Politizar as comemorações do 25 de Abril

É de extrema importância a declaração política, violenta, tornada pública pela Associação 25 de Abril que o Carlos aqui destaca. A ausência dos capitães de Abril das comemorações oficiais é uma acção simbólica. Estarão na rua, com o povo.
Já as declarações de ausência dos Conselheiros de Estado Manuel Alegre ou Mário Soares, se se cumprirem, não são mais do que floreados. Têm pouca importância pois não é nesse acto que as duas figuras de Estado podiam tornar consequentes a sua posição política. É no Conselho de Estado.
Aos deputados do PCP, BE e Verdes, competirá comparecer e discursar no acto solene da Assembleia da República, afirmando os valores do Abril e criticando os seus desvios. Aos deputados do PS talvez seja melhor não comparecerem. Nem na Assembleia da República, nem no desfile.

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21 respostas a Politizar as comemorações do 25 de Abril

  1. miguel serras pereira diz:

    Eu compreendo a ideia, Tiago: a recomendação de uma atitude de coerente “abstenção violenta” aos deputados do PS é, á primeira vista, lógica. Mas pouco dialéctica. E subestima a capacidade estratégica de Seguro, que, respeitosamente, já fez saber que a linha do PS será outra: a abstenção da abstenção. A abstenção ao quadrado. Uma aparente viragem que atesta a coerência profunda de um grande líder. Uma quebra da abstenção que, afinal, a consolida. Admirável, não lhe parece?

    msp

  2. Armando Cerqueira diz:

    Mas ó Tiago,
    vamos lá, não caiamos na hipocrisia desses autodesignados ‘capitães da Abril’, que são os oficiais do PS (ou pró-PS) que traíram o MFA e o processo revolucionário a partir de Julho de 1975, pariram o ‘documento dos Nove’, aliaram-se ao Embaixador Carlucci, ao sub-imperialismo europeu ocidental e a toda a reacção militar e civil, prepararam longamente o golpe de Estado, lançaram ciladas às Esquerdas Militares, e finalmente conseguiram dar o seu golpe no 25.11.75 disfrçado de contra-golpe de Estado.

    Há hoje vários estudos, memórias e documentação publicados que comprovam incontestavelmente o que acima descrevi. E alguns desses autores ‘até’ nem são de esquerda mas bem de direita… outros do centro, isto é do PS. Enfim ‘bloco central’…

    Ora a situação actual é em muito o resultado do 25.11.75, da entrega do poder político e militar ao PS coligado ao PPD e à igreja católica conservadora, das medidas tomadas, que incluem a submissão aos interesses e estratégias de potências estrangeiras e – pasme-se… – capitalistas, e a destruição de uma economia nacional. Isto inclui a traição da venda da soberania nacional. Nem Salazar nem Caetano o fizeram a esse nível.

    Com estes ‘democratas’ – alguns membros do PPD, CDS, militares conservadores/liberais, que coexistiram conformadamente uns, colaboraram mais ou menos alegremente outros com a Ditadura – e a sua política, o sentido do interesse nacional e a honra de manter a independência do País foram conveniente alienados e o nosso País marginalizado, inclusive economicamente.

    Direi mais rapida e sucintamente que o estado em que estamos, o estado do Estado português é obra dessa gente, Vascos Lourenços, Sousas e Castros, Pezarats Correias, Mários Soares, Manéis Alegres, and so on (they were very good freinds to the US Government…, weren’t they?).
    É fundamental lembrá-lo e lembrar-lhos.

    Um abraço

    Armando Cerqueira

  3. Xupa e Engole-o TodoBom diz:

    …nem nas putas que os pariram.

    P.S:é bom que saibam que não são bemquistos-são cancerosos,juntamente com os gajos títerres,corruptos e aliados das plutocracias-psd/cds.

  4. Filomena Abreu Mota diz:

    Totalmente de acordo com o Armando Cequeira. Só quem viveu o período 74/76 pode sentir e testemunhar essa traição , lenta e ardilosa , que foi a entrega deste País aos interesses das potências que nos “protegiam” da “ditadura comunista”.
    Pois ,agora dizem-se solidários com o Povo…
    Há que “tolerar” pois a sua presença. Até porque não será de enfiar todos no mesmo saco.Mas não esqueçamos nunca a resposta do escorpião ao picar o sapo que tinha acabado de o salvar: “desculpa, não resisti…”

  5. JgMenos diz:

    Enfim, o fim dos capitães de Abril!
    Na época só sabiam que havia de fazer-se alguma coisa!
    Depois foram fazendo, isto e aquilo, uns isto, outros aquilo!
    E finalmente nem sabem o que fazer, nem sabem como se fez!

