MOVIMENTOS FLEXÍVEIS prejudicaram a greve geral contra a austeridade e não querem derrubar o governo. BE e PCP seguem estratégia de desgaste que lhes permita tratar a vida dos trabalhadores e dos desempregados como uma espécie de taxa de juro das suas intenções de voto.

O serviço de ordem da CGTP arreou nos Precários Inflexíveis e não permitiu que os movimentos sociais dinamizados pelo Bloco de Esquerda participassem da sua manifestação. Os movimentos sociais dinamizados pelo Bloco de Esquerda abandonaram os restantes movimentos sociais organizados na Plataforma 15 de Outubro e à ultima da hora os maestros da Rua da Palma centralizaram-os aos sindicatos, conspirando contra a manifestação que também eles haviam convocado. O Movimento Sem Emprego e a manifestação do Ocupar Tudo, paradoxalmente, foram os únicos que se entenderam, não obstante pensarem coisas muito diferentes sobre o trabalho.

Quem não se cansa de encher a boca com a palavra “unidade”, bateu todos os recordes de sectarismo e se o facto de terem acabado à bofetada é condenável, o acontecimento não deixa de constituir um bom elemento para analisar o carácter dos seus dirigentes. Quem se deita com serpentes acaba mordido e estou certo que os manifestantes preferem confrontos com os bastões do governo do que com um qualquer serviço de ordem.

Os sectários da segunda manifestação, que acabou por ser tão ou mais participada que a primeira e um primor em matéria de combatividade, não brindou nenhum manifestante com chapadas, biqueiros ou pauladas, sendo que só com a polícia do Macedo não houve espaço para chegar a qualquer acordo.

Apesar deste quadro, o movimento ainda foi capaz de acrescentar o governo do Passos Coelho à lista dos exilados do povo encabeçada por Cavaco Silva, e agora nenhum deles pode sair à rua sem escolta e muita parcimónia.

A moral da história desta greve geral é uma ode ao cinismo e para o perceber basta olhar para as três grandes conclusões. A primeira é que as esquerdas estão mais divididas do que nunca. A segunda é que mesmo travadas de razão têm condições para derrubar o governo. A terceira é que apesar de poderem não o querem fazer.

Com tantas dimensões de análise, a única maneira de tornar o relato da greve geral mais compreensível é chamar o Luís Freitas Lobo:

O governo fez um passe em profundidade para a polícia que, mesmo alternando a infiltração entre os centrais com a corrida na diagonal para tentar rasgar os extremos, teima em não conseguir dar a réplica necessária. O adversário, mesmo a jogar dividido, vai conseguindo levar a água ao seu moinho sobretudo devido ao labor dos jogadores que entraram já no decorrer da segunda parte.

Com uma defesa compacta, as flexões da bola para a esquerda e as tabelinhas entre os Precários Inflexíveis e a CGTP passaram a tiki-taka com a promoção da UMAR ao onze inicial. Os Precários Inflexíveis são lançados para o contra-ataque, mas quando não perdem a bola são sistematicamente apanhados em fora-de-jogo. A manifesta falta de visão de jogo, seja pela entrada a pés juntos do serviço de ordem, seja pela incapacidade de entendimento com os centrais da CGTP, deixam a equipa a praticar um futebol nubloso e cheio de inconsistências sendo que o seu preparador físico, para agravar o cenário, ainda mudou o alinhamento na véspera da partida.

Nos últimos minutos e a reboque da dupla substituição dos Precários Inflexíveis e da CGTP pelos amadores do Rossio e do Saldanha, o jogo vira, com a polícia e o governo a serem encostados ao último terço do campo. Atrapalhados, o volume dos passes errados torna-se ensurdecedor, sendo que a famosa dupla do Coelho e do Macedo passa a ser vaiada sempre que toca na bola.

