
Maria de Lurdes Rodrigues, ontem na Assembleia da República afirmou repetidamente que o Tribunal de Contas validou a forma de contratação dos projectos de arquitectura pela Parque Escolar. Para quem ainda não acredita que uma cidadã, com a agravante de ser ex-ministra, pode ir ao Parlamento mentir sem qualquer pudor pode ler apenas a página 59 do Relatório do Tribunal de Contas. Afirmou ainda que a Parque Escolar foi uma festa para arquitectos e construtores. Sobre a contratação de projectistas referiu que havia na administração da Parque Escolar uma arquitecta, catedrática, que sabia quem contratar. Acrescentou ainda que, nenhuma grande obra realizada em Portugal, foi submetida a concurso – o que é, mais uma vez, mentira.





Já vai sendo hábito, cidadãos serem chamados a comissões na Assembleia da Republica, mentirem , e não haver consequências penais.
Até posso entender que possa haver lapsos, esquecimentos, agora no caso de Maria de Lurdes Rodrigues, a forma como respondeu a todas as questões, e mesmo a sua atitude de desafio aos deputados, deveria ter consequências.
Mas não vai ter, aliás como a comissão do BPN, parece que a única vantagem destas comissões para a generalidade dos partidos, é tirarem algum dividendos politicos.
Assim não vamos lá.
http://www.rense.com/general33/lie.htm
pérola 1:
“é um exemplo de boa prática de gestão”
pérola 2:
“o que é barato, às vezes, sai caro”
pérola 3:
“O programa da Parque Escolar foi uma festa para as escolas, para os alunos, para a arquitectura, para a engenharia, para o emprego e para a economia”
pérola 4:
todos estes procedimentos estão previstos na lei e que “nem sempre a transparência”, garantida pela realização de concursos públicos “é convergente com o interesse público.
Que foi uma festa já ninguém tem dúvidas… até acho que há quem celebre a dita festa com o melhor champanhe
Esta mulher tem rasgos na fronha de que teve filhos, verdade?
Poderia-se enterrar um deles numa das bases de cimento desses “parque escola diversões”e depois colocava-se uma placa comemorativa a assinalar o jazigo de uma mentira.
Ela não se esqueceria das obras e os que virão nem tentaria lembrar-se.
Que pensas da proposta?
abraç…o
De facto foi uma festa para muita gente. Quando se paga pelas obras dez vezes mais que o seu real valor, há muita gente a encher os bolsos. É por esta e outras como esta que foi preciso cortar os subsídios. Cadeia com ela sem passar pela casa de partida.
Acho uma certa graça aos apaniguados partidários quando acusam o Só-Crates de deixar o País no estado que está, não vem ou não querem ver que a destruição do País começou logo em 1985 com o Cavaco a destruir a agricultura, industria, pescas, marinha mercante, a partir dessa data foi sempre a endividarmo-nos para importar bens que cá eram produzidos, não vêem ou não querem ver que tudo isso um dia teria que ser pago, o Cavaco começou a abrir a cova e os que se seguiram foram afundado mais essa cova, não á nenhum partido que não tenha ajudado a afundar mais a cova onde nos encontramos. Estou á vontade porque não dependo de nenhum partido, não devo nada a partido algum, o que tenho visto é que desde que elegemos governos esses políticos têm entrado de mão á frente e outra atrás e saem empresários, banqueiros, como foi que enriqueceram? Não tive notícias que tivesse saído o euro milhões a nenhum deles.
Vamos lá relembrar o caso do CCB mandado construir pelo artista que diz que já não fala mais (sobre as suas reformas e subsídios, os outros que se safem porque ele já se safou). Levou 5 anos a ser construído (1988-1993). Nunca ninguém soube o seu verdadeiro custo (o então PM nunca divulgou e como também não ia à AR também nunca deu oportunidade para ser confrontado com a pergunta) mas estima-se que terá custado 40 milhões de contos, quando o orçamento inicial rondava sete milhões. Quem é que naquele tempo encheu os bolsos? Quem é que, mais tarde recebeu os juros via SLN (BPN)?
Papalvos:
A única saída airosa… será afirmar que enlouqueceu!
Pingback: A Festa Da Parque Escolar Pela Blogosfera « A Educação do meu Umbigo
Tal e qual. Nem mais.