
Ontem soube da notícia assim que me afastei do computador.
Cruzei-me poucas vezes com o Miguel Portas. Teremos trocado algumas opiniões, normalmente sobre coisas em que não estávamos de acordo. Nada que me fizesse hesitar escrever que era um companheiro. Um camarada noutro partido.
A esquerda fica mais pobre. A unidade da esquerda perde um dos seus operários.
Morre a 24 de Abril porque a morte é fodida e Deus não existe.
Um abraço para o Nuno e Helena Sacadura Cabral. Imagino que a dor mais profunda seja a da morte de um filho.
P.S. – Abraço que se estende aos seus amigos de sempre, em especial, aos que escrevem nesta casa.





já agora, abraço também ao irmão Paulo Portas
que hoje, como integrante do governo, traz um cravo na lapela, isto é, são todos boas pessoas, apesar do CDS ter sido o único partido que não assinou o pacto com o MFA de transição para o Socialismo…
Esse é que devia ter…
“CDS ter sido o único partido que não assinou o pacto com o MFA de transição para o Socialismo…”
O que, diga-se, só lhes fica bem.
Uma belíssima canção.
Ah Adriano,Adriano,também a ti estes pedaços.
Não cheguei a conhecer Miguel Portas na ‘Devir’ que ambos frequentávamos em 1971-1973. Ali ouvi falar desse jovenzinho, de talvez treze anos, extremamente dotado, e jovem activista democrata.
Admirava-o/admiro-o pelo jovem que foi e pelo político progressista em que se tornou. Não sendo seu camarada (não sou camarada de ninguém) considero-o contudo um companheiro de luta por uma sociedade mais justa e fraterna.
Lamento o seu desaparecimento e sinto muito a sua morte.
Armando Cerqueira
Muito bem!
Gostei sobretudo do “camarada noutro partido”.
É um belo conceito a estudar, aprofundar, divulgar…
Uma ideia cheia de futuro.
à Catarina. ao Paulo. à Helena. o Miguel fica-nos.
ao Frederico e ao André, claro. fica-nos.