Da revolução permanente à procrastinação por etapas

“…tudo neste cartaz cheira a agonia, a desespero, a decadência, a canto do cisne…”

Numa caixa de comentários do Spectrum.

A actividade política do BE está um must. Os que sempre defenderam a unidade com o PS fazem a psicoterapia do erro, sem qualquer garantia terapêutica. Os que nunca foram contra a unidade com o PS dão mostras de não estarem arrependidos. Entre uns e outros deve haver quem esteja com saudades de toda a dissidência, uma vez que está visto que davam uma mãozinha a unificar o que nunca revelou ter grandes divergências. As tendências à esquerda unificam-se com as fracções à direita e os centrões alinham-se para segurar a direcção. Será que de toda esta confusão vai sobrar alguma ideia de combate?

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12 respostas a Da revolução permanente à procrastinação por etapas

  1. O PS faz a apologia do erro
    O BE fax o comentario do erro da belo portu-galico

  2. ecce homo tá mais morto que o erro de sócrates

  3. Augusto diz:

    Coragem Renato Teixeira, a sua cruzada ANTI-PARTIDOS, todos os partidos, ainda vai conseguir a adesão da extrema-direita, anti democrática e totalitária.

  4. Pedro Rodrigues diz:

    Definitivamente acho que já sofres de algum distúrbio que o Pavlov diagnosticaria bastante bem.
    Não estou com isto a desculpabilizar alguns erros graves que o Bloco já teve no seu percurso. Mas quem não os fez e não os faz.
    Já tu Renato nunca os fizeste e salivas tanto para malhar no Macedo como no Bloco. Com uma agravante, na critica ao Bloco a substância já carece de ser dita porque o padrão mental já só quer satisfazer a pulsão de uma adição. É como um chuto, não é cavalo. É Bloco. É a tua droga.
    Triste para a esquerda.

    • Renato Teixeira diz:

      Valha-me então que é barata e não consta que faça muito mal à saúde.

      Sobre o grande debate estratégico em curso no BE, não lhe sai nada?

  5. Pedro Rodrigues diz:

    O grande debate estratégico neste momento é fazer com que a hegemonia partilhada dentro do bloco seja substituida não por arranjos mas com substância e ideologia. Mas para isso é preciso que inicialmente a cultura na pluralidade e confronto democrático seja efetivo.
    A mim o que me agrada neste particular é a existência desse conflito na concelhis de Lisboa, e espero que se alargue.
    Sem sectarismos e perseguições. O resto vem da discussão e provavelmente se fosse já essa a cultura instituida acredito que a lista B nem tivessse a composição que tem. Mas ainda não estamos aí.

  6. Nuno Alves diz:

    Realmente … se não sabe do que fala mais valia estar caladinho. Lemos o post de fio a pavio e não percebemos “pívia”. É a democracia ou o debate interno no Bloco de Esquerda que o incomoda?

  7. Rocha diz:

    O que o Renato talvez gostasse de dizer mas tem dificuldade em dizer, penso que é:

    Já é tempo do Bloco assumir o que é porque entre uma UDP que se diz marxista (num tom que não é mais que um sussurro) mas tem vergonha de dizê-lo e um PSR dito socialista e ex-trotskista que sucumbiu à chantagem de salvar o Euro tomando as palavras dos Merkozys “ou nós ou dilúvio” (para não falar do desaparecimento de Marx de toda a sua análise e acção).

    Ou seja dos radicais marxistas ficou apenas a nulidade ideológica e um tipo vaidoso que se acha estrela parlamentar. Os únicos que entretanto não viraram a casaca são os Política XXI/Corrente Manifesto que são social-democratas como sempre foram e são quem escreve o guião que Louçã e Fazenda lêem. Mas aos Manifesto também não os vejo a assumir o que são, também não os vejo a assumir-se como social-democratas e com isso assumir que o Bloco é social-democrata pois na prática é isso que o Bloco realmente é ideologicamente.

    O que gostaríamos era que o Bloco assumisse uma identidade ideológica concreta em vez de fingir ter uma diversidade de correntes que só existem para fins decorativos.

    • Nuno Cardoso da Silva diz:

      Não me quero meter na querela pró – anti Bloco. Mas não posso deixar de comentar o apelo a que o Bloco assuma uma identidade ideológica concreta. Como estou a chegar aos 70 e a paciência e a diplomacia me vão faltando, prefiro dizer aquilo que realmente penso: as ideologias são as muletas dos mentecaptos!…

      Uma ideologia, é uma cartilha, é um decálogo, é um livro de receitas que se aplicam sem pensar. É a substituição da reflexão pela cassete. É um instrumento de uma fé, não de um ideal. É o que permite dividir o mundo em dois grupos: os nossos e os outros, os fiéis e os herejes, os bons e os maus, os amigos e os inimigos… O resultado é que, enquanto se agridem uns aos outros, deixam em paz aqueles que os exploram, que os maltratam, que lhes vão retirando, um a um, todos os seus direitos.

      Que o Bloco não tenha ideologia, não me incomoda. Já me incomoda que não tenha ideias. E valores, se os tem, estão muito bem arrumadinhos fora das vistas. Mas nisso não são muito diferentes de muitas esquerdas que não descansam enquanto não têm um livrinho de referência, seja ele vermelho, verde, amarelo ou às riscas…

      Quem sabe, talvez que a actual crise lhes ensine a distinguir o essencial do secundário. Para que se possa fazer uma verdadeira união, que não tem de ser unanimidade…

      • Rocha diz:

        Abaixo as ideologias, abaixo os partidos, abaixo o poder, abaixo o combate ao capital… pffff

        A política para só para autistas!!!
        Ou abaixo a política da Terra, viva a política de Marte!

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