Polícias dos polícias?

Clicar na imagem para ler a matéria

“O único tirano que aceito neste mundo é a silenciosa e pequena voz dentro de mim”  Gandhi

Depois das declarações do Arménio Carlos sobre os incidentes no Chiado e depois do comportamento dos movimentos flexíveis na greve geral, pergunto-me se não será o Sol aquele que dos três consegue mentir menos. Os PI já balbuciaram qualquer coisa que lamentavelmente esbarra nos seus últimos actos, mas a CGTP começa a ter demasiadas questões sem dar resposta. Porque arreou o serviço de ordem nos PI se até os consideram gente civilizada? Porque nega que dialoga com a Plataforma 15 de Outubro ou com o Movimento Sem Emprego, quando o segundo até vai participar na manifestação da Interjovem deste fim-de-semana? Porque trocou a solidariedade pela denúncia nas duas últimas greves gerais quando quem acusa de vandalismo até teve o condão de colocar qualquer uma das greves no mapa e de expor, sem ceder ao colaboracionismo, o clima repressivo que se está a instalar?

Irei continuar a defender que o movimento tenha uma agenda unitária mas o esturro começa a ser tanto que se nada for feito para travar esta cadeia de eventos já estivemos mais longe de, também neste caso, a acabar como na Grécia.

Este artigo foi publicado em cinco dias and tagged , , . Bookmark the permalink.

31 Responses to Polícias dos polícias?

  1. Jesus says:

    “quando quem acusa de vandalismo até teve o condão de colocar qualquer uma das greves no mapa” – está a falar da capa de merda do Diário de Notícias de 25.11.2012, sobre a greve geral? É que se está, desde já o meu “muito obrigado!”.

  2. Bruno Simão says:

    O Sol, esse farol da democracia. A CGTP terá as suas falhas apontáveis, coisa que os “movimentos de cidadãos” não terão. Aliás, esta permanente dicotomia retórica entre Sindicatos cristalizados e fechados e os “movimentos sociais” puros, dinâmicos e abertos urbi et orbi é uma conversa chata que dói. Conversa aliás que está cheia dos melhores estereótipos sobre o sindicalismo que se pode ler em qualquer jornal a soldo do capital.
    O 15 de Outubro, o 12 de Março e outros grupos têm o valor que têm, ainda bem que se organizam, que definem a sua agenda e ideário próprios e que definem os seus métodos de actuação. Que marquem as suas acções e que o façam com sucesso e em total liberdade. É importante que as restantes organizações partilham pontos de vista comuns, partidos, sindicatos e associações possam convergir, quando isso for possível, mas no respeito pela independência de cada uma das organizações. Volta-se a falar no incidente entre elementos da inter e dos PI, que tanto quanto sei foi resolvido no mesmo dia, tendo o Arménio Carlos pedido desculpa pelo incidente (segundo informação constante no Esquerda.net). Insiste-se no facto de a CGTP não ter vindo a terreiro criticar de forma veemente a brutalidade policial no Chiado. E também eu gostava de ter ouvido tal crítica, mas não me parece que este seja um tema inesgotável ou sequer central.

    • Antónimo says:

      Bruno Simão, Concordo com o geral mas a última frase passa ao lado do realmente essencial.

      O tema violência policial é tão central que ajuda governos ir a baixo, como no caso da ponte 25 de Abril, e a criar condições para combater políticas.

      Associar a violência policial às manifestações da greve geral e ao evento da greve convoca mais gente para a indignidade da situação. Tenho poucas dúvidas sobre isso. Foram agressões contra manifestantes e contra grevistas (que por acaso atingiram jornalistas) e não contra radicais.

      Ainda por cima une as esquerdas (mesmo as que só o são no papel e até certos sectores do psd).

      É óbvio que a cgtp devia ter condenado mais fortemente. Muito mais fortemente.

      Para derrubar a lei laboral é mais útil saber que o Estado ataca de tal modo os trabalhadores que além de aprovar códigos do trabalho ainda lhes manda o corpo de intervenção para cima. O que ainda por cima é verdade, veja-se como as polícias tomam partido nos piquetes de greve.

