Coisas parvas de inspector

(…) a mudança de legislação, por imposição comunitária, em matéria energética e ambiental, representaram um sobrecusto entre 15% a 25% no total das empreitadas. E a um esforço energético duas a três vezes superior ao anterior, o que é preocupante e, contra o qual, a Parque Escolar já terá feito várias propostas. (…)

No relatório da IGF sobre a Parque Escolar nota-se uma visceral subserviência para com o poder actual e o cessante. Repare-se na prosa que destaco. O governo de Sócrates produziu legislação em barda na área da contrução, privilegiando o interesse privado perante o interesse público. No caso das questões energéticas e/ou ambientais – RSECE, os problemas da nossa legislação não decorrem de “imposição comunitária”, mas da cedência aos grupos de interesse, designadamente empresas de ar condicionado, que a Parque Escolar alegremente alimentou. O que os inspectores não escrevem, e deviam, é que a instalação e manutenção dos aparelhos de ar condicionado numa escola que deles não necessita custa mais do que as torneiras que dizem ser de “qualidade excessiva”, instaladas em 100 escolas.

 

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