O primeiro relatório de uma auditoria à Parque Escolar. Fica a faltar o do Tribunal de Contas cuja auditoria começou há 2 anos.

As conclusões dos relatório da IGF podem ser lidas aqui. De uma leitura na diagonal, cumpre-me constatar admiração pelo facto dos inspectores das finanças apreciarem a qualidade e nobreza dos materiais (será que alguém me pode indicar qual é a legislação que lista as “madeiras nobres” e/ou “pedras naturais nobres”?), que não apreciem guardas em aço inox nos exteriores (têm especial carinho por outras materialidades não corrosivas? Titânio?) ou que filosofem sobre torneiras de qualidade excessiva. Estranha-se que à auditoria da IGF lhe tenha escapado uma particular tendência para contratar pessoal e empresas no âmbito de uma certa instituição de ensino superior.
Contudo, constata o que o Tribunal de Contas tarda em perceber. Obras e projectos foram adjudicadas de forma… esquisita.

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13 respostas a O primeiro relatório de uma auditoria à Parque Escolar. Fica a faltar o do Tribunal de Contas cuja auditoria começou há 2 anos.

  1. ricardosantos diz:

    ó TIAGO custa a roer não custa? depois de tanta propaganda logo tinham de vir estes socratinos tirar-nos a nossa razão depois de tanto trabalho a denegrir.!!!!!!!!!

  2. am diz:

    acho uma completa estupidez o relatório da IGF dedicar-se à crítica de arquitectura

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      O mais curioso é que parece que em cada inspector das finanças, há um pato bravo em potencia.

      • am diz:

        a história das torneiras, por exemplo, é genial
        os arquitectos são criticados por escolherem torneiras de “qualidade excessiva” mas se tivessem escolhido torneiras de “qualidade dúvidosa” também levavam na ripa!
        da próxima que tiver que escolher torneiras acho que telefono para a IGF… 🙂

  3. Silvério Coutinho diz:

    A EDP contratou Souto Moura para encobrir um crime e uma ilegalidade (a construção da barragem do Tua).
    Quem é o pato bravo?

  4. Kirk diz:

    Pergunta: então o governo fez bem em suspender as obras de renovação das escolas públicas? Esta é que é a questão importante. A cena dos Arquitectos parece-me secundária, mas não dispicienda, em relação á suspensão, que me desculpem os senhores arquitectos.
    Para mim, que não sou arquitecto, o que está em causa é se o ministro Crato agiu bem ao suspender as obras nas Escolas Públicas, ao mesmo tempo que arranja dinheiro para subsidiar o ensino privado.
    K

    • Tiago Mota Saraiva diz:

      Kirk, como hoje se escreve no Público (já o havia referido cá pela casa) não é verdade que as contratações tenham sido suspensas. Se as obras estão suspensas gostaria de apurar quem é que paga, por exemplo, o estaleiro.
      Temo que a suspensão, para além de ser um absurdo para a escola pública, seja um maná para os grandes empreiteiros – não têm de sub-contratar e ficam com uma avença através de uma suspensão decretada politicamente.
      A ideia da requalificação das escolas é boa, para o ensino público e economia. A forma que tomou foi péssima.

  5. Pingback: Um desenho escolar, sem parque de estacionamento | Aventar

  6. Todas as *boas* ideias precisam do suporte fundiário, SENÃO SÃO MÁS . . .

  7. Silvério Coutinho diz:

    Mas o pritzker do Tua não está a ser pato bravo ao aceitar uma destruição do território?
    è um vendido é o que é e agora tem as mãos sujas.

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