    • De diz:

      Eles não sabem o que fazem,Senhor.
      Ou de como mais uma vez a teia das palavras esconde o essencial para mostrar a tese de JMenos.
      “eles não sabem como se fez”dirá este no final do palavreado.
      Será?Mas que se fez na altura muito lá isso fez-se.Não foi o suficiente pois claro que não.
      Mas deixou aí a direita monopolista,os Pides, os caciques todos a zurrarem contra o 25 de Abril e o MFA
      As sequelas ainda estão à vista,apesar de Abril se ter convertido naquilo que se converteu.
      Não lhes perdoam.E tudo lhes serve para aliviarem a bílis.

      • JgMenos diz:

        O português vem-se tornando uma língua difícil: o ‘não sabem como se fez’, é como se chegou aqui, não é o 25A que óbviamente souberam fazer.
        Mas como é preciso passar rapidamente ao estribilho ‘monopolista, cacique, etc.’ a leitura sai apressada1
        Os capitães, se não sabem como se chegou até aqui, são tótós que bem podem passar para o arquivo histórico!

        • De diz:

          JMenos.
          Não tenho paciência,sobretudo hoje, para os seus joguinhos de palavras nem,ainda menos, para o seguir nas suas mais uma vez repetidas tentativas de camuflar o que escreveu.
          Percebemos todos.Basta ler o que está aí escrito

          O que o dana a si está bem patente naquilo que disse agora mesmo.
          É que os tais Capitães de Abril não podem passar para o arquivo histórico segundo os desejos, insinuações, malabarismos de linguagem ou pretensos ensaios “históricos” de quem quer que seja.Nem crismados de tótós com a ligeireza dos Menos desta história.
          O que se passa com este governo passa também por aqui.Já não se trata apenas de governar segundo os ditames da troika e dos cânones mais criminosos do neoliberalismo sem freios.Trata-se também da tentativa do ajustar contas com tudo o que cheire ainda a Abril,com o revanchismo próprio de quem anda nesta vida com o ódio boçal pelos que tiveram a coragem de derrubar um governo fascista.

          Hoje,também pela morte do Miguel, não tenho paciência para aturar estas coisas.
          Tótós não é a palavra que me vem à memória neste momento

  6. licas diz:

    Cerqueira tem um objetivo que vai concretizando paulatinamente:
    Ser
    Tão estúpido como o Bernardino Soares,
    Tão *manhoso* como o F. Louçã,
    Tão histérico como a Eloísa
    . . . e vai lá . . .

    • De diz:

      “licas”
      Já não há pachorra para aturar uma coisa feita “licas” que qualifica outros como “estúpidos manhosos e histéricos”
      Vamos devolver a adjectivação a este “licas”, com a certeza que outros há que também se colam à sua pele..
      Não vale a pena sequer corrigir (mais uma vez) as imprecisões de “licas” quando escreve Eloísa em vez de Heloísa.(Talvez recorrer ao dicionário ou ao ciberdúvidas fosse aconselhável?).
      Nem merece a pena referir que este “licas”continua a ser a figura esconsa e desagradável que foi. E que olha para o espelho sem se reconhecer.

      Não,não vale a pena ir por aí

    • Armando Cerqueira diz:

      Licas,

      Desde o tempo de Salazar e Caetano, dos Pides e dos caciques, e dos conservadores, reaccionários e outros travestidos oportunamente de ‘democratas’ pós 26-de-Abril, eu não respondo às suas provocações reaccionárias, não me escondo e assino o meu nome.

      Armando Cerqueira

  7. licas diz:

    Vejam como são as coisas. No post em que botei apenas coisas que poderiam ser
    mal recebidas passou:
    O B. Soares não é estúpido . . . mas reservado na sua coerencia . . .
    O Louçã manhoso? NUNCA!, subtil é que ele é . . .
    Eloísa histérica? JAMAIS, será proibido ser-se veemente?
    Portanto o CENSOR esteve à altura da sua missão, porque misturei
    reserva com estupidez, manha com subtileza, histerismo com veemência . . .
    (uma desgraça).
    _____
    Já no post aniquilado exarei verdades como punhos:
    ____Compreendia os que tinham razão os que acham que a Revolução foi traída . . .
    ____Que o A. Cunhal lutou coerentemente para tornar *isto* numa
    República Popular.
    ____Que o não conseguiu totalmente pela situação geo-estratégica a que se juntou
    mais tarde a implosão do Comunismo na Europa. . .
    O Censor não gostou, o Censor cortou . . .