No final da partida Arménio Carlos assume que a entrada a pés juntos do serviço de ordem se deveu a “gajos parvos da CGTP” e que para o futuro devem passar a jogar em conjunto numa filosofia de jogo assente no desgaste do adversário, uma vez que ambos acham prematuro lutar para derrubar o governo. Não mais será preciso os “bandidos” e “arruaçeiros” do Rossio e do Saldanha saírem do banco de suplentes, por mais que tenham sido os únicos a visar a baliza do adversário.

NOTA: Uma palavra de apreço a todos os militantes do BE, nem todos de base, que não se convenceram das mensagens que receberam de véspera a desmobilizar a manifestação que tinham convocado e permaneceram leais quer às suas palavras quer aos restantes activistas da plataforma. A palavra é extensível aos sindicalistas que, em sentido contrário ao serviço de ordem da manifestação, receberam de braços abertos todos os que apareceram nos piquetes e não podem ter gostado do que viram a ser feito em seu nome.

Leitura complementar: Os Processos de Moscovo o balanço dos Precários Inflexíveis, a boa análise do MAS e um alerta importante no Indymédia e no Spectrum a propósito da mudança de estratégia da polícia.

Este artigo foi publicado em cinco dias and tagged , , , . Bookmark the permalink.

56 respostas a MOVIMENTOS FLEXÍVEIS prejudicaram a greve geral contra a austeridade e não querem derrubar o governo. BE e PCP seguem estratégia de desgaste que lhes permita tratar a vida dos trabalhadores e dos desempregados como uma espécie de taxa de juro das suas intenções de voto.

  1. Totalmente de acordo Renato,

    Eu que costumo votar à esquerda depois da forma como estas tratam os movimentos sociais só me apetece votar em coisa nenhuma. O que é o pior dos sentidos de voto,

    Abraço de solidariedade para o Movimento Sem Emprego.

    PS: Não desistam que é da visibilidade da causa que pode vir a haver no futuro consequências positivas do ponto de vista político para os desempregados. Gente para vos decentivar não vai faltar por aí.

  2. João Pedro diz:

    Meu caro Renato.

    Desta vez, confesso, não percebi nada do post

    Habitualmente parece-me possuíres um texto escorreito, com sentido, mas desta vez, fiquei com a sensação de que havia uqui um texto à deriva, indecifrável.

    Não digo que a culpa não seja minha, deve ser da pdi.
    Ou será que não ?

    Saudações

    JPedro

    • Renato Teixeira diz:

      Não tem que pedir desculpa. A falta de clareza que se verificou no movimento não deixou ninguém inteiro. A ver se também eu me recomponho.

      Ainda assim, a ver se simplifico.

      A CGTP merece toda a solidariedade na luta contra o governo, mas fez merda e merece ser denunciada por distribuir porrada em manifestantes menos centralizados à sua orientação política. Os movimentos dinamizados pelo Bloco de Esquerda merecem toda a solidariedade por terem sido alvos de um ataque espúrio do serviço de ordem, mas não se pode calar o facto de terem desertado, sem aviso, uma manifestação que tinha sido convocada por um movimento do qual faziam parte.

      • Nuno Rodrigues diz:

        “Fez merda….deu porrada”. Tão simples e não precisava de Luis Freitas Lobo nenhum. Oh Renato, está a escrever direito por linhas tortas…

  3. João Valente Aguiar diz:

    Oh Renato. Até podes ter a tua razão nalgumas questões que me escapam porque não vivo aí, mas achares que a esquerda não derruba o governo porque não quer??? Isso é puro voluntarismo. E digo que é voluntarismo porque aí uma semana ou coisa do género andavas a pedir para que se marcasse greve geral e a CGTP ouviu-te e marcou-a. Depois quando tens a Greve Geral achas que é pouco e que o governo só não cai porque a esquerda não quer… Por outro lado, quem está encostado no último terço do campo somos nós, não são eles… Quem continua a deter o compasso e a determinar as políticas são eles. Se a luta que tem sido conduzida não deteve até agora uma única medida, como podes derrubar o governo já hoje? Não bate a bota com a perdigota… A luta não derrota ofensivas da burguesia num dia.

