Campanha de financiamento do Movimento Sem Emprego

O MSE (Movimento Sem Emprego) é um grupo de trabalhadores que alterna a sua condição entre o desemprego, o sub-emprego ou a precariedade, e estamos empenhados na criação de um movimento para o combate político e para a defesa dos nossos direitos.

Porque somos independentes de qualquer estrutura sindical ou partidária e vivemos sobretudo do dinheiro que conseguimos reunir nos plenários, escolhemos o auto-financiamento como forma de angariação de fundos, que usaremos para as actividades do MSE, nomeadamente na produção de panfletos que ajudem à divulgação dos plenários e acções de luta que se venham a desenvolver.

Por isso mesmo abrimos uma conta, da qual prestaremos contas a cada três meses, para a mailing list do MSE. Lá constará todas as entradas, oriundas dos plenários e de eventuais doações, bem como o destino das verbas recolhidas.

Assim, convidamos todas as pessoas, na proporção das suas possibilidades, a ajudar a financiar o MSE.

0035 0817 0000 3990 5004 2 – Caixa Geral de Depósitos

Cada euro será aplicado na luta contra o desemprego!

Participa no MSE e organiza-te num plenário próximo de ti.

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27 Responses to Campanha de financiamento do Movimento Sem Emprego

  1. jose madley diz:

    Podem contar comigo dentro das minhas possibilidades.

  2. xatoo diz:

    O exemplo vem dos protestos que irromperam ontem em directo na Televisão da Grécia: Aplausos para a informação mentirosa que nos é veiculada a todo o momento em doses cavalares por aldrabões principescamente pagos:

  3. Óhhhhh Renato, francamente!
    Não são este género de movimentos que devem ser propostos ao “povo”!
    Está completamente estéril este tipo de ideia. São meras curiosidades da inteligência, que aos meus 16, eram já vistas como caducas.
    Repare por exemplo nos inúmeros casos, em que artistas plásticos propõem “intervenções” desta natureza, terminando quase sempre numa sala branca com uns catálogos sobre uma mesa, uns vídeos que só eles o entendem mais uns quantos senhores interessados por conveniência e amigos idem. Sabemos também e muito bem que tipo de movimentos devem ser proposto neste momento às pessoas; não há que ter medo em montar uma “Casa de Elvas”, desta vez não repleta de meninos órfãos, mas de políticos empresários, amigos e afins. Como se diz em Espanha “a por ellos!”
    O tempo já não é muito e se o desperdiçamos nestes devaneios da boa intenção, acabamos todos em mãos da democracia do enxovalho.

    Abraço.

    • Renato Teixeira diz:

      Um movimento para o combate político que lute contra o desemprego contribuirá para muito do que fala.
      Abraço.

      • Ora aí está o grande equívoco! Não se deve lutar contra o desemprego, porque é uma luta vã. Não vê a luta contra a pobreza, os séculos que leva e as fortunas que tem erguido. Deve-se sim lutar para não se ser nem sequer empregado. Parece uma luta impossível, mas é pura ilusão. Desempregamo-nos porque não precisamos de estar empregados. Quem precisa de empregados são os patrões e os seus vícios. E aqui começa outra luta, que é a luta contra qualquer vício como por exemplo a estúpida vontade de ter.

        Tenho que mudar as lentes aos óculos ou mudar de país, pois deve ser mais em conta um voo de baixo custo para a Conchichina!

        abraço

        • Renato Teixeira diz:

          O movimento luta pela justa divisão do trabalho, não pelo trabalho per si. Não vejo como se pode prescindir disso quer do ponto de vista da sociedade quer do ponto de vista da sobrevivência. Ao contrário do que diz são os patrões os primeiros que se podem dar ao luxo de deixar de trabalhar. Quem não nasce com reserva não tem outra alternativa.

          • Experimente ficar sem trabalho! Verá, e falo por experiência própria, como é prescindível. O que não é prescindível é pensar com humildade, embora custe lá chegar, a a falta de trabalho ajude a entender essa perspectiva. O processo é ao contrário, dispenso ter para prescindir da necessidade de alimentar essa vontade.Quero dizer que não se acumulam as lutas, procura-se sim evitá-las. A grande luta é a luta interior, porque a economia do futuro estará aos pés do conhecimento juntamente com o sentido espiritual que este necessita. Neste caso o sentido é o cataclismo deste modelo de sociedade, podendo-se chegar lá por duas vias ou negando-se esta, ou reduzindo-a à sua miséria utilizando as suas armas; mas política não é uma arma porque uma arma é uma arma como um burro não é um cavalo. Podemos ter ou não sensibilidade para o identificar, porque o simples conhecimento aqui já não o ajudará.

