Nova Rubra

Saiu a nova Rubra, para celebrar a revolução de Abril e os movimentos sociais de luta contra Passos Coelho e a Troika. Neste número uma grande entrevista com Maria Augusta Tavares, professora, que nos recorda que não existe economia informal, existe trabalho informal e formal, dentro da economia capitalista e que o empreendorismo é muitas vezes um enterro em dívidas para quem já estava mal; Duarte Guerreiro descreve os números mafiosos das parcerias públicos privadas; entrevistamos os activistas do Movimento Sem Emprego, de vários partidos e movimentos de esquerda; o economista José Martins explica como a explosão do recente investimento em capital fixo nos EUA vai atirar milhares para o desemprego; Kevin Murphy escreve sobre as mentiras da nova biografia de Trotsky escrita por Robert Service e Juliana Vieira conta como o samba, com origens na classe trabalhadora, foi uma música maldita e perseguida. Neste número uma nova secção, Artistas da Mudança, dedicados aos fotógrafos dos movimentos sociais – desta vez publicamos fotos de Carlos Désirat. A capa é do designer Pedro Páscoa.

À venda numa manifestação perto de si, e na Letra Livre, Calçada do Combro, nº 139. Por pedido para revistarubra@nullgmail.com

Este artigo foi publicado em cinco dias. Bookmark o permalink.

3 respostas a Nova Rubra

  1. von diz:

    Não resisto a um reparo, que pode parecer um fait-divers, mas mostra muito da forma de pensar nacional. A foto do engravatado a segurar num charuto, insiste numa forma gráfica de expressão tão antiga como salazarenta. A ideia do patrão obeso que fuma charuto. O charuto burguês. Ou, quem fuma charuto é rico e explorador. Em Espanha, desde sempre, habituei-me a ver o charuto nos dedos e na boca de toda a gente, independentemente o estrato social e económico. O engraxador, o varredor de rua, o vendedor de jornais, todos eles fumam algremente o seu charuto, demorado e libertador ao saberem que é um prazer que ninguém lhes tira, nem por decreto. Aqui em Portugal, a vergonha impede o charuto com medo do dedo apontado em riste.

  2. xatoo diz:

    a capa está muito boa, embora também se conheçam inúmeros casos de pobres que se endividaram para comprar charutos
    um corolário possivel é que existe decerto uma fórmula na composição orgânica do capital que relaciona salário, queda tendencial da taxa de lucro, desemprego e… juros bonificados para aquisição de… charutos

Os comentários estão fechados.