Primeira vitória na luta conta a troika, o governo e os sindicatos amarelos, deixa o Relvas gago!

Esta semana foi anunciado um dos acontecimentos mais importantes da luta política dos últimos tempos: o Governo recuou na dimensão dos cortes salariais da TAP e da CGD! O Miguel Relvas, entre soluços, diz que a cedência se chama “adaptação”, mas todos sabem que o governo foi obrigado a recuar parcialmente nas suas intenções.

Esta pequena vitória é um evidente sinal de que a luta verga as inevitabilidades, sobretudo se não se ficar pela negociação e concertação dos gabinetes e respondermos à brutalidade com o vigor que se viu no bloqueio das instalações da TAP à rebelia dos sindicatos.

Esta vitória está a levar a que outros passem a exigir, e bem, o regime de excepção conquistado pelos trabalhadores da TAP, mas o caminho para o conseguirem não passa por comunicados de imprensa, abaixo-assinados ou manifestações ordeiras. Há que multiplicar o exemplo em cada chão de fábrica. 

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14 respostas a Primeira vitória na luta conta a troika, o governo e os sindicatos amarelos, deixa o Relvas gago!

  1. Gentleman diz:

    É engraçado que sejam sempre os mais privilegiados de entre os trabalhadores aqueles que conseguem estas “vitórias”.
    A acção mais visível do sindicalismo actualmente é a defesa da aristocracia da classe trabalhadora. Isto tem, aliás, levado à degradação da imagem popular do sindicalismo e é uma das causas do seu progressivo declínio.

    • Renato Teixeira diz:

      Não vejo que haja trabalhadores de primeira e de segunda, nem em que é que ganhamos em virar-nos uns contra os outros. Todas as vitórias de todos os sectores são importantes, sobretudo se forem conseguidas à margem do establishment habitual.

      • Vê mal teixeira.
        Aliás convido-o a ver a forma como os sindicatos (os da cgtp são os piores) tratam os trabalhadores precários.
        Falsos recibos e contratos de trabalho a termo incerto e a prazo somos tratados abaixo de cão.
        Já agora o que acha do que se passou no plenário dos trabalhadores da TAP, após o bloqueio?
        Eu não acho normal um sindicalista querer arrancar um microfone da mão de um trabalhador, quando ele pergunta:
        Para que me servem tantos sindicatos na TAP?
        No final, recorreu aos insultos.

    • sopas diz:

      Bem verdade Gentleman. Veja-se que é hoje a “vanguarda da classe operária”.

    • Zuruspa diz:

      Olha olha! Os fascistas agora chamam aos *trabalhadores sindicalizados que lutam pelos seus direitos* de “aristocracia da classe trabalhadora”!

      Se calhar até têm razäo… quem se nega a unir-se e a lutar pelos seus direitos é ralé mesmo. No mínimo, seräo sabujos.

      Entäo, Gentleman, näo chore, reaja à sua proletarizaçäo de cabeça erguida… ou como uma oportunidade para ser… “empreendedor”!

  2. sopas diz:

    não é “que”, é quem.

  3. Ouvindo o Tacheira atá parece que o cumprimento
    da dívida se deve restringir àqueles que, ordeiramente,
    obedecem à Lei, deixando imunes os *trapaceiros , oportunistas
    e zaragateiros* . Enfim . . .
    Bonita solidariedade entre os portugueses . . .

    • De diz:

      Tacheira?
      Hoje não estou com paciência para aturar javardos.
      E ainda menos para aturar javardos trapaceiros , oportunistas e zaragateiros
      e ainda menos para replicar pacatamente a javardos trapaceiros , oportunistas, zaragateiros e lambe-botas
      lambe-botas…do patrão e seus sequazes
      (qualquer que seja a cor daqueles:amarelos,laranjas ou azulados)

  4. . . . os adjetivos *amarelo* e *gago*, são por si só,
    o sinal de origem do *artigo* . . .

  5. Miguel Lopes diz:

    “Esta pequena vitória é um evidente sinal de que a luta verga as inevitabilidades, sobretudo se não se ficar pela negociação e concertação dos gabinetes e respondermos à brutalidade com o vigor que se viu no bloqueio das instalações da TAP à rebelia dos sindicatos.”

    É isto que tem de ficar claro para todos os institucionalóides da merda. Só se conquistará alguma coisa, caindo com toda a força em cima deles: com bloqueios, ocupações e acções de sabotagem.
    Greves de um dia e passeios domingueiros apenas servem para mostrar mobilização, mas não aleijam, não são instrumentos de confrontação de classes. Têm que se fazer greves sem tempo definido para a conquista de determinados objectivos, mesmo que sectoriais. Só assim os trabalhadores percebem que vale a pena lutar.

    • Alexandre Fernandes diz:

      Concordo, e acho estranho que os sindicatos estejam agora praticamente silenciosos em relação a esta questão. O estado rouba o pão, dá as migalhas de volta e os ratinhos gritam de alegria e vão dormir.

      Dou toda a minha solidariedade para com a próxima greve, lá estarei, e espero que tenha continuidade. Mas dá-me asco a acomodação ao capitalismo a que os sindicatos por vezes se prestam, ao celebrarem pequenas oferendas como se de grandes vitórias se tratassem. A guerra continua…

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