As sondagens que importa esconder.

Se é certo que as sondagens valem o que valem e que muitas vezes a arquitectura estatística condiciona resultados para construir artificialmente o que se chama opinião pública, não é menos verdade que há estudos que não se divulgam. Ora, vejam esta pesquisa realizada pela Marktest durante o mês de Fevereiro e que teve escasso interesse da comunicação social. Para aumentar os gráficos, basta clicar na imagem.

Aqui, entre os inquiridos, a CDU é objecto da maior subida na intenção de voto (de 6,1 para 9,3 por cento). O PSD tem uma queda vertiginosa de quase sete por cento (de 37,6 para 30,2 por cento). O PS sobe ligeiramente (de 25,2 para 25,9 por cento) e o CDS (de 4 para 3,9 por cento) bate-se com o BE (de 7,7 para 6 por cento) pelo último lugar.

Este gráfico mostra como Cavaco Silva, o Presidente da República, é pela primeira vez o pior político para os inquiridos. Recebe ‘apenas’ 23,6 por cento de opiniões positivas sobre o trabalho que tem desenvolvido.

Entre os líderes partidários, os inquiridos, pela primeira vez desde que me lembro, avaliam Jerónimo de Sousa com a melhor nota. Recebe 32,6 por cento das preferências.

Todos os dados podem ser consultados aqui.

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22 Responses to As sondagens que importa esconder.

  1. Augusto diz:

    Sondagens…..

  2. Caxineiro diz:

    Imaginem as TVs anunciando Jerónimo de Sousa como o político com a nota mais alta na preferencia dos portugueses…
    só em Marte

    • malafais3567@hotmail.com diz:

      Claro que só em Marte, porque em Portugal só existem no governo politicos ladrões e facistas que utilizam os parasitas partidarios para os defender.

  3. Augusto diz:

    Uma sondagem em que a maioria diz que vota em Branco, Noutros, se Abstêm, Recusa Responder, merece realmente um grande crédito.

    Faz lembrar o barulho á volta da Sondagem do Paris Match que dava um avanço ao Sarkozy
    sobre o Hollande, mas esqueceram que no mesmo dia outra sondagem dava um resultado inverso.

    Ainda se fosse uma sondagem como aquelas que têm surgido da Grécia, era caso para deitar foguetes.

    Assim com o PSD e o PS com resultados ainda muito altos e a Esquerda com uns parcos 16% , é caso para perguntar, porque não consegue a esquerda capitalizar o descontentamento.

    A rubrica votos em Branco e Outros tem muito mais respostas que o conjunto do BE +PCP.

    • Dora diz:

      “é caso para perguntar, porque não consegue a esquerda capitalizar o descontentamento”

      porque os órgãos de comunicação social tudo controlam e manipulam…

      • malafais3567@hotmail.com diz:

        Sabem porquê! porque vivemos num país em que se dá mais direitos e regalias a quem vive de subsidios que a todos aqueles que têm que trabalhar se querem ter comida na mesa.

        • Dora diz:

          O seu comentário é a natural consequência do meu mas acrescenta um dado, o da iliteracia. Não consegue interpretar um texto, dá uma reposta que nada tem a ver com a questão em debate, mas cujo conteúdo reflete aquilo que é vendido na comunicação social.
          Se estivesse sozinho nessa sua condição não era grave, o problema é que somos o país da Europa com a maior taxa de iliteracia o que torna o problema um pouco mais complexo…

          • Dora diz:

            Bem, parece que eu também faço parte da estatística, já que lendo o comentário isoladamente me levou a fazer uma interpretação errada do seu conteúdo…
            De qualquer forma, discordo em absoluto com a afirmação de que as pessoas que vivem de subsídios (desemprego principalmente) vivem melhor (mais direitos e regalias não têm com certeza) que as que trabalham, apesar de vivermos num país em que muitos trabalhadores recebem salários tão miseráveis que continuam a viver na pobreza.

        • Vasco diz:

          Tinha que vir o palavreado salazarento…

  4. jorge diz:

    Que se saiba ainda nenhum orgão de informação divulgou estas sondagens.Prova mais que provada desta triste mídia do sistema. Esta censura por omissão é uma situação que a esquerda tem que saber ultrapassar

  5. Pingback: As sondagens que importa esconder.

  6. Lm R diz:

    O bloco central do costume, como sempre. O que há a comemorar aqui???

