Abaixo-assinado: Temos direito a não andar enlatados!

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O Governo PSD/CDS-PP impôs ao Metropolitano de Lisboa a diminuição da velocidade de circulação e a redução do número de carruagens e comboios . Hipocritamente, Passos Coelho e Paulo Portas chamam a isto «ajustes na exploração para maior eficiência».

Estes «ajustes» são na verdade uma redução de custos que querem que seja suportada pelos utentes que sofrem ao longo dos últimos meses com os aumentos brutais nos passes sociais e que agora circulam «enlatados» em comboios que demoram o dobro do tempo a passar.

Considerando que a redução para três as carruagens dos comboios da Linha Verde, durante todo o período, é um enorme desconforto dos passageiros e põe em causa a sua segurança.

Considerando que esta redução deita ao lixo anos de investimentos em obras de ampliação e requalificação das estações, investimento que é responsável pela dívida da empresa.

Considerando que a redução da velocidade de circulação e o aumento do período de espera entre comboios aumenta significativamente o número de passageiros em cada carruagem provocando o «enlatamento» dos passageiros.

Considerando que estes cortes levarão também ao despedimento de trabalhadores e à fuga de passageiros.

Os abaixo-assinados declaram esta situação inaceitável e exigem que se reponha de imediato a capacidade máxima de carruagens em circulação, actualmente, 4 (quatro) carruagens e que após a conclusão das obras da estação do Areeiro e de Arroios passe para 6 (seis) carruagens, repondo um serviço público que os utentes pagam e ao qual têm direito.

Este abaixo-assinado será enviado:
Ao Primeiro-Ministro
Ao Ministro da Economia e Emprego
Ao Secretário de Estado das Obras Públicas e Transportes
Aos Grupos Parlamentares da Assembleia da Republica
Ao Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
À Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa
Aos Grupos Municipais da Assembleia Municipal de Lisboa
Ao Provedor dos Transportes
À Administração do Metro

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5 respostas a Abaixo-assinado: Temos direito a não andar enlatados!

  1. Diogo diz:

    Este governo e o anterior consideram a população uma carneirada. Donde, enlatá-los num meio de transporte é um corolário lógico…

  2. É como resolver o problema dos beneficiários dos serviços de saúde, atribuindo “médico de família” a todos: se cada médico ficar com um ou dois minutos para cada doente, ou se este tiver acesso apenas a uma consulta de cinco em cinco anos, até são capazes de sobrar médicos!… E já percebi, por experiência, que a lógica não anda longe disto.

    • De diz:

      Medidas tomadas por este governo para “aumentar” a capacidade instalada:
      -“Vão ser criados mais dez mil vagas nos lares de idosos. Para isso vai ser alterada a lei de forma a permitir ter mais do que uma pessoa por quarto”
      (não se sabe se em beliches ou em catres)

      -“O número máximo de alunos por turma entre o 5.º e o 12.º anos vai aumentar dos atuais 28 para 30 estudantes, determina um despacho governamental publicado no Portal das Escolas, na Internet.
      Também o número mínimo de alunos por turma sobe dos 24 para os 26 alunos. Já no caso do ensino recorrente, é exigido um mínimo de 30 alunos para formar uma turma”

      Isto tem um nome feio.Ainda é demasiado cedo para os proferir

  3. xatoo diz:

    acrescentem aí a Carris, onde os tempos de espera por um autocarro aos fins de semana chega aos 50 minutos. Um dia destes alguém disse ao condutor: “isto só muda quando os seus patrões começarem a ver uns quantos autocarros incendiados…” – gerou-se um mini comicio no autocarro, as pessoas vão ganhando consciência que estão a ser espoliadas.. e é por aí que as coisas têm de começar a acontecer

  4. Pisca diz:

    Mas ninguém reparou ainda que o governo já funciona assim ? Escrevem uma lei, levam a correr ali perto dos pastéis de Belém, e um fulano que anda por lá, diz que sim, gatafunha em baixo e de caminho levam ali ao D.Republica (ainda um dia acabam com essa coisa !), e “prontos”, já está, querem melhor eficiência, no chamado “custo/beneficio”. Poupa-se aquela coisa toda de andar a falar sei lá que mais

    Governar tipo call center, X medidas e leis por dia/minuto

    Podem falar depois, mas já está feito

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