“O desafio das esquerdas”

Excelente reflexão do Ivo. A ler, imprimir e partilhar.

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29 Responses to “O desafio das esquerdas”

  1. A violência é a tragédia do capitalismo e a crise abre as suas portas: um conflito entre democracia e estado de direito – os fundamentos democráticos da lei cedem quando uma espécie de estado paralelo se submete à hierarquia do poder capitalista,o drama da desigualdade absorve o estado por completo,uma espécie de fascismo fiscal, por quem ninguém responde, um estado ilegítimo trata os desempregados como criminosos, expressão máxima de um sistema em crise, onde se opõem os que defendem um sistema desigual, polarizado e explorador e a imensa maioria mais democrática, igualitária e moral- num mundo mais pronto para ser violento – alguém acredita na comédia dos mercados?- em algum momento a esquerda vai ter de responder à revolta,as pessoas não sentem que têm muitas opções e a esquerda também não,vai ter de se entender!

    • JgMenos says:

      ‘– alguém acredita na comédia dos mercados?-’
      Eu acredito naquele detalhe de as pessoas comprarem umas coisas e não comprarem outras, porque lhes dá na real gana!

  2. Augusto says:

    Excelente? O que é que esta análise traz de novo?

    A verdadeira esquerda é o PCP diz o sr Ivo.

    Qual é a diferença desta posição, daquilo que disse Jeronimo de Sousa, e não foi assim há tanto tempo:

    Cada um a pedalar na sua bicicleta……

    Talvez seja um piscar de olho ao eleitorado do PS.

    Quanto ao resto nada de relevante, ou de novo, o mesmo sectarismo de sempre mesmo embrulhado em nova roupagem.

    Unidade das ESQUERDAS, não passa por este tipo de analises.

    Avancem com um programa minimo DE ESQUERDA de alternativa ás direitas, em poucos pontos, tipo Programa Comum das Esquerdas como sucedeu em França, e a partir desse programa minimo , tentem unir todos os puderem ser unidos, á volta desse programa independente de onde vierem, esse sim seria uma proposta com cabeça tronco e membros.

    Mas como é lógico, esta é uma proposta pode UNIR AS ESQUERDAS, o resto é mera retórica.

    • Tiago Mota Saraiva says:

      Só mesmo o Sectário-Geral Augusto, para ler o texto assim. Nem sei como é que o seu computador o deixa escrever a palavra UNIDADE na mesma linha de ESQUERDA.

      • sopas says:

        desculpe lá a minha burrice, tiago, mas também não vejo em que é que o texto acrescente o que quer que seja ao que tem sido debatido, inclusivamente por aqui, sobre as esquerdas. mais chuva no molhado que, nem aponta caminho algum – o que porventura seria pedir demais – nem tem a coragem de apontar algum dos erros que criaram e vão alimentando a situação de divisão das esquerdas.
        se o tiago quiser partilhar o que encontra de tão recomendável no texto, força nisso.

        • sopas:
          O texto não tem a pretensão de acrescentar nada de novo. Aliás o texto não tem pretensão nenhuma em especial. O autor limita-se a sugerir uma efectiva reflexão sobre o tema. Todavia, é preciso não esquecer que não faltam exemplos de que ainda as soluções sejam óbvias e antigas, mesmo assim há quem as não queira ver muito menos aplicar.

          É mentira que se diga que o assunto “tem sido debatido”. O texto não se refere ao debate na blogosfera, que é importante mas inconsequente, mas sim ao debate ou à reflexão que deve ser feita no seio de TODOS os partidos ou organizações de esquerda. E esse debate não está a ser feito nem está para o ser. Essa é que é a questão. Chuva no molhado é preferir o acessório ao essencial. O autor do texto não cai na tentação de apontar um “rumo” sem que a reflexão se faça e por isso sugere-a.

          • sopas says:

            ivo,
            não quero que fique ideia que o que digo acima é uma crítica à substância do seu texto. não é. quanto ao debate até agora ser feito quase que exclusivamente na blogosfera, como o ivo refere, pois parece que com o seu texto assim continuamos.

  3. Augusto says:

    Vamos a coisas concretas caro Tiago.

    Sim ou não á Europa

    Sim ou não ao Euro

    Quais os sectores da economia que a Esquerda defende que devam ser renacionalizados e quais se manterão no sector privado.

