Uma conferência em que vale a pena participar

Painel 1: 10h30-12h30 CONSEQUÊNCIAS DE UM ANO DE INTERVENÇÃO DA TROIKA

– Carvalho da Silva (coordenador Centro de Estudos Sociais em Lisboa)

– Eduardo Paz Ferreira (professor de Direito)

– Ricardo Paes Mamede (economista – ISCTE-IUL)

– Sara Rocha (economista – ATTAC Portugal)

 

Painel 2: 14h30-16h30 ALTERNATIVAS ECONÓMICAS

– Álvaro Rodríguez (ATTAC Espanha)

– José Castro Caldas (economista – Universidade de Coimbra)

– Jorge Bateira (economista – Blogue Ladrões de Bicicletas)

– Guilherme Statter (sociólogo)

 

Painel 3: 17h00-19h00 CONSTRUÇÃO DE ALTERNATIVAS POLÍTICAS

– José Gusmão (dirigente do Bloco de Esquerda)

– Pedro Nuno Santos (deputado do Partido Socialista)

– Paula Gil (fundadora do Movimento 12 de Março)

– Vítor Dias (blogue O Tempo das Cerejas)

 

23h00 FESTA N’A BARRACA

 

Morada: Largo de Santos, 2, 1200-808 Lisboa

Metro: Cais do Sodré

Comboio: Estação de Santos

Autocarro: 6, 727, 60, 104, E15, E28, E25

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17 respostas a Uma conferência em que vale a pena participar

  1. João Valente Aguiar diz:

    Construção de alternativas com o PS???????

  2. xatoo diz:

    pois merece, merece “participar”
    o pais está a ferro e fogo subjugado por uma dívida que não fomos nós que contraímos
    mas temos se sofrer as consequências de uma intervenção dos credores estrangeiros…
    e estes anunciam uma Festa!! (a partir das 23 horas)
    os revisionistas de todos os matizes fazem disto uma coisa de arromba
    estre apelo, é preciso lembrá-lo, é a favor daqueles que pretendem renegociar a dívida, substituindo os títulos de dívida actuais por outros com outro valor, outros juros e przos mais distendidos no tempo…
    isto é, a Attac e esta ninhada de reformistas, carvalhos da silva, pcp`s e tutti quanti pretendem que uma coisa ilegal se “honre” e pague durante mais 3 ou 4 gerações (como na bancarrota de 1892 que só acabou de ser paga em 2001, com um Salazar pelo meio)

    • paulogranjo diz:

      Deixe estar, pois parece que, em alternativa à festa, o pessoal que o queira pode levar os cilícios da Opus Dei que tenha lá por casa e chicotear-se enquanto grita «Toda esta merda de gente é reformista menos eu! Eu é que sou o gajo mais revolucionário lá da minha rua! Hei de fazer a revolução sozinho, que eu é que sei!»

  3. João Valente Aguiar diz:

    Repare Paulo Granjo eu não vejo a luta política desligada da discussão. O problema está antes na tendência para se estar sempre com expectativas em relação ao PS e achar que esse partido (tão ou quase tão neoliberal como o irmão PSD) interessa para qq tipo de solução política minimamente decente.

    • paulogranjo diz:

      Não tenho nada a ver com a organização da conferência. Vou assistir e, se se justificar, participar na discussão.
      Mas, se organizasse uma coisa com estes temas, quereria ter alguém do PS a participar nesse painel e, de preferência, bastantes mais na assistência.
      Isto, mesmo se o meu principal desejo quanto aos partidos políticos é o diálogo (mais estratégico que táctico) de PCP e BE, e se não tenho expectativas de que o envolvimento de indivíduos militantes do PS em debates deste tipo possa inflectir a linha política do partido.
      Antes porque, por um lado, me parece relevante saber o que tenham para dizer (sendo que a situação actual é intolerável para muitos deles, mesmo que as alternativas que apontem e aceitem possam ser muito diferentes das minhas), porque, por outro lado, não me pareceria fazer sentido realizar um debate que se desejasse abrangente começando por fechar portas, e porque, finalmente, não me parece grande ideia discutir possíveis alternativas políticas ecluindo o PS do debate.
      É porreiro falar sozinho ou com os amigos que pensam quase como nós mas, para isso, prefiro arranjar um jantar, mesmo que com o menu adaptado à austeridade e aos cortes salariais.
      Lá estarei, por isso, com atenção e interesse.

      • João Valente Aguiar diz:

        Paulo Granjo, não tenho nada contra a conferência mas não me parece que a participação do PS algo de interessante para oferecer. Não se trata de excluir uma parte da esquerda, mas de rejeitar a intromissão de um sector da direita. Já nem sequer pego no papel extremamente nocivo do PS em tudo o que foi a destruição dos direitos de Abril – coisa em que nem o PCP nem o BE nem outros movimentos e organizações nada tiveram a ver com essa destruição. Não se trata de apresentar uma única alternativa, mas de definir mto bem o campo em que nos queremos mover. Porque o PS nem sequer alternativa tem a propor. É que quem pensa que bater nos trabalhadores e no povo com um niquinho de nada de menos força (e eu tenho mtas dúvidas que o PS fizesse mto diferente se estivesse no governo no lugar do PSD – é ver o que o PASOK andou a fazer) é alternativa, então estamos a aceitar a política de austeridade. Pode-se discutir se a renegociação é melhor ou pior do que rejeição da dívida. Outra coisa é achar que um niquinho menos de austeridade já era bom… Que é o discurso e a postura do PS. Se o PS fosse de esquerda nunca teria alterado o código do trabalho no governo Sócrates – que o tornou ainda pior do que o anterior código de Bagão Félix – nem se teria abstido na votação do actual…

        Convidar o PS para discutir alternativas é convidar um dos carrascos políticos a ir jantar lá a casa… Mas há quem prefira beber mto vinho antes do jantar a ver se a realidade muda e se a facada se torna mais suportável…

  4. um gajo qualquer diz:

    podiam ter alguma decência e explicar que o Vítor Dias é do pc…

    • paulogranjo diz:

      Imagino que, se é identificado pelo blog e não enquanto militante do PCP, terá sido por escolha dele e/ou por não ter sido autorizado a ser apresentado sob esse rótulo.
      Mas pode sempre perguntar ao Vítor, ou aos organizadores.