      Começar a fazer de conta que o Estado é mansinho, permitindo que se instale na opinião pública esta discussão sobre a malignidade de certos movimentos, que apenas apanharam por ser quem são é tiro ao lado.

      E a CGTP não foi criada para obter elogios do Ministro da Polícia pelo sentido da “responsabilidade”. A Inter é uma central sindical séria, honesta e não precisa de certificados passados pelas autoridades acerca do que é ou deixa de ser.

  3. Ana Rita says:

    Viva o SOL! Pelo menos assim, alguém fala da manifestação de amanhã! Porque, já agora, não conta só ir lá marcar terreno, tb importa divulgar e mobilizar outros…ou não? Ou será que isso é só para as manifs em dia de greve geral? Lá está, são as “causas comuns”.
    Isso e criticar organizações com base em notícias assentes em “fontes próximas afirmam que” ou “diz um dirigente sindical”.

  4. Tiago Mendes says:

    Depois de a CGTP correr com os Precários Inflexíveis da ‘sua’ manif (a 1ª manif) à paulada (que levou pelo menos um membro dos PI ao hospital com a cabeça partida), a CGTP tenta agora colocar os PI dentro da Prataforma 15 de Outubro, a quem os PI viraram novamente as costas, demarcando-se da manifestação por si (P15O) organizada e demarcando-se dos demais manifestantes, os da 2ª manifestação. Radical? Radical será alguém afirmar que esta vontade de diálogo é positiva. Radical será dizer que a os PI estão na P15O. Ser e estar aqui confunde-se, ou confunde-os. Radical será dizer que os PI representam a P15O. Pior que radical, são tantas mentiras num só artigo.

    Como se já não bastasse a CGTP andar a reboque de manifestações chamadas/organizadas pela P15O e marcando precipitadamente contra-manifs para minutos ou horas antes com igual percurso (24 de Novembro e 22 de Março), agora também se roga conhecedora da Plataforma 15 de Outubro e dos colectivos que a compõem…Não só não conhece como recusou todos os convites para diálogos para acções concertadas. Radical? Radicais talvez tenham sido os convites…

    Como se já não bastasse a esquerda estar espartilhada, ainda assistimos ao triste papel da CGTP, que ao dar a entender que pretende de alguma forma dialogar com os movimentos sociais para proveito próprio, denota desespero e desorientação para dentro e para fora da CGTP. E a direita ri-se, facturando mais com esta greve do que a própria CGTP. É triste.

    Como se já não bastasse a CGTP fazer o trabalho da policia política pela voz de Arménio carlos, ainda tenta passar uma imagem de que “agarrar” seja o que for está ao seu alcance…Oh Arménio, segura…-te a ti próprio, porque assim não chegas à direcção do PC, e o movimento, esse, não é domesticável.

    Bom post Renato! Aquele abraço

    • Renato Teixeira says:

      ;) Até à Primavera.

      • Luis Almeida says:

        O Arménio JÁ está nadirecção ( Comité Central ) do PCP..,. ah!, ah!, ah! Ganda tótó, nem sabe o que diz!…

        • Tiago Mendes says:

          Arménio é o seu próprio Comité Central, ou disfarça bem. tótó é defender Jerónimo para secretário geral.
          ‘direcção’ para ‘liderança’, comités à parte.

    • Vasco says:

      Ai a CGTP é que anda a reboque? Vocês são muito engraçados. Cresçam e apareçam – só porque acordaram agora para a luta não quer dizer que ela tenha começado agora…

      • Tiago Mendes says:

        Se não tivesse havido luta antes, não estariamos aqui agora. E se ela tivesse sido suficiente, também não. Não vou medir o tamanho…é irrelevante, porque eu até sou dos que defendem – como o comentário ilucida – que a esquerda tinha era que estar junta.
        Mas verdade seja dita, a P15O convocou manifestações. A CGTP não convocou nada até estar em cima da hora, mais para não deixar os ‘indignados’ serem ‘donos’ da rua, como que demarcando terreno, literalmente. O lado com da coisa é que agora ‘ir à greve’ não é só piquetes, é ir à manif, porque pssou a ser dia de manif. Se calhar estás é mal informado ou não somas 2+2… mesmo que todas as evidências indicam que os ‘indignados’ dão azia a Arménio. Os ‘indignados’ não são sindicato… e lutam não só com os trabalhadores, como com desempregados, estudantes e reformados, etc. Quem é sectarista que lide com a sua escolha…

  5. Aspirante a Rebuçado says:

    uma noticia muito inocente – ou nada inocente – em véspera de manif da interjovem. Sim senhor, é assim que alicerçam as paranoias cada vez mais existentes e vincadas nas nossas cabeças.