    E por fim clarificação ideologica, a ESQUERDA deve ser patriótica ou INTERNACIONALISTA.

    • Zuruspa says:

      A Esquerda que é Esquerda é patriótica e internacionalista.
      Patriota é quem ama o seu país; Nacionalista é quem odeia os outros.

      Veja-se a Jugoslávia, enquanto os partizans eram patriotas e internacionalistas, os tchetniks e ushtashas eram nacionalistas e… e nacionalistas!

      • Augusto says:

        Proletários de todos os paises UNI-VOS.

        O melhor exemplo

        A resistência contra os nazis em França

        As Brigadas Internacionais na Guerra Civil de Espanha.

        Quando se começa a defender o interesse nacional e o patrotismo, é meio caminho andado, para cair nas garras dos Le Pen deste mundo.

        Já vivi esse filme.

        Ser de Esquerda NUNCA PODE passar por ai.

    • Tiago Mota Saraiva says:

      Augusto, eu consigo não discuto coisíssima nenhuma. Constato apenas que o Augusto dizendo-se pela UNIDADE (“dizendo-se”, sublinho) quer discutir aquilo que pensa que NÃO UNE (“que pensa”, sublinho).

    • Rocha says:

      Parabéns Augusto está a fazer grande parte das perguntas fundamentais.

      Não à União do Capital Europeu. Se por “Europa” refere-se à actual “União Europeia” devia ser mais claro e mais explicito. Esta ambiguidade pode ser ofensiva. Para mim a distinção é muito importante, uma coisa é a a Europa, a verdadeira Europa que é a dos povos, outra é a organização criminosa que a oprime chamada “União Europeia”.

      Não ao Euro. Quer o Euro, quer a União Europeia, com a sua Comissão Europeia, Conselho da Europa, Tribunais fantoche ao nível europeu e o Banco Central Europeu. Tal como a NATO e a ambicionada Força Militar Europeia. São instituições ditatoriais da burguesia (o parlamento europeu serve apenas para legitimar a farsa). Os referendos sobre tratados e acordos dos governos burgueses na UE foram todos para o caixote do lixo – e é assim que eles tratam a vontade popular. Quer o Euro, quer todas as outras as instituições burguesas que mencionei que lhe estão por trás, dando suporte, são parte de um projecto fracassado, sem futuro, proporcionando apenas guerra, miséria, ruína e opressão para os povos europeus. O ponto fraco da burguesia europeia, o Euro, merece ser destruído e não salvo se queremos acabar com o Capitalismo e dar-lhe uma alternativa socialista e popular.

      Nacionalização de todos os Monopólios, isto é, todos os grandes grupos económicos – aqueles que o seu camarada Jorge Costa fala nos “donos de portugal”. Na banca eu iria mais longe com liquidação de grande parte do sector financeiro (incluindo seguradoras) e a criminalização da usura (colocaria o crime ao nível do homicídio e do terrorismo).

      “a ESQUERDA deve ser patriótica ou INTERNACIONALISTA”?
      Desculpe mas esta última pergunta é um bocado patética! Obviamente que só pode ser as duas coisas, se é uma esquerda que se preze.
      Já os esquerdistas que tentam escolher entre uma dessas coisas, não passam de palermas.

  4. JgMenos says:

    ‘Até que ponto não estarão ‘as esquerdas’ a ser levadas à dissonância, à antítese da união na adversidade e do princípio colectivo da luta, fruto da ‘violência’ do capitalismo,…’
    !!!!Completamente ao lado!!!!
    O capitalismo em Portugal é um capitalismo débil e acossado por leis e por oportunismos políticos de todo o tipo. A violência é mera auto-defesa ou oportunismo.
    A esquerda, noutras partes, é solidária porque desistiu da socialização dos meios de produção e trata tão só de administrar o capitalismo! Deixam ao capitalismo a criação de riqueza e tratam da sua distribuição.
    Por cá há uns tantos insistem em dizer que acreditam que vão socializar os meios de produção, e sem nunca o poderem fazer, actuam como se isso estivesse ao virar da esquina – eis a verdadeira esquerda lusitana! Uma espécie de seita religiosa.
    Outros não desistem do rótulo ‘socialista’ e, querendo tão só gerir o capitalismo, sentem-se ideológicamente desconfortáveis, não reformam quanto necessário para que essa gestão seja eficaz, só atrapalham uns e outros, e consolam-se com o facto de a confusão propiciar não poucas oportunidades de meter a mão ao prato. Eis o socialismo dito moderado e oportunista!
    Resultado: nem socialismo, nem capitalismo, antes pelo contrário – uma miséria assegurada!