    As esquerdas podem estar divididas mas se cada uma delas não faz o seu papel para tentar encontrar alguns pontos de unidade, não vai haver esquerda que se safe no meio disto tudo, para além do PCP que, goste-se ou não, dado o facto de ter uma militância mto mais disciplinada, mais numerosa e com maior consciência política acaba por se aguentar. Nada disto obsta ao facto de se tentar chegar a alguns pontos de entendimento. De outra forma, as troikas vão-nos abater como coelhinhos cegos a correr para cada canto da gaiola.

    • Renato Teixeira diz:

      Não derruba porque não quer. É só ouvir o que dizem uns e outros.

      • Vasco diz:

        Explica lá como é que se derruba o poder da burguesia assim tão facilmente?… É que há quem ande a lutar por isso há anos, décadas, e não chegou ainda ao fim do caminho. Deve ser por não termos um Renato a indicar-nos o caminho…

      • João Valente Aguiar diz:

        Não tens nada que comprove essa tua afirmação… Se 74-75 a esquerda tinha mto mais força social (e aqui por esquerda estou a tomar um sentido lato, englobando tudo o que está à esquerda do PS e sabendo que, na verdade, mto daquele pessoal não era propriamente do nosso lado da barricada) e se o regime político fascista tinha caído há pouco tempo e, portanto, a consolidação institucional de um novo regime burguês não tinha acontecido e, com tudo isto, a correlação de forças nunca foi favorável à destruição do Estado burguês, achas que, neste momento em que a troika dita o “quero, posso e mando” e que a maioria da população a apoia e é quem determina o rumo dos acontecimentos, a esquerda só não chega ao poder porque não quer???

        Raramente os desejos políticos da esquerda são realidade…

    • Vasco diz:

      E ligação às massas, João, esqueceste-te da ligação às massas – que o PCP, e só ele, tem. De resto, concordo. Estamos a travar duras lutas defensivas, não porque queiramos, mas porque a realidade assim se impõe. Cabe-nos a nós alterar a realidade, sem dúvida, mas é preciso mais do que desejo para que isso aconteça. Há que acumular forças e resistir. Isto não vai lá com golpes de génio ou dons sebastiãos (ou renatos e raquéis…)…

      • Renato Teixeira diz:

        A ligação às massas não ficou muito visível, pelo menos nesta greve geral.

      • João Valente Aguiar diz:

        Sim claro. Independentemente do que cada um acha, parece-me indiscutível que só o PCP e a CGTP neste momento têm uma ligação duradoura e sólida às massas. Neste momento parece-me tb indiscutível a ligação de certos movimentos a jovens precários mas é tb indiscutível que a sua ligação é mto fraca e volúvel, altamente sujeita aos “sopros” do vento e aos humores (instáveis).

        • Renato Teixeira diz:

          Por sólida deve entender-se à pancada?

          • João Valente Aguiar diz:

            Não sejas assim Renato. Estou a referir-me à maior e mto mais duradoura ligação às massas. Não desconverses até pq tu sabes fazer mto melhor do que isso.

  4. Tiago Mota Saraiva diz:

    Renato, este post era escusado. Confundes o futebol como uma telenovela, o que só se pode justificar pelo facto de ainda não seres do grande clube da classe operária.
    Mas se tiver algum sentido catártico, de libertação, valeu a pena.
    Agora regressemos à luta, que se faz tarde.

    • Raquel Varela diz:

      Não era escusado e só a nossa determinação em não desmoralizar quem não pertence «ao grande clube da classe operária», é que faz com que o cadáver, no chão, não leve mais uns pontapés. De facto, quem não pertence ao grande clube não compreende o que aconteceu e é bom que continue sem compreender.
      Um abraço

    • Renato Teixeira diz:

      A luta também passa por aqui Tiago. O comportamento da CGTP face aos movimentos dinamizados pelo BE e o comportamento dos movimentos dinamizados pelo BE face a todos os outros, é inaceitável. Lembras-te da rixa entre anarquistas e comunistas na Grécia? Seria bom não ter que chegar ao fim da linha.

