“(…) Começámos a subir a Rua do Carmo, depois a Rua Garret onde começámos a ver o movimento anormal de carrinhas de Polícia de Intervenção e corremos até ao sítio para onde se dirigiam. Perdi-me da Patrícia e fui direito ao rapaz que aparece em todos vídeos a tirar o sangue da testa e atirar para cima da Polícia e apenas tirei uma fotografia (a penúltima aqui). Não tive tempo para me aperceber do que realmente estava a acontecer ali. Quando me virei para trás tirei esta última que aqui está e vi que estavam a começar a avançar e que iriam varrer tudo o que estava à frente. Por mais absurdo que possa ser o comunicado da PSP que refere que nós jornalistas devemos estar atrás da linha policial (provavelmente para apanhar a cara de quem leva e não a de quem bate, como diz o Francisco Paraíso hoje no CM), foi exactamente isso que eu tentei fazer porque me vi numa situação em que iria ser apanhado no meio da confusão sem sítio para escapar. Andei na direcção deles a dizer que era jornalista em voz alta e fiz sinal para que me deixassem passar para trás da linha que estavam a fazer e foi aí que me bateram pela primeira vez na cabeça e caí ao chão. O resto as imagens mostram como foi, sendo o resultado dois cortes na cabeça, 6 pontos, ombro, costas e joelhos amassados mas acima de tudo uma sensação de medo e impotência perante tudo o que estava a acontecer. A cara do polícia que me bateu era de raiva, até a língua estava a morder. Repeti não sei quantas vezes que era jornalista em pânico e nem assim ele parou, ainda deu com mais força. Nunca pensei que aquilo pudesse acontecer cá. (…).”
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COLA O TEU CARTAZ, ACTIVISTA! 1. Imprime o cartaz. 2. Cola-o no local de trabalho, na escola, na mercearia, no café, na rua, onde te apetecer. 3. Fotografa-te, com os vizinhos, os amigos, o teu cão, junto do teu cartaz. 4. Envia-nos a foto para a página do Manifesto em Defesa da Cultura no Facebook e será publicada.

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O que é que isto tem a ver com a greve geral, Renato Teixeira?
Eu pergunto é o que é que falta para ter que ver com a greve geral…
Tudo…
Pingback: José Sena Goulão, fotógrafo da Agência Lusa que foi agredido no Chiado, conta o que aconteceu: | Total Blog
Renato, tirando as lamentáveis cenas de confronto junto à assembleia e as inaceitáveis cenas de violência no Chiado, tens mais alguma coisa a dizer sobre a forma como decorreu a Greve?
Que impacto teve ela junto de quem trabalha, ai onde é necessário organizar a contraofensiva, sobre isso tens alguma coisa a dizer?
Claro que tem tudo a ver com a Greve Geral! Quem bateu nos jornalistas obedeceu a ordens expressas de quem nos governa e quem nos governa já deixou claro a mando de quem lixa o povo português! Os mesmos mandantes, as mesmas vítimas!
Não se deu ao trabalho de espreitar o diário do José Sena Goulão? Pois eu dei-me. E não encontrei nem no texto nem nas fotos a mínima referência à greve geral.
Começa assim o texto dele:
“Esta manifestação começou calma, muito calma. Gente a conversar, juntar cartazes, pessoal de bicicletas, amigos sentados no chão no Saldanha. Arranca não arranca, quase uma hora depois começaram a andar. Do Saldanha seguiram em direcção à Avenida Almirante Reis e mais tarde ao Rossio. O único ponto mais “quente” foi em frente ao Banco de Portugal onde a polícia teve que fazer um cordão por causa dos ovos que estavam a ser arremessados, mas nada de especial. Durante 2 horas eu e a Patrícia Melo Moreira (France Presse) seguimos a manifestação até chegar ao Rossio onde outras plataformas se juntaram ao protesto. Ao vermos que iriam dar mais uma volta lenta à Praça sentámo-nos os dois num café a tentar editar umas fotografias (estas que aqui vêm à excepção da última) para depois os apanharmos a caminho da Assembleia da República onde pensámos que possivelmente poderia haver alguma situação mais “quente”. Acabou por não dar tempo para editar. (…)”
Por muito que se procure nada se encontra sobre quem com muito sacrifício perdeu um dia de salário, rigorosamente nada. Os protagonistas da greve geral foram mesmo esses, os que abdicaram voluntariamente de um dia de salários. E os que perderam a noite a ajudar nos piquetes. E aí sim, nos piquetes houve bastante violência e até abuso policial.
Pingback: O mundo está a mudar. Portugal também. (este post reproduz um outro de Renato Teixeira) « paisagens contemporâneas
Porra
O gajo é um animal de todo o tamanho, só uma besta faz o que ele fez, Se as chefias e o sindicato ficarem quietos, é o pessoal dar-lhe um arraial de facho, esteja à civil ou fardado
A cara da besta correu mundo, está perfeitamente identificado
Não sejam piegas
Um corpo de intervenção e como o próprio nome indica significa corpo de ação. Uma ação conjunta e não moderada. Para fazerem figura de parvos, temos os agentes que diariamente confrontamos e que por vezes tendem em fazer a figura de tótós, para se não chatearem. Agora e eu que fiquei com as calças rotas ao saltar a vedação na ponte 25 de abril, sei bem que quando é dada a voz de comando para avançar, os agentes, que após horas de encarceramento nas carrinhas, estão ansiosos por se verem livres da tarefa que lhes destinaram. Agora não venham os senhores fotógrafos ou jornalistas a armarem-se aos cágados ou outros cidadãos que nestas alturas se aproximam dos audazes corpos de intervenção.Fala quem sabe …
Polícia 2 – Greve 0
O facto é que não passa nada. Nem greve chegou a haver. Neste dia houve apenas dois jornalistas que levaram umas pauladas da polícia.
Claro que houve muita, mesmo muita gente a fazer greve. E até houve muita gente a participar em piquetes pela primeira vez. Mas isto não tem glamour para os nossos media…
Nem para os media nem para quem aqui está.
Só vejo artigos sobre cassetetes, deve haver por aí muita gente com complexos fálicos…