    • JgMenos:
      A frase que cita é mesmo uma pergunta, não é uma afirmação (escusa de ocultar o ponto de interrogação). E teve uma resposta, que foi a sua e que é inteiramente válida e útil à discussão. Só por isso já valeu a pena.

    • Ó Menos! Lê o que escreves se não escreves o que lês.
      “O capitalismo em Portugal é um capitalismo débil e acossado por leis e por oportunismos políticos de todo o tipo. ”

      Capitalismo débil? Se assim é, preciso de ti para saber onde reside a debilidade do capitalismo português. Que tipo de debilidade existe no capitalismo português que não seja a débil vontade do “povo” luso em não conseguir deixar de consumir? Se souberes não consumir poderás levar os capitalistas a pensarem estratégias mais duras de imposição ao consumo, mas ninguém ou quase ninguém sabe querer ser pobre porque isso é a doença de Diógenes e até para isso poderá ser necessário uma capacidade especial, que aqui não existe porque o português é naturalmente burguês e débil.
      Outra afirmação ainda na mesma frase é o “acossar das leis” ao capitalismo.
      Serão as leis que acossam o capitalismo ou, é o capitalismo e os seus protagonistas que instauram as leis, que oportunamente lhe servem o mecanismo de enriquecimento e no qual os políticos têm o seu papel?
      Tu por exemplo acossas a esquerda quando votas no partido único, no cavaco, ou no bochechas e não digas que nunca o fizeste porque estás a mentir e se mentes eu ponho-te uma malagueta mexicana na língua.

      Não me deixas dormir ó Menos!

      Não existe estratégia paras as esquerdas porque a direita está muito bem organizada levando de avanço 38 anos mais uns séculos. É mais fácil sobreviver ou procurar estatuto à sombra das “leis” da humanidade, que procurar ser humano. E mais difícil é mesmo consegui-lo, que fazer da vida um modo de luta. Como o que temos é um luto mental e não um modo de luta e como no outro dia te dizia, o melhor mesmo é ir para Cuba, não porque sou comunista, que não o sou, mas porque com esta gentalha não me quero confundir despeço-me com …

      …saúde !

      • JgMenos says:

        Capitalismo débil!
        Para simplificar, vamos aos sinais:
        - É mal gerido: não impõe regras e padrões de produtividade e, acomodado, limita-se a pagar baixos salários; os sindicatos contribuem porque lutam por leis de ócio, e são avessos a tudo que seja organização de trabalho (nem têm capacidade técnica, nem meios, nem vontade para intervir nas profissões que representam).
        - É mal financiado: o Estado aborve a liquidez e assegura a rentabilidade dos bancos com empréstimos e projectos avalizados; os bancos dispensam-se de avaliar e promover os negócios e são no essencial penhoristas.
        - As leis são permissivas: cobrar dívidas é um pântano; as falências são perdas totais; leis que obrigam à integridade do capital estão suspensas (uma empresa com ‘capital negativo=falida’ pode subsistir por anos nas mãos de quem a conduziu a esse estado): o que justifica que os bancos se tornem penhoristas e o Estado se declare credor priveligiado penhorando os gerentes; não há sobras para mais ninguém!
        - daí que: a voz popular louva a iniciativa empresarial, mas logo que a iniciativa falha estigmatiza o empresário como se fosse criminoso, porque é essa a permanente suspeição!
        - tudo é dominantemente político-mediático neste país, e pouco se respeita e valoriza o que cria riqueza: trabalho e capital.

        • Ao que tu chamas debilidades eu chamar-lhe-ia habilidades, embora sejam semelhante diferenciam-se no sentido em que prosseguem. Se o sistema fosse débil era sinal que o povo estava a conseguir mobilizar a sua ascensão. Como tal não acontece e o sistema capitalista não se autodestrói limitamo-nos a ser meros espectadores e actores das habilidades em que este sistema nos inclui, refiro-me a todos os que não lutam pelo cataclismo do capitalismo.

          Percebi as tuas ideias e como queiras… estarei sempre aberto a discussões.

          abraços

    • Ó Menos! Lê o que escreves se não escreves o que lês.

