À atenção do Procurador-Geral da República

“Este polícia de choque lembrou que ‘na greve de 24 de Novembro detivemos um homem que estava a dar pontapés nas grades frente à Assembleia da República, mas quando já estava algemado disse que pertencia às brigadas de investigação criminal da PSP’”. No i.

E agora Miguel Macedo?

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10 Responses to À atenção do Procurador-Geral da República

  1. Bolota diz:

    Renato,

    Mesma admitindo que a PSP tem o seu papel a desempenhar num movimento destes…a brutalidade com que o agente actua, ultrapassa todas as regras de manutenção da ordem. Aquilo é: Violencia gratuita, prepotencia saloia, RAIVA de quem só tem merda na cabeça.

    Os responsavei pelas policias devia de ter vergonha de ter nos seu quadros PATEGOS daquela indole. O Caminho dele é só um a saida das forças de segurança. Como civil…continuará a ser uma BESTA

    Abraços

  2. iskra diz:

    A minha proposta é que na próxima, vamos todos identificados como jornalistas, ou melhor ainda…fardados de polícias!

    • Antónimo diz:

      não que eles também prendem os polícias, iskra, não leste as declarações ao jornal i?

      Mas o mais curioso é que confesso não entender os comentadores lá na notícia. São todos contra que os jornalistas façam o seu trabalho, defendem uma espécie de assessoria amestrada da PSP, acompanhando a acção e ponto de vista policiais e depois vão comentar num jornal.

      Porque não vão antes comentar no site domesticado da PSP já que querem informação responsável e devidamente limada dos conteúdos danosos para o país que trabalha e para a corporação?

  3. xatoo diz:

    foram dadas ordens a partir de cima
    para deliberadamente intimidar e provocar medo nas populações
    nada mais há que possa explicar, p/exemplo, mais esta prova de “valentia”:

  4. im diz:

    Está na hora da CGTP optar pela unidade que apregoa ou pelo sectarismo que tantas vezes pratica
    A carga policial no Chiado não pode servir para rasurar o episódio lamentável que ontem ocorreu em S. Bento. A tentativa de impedir a entrada na praça de manifestantes dos movimentos sociais e a agressão a activistas dos Precários Inflexíveis, perpetrada pelo serviço de apoio/segurança da CGTP, são factos demasiado graves para que sejam silenciados.
    Durante muito tempo (anos, décadas….) participámos em manifestações espartilhadas e controladas pela máquina da CGTP, ignorando provocações e simulando uma inexistente unidade na luta.
    Durante muito tempo (anos, décadas….) percorremos lado a lado avenidas e ruas, enchemos praças, fingindo não perceber quão indesejada era a nossa presença.
    Durante muito tempo (anos, décadas….) aceitámos palavras de ordem estafadas, participando em protestos inócuos e pré-formatados que a direita se compraz elogiar nos serões televisivos.
    Durante muito tempo (anos, décadas….) fingimos ignorar o sectarismo de alguns sectores da CGTP, calando, engolindo, achando que um dia seria diferente…
    Mas esse dia diferente, tal como ontem ficou demonstrado, teima em não chegar.
    Após a vergonhosa acção do seu serviço de apoio/segurança na manifestação de ontem, e apesar de Arménio Carlos ter já lamentado o sucedido, será conveniente que os dirigentes da CGTP demonstrem claramente se optam pela unidade que apregoam ou pelo sectarismo que há tanto tempo praticam (anos, décadas….).
    Nós sabemos de que lado estamos e quem é o inimigo. Esperamos que a CGTP também o saiba.

  5. Vítor Vieira diz:

    Não sei se o que está no I é verdadeiro (suspeito sempre de anonimatos) mas reconheço que é plausível. E se “deixam de pensar”, se não “aguentam o stress da espera”, isso diz-me muito (mal) da sua formação, obviamente deficiente e que pode levá-los a cometer crimes, na ânsia de “mostrar serviço” – um pouco ao modo do “Kill Team” no Afeganistão.
    Quanto às infiltrações/provocações, elas existem e às vezes são tão óbvias que até dói. Nos Leões, apareceu-me um sujeitinho com cara de amanuense a abanar e a tentar derrubar as grades. Quando o mandei parar, põe-se a gritar “é polícia? és polícia?”; quand lhe pespeguei com o cartão do Sindicato nos olhos, meteu o rabinho entre as pernas e foi-se porque viu que dali não levava nada. Fiquei a pensar se não devia tê-lo revistado… era capaz de encontrar um cartão com umas riscas verdes e vermelhas, e uma peça de metal… mas enfim, coitado, tiraram-no da secretária para fazer o frete… e com aquela idade… o reumático já o devia estar a incomodar, e aproveitou para se pirar.

    Já no que respeita ao que diz Paulo Flor (“as imagens são muito fortes para que a PSP não faça nada”) pergunto-me se a PSP “faria nada” se as imagens fossem “pouco fortes”. Ou se não existissem de todo. A PSP precisa de rever não só a sua ethos, como também o carácter dos seus agentes, pois, como há dias li no FB (creio que de Oscar Wilde): “Ética é o que fazemos quando estamos em público. Caráter é o que fazemos quando pensamos que ninguém nos está a ver.”

    Porque – é bom lembrá-lo sempre – os polícias também são trabalhadores, muitas vezes também são precários. Às vezes esquecem-se. Mas isso é só até um dia…

  6. Olá Renato,

    Penso que era importante desconstruir a ideia feita que o governo quer fazer passar de que há manifestantes bem comportados, os dos sindicatos e manifestantes mal comportandos que não vão nas manifestações dos sindicatos. A própria CGTP dever-se-ia pronunciar sobre isso sob pena de ser conivente com o discurso governamental. Estive presente no momento em que os piquetes dos sindicatos vos impediram de passar junto à Asssembleia da República. Lamentável. Depois admirem-se os líderes sindicais dos cidadãos comuns fugirem deles quando todos mais precisavamos de remar juntos contra quem nos come vivos.
    Abraço de solidariedade
    João Martins

  7. Miguel diz:

    Já agora reparem que nenhum policia está identificado com o seu nome como é OBRIGATÓRIO por lei. Ainda têm a distinta lata de dizer que os jornalistas têm que andar identificados…

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