DEBATE: AS MENTIRAS DA DÍVIDA – Vem perceber porque não devemos nada e abrir caminho para que paguem o que nos devem.

O Comité pela Anulação da Dívida Pública Portuguesa, na sequência da publicação das 27 Mentiras da Dívida, organiza um debate subordinado ao tema. Com a presença de Charles-André Udry, organizador do Fórum “O Outro Davos”, do Garcia Pereira, do MRPP, do Renato Guedes e do Rui Viana Pereira do CADPP, o debate promete deixar claro o carácter ilegítimo da dívida que nos estão a impor e abrir caminhos para oferecer resistência ao assalto que o sistema financeiro está a levar a cabo de forma cada vez mais violenta. A não perder, hoje, às 20h30, na Biblioteca da Junta de Freguesia dos Anjos.

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6 Respostas a DEBATE: AS MENTIRAS DA DÍVIDA – Vem perceber porque não devemos nada e abrir caminho para que paguem o que nos devem.

  1. Trabalhador de Portugal diz:

    Por estas e por outras é que está na hora de fechar o parlamento e colocar pessoas idóneas a chefiar o país. O parlamento não pode continuar a ser um centro de emprego onde gentalha se auto promocva à custa do povo trabalhador.
    O exemplo que anexo, é um desdém das contrárias aversões democráticas e que poucos conhecemos:
    Eu que estive nos dois lados da barricada, confesso: abril foi, é e continua a ser uma fantochada. Experimentem no vosso local de trabalho, ter ideias e verão o que lhes acontece. Experimentem dizer que o chefe é um idiota ( sem ideias prósperas) e sentirão, na pele o quão rapidamente a noticia corre. Tal como o Professor Charrua, também fui punido por ter ideias positivas, por dizer cara a cara que estava farto de ser obrigado a colaborar com incompetentes. Poderia estar aqui a escrever que em Setembro de 1973, fora encurralado no RI 5, quando frequentava o CSM. Poderia estar aqui a escrever que em 28 de maio de 1974 fui ameaçado pelo comandante da EMEL a presididio militar. Ou poderia também relembrar que em Luanda, em 23 de setembro fora detido pela PM. Daqui poderão tirar conclusões porque não aplaudo os capitães de abril. Principalemente os que ainda se estão a aproveitar da situação dizendo-se ao lado do povo. Eles não lutaram para o bem do povo porque essa não fora a sua posição. O povo é que os traiu e avançou e estes capitaezecos nada mais poderam fazer se não unificar-se ao povo. Mas o povo tem fome e estes senhor estão na engorda. O povo não tem reforma, mas estes senhores vivem com reformas chorudas. O povo tem que trabalhar até à morte enquanto estes senhores se autosustentaram à custa do povo trabalhador que não sabe o dia em que tem a dignidade de gozar os ultimos espaços da vida. Quando me falam em direitos e igualdades questiono-me como ser possível, nos deixarmos ludibriar. Em tempos fora constituido arguido. Na 1ª vez foi porque me pronunciei na corresponsabilização das autoridades civis ou policiais pelo facto de não resolverem um problema de vizinhança. Claro que me assaltaram a casa com mandado de busca evocando o crime de ameaças. Ora eu fui militar e agente da autoridade em curtos espaços de tempo, demitindo-me de funções por incompatibilidades. Gozei um ano na situação de arguido até ao arquivamento do processo por nada se ter provado. Não. Este caso passou-se em 2006. E mais recentemente, novo processo me fora instaurado e sabe como? Pois bem. No tal país onde se fala de liberdade, de democracia, de educação, culturismo e os maiores elogios aos libertadores, eu, depois de ter sido um funcionário público aplicado e sempre desempenhando o meu papel não desfraudando o dinheiro dos impostos dos contribuintes em três meses onde um responsável me apelidou de excelente, dois anos mais tarde me quis expulsar da AP, porque não quis colaborar com um colega que sabia menos do que eu no exercicio de funções. Ora pelos factos só me restava e depois da tal ameaças, resolver a situação e mudar de vida. Fi-lo conscientemente e deixei um recado aos colegas de trabalho do que me levava a fazer tal ação. Deixei escrito um mail a todos. à exceção do dirigismo, todos acharam que tomara uma atitude corajosa, mas avisaram-me desde logo que se o caso tivesse que correr para os tribunais, não contesse com eles. O resultado desse mail deu o nas palavras do jurista vários crimes mas, no final a pena de um ano de inatividade profissional fora a de ter deixado um mail utilizando o computador de serviço. Um dos focados no mail achou por bem levar o caso às instâncias judiciais. Antes do julgamente pediram-me se havia possibilidades de entrar em diálogo com o queixoso. Disse que não e que estava no local apropriado para expor o que tinha escrito. Qual quê, o tribunal marimbou-se para o que eu escrevera e dissera sobre a minha indignação do desperdicio nos mandros da AP e penalizou-me na pena de 150 dias a 10€ dias de multa e uma indemnização de 1000€ ao queixoso, com o seguinte relembório final que os MM aplicam no final da leitura da sentença. Em tom sorridente do juiz, dizendo apenas isto – já não tem idade para mandar mails. Como vêm este é o pequeno resumo do que eu tenho sobre o conceito de equidade democrática na justiça do meu pais