      “O capitalismo em Portugal é um capitalismo débil e acossado por leis e por oportunismos políticos de todo o tipo. ”

      Capitalismo débil? Se assim é, preciso de ti para saber onde reside a debilidade do capitalismo português. Que tipo de debilidade existe no capitalismo português que não seja a débil vontade do “povo” luso em não conseguir deixar de consumir? Se souberes não consumir poderás levar os capitalistas a pensarem estratégias mais duras de imposição ao consumo, mas ninguém ou quase ninguém sabe querer ser pobre porque isso é a doença de Diógenes e até para isso poderá ser necessário uma capacidade especial, que aqui não existe porque o português é naturalmente burguês e débil.
      Outra afirmação ainda na mesma frase é o “acossar das leis” ao capitalismo.
      Serão as leis que acossam o capitalismo ou, é o capitalismo e os seus protagonistas que instauram as leis, que oportunamente lhe servem o mecanismo de enriquecimento e no qual os políticos têm o seu papel?
      Tu por exemplo acossas a esquerda quando votas no partido único, no cavaco, ou no bochechas e não digas que nunca o fizeste porque estás a mentir e se mentes eu ponho-te uma malagueta mexicana na língua.

      Não me deixas dormir ó Menos!

      Não existe estratégia paras as esquerdas porque a direita está muito bem organizada levando de avanço 38 anos mais uns séculos. É mais fácil sobreviver ou procurar estatuto à sombra das “leis” da humanidade, que procurar ser humano. E mais difícil é mesmo consegui-lo, que fazer da vida um modo de luta. Como o que temos é um luto mental e não um modo de luta e como no outro dia te dizia, o melhor mesmo é ir para Cuba, não porque sou comunista, que não o sou, mas porque com esta gentalha não me quero confundir despeço-me com …

      …saúde !

  5. ? TAEG ? says:

    Me espanta um pouco como o 5Dias mantêm um silêncio profundo sobre a decisão, conhecida hoje, de o(a) JUIZ (A) [que os tem no sítio... ] de Portalegre, que poderá por os Exmºs Senhores Bancos em Alerta Vermelho . . .
    Tadinhos . . .
    Ainda os poderemos ouvir a falar como o Sr. Silva . . .
    Tadinhos
    Tadinhos

  6. Бакунин says:

    Parabéns ao IVO. Conseguiu falar de esquerda sem falar do Bloco.
    Dá exemplos de união noutros países, afirmando que tal não existe em Portugal, e parece que se esqueceu da forma como o bloco foi constituído e agrega diferentes tendências e movimentos de esquerda.
    O Bloco tem as portas abertas a todos os movimentos e cidadão que sejam de esquerda. E têm procurado activamente promover a união de forças. Aliás esse é um dos motores que move os bloquistas.
    Um bom exemplo foi a campanha do Manuel Alegre. Mais do que a derrota eleitoral, foi a vitória de juntarmos uma frente alargada de esquerda. Na qual também estavam comunistas individualmente.
    É certo que a candidatura foi sabotada pela direcção do PS, mas os que estiveram activamente na campanha, vindos dos vários partidos , criaram laços de camaradagem.
    Mas o PCP do IVO. Pôs-se olimpicamente á parte desse e de outros projectos.
    Uma coisa é certa, é possível falar com militantes do PCP, mas não com o PCP. E é mais fácil chegar a entendimentos com verdadeiros socialistas dentro do PS do que com o PCP.

    • antónimo says:

      Por acaso acho que o texto não vai para lado nenhum de bastante recomendável.

      É até, pela paragrafação, uma massa difícil de ler, e sim não fala do Bloco.

      Agora dizer que o Bloco tentou a união das esquerdas é engolir o discurso oficial do partido com anzol, isco, fio, cana e tudo. Continuar na senda sectária dos augustos desta vida.

      Trindade e Alegre são justamente a face mais visível do embuste bloquista em relação à unidade. Alienou-se sempre o PCP (que estupidamente paga na mesma moeda, aliás, mas ao menos tem a honestidade de não andar a apregoar o contrário) de todo o projecto bloquista, mais crente na redenção PS que na unidade das esquerdas.

      É preciso, lembrar que ainda agora Alegre se alegrou por não ter sido eleito, justificando-se que andaria a suportar o mesmo que Cavaco. É preciso lembrar que o mesmo Alegre sugeriu ainda agora Gama para suceder ao algarvio, apenas para queimar as investidas de um provável candidato da área do PCP, que continua a ser dinamizado por uma banda inesperada. Se a acção de Alegre é de esquerda mais que de revanchismo pessoal e umbiguista vou ali e já venho.