    • De diz:

      Exarou?
      Oh “licas” deixe-se de fitas.
      O odor que se escapa cheira a frustração.Aposto que isso vem de longe.E apesar de já lhe terem chamado a atenção para isso…continua o mesmo.
      Qual a probabilidade de encontrar um medíocre travestido de ?

  8. licas diz:

    Filomena Abreu Mota says:
    24 de Abril de 2012 at 13:28
    Totalmente de acordo com o Armando Cequeira. Só quem viveu o período 74/76 pode sentir e testemunhar essa traição , lenta e ardilosa , que foi a entrega deste País aos interesses das potências que nos “protegiam” da “ditadura comunista”.
    Pois ,agora dizem-se solidários com o Povo…
    Há que “tolerar” pois a sua presença. Até porque não será de enfiar todos no mesmo saco.Mas não esqueçamos nunca a resposta do escorpião ao picar o sapo que tinha acabado de o salvar: “desculpa, não resisti…”
    ________________________

    A *picada* dos 9 ainda está fazendo efeito nos *camaradas*
    Vê-se . . .

  9. Luis Almeida diz:

    A história não é uma foto em alto contraste. Tem sonas de cinzento e gradações. Como a vida, aliás…
    Muitas vezes o adversário da véspera é o aliado do dia seguinte. Não só porque a correlação de forças em cada momento é de geometria variável como porque a aquisição de consciência de classe também o é…
    Muitos que eram, na altura, apenas anti-fascistas, hoje ganharam também consciêncis anti-capitalista. Porque a própria vida se encarregou de lhes fazer ganhar essa nova consciência…
    “Todo o mundo é composto de mudança” dizia Camões que era pré-marxista mas tinha uma percepção instintiva da dialéctica…
    Nelson Mandela, passou, quase sem transição, de “terrorista” ( quando preso em Robben Island) a Presidente da República, quando a correlação de forças forçou o apartheid a libertá-lo e a negociar com o ANC…
    Eu conheci sul-aficanos e moçambicanos brancos que o odiavam e temiam a sua tomada de posse e, um ano depois, lhe teciam os maiores elogios…
    Nada é estático…

  10. miguel cunha diz:

    Pergunto-me: quantos mais comentários cretinos deste “licas” serão aprovados. Nada mais higiénico e simbólico, em vésperas do 25 de Abril, do que lhe cortar o piu. A democracia não pode tolerar fascistas.

  11. RR diz:

    Em suma, de toda esta estirpe política só se aproveita o pessoal do BE e a malta do PCP quando diz amén.

    É por estas e por outras que cada vez menos vos levam a sério.

  12. licas diz:

    miguel cunha says:
    24 de Abril de 2012 at 20:33
    Pergunto-me: quantos mais comentários cretinos deste “licas” serão aprovados. Nada mais higiénico e simbólico, em vésperas do 25 de Abril, do que lhe cortar o piu. A democracia não pode tolerar fascistas.~
    _______________

    Há lá modo mais *fascista* do que *cortar o piu (!!!!)* a quem quer que seja?
    Desde o Adolfo, ao Yusef, ao Fidel, etc. as primeiras vítimas de um estado
    totalitário é a liberdade de expressão e a Justiça. Depois há sempre miguéis
    que, ou servem a Censura ou incitam a que se torne efetiva . . .
    Eles NUNCA enveredam pela argumentação: não têm capacidade para isso . . .
    Piu-Piu . . .

    • De diz:

      “licas”
      Vossemecê bem pode refugiar-se nos seus amigos e nas suas bolas de naftalina.
      Vossemecê bem pode tentar ofender Fidel.Vindo de si será sempre um elogio.
      Vossemecê bem pode tentar esconder o ser que de facto é.

      Mas sabe?
      As acusações que lhe fazem não são novas.Já lho disse e repeti.Tentei não o escrever aqui em letras de forma.Mas vossemecê insiste na piolheira e no insulto aos demais
      Na sua própria vida profissional já lhas fizeram.Os seus colegas no sci.stat.math já o tinham apontado como incompetente (isso não vem ao caso agora) mas também alguém particularmente xenófobo (é a primeira vez que encontro alguém ser acusado de tal em trabalhos de estatística).
      Pelo meio outras acusações de torpedear o debate científico e de se comportar como alguém de má fé.Um ser a evitar, escreverá um seu colega falando sobre si em meios académicos.Uma vergonha.Já não é o ser que anda por aqui a fazer a propaganda dos párias que nos governam e a insultar os demais.
      Trata-se da sua própria forma de ser.
      O que no fundo confirma o seu posicionamento ideológico

      Um (triste) exemplo:
      http://mathforum.org/kb/message.jspa?messageID=4633789
      Quase tudo dito.
      Mas há mais

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