  2. JgMenos diz:

    A contabilidade ‘criativa’ é uma das razões que levaram à crise económica.
    Daí a que a sua denúncia seja um ‘no pasa nada’, a dívida não existe, é tão só mais do mesmo com sinal contrário!!

  3. Bernardo Silva diz:

    Haja alguém que dê voz ao único partido politico que defendeu “NÃO PAGAMOS”!!!

    Gostava que o Louçã ou o Jerónimo tivessem coragem de enfrentar o Garcia Pereira directamente!!!

    Não foram os trabalhadores portugueses que criaram a dívida, nem esta foi criada em seu benefício. Portanto, a conversa da “renegociação” do PCP e do BE não passa de uma hipocrisia!!!

    Não se renegoceiam roubos!!! Boa Garcia Pereira!!!

    Espero que da próxima a comunicação social não te exclua de debates, e tente ludibriar as ordens do tribunal!!

    • Bernardo Silva diz:

      Ah!! O único partido que defendeu “NÃO PAGAMOS” foi o MRPP!!!

      Não há cá Bloco, nem PCP: esses pseudo-esquerdistas que querem controlar as massas, iludindo-as com demagogia!!!

  4. xatoo diz:

    “contabilidade criativa” é fraude,
    não é algo que toda a gente tenha liberdade de fazer, é um exclusivo dos bancos que criam crédito sobre valores que não existem. Os bancos na medida em que são privados, mas que são salvos da falência com fundos públicos, devem-nos esse dinheiro. A emissão de titulos fraudulentos é um roubo. A decisão politica de ajudar ladrões deve ser julgada e punida pelo povo.

    “A aceleração do processo de inovação financeira traduziu-se no desenvolvimentos dos mercados de produtos financeiros derivados. Chamam-lhe produtos para criar a ilusão de que resultam de uma qualquer “indústria” (como também se fala da “indústria bancária…) ou de outra actividade produtiva, mas essa é, a todas as luzes, uma designação falsa, enganadora e não inocente (…) Trata-se de produtos virtuais, mas que chamam a si uma parte significativa da riqueza criada pela economia real”
    (António Avelãs Nunes, in A Crise do Capitalismo: Capitalismo, Neoliberalismo Globalização)

  5. João Sebastião diz:

    Ideias para ajudar a Cristas, ou como tirar Portugal do buraco… ou talvez não…
    – Taxa para quem tiver hortas;
    – Taxa para criar animais domésticos (por exemplo: 1 EURO por galinha, coelho, codorniz, etc…);
    – Imposto de circulação, para peões (cada cidadão compra a uma empresa amiga do governo um pedómetro, para controlo de distância);
    – Pagar as entradas na praia;
    – Taxa ‘país solarengo’, proporcional ao número de dias com sol;
    – Taxa de pluviosidade;
    – Taxa eólica, por metro de estendal (para quem seca a roupa no estendal);
    – Taxa de Taxa, para financiar os fiscais para as novas taxas!
    Aceitam-se sugestões! Deixem de ser passivos! Ajudem a Cristas! Ajudem Portugal!

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