“Uma agressão a Passos Coelho”

Fazem greves, protestam pacificamente, manifestam-se. A carga policial de ontem demonstrou uma só violência: a de uma polícia excitada com a possibilidade de confrontos à grega, uma polícia que usa a violência desproporcional ao risco, um braço do Estado ao ataque físico aos cidadãos.
Estas imagens correram o mundo inteiro e para o telespectador comum, em Berlim ou em Paris, Portugal passou a ser a Grécia, que tem a saída do euro como destino. Ontem, além de ter agredido fisicamente cidadãos pacíficos, a polícia agrediu politicamente o governo legítimo do país, transformando Lisboa em palco de confrontos populares. Os tumultos que Passos Coelho tanto temia chegaram: por obra e graça da polícia, também prejudicada, de resto, pelo memorando da troika.

Ana Sá Lopes no i

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