  6. Aspirante a Rebuçado says:

    para que não haja confusões – é que segundo a ideia deste titulo, até parece que os movimentos sociais são um bando de terroristas, o que não é verdade, e parece também que a cgtp é um grupo de mafiosos. o que também nao é verdade…

    • Antónimo says:

      é isso que boa parte do discurso nestas caixas de comentários tem passado: uns dizem que os movimentos sociais são terroristas e outros dizem que a cgtp é mafiosa.

      o sol, como habitualmente nos jornais, passa ideias feitas, o que até lhes dá jeito pois acham o mesmo e sempre matam dois coelhos de uma cajadada.

  7. aliás says:

    Realmente Renato… não sei se o que me desilude mais é fazeres megafone das mal intencionadas manipulações do Sol ou se é mesmo acreditares nelas.

    Lamento sinceramente.

    Quem não perceber, quanto antes, que a única resposta da parte dos trabalhadores é uma frontal oposição a quaisquer tipo de tendências de violência no âmbito das manifestações (atirar garrafas, cadeiras, etc…), poderár tomar consciência disso mesmo já tarde demais. Não porque esteja convencido que os trabalhadores ou desempregados achem que a polícia deve desancar nos manifestantes, mas porque fazê-lo significa dar o mínimo de legitimação aparente a essas respostas desproporcionadas e bárbaras da polícia. (E para que fique claro, entenda-se por “legitimação aparente” uma suposta legitimidade perante a opinião pública)

    Acreditem que existe uma diferença entre estar enraivecido com as filha-da-putices que nos estão a fazer e fazer a luta enraivecido. Nunca ajudou, nunca contribuirá positivamente para que vinguem os nossos interesses de classe.

    Vamos para a luta SÓBRIOS!

    • Antónimo says:

      Acreditar que as pífias manifestações de violenta, mereciam uma resposta policial como a que existiu é não perceber a amplitude da violência estatal.

      Pretextos haverá sempre (até porque a PSP infiltra – veja-se confirmação feita ao jornal i por um polícia de choque anónimo), não perceber isso é que é suicida. Acreditar no contrário é de uma ingenuidade que ultrapassa a candura.

      A PSP queria malhar e malhou, como já o fez antes a 24 de Novembro, dia em que agrediu e deteve um jornalista, que de certeza não estaria a atirar pedras nem a rebentar petardos, mas apenas a fotografar. Eles não aproveitam pretextos, criam pretextos, como aliás se verifica com os continuados relatórios sobre perigosos movimentos.

      Mais, de modo oportunista, junto dos mimados jornalistas, os movimentos sindicais e sociais só teriam a ganhar se tivessem aproveitado para condenar de modo firme, sólido e continuado a violência policial contra os trabalhadores, não só contra os que se manifestavam, mas também contra os que trabalhavam – como os dois repórteres.

  8. um gajo qualquer says:

    “SÓBRIOS” O CARALHO, SEUS CAGADOS!!!

    QUANDO A MERDA É EM ESPANHA OU NA GRÉCIA, VOCÊS FALAM NA “RESISTÊNCIA DOS POVOS”, QUANDO É EM PORTUGAL… VOCÊS MANDAM A VOSSA BÓFIA DO COLETE VERMELHO FAZER O TRABALHO SUJO DA PSP…

    • aliás says:

      Não me espanta que a carapuça te tenha servido, andas por aqui a fazer precisamente o “trabalhinho” do agente provocador “à civil” cibernético. Se ainda os há, “gajos quaisquer”, que vão na tua cantilena, terás aqui e na rua a resposta que isso merece, mesmo que silenciosa.