            Abraços

          • Renato Teixeira diz:

            E almoça espiritualidade? Paga a renda com energias positivas?

            Eu estou sem emprego desde Outubro, biscates à parte, e não se afigura nada libertador.

          • Lamento imenso a sua situação, mas almocei muitas vezes um grãozinho cozido daquele que custa 0,50 no LIDL. A questão da espiritualidade não está em comer com ela ou pagar a renda com as energias positivas, está sim em saber se se está desempregado porque o espirito não o deixa fazer mais do que aquilo a que se propõe. Quem tem realmente fome e renda para pagar “busca a vida”, e é aqui que se consegue ver a intensidade do espírito de cada um e este não deve nada à EDP e ainda é renovável . A necessidade faz o ladrão! E a única diferença que se encontra ao aplicarmos esta frase à nossa realidade está no nível de necessidade que cada um tem.
            Há muitos desempregados com casa para pagar, carro, televisão, férias, telemóveis etc…são necessidades? Uma casa é uma necessidade. Mas pode-se alugar. Um carro é uma necessidade? Não existem transportes públicos… não entre por aí que essa porta está já fechada há muito tempo. Eu quando tiver fome vou comer à mercearia do belmiro e não pago…como lá dentro!
            Tá bemmmmm!

  4. Antónimo diz:

    renato, pá, vá é pondo aqui os eventos que não tenciono vir a ter facebook e não quero aprender a mexer nesse big brotheriano instrumento do demo capitalista.

  5. JgMenos diz:

    Se vierem a emitir ‘acções’ para um projecto de auto-emprego contém comigo – para panfletos e marchinhas – não disponível!

    • Renato Teixeira diz:

      Claro. Em tempos também conheci fura-greves que alegavam a sua posição por a greve ser de apenas de um dia e não de três…

    • Ribas de sousa diz:

      Como te compreendo, é pena poucos pensarem como tu, um abraço!

  6. Olá Renato,

    Vou contribuir pois, claro que dentro das possibilidades da era dos fascistas da Troika e do Governo. Como se dá o registo da minha contribuição. Desculpe a ignorância, mas fica a contribuição registada em meu nome? Gostava que isso acontecesse. Será possível de alguma maneira…

    Abraço
    João Martins

    • Renato Teixeira diz:

      Boas João,

      As doações, por agora, são anónimas, sobretudo por razões políticas, mas cada um é livre de o anunciar se assim o entender.

      Se houver como lançar Plenários pelo Sul conte com toda a nossa ajuda.

      Abraço e obrigado pela ajuda.

  7. Ok. Obrigado. vou contribuir com 20 euros. Alargar o Movimento a Sul é uma excelente ideia. De momento estou empenhado a fundo na resistência anti-portagens e na resistência anti-petróleo no Algarve. Talvez fique desempregado em 2013 e aí fico com mais tempo livre para vos dar uma ajuda a expandir o movimento. Portagens, petróleo, família, Troika, indignação, e perca de dignidade está a ser difícil de conciliar com concentração nas tarefas do trabalho. Esta semana conto avançar com a minha contribuição. Abraço e força com isso. A História faz-se fazendo-se todos os dias.
    João Martins

  8. Antónimo diz:

    E não dará para que aqueles 0,5 por cento do IRS que se podem descontar para a organização que quisermos vá parar a este tipo de movimentos? Isso é que era. Encher os movimentos de Desempregados ou a segurança social de 0,5 por cento assim redistribuídos.

    Ou em contrapelo podia-se pedir para descontar os 0,5 para o BPN ou directamente para a conta do sr. antónio mexia ou do senhor doutor por extenso e sem espinhas eduardo catroga. ou então para o taxista que leva o lítio ao medina carreira, deus lhe valha e o proteja.

    • Renato Teixeira diz:

      Infelizmente isso só dá para fazer com organizações que estejam constituídas como associação.

      • Ribas de sousa diz:

        Não chega Renato, é necessário que tenham Utilidade Pública, ou seja: “CONTROLADAS PELO ESTADO”

  9. licas diz:

    JgMenos says:
    9 de Abril de 2012 at 13:05
    Se vierem a emitir ‘acções’ para um projecto de auto-emprego contém comigo – para panfletos e marchinhas – não disponível!
    _______________

    Panfletos e marchinas? Só? Não acredito: O BE está-se a ver . . .

  10. licas diz:

    Neste local também fui roubado: calaram-me.
    Algum COMISSÁRIO do POVO, já se vê (de que força é o PCP . . .).
    Lembro.me de um em que dizia que já tinha visto formas
    mais requintadas (inteligentes . . . ) de tentar extorquir dinheiro,
    e o único camarada que *diz* contribuir com 10€ para a campanha seria
    o *isco*, muito provavelmente . . .

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