“Na primeira ou na segunda divisão (…) o orgulho do nosso coração.”

A Briosa joga hoje com o Vitória de Setúbal uma das duas últimas cartadas para não descer de divisão, ainda que até possa vir a ser apurada directamente para a fase de grupos da Liga Europa, vencendo o Sporting na final da Taça ou esperando que este atinja o terceiro lugar no campeonato.

Numa época em que tinha tudo para fazer um brilharete, o seu presidente, José Eduardo Simões, esperou pelo mercado de Inverno para trocar meia equipa por dez reis de mel coado e fazer uma birra que afastou dos relvados o melhor jogador da primeira volta do campeonato – o Éderzito. Desesperado, sem argumentos desportivos, mudou de posição à ultima da hora  e passou a ser a favor do alargamento da Liga quando este passou a dar jeito à Briosa.

Com um treinador esforçado mas conservador, com uma mão cheia de jogadores de terceira categoria, com os adeptos em fuga do inóspito estádio cidade de Coimbra (que saudades do velhilho Calhabé), sistematicamente roubada pela arbitragem, traída pela falta de sorte e grosseiramente prejudicada pelo anedótico caso do União de Leiria, só um golpe de asa pode salvar uma época em que até se roubaram pontos às quatro equipas que vão terminar o campeonato no topo da classificação. Curiosamente,  se tal golpe de asa vier a acontecer, a Briosa será a segunda equipa com mais sucesso na presente temporada.

As contas são fáceis de fazer mas difíceis de conquistar, mas o clube sabe que que continuará a contar com o carinho dos adeptos de Norte a Sul do país e dos muitos espalhados por esse mundo fora, para quem o entusiasmo com a Briosa mede-se em algo bem mais significativo do que simples  resultados.

Aconteça o que acontecer, que seja desta que nos livramos da máfia e que no Jamor o José Eduardo Simões seja tão apupado como o Cavaco Silva.

Força Briosa!

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