      E “cagados” estão vocês e quem representam, sendo a prova a necessidade que vêm demonstrando em arrear na malta indescriminadamente, incluindo jornalistas que vos denunciam, ou de elevar os ânimos para a violência. Foi o que frizeram em Espanha, foi o que fizeram na Grécia e em qualquer lado que o povo maioritáriamente conteste pacificamente pelas imposições macabras dos sociopatas e genocidas que vos ordenam e comandam.

      Cresce umas bolas, ganha juíso, consciencializa-te porque isso de provocar os mais fracos e desprotegidos para de seguida lhes dar no toutiço não passará, e vais acabar no lado errado à hora errada. Não se desta vez o povo vai estar imbuído de uma certa bonomia que perpassou no 25 de abril.

      • T.M.E says:

        Brilhante.
        E ate que enfim alguem identifica adequadamente o gajo qualquer; um provocador sujo com a fotografia nos catalogos da tropa de choque do Coelho.

  9. iskra says:

    esta merda começa a fartar, vou tirar férias do 5 dias , está demasiado panflas!

  10. rogerio says:

    Foda-se Renato…
    Afinal de que lado é que tu estás?…
    Olha que o inimigo é o capital!!!
    Desde o dia da greve geral que a tua cegueira te leva a escrever post’s e mais post’s, e mais post’s… desancando na CGTP e no PCP. Talvez porque, supondo eu, sejam esses os verdadeiros inimigos da classe trabalhadora. Mas olha que não, olha que não… E revolucionários (ou pseudo-revolucionários, talvez) parecidos contigo… já eu conheci em tempos idos. Infelizmente, a sua verborreia anti-PCP e anti-CGTP sectária e dominada pelos comunistas, encaminhou-os para que hoje estejam perfeitamente integrados pelo PS, pelo PSD… enfim, digamos que cumpriram o seu papel de combate ao PCP enquanto partido de classe e depois ocuparam o seu lugar natural ao serviço do poder dominante. Com todo o respeito, não te conheço pessoalmente e não tenho o direito de te julgar igual a eles, mas olha que a prosa e o objectivo têm muitas semelhanças.
    Se achas que é na CGTP e no PCP que deves concentrar todas as tuas energias… (e é isso que se conclui perante tanta insistência num tema que já mete fastio e já está mais que esclarecido). Quem sou eu para te dizer que estás completamente errado.

    P.S. – Já agora, quero também manifestar-te toda a minha disponibilidade para participar na próxima greve convocada por ti, ou pelo grupo de revolucionários onde te inseres. É só convocarem-na.

    • mortalha says:

      o inimigo é o capital mas a cgtp é que anda a foder umas cabeças de esquerda. diz-se que já em tempos de ditadura existia sindicato…

    • artur says:

      Bem mandada Rogério. Este Renato utiliza uma retórica tipo gelatina, vai para um lado, vai para outro, mexe, torna a mexer, até que chergou o momento em que já mais nada podia fazer com a puta da gelatina e acabou por se revelar, e burrinho, aí está ele a dizer o que é pensando que não! É mais um esquerdelho ao serviço da direita que serve para confundir e dividir. Já estás mais que estudado ó Renato, já te vimos o cú, portanto vai lá para um da troika.

    • Vasco says:

      É típico do trotsquismo, desde o seu nascimento, desancar principalmente nos comunistas, nos partidos, nas direcções sindicais e nos sindicatos. Nada de novo.

  11. fernando simões says:

    O Renato nem percebeu o objectivo da manchete (bastante tosca aliás) do jornal de extrema direita chamado SOL.
    Achará ele, na sua cegueira, que a alegada colagem aos chamados “radicais” reverterá em benefício da Inter e do PC?
    Já agora ó Renato nunca ouviu dizer que “cão que ladra não morde?”. Fale menos e faça mais. Pegue em armas homem…

  12. José Jardim says:

    Vou mandar o “5 dias net” á merda.Já não me suscita qualquer interesse,Não tenho que ler os “esquerdelhos” frustados nem a os que adoram caviar “beluga” e se marimbam para o Povo;os revolucionários do “teclado.Ao que isto chegou….

Comments are closed.