  5. CausasPerdidas diz:

    Falemos de dinamizações.
    O problema da “dinamização” dos movimentos é um velho problema, nunca ninguém dinamiza mais que os outros. O Bloco dinamiza os PI, diz. Se calhar é verdade, ao menos há gente do BE que faz algo de jeito, digo eu. Todavia, uma dinamização pouco apertada, já que os activistas dos PI se dividiram entre a manifestação que Renato pretendeu nada dinamizada e a outra dinamizada pela CGTP. Uma conclusão pelo menos: o BE em matéria de dinamização tem muito a aprender…

    Continuando a falar de dinamizações, os PI dinamizaram uma actividade dirigida aos verdadeiramente não-dinamizados que não puderam ou não quiseram participar na Greve Geral, na minha opinião bem mais interessante do que atirar ovos às montras dos bancos (actividade dinamizada por quem?) ou dar castanhada na “esquerdalhada” (estes os dinamizados do costume).
    Para mim, dinamizados ou nao, estes PI são os dinamizadores que contam, tais como aqueles que deram a cara nos piquetes de greve, dinamizados pelo BE pelo PCP (que me interessa?!), ou dinamizados contra a dinamização destes partidos.
    Aqui está:
    http://www.youtube.com/watch?v=5MtM2Zgj-Uw&feature=player_embedded

    Fora disto, para quando um balaço sério da participação dos trabalhadores na Greve Geral? Sim, balanço. E sério. E não a confusão dos nossos desejos com a realidade.
    E agora, reinicia-se o campeonato para ver quem propõe mais greves gerais?
    A puta da realidade demonstra que a Luta de Classes é um pouco mais complexa e menos maniqueísta do que o comparar de pilinhas revolucionárias.

  6. JMJ diz:

    Posts deste nivel só podem ter origem em quem sofre (e muito) com a mudança da hora, que lhe afecta as sinapses.

    Não lia nada mais desligado da realidade desde o primeiro livro do Harry Potter.

    Acerta o relógio, Renato!

    • Renato Teixeira diz:

      Acerto pois. É precisamente disse que se trata. Foi por isso que os Precários e a UMAR faltaram à sua própria manifestação? Ainda bem que foi apenas um problema de fuso horário.

  7. Rascunho diz:

    Bom post Renato – também não aprecio ossos em prato de peixe. Em relação aos movimentos de Esquerda: espero que não tenhamos que chegar ao entendimento através do desentendimento.

    Gostei da autenticidade dos jovens interlocutores no vídeo…

  8. Vasco diz:

    Ora aí está o trotsquismo no seu melhor: dividir, dividir, dividir parece ser a palavra de ordem. Podes ter lido muitos livros, mas de greves e de luta de classes, meu caro, percebes pouco.

    Quanto ao balanço da GREVE ver http://www.pcp.pt e http://www.cgtp.pt.

    • Renato Teixeira diz:

      “Dividir, dividir e dividir”. Ora aí está algo que os dirigentes da CGTP e os dirigentes dos movimentos dinamizados pelo BE foram exímios a fazer durante a greve geral.

      • João Valente Aguiar diz:

        Não vou discutir isso mas o que é mais importante neste momento? Afiarmos as facas entre nós ou tentar ver onde se possa concertar o possível contra a troika?

        • Renato Teixeira diz:

          A troika, naturalmente. Mas tal só será possível se não se repetir o que se passou na última greve geral.

      • Vasco diz:

        Só a vossa meia dúzia não dividiu? Essa é boa. A greve foi convocada pela CGTP e foi a CGTP que a construiu e realizou. Por mais que as TV’s, os jornais e os Renatos falem doutras coisas….

    • casper diz:

      Manifestação: dia 20, dia 21, dia 22 (GREVE GERAL) e dia 31 de Março.
      Quem consegue dividir tantos sectores e simultâneamente falar de divisão desta forma merecia um prémio.