      • vítor dias diz:

        Esclareço que, quando fui solicitado a comunicar como queria ser apresentado, não sabia ainda como seriam apresentados o José Gusmão e o Pedro Marta Santos.

        Antes do debate começar, pedi à Sandra Monteiro para ser apresentado como «militante do PCP e autor do blogue «o tempo das cerejas» e assim aconteceu.

        A hipótese de eu não ter sido autorizado a apresentar-me com esse rótulo, como o Paulo, pensando melhor, compreenderá, é um absurdo, pois não estou a ver o PCP a proibir alguém de dizer que é o que muita gente sabe que é.

        • paulogranjo diz:

          Muito obrigado pelo esclarecimento, Vítor. Não tanto a mim, para quem isso não é uma questão, mas ao comentador e eventuais leitores mais dados a teorias da conspiração.

          Entretanto, como compreenderás conhecendo-me, as hipóteses levantadas não pretendiam ser nenhum processo de intenções. Apenas hipóteses (essa, apenas vagamente plausível) cuja realidade começava por dizer não conhecer.
          Entretanto, como as sensibilidades partidárias (no plural, quanto aos partidos) acerca da evidente diferença entre falar “enquanto cidadão membro de…” e “em nome de…” vão flutuando com o tempo e com quem fala (uma expressão, também, da tal complexidade e incerteza que referiste na tua intervenção), o que é considerado absurdo numa altura poderá não o ser noutra.

          Mas, se ficou alguma vaga dúvida acerca de alguma crítica ou processo de intenções, que ela seja, por favor, descartada.

  5. xatoo diz:

    não se arme em parvo…
    a nossa opção é tão válida quanto a sua
    não é pagar tudo o que um P”S” macaqueador de esquerda lhe põe à frente do nariz
    http://cadpp.org/manual-da-auditoria-cidada

    • paulogranjo diz:

      Não me pretendo armar em parvo.
      E há, clara e reiteradamente, quem não precise de se armar.

      Entretanto, embora antropólogo, nada tenho de relativista em termos políticos.
      Não considero a “Vossa” (terceira pessoa magestática, ou é porta-voz de uma organização?) opção, a julgar pelos fragmentos que me chegam à caixa de comentários, tão válida quanto a minha, tal como não considero a do Passos Coelho.
      Mas se é esse o seu posicionamento («…tão válida quanto…»), porque é que quando aqui escreve é sempre a dizer que tudo o resto é merda?

  6. Augusto diz:

    Ser capaz de criar pontes COM TODOS os sectores da esquerda, é uma atitude responsável, estou farto dos pseudo revolucionários de pacotilha, que tal como a Zita Seabra ou o Durão Barroso passado a febre do ” REVOLUCIONARISMO” vão tratar da vidinha.

    Os paneis em debate, ( DEBATE ABERTO) e não seguidista das indicações de um qualquer auto-denominado grande lider da classe operária,são a prova de que a questão da divida a as soluções para a sua resolução, não passam por soluções INFANTIS , do tipo NÂO PAGAMOS, NÂO PAGAMOS.

    A ultima Greve Geral, a sua INSUFICIENTE mobilização, são a prova clara, que o movimento de massas , está numa fase defensiva, quem na esquerda quer ignorar isso, arriscasse a tentar ser a locomotiva de um comboio, que perdeu as carruagens numa qualquer estação intermédia, e segue a grande velocidade até se estampar na primeira curva, só que não leva nenhuma carruagem atrelada.

  7. xatoo diz:

    Paulo Granjo
    Lamento, não estou contra a realização do forum reformista, mas apenas contra a publicitação acritica que o meu caro amigo antropólogo lhe faz.
    Nesta lista de intervenientes no “debate” não há um único que advogue a suspensão imediata e o repúdio da dívida. Aqui todos querem “renegociar” o seu pagamento. Sem antes saber o quê.
    É mais uma mão cheia de poeira prós olhos da malta, com a presença do Castro Caldas da pseudo “auditoria” e para disfarçar o flop até se esqueceram da demasiado óbvia Benavente.

    Apesar da participação de um ou mais militantes do PS, o apoio deste partido está completamente fora de causa, como é evidente – apenas tem a perder com a investigação dos processos de endividamento público e respectivos responsáveis.

    • paulogranjo diz:

      É extraordinário que saiba o que as pessoas vão dizer antes de o dizerem. Embora, por acaso, até se tenha enganado.

      Entretanto, quem raio é você para “estar contra” o facto de eu divulgar uma iniciativa, por as pessoas que nela falam não irem dizer o que você diria? É meu dono? É patrão ou comissário político do 5 Dias, onde a divulgo? É o Messias descido dos céus na terra de esquerda, para autorizar o que é a sua palavra divina e proibir como idólatras todas as outras (e, se é, para além dos óbvios conselhos de internamento, sempre lhe esclareço que, conforme diz a tal canção, não preciso nem de messias, nem de deuses, nem de chefes supremos)?

      Sugiro-lhe que, se quer tanto mandar, vá mandar em si mesmo e em quem seja suficientemente pobre de espírito para o permitir.

  8. xatoo diz:

    Granjo
    refreia o ego…

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