      • Passe a redundância, o que eu acho que não é “recomendável” é achar que um apelo à reflexão – o texto não é senão isso – seja “pouco recomendável”.

        • antónimo says:

          Caro Ivo Rafael Silva,

          O Tiago Mota Saraiva considera-o, ao texto, digno de particular menção. Recomenda-o, pois, catalogando-o como “excelente reflexão”. Não acho que seja assim tão excelente reflexão, mas também não tinha de ser.

          Acho que pode ser um ponto de partida – mais um – mas apenas isso. Acho até que o texto termina onde devia começar. Está construído ao contrário. Interessava-me mais a parte do PS e seus militantes que vem no final, e que deveria ser desenvolvida, e menos o que vem nos primeiros dois parágrafos.

          Depois, eu não disse que o seu texto era “pouco recomendável”, pois não? Antes pelo contrário: Disse sim que não era “bastante recomendável”. O que é um mundo de diferença. Ser “bastante recomendável” é ser “muito recomendável”, que eu não acho que seja. Já ser “pouco recomendável” é dizer que não interessa e eu não disse isso – até pq não o penso. Contradizia mais o Tiago Mota Saraiva, vincando que não achava assim o texto tão bom que merecesse fotocópia.

          Por outro lado, sinceramente, embora preferisse outras opções governamentais, não acredito que a Esquerda chegue onde for sem o contributo dos três movimentos com assento parlamentar: PS, CDU e BE. Por questões de número e por achar que existem contributos úteis nos três – embora pela banda do PS nunca se veja isso em termos oficiais. Para isso, CDU e BE têm de crescer. Após as penúltimas eleições, chegaram a abeirar os 20 por cento, que já faz mossa. Infelizmente, a CDU não cresce significativamente fora do osso, e os ganhos do BE são muito as perdas do PS e vice-versa, embora no caso dos socialistas se verifiquem também fluxos para o PSD.

          De qualquer forma, a crise está aí, mais que evidente por conta das direitas e suas políticas e não é isso que faz o BE ou a CDU crescerem. Não é por isso que surge como evidente uma resposta dos partidos de esquerda capazes de responder também a nível europeu e mundial à crise. Portugal sozinho não tem força, nem essa força foi procurada fora de portas. Neste exacto momento, nem a CDU, nem o BE, têm alternativas que consigam fazer passar como credíveis e sustentadas ao modelo UE e euro. E não tendo alternativas também não têm com quem as possam discutir. No mundo do trabalho, não teria tido óbvias vantagens que as forças sindicais próximas da CDU e do BE que organizaram a última greve geral a tivessem feito coincidir com a greve geral convocada em Espanha apenas uma semana depois?

          Por outro lado, o PS também não tem alternativas, mas parece apostado em seguir o mau caminho traçado há décadas. No Parlamento, como vinca, aprova mais coisas ao lado do CDS que do BE ou da CDU. Que pontos se proporá discutir? Carvalho da Silva poderá ser um deles – até pq, dizem, não agrada na totalidade a ninguém (talvez ao BE) – mas trata-se apenas de um lugar e o que é preciso é mudar de vida.

          • Rocha says:

            Se não há alternativa dentro Capitalismo, não há alternativa dentro do PS.

            Para uma refutação sucinta dessa ideia esclerosa (e velhíssima, cadavérica) de unidade de esquerda com o PS (que não é, nunca foi e nunca será de esquerda).

          • Baresi88 says:

            O PCP não tem a força que podia ter porque se lançou o ódio ao PCP e a divisão à esquerda, e por muito que o Jerónimo tenha vindo reforçar o PCP não chega para dar cabo do anti-comunismo que ainda se vive com muita força em Portugal, e na grande descrença nos políticos gerada pelos sucessivos governos. Assim não se podem esperar milagres.

          • antónimo says:

            Rocha, Dentro do PS é verdade, totalmente de acordo. Dentro dos eleitores do PS não será tanto assim.

    • Baresi88 says:

      Primeiro o PCP não aprova propostas do Bloco na Assembleia da República? E o Bloco não teve em conversações com o PCP para as Legislativas? E desde quando é que o Alegre é de Esquerda? …

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