  9. Vasco diz:

    Quanto à baliza do adversário, meu caro, quem a visou foram os muitos milhares de trabalhadores que fizeram greve, que arriscaram os seus postos de trabalho por a terem feito, que encararam os patrões na cara e mesmo assim a fizeram.
    Não foram os PI que invadiram um call-center que fizeram a greve, mas os trabalhadores de vários call-centers que, eles mesmos, aderiram e pararam. Que as tv só falem do Chiado (fazem o papel deles, só resta perceber qual o papel que outros jogam nisto tudo) é uma coisa; que tu que és tão sábio e tão esperto vás nessa é que é mais grave. Ou não.

    • Renato Teixeira diz:

      Vasco o elogio aos trabalhadores que se souberam demarcar da violência do serviço de ordem e do boicote dos Precários Infléxiveis está lá. Ler antes de comentar ajuda.

      • Vasco diz:

        Não me referia ao tal serviço de ordem, mas aos que desafiaram patrões e polícias junto às empresas durante toda a noite e todo o dia. Estavas a dormir, talvez, mas aconteceu.

  10. mortalha diz:

    a cgtp é um grande clube de reformados ou trabalhadores em vias disso. mais uma geração e adeus ò abanadores de bandeiras e carros alegóricos com as músicas do abril enganado. que fez a cgtp de útil nas últimas duas décadas? fazem uma greve anual e/ou uma marcha no primeiro de maio e acham-se dinamizadores… metem dó. a única coisa que vejo a cgtp fazer é serem agressivos com os seus colegas que não querem fazer greve, mostrando que a ditadura não é só fascista. Também são muito bons a arranjar problemas com quem, tal como eles, quer que a luta de classes e interesses seja feita na rua, pelas pessoas. Desde que existe BE e movimentos sociais que a CGTP é provocadora e agressiva com outros que protestem a seu lado. Foi assim em todos os 1º de Maio e em greves gerais. O melhor é deixa-los ser o grande flop que sempre foram e usar outros meios e outras organizações, de preferência sem um passado conivente com a actual situação, como é o caso da CGTP e da UGT, duas faces da mesma moeda.

  11. Carlos Marques diz:

    A Rubra dinamizou que piquete de greve?
    Falar do alto do pedestal e fazer umas coisas engraçadas para a imprensa reportar é fácil. É por isso que qualquer treinador de bancada é bom enquanto se treina a si próprio, quando a coisa começa a ter quatro linhas, uma baliza e um balneário a gerir, ler o Record já não chega.
    O tradicionalismo morenista é uma coisa difícil de se expurgar do espírito, quanto mais se bate na esquerda anti-capitalista com influência de massas, seja por que motivo for melhor, o que interessa é dormir de consciência tranquila e que a vulgata continue bem arrumadinha na mesinha de cabeceira.

  12. ricardosantos diz:

    Ora porra o neofascista da administração interna usa a policia o pcp usou a policia militar contra os trabalhadores qual é a diferença?

    • Caxineiro diz:

      Ora foda-se
      Eu convidava a parte do pessoal “mais-revolucionário-ainda” a trabalhar meia dúzia de dias numa empresa aqui do norte pra aprenderem um pouco com a prática e com os problemas, o medo, aprecariedade com que os trabalhadores se debatem e depois coordenarem ações de acordo com esta realidade
      A vanguarda tem que ter uma base de apoio senão arrisca-se a ser vanguarda de coisa nenhuma: arrisca-se a olhar para trás e não ver ninguem
      A greve aqui foi um sucesso, pois toda a gente a discutiu e partiu daí para a discussão política
      Temos que avançar passo a passo, o resto é fantasia

  13. Botelho diz:

    «O serviço de ordem da CGTP arreou nos Precários Inflexíveis»

    «não permitiu que os movimentos sociais dinamizados pelo Bloco de Esquerda participassem da sua manifestação.»

