(Vídeo com o momento exacto em que a polícia recebe ordem para atacar, sem nenhum pretexto moral ou legal para o fazer, e varre as esplanadas e as pessoas que estavam no Chiado.)
O nível de irresponsabilidade do Ministro da Administração Interna é tal que será a ele que deverão ser cobradas todas as consequências.
Por um lado, deixa os agentes policiais à deriva da opinião pública, esquecendo-se de os salvaguardar esclarecendo o que pretende com as orientações que esboça. Por outro, deixa no ar o cheiro putrefacto de quem faz da política um jogo de cálculo demasiado perigoso.
Depois de tudo provado em praça pública, da utilização de provocadores (na greve geral de Novembro) à repressão indiscriminada (na última greve geral), a dramatização deste caminho só tem um destino – o da multiplicação da violência – sendo que ninguém está verdadeiramente a salvo.
A boa resposta dos jornalistas, da tomada de acção da Lusa à iniciativa do Sindicato de Jornalistas, foi determinante para garantir que a origem de toda a arruaça vai mesmo ser levada a julgamento.
Manifestante procura proteger Patrícia Melo das bastonadas do agente policial.
SJ repudia agressões policiais a jornalistas
A Direcção do Sindicato dos Jornalistas (SJ) repudia as agressões policiais de hoje, 22 de Março, sobre repórteres de imagem das agências Lusa e France Presse, vai pedir um rigoroso inquérito à Inspecção-Geral da Administração Interna (IGAI) e exige explicações públicas do ministro da Administração Interna.
Repórter: testemunha a proteger, não a neutralizar
A Direcção do Sindicato dos Jornalistas (SJ) reconheceu hoje, 23 de Março, que a identificação visível de repórteres em cenários de confrontação pode ter vantagens, mas alertou que deve ser avaliada com prudência para evitar o efeito contrário: a sua transformação em alvos, como testemunhas de acontecimentos graves a neutralizar.






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http://expresso.sapo.pt/as-imagens-que-antecederam-a-carga-policial=f714083
Essas imagens são posteriores ao ataque da policia.
Não me parece. Parecerem-se nitidamente anteriores às do vídeo que apresentou.
Está enganado. Para lá de o poder testemunhar, pois era o local onde me encontrava, pode ainda ver que quando os manifestantes usam a esplanada para se proteger as mesmas já estavam arrasadas.
Não me parece. Parecem-se nitidamente anteriores às do vídeo que apresentou.
Está enganado. Eu estava precisamente nesse local e se reparar quando os manifestantes usam a esplanada para se proteger ela já está arrasada pela polícia.
“quando os manifestantes usam a esplanada para se proteger ela já está arrasada pela polícia”
Isto não é um paradoxo?
Uma sugestão, que tal irem falar com os trabalhadores da Brasileira e perguntar a versão deles?
Nenhum paradoxo. Lógica simples.
Posteriores ou anteriores, elas são imagens e gestos de autodefesa.
Nem mais, nem menos. Por mim, assunto encerrado.
http://jsgphoto.blogspot.pt/2012/03/22-de-marco.html?m=1
O que é que isto tem a ver com a greve geral, Maria João?
Nada tem a ver com a greve geral, mas com os acontecimentos que marcaram o dia que, queiramos ou não, não foram os da greve geral. E uma vez que são referidas no post as agressões aos jornalistas, achei interessante deixar aqui o link para o relato de um deles.
Humm.
Há pessoas da Plataforma que se portaram mal e fizeram provocações escusadas à Policia.
Para esta polícia e este governo sair à rua já é provocação que justifica tudo o resto…