dias fora.É bom não esquecer).

            Ou seja.Os “fuzilamentos” podem continuar, neste festim neoliberal que tritura os seres,que lhes rouba não só a dignidade mas também lhes recusa um simples prato de sopa (algo que Menos aplaude vigorosamente).Podem continuar desde que os executados permaneçam longe da vista e do escrutínio da “opinião publicável”.Tudo em nome dos mercados e da “competitividade” tentando promover a noção que a clivagem é intra-classes e não inter-classes. Os trabalhadores de qualquer país não devem competir entre si, mas com o patronato de todo o mundo.Isso é algo que deve obviamente revolver os “sentimentos” de Menos.

            Estar do lado de quem dispara é muito melhor do que ser confrontado com a responsabilidade dos seus crimes.É esta no fundo a posição de Menos,que ele tenta ardilosamente esconder.
            Compreende-se assim o ódio a Fidel.
            Ousou apontar as armas contra os vampiros que destroçavam o povo cubano.
            (Já o mesmo se tinha passado com Robespierre)
            Por isso estes são credores da nossa admiração.
            Sorry JgMenos

      • Carlos Vidal diz:

        Trabalham no duro os alemães para que os outros nada produzam e lhes comprem os produtos. Apenas.

        • JgMenos diz:

          Entre dialéctica e jogo de palavras vai toda a distância entre a racionalidade e a propaganda.
          A concorrência significa que a minha produção ganha vantagem sobre a produção dos outros, logo eu vendo onde os outros não vendem, porque fazem menos bem ou mais caro; em final outros não produzem.
          Apenas? Apenas disse certo com palavras que querem censurar a competência e a concorrência.
          Porque não limitar-se ao Verbo de 1920 e reclamar o NEP para a Europa, e uns planos quinquenais? Pelo menos seria coerente.

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