    «O Movimento Sem Emprego e a manifestação do Ocupar Tudo, paradoxalmente, foram os únicos que se entenderam, não obstante pensarem coisas muito diferentes sobre o trabalho.»

    Estes últimos movimentos têm história e raízes nas lutas dos trabalhadores em Portugal?

    Não será já tempo de desmascarar uma faceta – que não é de esquerda – destes teus «posts»?

    Já não é a primeira vez que vens para aqui misturar e analisar à tua maneira uma coisa que não existe e que apenas acontece nessa tua cabeça.

    Já disse e torno a dizer que não me admiro nada que venhas a fazer parte de um partido de direita nos próximos anos, porque esta tua conversa – de misturar, trocar e exagerar – ajuda os partidos de direita. Não ajuda a esquerda.

    • Renato Teixeira diz:

      Já serviços de ordem à paulada e sabotar manifestações defende bués a classe operária. Oh, oh.

      • Jesus diz:

        Que sabe o Renato acerca da classe operária? …ah, espere! – é verdade! – O Renato não tem culpa da sua origem de classe…

  14. Olá Renato,

    Pode ser que um dia deste se proporcione um plenário a Sul do Sul. Por agora estou sem vida e da sem vida parti há pouco tempo para a luta contra a exploração de petróleo no Algarve. Tenho divulgado a vossa causa e vou acompanhando. Tive junto ao MSE em frente da Assembleia Popular (e da outra). Quem sabe quando tiver vida não agarro a causa (que é de todos nós).

    Ver aqui: http://www.facebook.com/profile.php?id=100003494008810 (MALP – Contra a exploração de petróleo no Algarve)

    E aqui:
    http://macloule.blogspot.pt/2012_03_01_archive.html (Onde sempre que puder divulgarei a vossa causa – ver a posta perdida aí no meio das outras)

    Vamo-nos vendo. Força com isso, que estão a fazer a História de Portugal em acto.

  15. Pingback: Nem o Bloco morre, nem o Renato almoça (à mesa do MAS)! | cinco dias

  16. Orlando diz:

    Continue Renato a malhar em quem não deve, assim alcançará o reino dos seus. Não percebo porque não conseguem vocês chegar aos locais de trabalho e fazer essa dinamização que tanto querem. Você malha sempre nos que lutam. Para mim, você Renato, ofende-me, porque fui dos que fiz greve, dinamizei piquetes de greve, estevi no meu local de trabalho, não fui à manif porque era preciso estar à porta da empresa para falar com os trabalhadores ( e o patrão não colocar outros a fazerem o serviço dos grevistas) e você vem-me falar de que a CGTP divide, etc etc etc. realmente esse seu discurso enoja-me e estou farto. Você sabe por ventura a repressão que neste momento os trabalhadores na minha empresa estão a sofrer pelo facto de terem aderido à greve ? Quem é que continua neste momento ao lado e a defender esses mesmos trabalhares no dia à dia ? Sou eu e outros dirigentes sindicais, eu comunista assim como os outros meus camaradas, que sofremos pelo facto de o sermos ( mas não me queixo ). E onde andam esses ditos movimentos e essas pessoas de “esquerda” quando são precisos ? Nos locais de trabalho não estão por certo. Olhe e que tal denunciar estas situações e dar na cabeça dos governantes. Reveja as suas posições, ou pensarei que está a fazer o jogo da direita, o dividir para reinar.

    • Renato Teixeira diz:

      Dividir para reinar. Ora aí está uma boa conclusão o assunto. Curioso poucos dizerem quem e para quê dividiu o movimento.

      • Vasco diz:

        O Orlando estava de piquete na empresa e, depois da greve, leva com a pressão do patrão – longe das câmaras de TV. Tu andas por aqui na net a dizer uns disparates pseudo-revolucionários. Já escolhi o meu lado.

  17. Pingback: Três respostas “à la minute” ao Carlos Guedes e a verdade dos factos sobre a cisão provocada pelos movimentos flexíveis dinamizados pelo Bloco de Esquerda. | cinco dias

  18. Tiago diz:

    Mais uma à “Renato”.

