Até o único vídeo que o MAI gostaria que fosse filmado, nas costas da polícia, demonstra que a repressão foi indiscriminada. Manifestantes pacíficos, jornalistas, turistas ou simples transeuntes, foram varridos por ordem do abjecto Miguel Macedo.

O Miguel Macedo é um cobarde. Deixa que uma ordem sua, ou da qual tem absoluta responsabilidade, recaia unicamente sobre o agente policial que agrediu a jornalista da AFP, quando outras agressões foram manifestamente provadas na praça pública, com episódios graves nos dias que se seguiram. Para o trambolho do MAI a operação foi “adequada e proporcional”, esquecendo também as agressões ao José Sena Goulão, fotografo da Agência Lusa, que entretanto processou o Estado.

A ideia estapafúrdia de que as agressões aos jornalistas foram os únicos crimes cometidos pelo Macedo, no dia 22 de Março, reflecte bem o carácter deste governo que mesmo sobre isso diz ter havido um problema de identificação. O vídeo acima desmonta o último recurso estilístico de um aldrabão que tresanda a Salazar. Queria malhar à vontade nos movimentos que estão na rua a lutar para que seja derrubado, mas isso será, paradoxalmente, o maior acelerador da sua demissão.

Este artigo foi publicado em cinco dias and tagged , , , , . Bookmark the permalink.

8 respostas a Até o único vídeo que o MAI gostaria que fosse filmado, nas costas da polícia, demonstra que a repressão foi indiscriminada. Manifestantes pacíficos, jornalistas, turistas ou simples transeuntes, foram varridos por ordem do abjecto Miguel Macedo.

  1. Todo o governo PSD/CDS tresanda a Salazar. O que é a “regra de ouro” senão o fascismo no seu esplendor?

    João Martins

  2. Bolota diz:

    Reanato,

    Claro que Miguel Macedo é um cobarde, mas não deixa se merecido o processo disciplinar ou até a expulsão da policia de um individio cujos anabolizante o cega na sua função.

    Julgar-mos que somos defendidos por estas bestas é puro engano.
    Os assaltos violentos multiplicam-se e não á policias, nas manifs e no futebol abundam.

    Renato, ou qualquer coisa acontece rapidamente no sentido de mudar este estado de coisas, ou um derramaneto de sangue de inocente está em marcha.

    • Renato Teixeira diz:

      Não sou contra a exoneração do polícia, que duvido que venha a acontecer, mas qualquer punição ao agente que dispense a demissão do Ministro é uma pulhice que devia fazer quem cumpre ordens pensar.

  3. antonio diz:

    ai um bom video, de como , divulgado pela primavera valenciana: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=mZAJto3NGtg#!

  4. Antónimo diz:

    assisti à audição da coisa na canal parlamento e não querendo defender o ministro

    este ordenou o processo disciplinar pelo uso irregular do cassetete e ordenou ainda abertura de inquéritos à actuação da PSP sobre mais três pessoas: Sena Goulão, a senhora loura e um terceiro elemento que apresentou queixa na IGAI.

    os casos de novembro (serão quatro) estão parados por causa do cidadão alemão, cujo processo passou de sumaríssimo para comum e que por isso atrasou tudo. vale o que vale mas é uma explicação. Quando a deputada do BE referiu ao ministro o cidadão alemão referenciado pela Interpol, Macedo demarcou-se de imediato vincando que não tinha referido Interpol coisa nenhuma.

    no resto, tirando alguma voz alta da parlamentar bloquista e o tom de Isabel Moreira (mais que o conteúdo), os restantes deputados (Carlos Peixoto (PSD), Telmo Correia (CDS-PP), António Filipe (PCP) e Filipe Neto Brandão (PS) pareceram sempre discutir como amigos sobre um assunto mais ou menos consensual. António Filipe deixou algumas críticas/questões, mas o tom foi tão cordato…

  5. um gajo qualquer diz:

    O TOM SÓ PODE SER DE ÓDIO AOS ANIMAIS QUE BATEM OU MANDAM BATER!!!

  6. xatoo diz:

    claro que o inquérito do Macedo ao bófia do cassetete invertido é uma tanga para mandar areia ara os olhos do pagode. A única inquirição aceitável estaria uma audição pública sobre todos os agentes que correm atrás de pessoas indefesas e os mandantes que deram ordem a todo o corpo policial para actuar daquele modo. A individualização do comportamento do “policia que agiu por conta própria” vai dar em nada

Os comentários estão fechados.