A Greve Geral nunca existiu

É isso que se conclui da 1ª página do semanário Expresso de hoje, publicado dois dias depois da dita cuja.

 

post scriptum: na verdade, embora nunca fale da greve, o Expresso publica na p. 10 fotos da polícia, que supostamente provam o arremesso de guarda-sois e embalagens de guardanapos das esplanadas, «antes da carga do Corpo de Intervenção».

No seu afã de informarem, esquecem-se de esclarecer que (conforme os videos divulgados atestam e diversos depoimentos que recolhi confirmam) houve duas cargas policiais sucessivas:

Uma de pessoas com a farda habitual da PSP e coletes reflectores, quando as esplanadas estavam ainda cheias de turistas. É esta que faz feridos visíveis e também ataca os foto-jornalistas. É em reacção a ela que se darão os acontecimentos a que se referem as fotos da polícia prestimosamente publicadas pelo Expresso.

E uma segunda do Corpo de Intervenção, quando o grosso dos manifestantes que são visíveis já fugiram para o Largo de Camões.

Pormenores…

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10 respostas a A Greve Geral nunca existiu

  1. não é por nada, mas é de ver a primeira página do expresso online ontem!!! (pronto, adulterei o lado esquerdo da imagem, mas o lado direito, a notícia sobre o flash piquete, está intocado!!! =) http://oblogouavida.blogspot.pt/2012/03/run-rabbit-run.html

  2. Carlos diz:

    A greve foi um tremendo fiasco, nada que seja relevante relatar.

  3. xico diz:

    O que aconteceu no Chiado não teve a ver com a greve dos trabalhadores, mas com uma manifestação de poucas pessoas. Independentemente da estupida e brutal acção policial (que só beneficiou quem promoveu a dita manifestação) a verdade é que na maioria do país ninguém deu pela greve. Ninguém entendeu qual era a mensagem da CGTP, talvez porque não havia mensagem…

  4. Vítor Vieira diz:

    Desculpem a ignorância, mas o que é um “Expresso”?

  5. José Freitas diz:

    Nuna leste o texto abaixo?
    «Pensem bem

    Nunca vi o Expresso defender uma causa com tanto zelo.

    Ontem, a manchete proclamava”Durão 1- RTP 0” e, por baixo, zunia – em grande destaque – a seguinte ementa:
    “Indemnização de Rangel é de 147 mil contos” (…por azar?) “ilíquidos”, “SIC processa antigo director geral”, “Carrilho pede intervenção do Presidente da República” e “O PS reforma Arons de Carvalho”.

    Também na primeira página vinha um editorial – “O fim do saque à RTP?” – em que se “aplaudia o governo e se recomendava silêncio e “pudor” à oposição.

    Na quarta página, Fernando Madrinha apoiava a política de Morais Sarmento e, de caminho, ia lamentando que desde quinta-feira o Telejornal abrisse com as manifestações dos trabalhadores da casa, seguindo uma orientação “guerrilheira e umbiguista”.

    Na página seis, com a história do despedimento da administração da RTP (informada e neutra), aparecia o interessante currículo de um dos sucessores, Luís Marques, o “único com carreira nacomunicação social, jornalista, actual colunista do Expresso” e “ex-subdirector de Informação da SIC, de onde saiu há um ano, por discordâncias com Rangel”.

    Na página sete, continuava a dança, com três notícias triunfais: “Rangel pode ficar sem nada”; Rangel não conseguiu aumentar a audiência da RTP 1; e o Tribunal de Contas condena a gestão da televisão do Estado.

    Na habitual coluna do “sobe e desce”, Morais Sarmento estava evidentemente no “alto”, com suaves louvores, e Rangel no “baixo”, com uma descompostura em forma,

    como, de resto João Carlos Silva no “sobe e desce” do 2º caderno.

    Na página 13, Henrique Monteiro exigia o fim da publicidade na RTP.

    Na página 28, um segundo editorial tornava a defender a política de Morais Sarmento.

    E, na última, caso alguém não tivesse ainda percebido, José António Lima repetia o sermão.

    Que dizer disto?…»

    (Vasco Pulido Valente)

  6. licas diz:

    Aí é que bate o ponto: não obstante a frenética propaganda,
    aqui no 5 dias, á comparência na manifestação (e consequentes
    encontros de discussão do acontecimento), a pesar de elementos daqui
    (comunistas/CGTP) afinal foram algumas centenas (milhares?) os que
    obedeceram à chamada.
    PARA GREVE GERAL é ridículo . . .

  7. campónio diz:

    Viva a Benemérita Polícia de Intervenção! Viva!
    Quando manifestantes arruaceiros se fazem passar por jornalistas a Benemérita… pimba!
    Viva a Benemérita!
    Viva a Praça de Tianamen!
    Que saudade dos gorilas dos últimos tempos do Estado Novo. Aquilo é que era brio profissional!
    Estava a piquena da máquina fotográfica a dar milho aos pombos, no intervalo de duas Avé-Marias e sem mais… cassetete no lombo. O cassetete , este cassetete, devia ir a leilão. Se for ainda dos que usava a saudosa Polícia de Choque, há-de ser arrematdo por bom preço. E lá estarei para picar o preço, se ainda tiver dinheiro depois de ir a Santa Comba-Dão arrematar umas gararfas de vinho com o nome daquele… cujo nome não se pode pronunciar

  8. José diogo diz:

    Por uma questão de sanidade mental, há muitos e muitos anos que não lei os jornalecos do senhor Balsemão.

  9. antonio diz:

    E a verdade é que se não fosse a carga policial a greve geral não teria existido. Ao menos a acreditar neste blogue.

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