  7. Lm R diz:

    E, olhando para os dados, o Jerónimo continua com imagem negativa, tal como todos os políticos do costume.
    http://www.marktest.com/wap/a/n/id~1943.aspx

    • De diz:

      Sondagens são sondagens e nada mais do que isso.
      (já agora os votinhos também têm muito que se lhe diga..mas fica para outra ocasião).

      Mas leituras apressadas como a de Lm R permitem dizer duas coisitas
      O que está escrito é: “pela primeira vez desde que me lembro, avaliam Jerónimo de Sousa com a melhor nota”.
      Um facto simples e observável.Mais nada.Extrapolar para atitudes triunfalistas é um completo disparate (acho que ninguém o fez).Um imenso disparate.
      Reduzir a questão a “o Jerónimo continua com imagem negativa, tal como todos os políticos do costume.” é outro disparate.
      É nem sequer saber ver alguns sinais.
      No fundo é tentar escamotear o que Jorge diz no seu post.Ou o que o título do post convoca: “As sondagens que importa esconder”.
      É que elas são escondidas por algum motivo.Mesmo que pontual ou conjuntural.
      E a denúncia destes jogos mais ou menos sujos é um dever.

      A luta continua.

    • Caxineiro diz:

      e se o Jerónimo tivesse 49%, havia a considerar os 51% distribuidos pelos outros que formam a maioria: e se o Jerónimo tivesse 90% teríamos de considerar que os donos dos outros dez tambem são gente: e se o Jerónimo tivesse 100% não significava nada porque há a considerar os nulos e indecisos e mais o que inventes de seguida
      e pensar que não me deixam entrar com o cão no café…

    • malafais3567@hotmail.com diz:

      O Jerónimo não continua com imagem negativa, continua sim com a luta nas ruas e no parlamento.

  8. Gentleman diz:

    Acho piada à divulgação deste tipo de resultados como se de uma coisa positiva para o PCP se tratasse.
    Com que então após 4 anos de crise, desemprego em crescimento imparável, mais impostos, cortes em subsídios, novas portagens, cortes aqui e acolá, e o PCP ainda abaixo dos 10%???!!! Devia estar muito acima!
    Meus amigos, o que estas sondagens realmente revelam é a total desadequação do discurso do PCP aos tempos modernos. É um discurso que claramente não convence, nem nas piores épocas de crise. Ou, dito de outra maneira, se nem em períodos como este o PCP consegue convencer o eleitorado, muito menos convencerá em períodos de crescimento da economia.

    • De diz:

      Acha piada?
      Olhe volte lá a ler o post para ver se a piada se coaduna com o escrito

      “Meus amigos” parece que o que estas sondagens revelam é a total desaquação do PC ” patati-patata…
      Gentleman na calha para comentador de sondagens.Tem jeito e põe-se a jeito.
      Um plumitivo em potência.

      Mais uma vez.O dito “achador de piadas”que leia o que se escreveu.
      E se a notícia é tão traumatizante para o PC, então que gentleman não se mostre tão “ridículo”.Parece sobrar apenas preocupação e receio.Como um (outro) plumitivo que apressadamente noticiava o enterro dos comunistas há mais de 20 anos.

      Lol.Por exemplo, a Revolução Francesa aconteceu, sem sondagens,sem PCs e sem gatos-pingados oficiosos.
      E foi o que se viu.
      (Podíamos falar na Revolução Bolchevique mas o dito Gentleman poderia ter um achaque)

    • Caxineiro diz:

      pois, mas do que trata o post é da censura exercida sobre o PC, e o que você vem dizer é que a mensagem do PC não passa…
      Vá lá,….não será por causa da censura?

  9. João Paulo Fonseca diz:

    Sem dúvida, o post trata “da censura exercida sobre o PC”. O Caxineiro tem razão (é pena e caricato não sabermos o nome das pessoas). Mas permitam-nos que levemos a reflexão para além do que ele nos propõem.
    Não concordo com o que o “Gentleman” diz . Talvez concorde com o que ele pensa: “O que estas sondagens realmente revelam é a total desadequação do discurso do PCP aos tempos modernos”, diz ele. Digo eu: não é a desadequação do conteúdo do discurso, mas o modo como o PCP comunica. Esse é o problema. Obviamente, não o digo com alegria.
    Quanto a chamar “modermos” aos tempos actuais, deveriamos ter uma longa conversa.

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