A Dívida Total

O drama dos gestores de recursos humanos é que nenhuma ameaça de desemprego, nenhuma carga policial, nenhum sistema de terror, nenhuma câmara de vigilância ou prémio de produtividade alguma vez conseguiu substituir a motivação. O trabalho do Vítor Lima, aqui publicado, devia envergonhar todos os economistas que enchem as TVs e crónicas de jornais. Devia também ajudar a pensar aqueles que no PCP e no BE andam a defender a renegociação da dívida. Tirem uns minutos à fidelidade partidária e leiam. Pensar não faz mal.

http://pt.scribd.com/doc/92380135/A-divida-portuguesa-total-%E2%80%93-canibalizacao-de-um-povo

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9 Respostas a A Dívida Total

  1. Samuel diz:

    “Devia também ajudar a pensar aqueles que no PCP e no BE andam a defender a renegociação da dívida. Tirem uns minutos à fidelidade partidária e leiam. Pensar não faz mal.”

    Claro… só pode ser porque não pensam. :-)
    A arrogância é uma coisa feia!

    • Raquel Varela diz:

      Estimado Samuel,
      Se pensam sobre a dívida nunca o fizeram publicamente. A única coisa que fizeram publicamente foi defender a renegociação, sem explicar porque é que esta politica é correcta.
      Saudações
      RV

  2. Carlos Guedes diz:

    Pá… não sei se alguma vez foste militante de um partido. Não sei mesmo. Mas não percebo até que ponto achas razoável decretares, com alguma arrogância intelectual, desculpa dizer-to, que os militantes do BE e do PCP que «andam a defender a renegociação da dívida» precisam de ajuda para pensar. Pior do que isso é dares-te ao cuidado de nos informares, pobres incautos, que «pensar não faz mal».
    Agora desculpa, mas tenho que ir despir a fidelidade partidária e tratar do jantar!

    • Raquel Varela diz:

      Estimado Carlos Guedes,
      Fui militante do mesmo partido que você, uns anos longos (1998-2006) e sou militante de outra organização política, na verdade há 16 anos que sou militante. Não vou aqui explicar-lhe, porque nem quando sai do BE o fiz, porque é que no BE precisam de pensar, discutir, reflectir colectivamente sobre as políticas que defendem, colectivamente. Jamais sugeriria que têm um directório que pensa por vós.
      Mas gostava que, da mesma maneira que a Rubra, ou o CADPP, ou o MRPP, ou o Grazia Tanta, ou o MAS, entre outras pequenas organizações, explicam, com detalhe, porque são pela anulação da dívida, tivéssemos direito ao mesmo detalhe, vindo do BE e do PCP, porque são estes pela renegociação. Afinal são partidos com representação parlamentar, eco na CGTP, e ainda alguma exposição nos media. Razões suficientes para que a política que defendem com tanto afinco nos fosse pelo menos explicada, com inteligência, porque já deve ter percebido que nenhuma das pessoas que defende a suspensão anda aqui a mandar «palpites» ou «palavras de ordem», somos bastante mais sérios e rigorosos.
      Atenciosamente
      RV

      • Carlos Guedes diz:

        Sempre me disseram que «com vinagre não se apanham moscas». É difícil participar numa discussão em que quem a pretende iniciar parte do princípio de que os que convida para a discussão não pensam ou tem medo de pensar («Pensar não faz mal»). De resto, manténs o tom arrogante («somos bastante mais sérios e rigorosos»).
        Sou incapaz de discutir política como se de um Benfica-Porto se tratasse…

        • Renato Teixeira diz:

          Posto isso, que argumento encontras para renegociar a dívida ou manter o euro a secar-nos os bolsos?

          • Carlos Guedes diz:

            Pá… eu tenho uma opinião, mas como ainda não sei se concordo com ela vou esperar por orientações do partido para me definir. A fidelidade canina (perdão) partidária tem destas coisas! ;-)

  3. JgMenos diz:

    Tanto rigor! e não vislumbrei qual a dívida das empresas públicas, nem a dívida das sociedade financeiras e não financeiras suportadas em avales, parcerias ou contratos com o Estado.
    A partir daí, as contas seriam mais claras!

  4. Margarida Alegria diz:

    O Vítor é um economista que merece ser mais divulgado!
    Parabéns para ele!
    Abraço

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