    De facto os grandes movimentos de “esquerda” conseguiram o que queriam. Criar um mínimo pretexto para a intervenção policial (só era preciso um mínimo mesmo – tipo uns ovinhos para malta a levantar dinheiro em caixas multibanco – de facto uma acção de grande alcançe revolucionário).

    Dessa forma esqueçam a greve, esqueçam a coragem de quem fez greve, esqueçam tudo… o MAS, os 15 de Outubro, e é essa gente tão corajosa que mobiliza por facebook, conseguiram… tirar o contexto político da manifestação e acabar novamente por mediaticamente assumir o controlo da coisa, pela violência policial.

    Lixo puro, eu não tenho dúvidas, de esquerda não és de certeza. Sobre as “cargas” da CGTP-IN e tudo o resto, quem não lá esteve que acredite no que tu dizes, curioso é pensar que relatas coisas em dois locais diferentes a horas diferentes, mas tens a certeza de tudo, os bons são sempre os mesmos, os maus são sempre os mesmos, tu não és apenas um grande revolucionário, tu és DEUS.

    Obviamente que a ligar às tuas brilhantes análises estávamos bem arrumados, o que vale é que de tão distantes de quem trabalha, há causas e efeitos distintos. Nunca perceberás o ânimo, a disposição para a luta de quem trabalha porque não conheces o mundo do trabalho o que te leva a dizer coisas sem qualquer sentido (que teriam graça se não fosse obviamente um cópia exacta do que o capital pretende vender-nos em relação ao que é o PCP e a CGTP-IN – e para isso um conselho – inova um pouco, se não fica um bocado para o chato ouvir a mesma coisa na tv e depois vir aqui).

    Por outro lado como estás tão desligado de quem trabalha, também nunca os poderás influenciar com a “tua” ideologia pseudo-revolucionária. Mas vocês causam estragos e o que fizeram na manif do passado sábado é prova disso.

    A vossa intenção é criar ainda mais medo a quem medo tem de vir à luta, é virar as bases das forças policiais contra quem se manifesta, eé espalhar ódio ao PCP e à CGTP (e BE). Os resultados são claros, quem queira acreditar que estás minimamente interessado em lutar por algo de bom para quem trabalha que acredite à vontade.

    Por isso, a leitura dos teus textos são indespensáveis, é um barómetro para perceber de que forma o capital se anda a movimentar para “por dentro” minar a unidade na base.

    • Renato Teixeira diz:

      E a CGTP conseguiu o que pretendia? Era o quê, precisamente?

      • Vasco diz:

        Realizar uma grande greve geral. Revelar novos combatentes. Unir os trabalhadores. Dar uma resposta ao pacote da exploração. Sim, conseguiu.

        E o Tiago tem razão em muita coisa…

        • Renato Teixeira diz:

          E derrotar o governo e a austeridade, fica para quando?

          • Vasco diz:

            Deve ser para amanhã, Renato. Se é tão fácil, faz isso tu com o teu grupinho de amigos.

          • Miguel diz:

            E tu oh Renato o que fazes para isso?
            Vai lá tentar criar e controlar movimentos e leva réguas e metros para medires pilinhas com o PCP e a CGTP, que esses tão-se bem cagando para o que dizes pois o teu discurso é igual aos que hoje na Social-Democracia o tinham como o teu quando eram integrantes por exemplo do mrpp.
            HONRA & GLÓRIA aos que passaram horas nos PIQUETES ao frio e a sofrerem cargas da bófia à porta das empresas, pois é aí nas empresas que se trava a principal luta, a de classes. Algo que tu e mais alguns como tu apenas conhecem da internet e dos livros!

          • Renato Teixeira diz:

            Honra e Gloria pois! E músculo, claro. Muito músculo.

  19. Pingback: Polícias dos polícias? | cinco dias

Os comentários estão fechados.