Eis a «culpabilização» do BE em todo o seu esplendor

Pá… chateia que, por estes dias, continues a preferir direccionar todo o teu fulgor revolucionário para o BE e/ou para a CGTP!

E chateia porque continuas a ser «como o rio de S. Pedro de Moel que se some nas areias em plena praia, ali a 10 metros do mar, em maré cheia, e nunca consegue desaguar de maneira a que se possa dizer: porra, finalmente o rio desaguou!»

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10 respostas a Eis a «culpabilização» do BE em todo o seu esplendor

  1. von diz:

    Pois é, é preferível fechar os olhos aos pecadilhos e abrir sómente os olhos aos pecadilhos… Diferenciação de pecados, é o que é…

  2. Renato Teixeira diz:

    Oh estrunfe Guedes, então tu não sabes que os grandes problemas da esquerda continuam a situar-se à esquerda?

    • Carlos Guedes diz:

      Ó arqueiro Teixeira, aceitando que os problemas aí estejam, não faço da esquerda o meu inimigo. Esse é outro. Mais para a direita!

  3. Paulo68 diz:

    Foi porreiro ver o BE a realizar uma cerimónia de evocação a Miguel Portas e a deixar o irmão , líder neofascista, da direita radical, ensaiar um autêntico discurso político… e no meio deste discurso, tão falso e tão feito paras as câmaras, para a televisão (com lágrimas à mistura), para o orgulho da imagem do Paulinho do PP, algumas pessoas que estavam ali (do BE) ainda bateram palmas. Foi quase tão inédito, como o Paulo de Carvalho a cantar o “depois do adeus” na AR… imagens a não esquecer deste mau momento político que atravessamos.

    • Carlos Guedes diz:

      Porreiro mesmo seria que não escrevesse disparates. Assim evitaria misturar coisas que não são, de todo, «misturáveis»!
      O Paulo Portas pode até ter ganho ali, para muitas pessoas, uma dimensão humana que, para essas pessoas, não teria até então. Agora, não houve nem falsidade nem política no discurso que o irmão do Miguel fez. E a si fica-lhe muito mal usar o Miguel e a sua memória como «arma» para tentar, de alguma, forma atingir o BE.
      Destaco-lhe alguns excertos do discurso do Paulo Portas e deixo-lhe, depois, a cerimónia inteira. O Paulo Portas começa a falar ao fim de 1h20m30s. De caminho, aproveite e ouça o que diz a Marisa Matias no início da sua intervenção (por volta do oitavo minuto): «Nós estamos aqui hoje, juntos, porque houve uma nota que o Miguel deixou escrita e que se intitulava Para o caso disto correr mal…»
      E sabe que mais? O Miguel ensinou-me (nos?) muita coisa. Mas aquela que, por estes dias, eu tenho recordado com maior intensidade é que com o Miguel aprendemos que mesmo na diferença podemos (devemos?) ser fraternos.
      Espero que, com isto, consiga também aprender alguma coisa. Comece por respeitar a memória do Miguel. É um bom começo!

      «Esta cerimónia foi um pressentimento que o Miguel teve sobre o facto, que é doloroso, da sua morte não poder ser vivida apenas intimamente.»
      «A mim, aconteceu-me o Miguel pedir que havendo alguma coisa a dizer eu vos dissesse alguma coisa pela família.»
      «Adorávamo-nos para além de todas as diferenças. Eu diria até um pouco mais: adorávamo-nos também por causa das nossas diferenças. O que explica a nossa irredutível amizade é uma palavra chamada respeito. Respeito não como veneração formal mas como capacidade de renunciarmos a alguma coisa de nós próprios para conservarmos o essencial do outro e do que o outro significa para nós.»
      «Bem hajam a todos por nos amenizarem um sofrimento que educa, que cada um de nós interpretará de acordo com as suas convicções mas que, seguramente, é uma oportunidade para cada um de nós de sermos melhores pessoas.»

      • Um gajo qualquer diz:

        esta cerimónia foi de um enorme aproveitamento político! Até palhaços como santana, passos coelho ou rebelo de sousa passaram por lá. Mas se o Miguel queria… deixá-los!

        • Carlos Guedes diz:

          A questão essencial é essa mesma: a cerimónia foi a cerimónia que o Miguel quis. E com isto coloco um ponto final nesta questão. Não publico mais comentários sobre este assunto. Espero que sejam capazes de compreender por que o faço. Obrigado.

    • Baresi88 diz:

      Falou no Paulo Carvalho, esse mesmo gajo que fez recentemente uma perninha ao Hino do Restos e das Sobras ou seja ao Hino da Caridade. Quanto à homenagem ao Grande Portas da Família, foi o aproveitamento da comunicação social do falecimento do Portas para fazerem esquecer uma série de coisas. Outra coisa a realçar foi terem apagado quase por completo a presença de elementos do PCP na homenagem ou noutras celebrações do género.

      • Carlos Guedes diz:

        Vamos lá a ver se nos entendemos. Leram o título do post. Leram o conteúdo? Ora bem, agradeço que esta falsa questão em torno do Miguel seja abandonada.

  4. Maria Costa diz:

    Excelentes respostas Carlos Guedes. Gostei, sinceramente! Nada tenho a acrescentar. Parabéns!

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