Esclarecer, convencer, dar coragem para mais uma grande greve geral

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4 respostas a Esclarecer, convencer, dar coragem para mais uma grande greve geral

  1. JgMenos diz:

    Quem me dera que alguém me quisesse explorar!
    Já há quase 5 meses que ninguém me explora, está a ficar difícil…

    • Pedro Penilo diz:

      JgMenos, a luta contra a exploração não é a raiz do seu (e já agora, também do meu) mal. Só a luta contra as políticas de exploração e empobrecimento pode resolver o problema do desemprego. A solução nunca será a de pôr trabalhadores contra trabalhadores, desempregados e precários contra trabalhadores, precários contra sindicalizados ou trabalhadores do sector privado contra trabalhadores do sector público. É a política da Troika, acordada com o PSD, o CDS e o PS, partido dito socialista, que provoca esta catástrofe social. Lutar contra ela e impor uma política de emprego, desenvolvimento e direitos é a única solução. Para mim e para si também.

  2. silva diz:

    CONHECE ALGUM PAÍS EUROPEU ONDE SE TENHA FEITO UM DESPEDIMENTO COLECTIVO NUM CASINO?

    Ilhas Aland (casino 1) Albânia (2 casinos) Áustria (30 casinos) Belarus (26 casinos) Bélgica (26 casinos) Bósnia e Herzegovina (1 casino) Bulgária (51 casinos) Croácia (51 casinos) Chipre (21 casinos) República Checa (85 casinos) Dinamarca (6 casinos) Estónia (124 casinos) Finlândia (33 casinos) França (460 casinos) Geórgia (9 casinos) Alemanha (134 casinos) Gibraltar (3 casinos) Grécia (11 casinos) Hungria (22 casinos) Irlanda (56 casinos) Ilha de Man (1 casino) Itália (15 casinos) Letónia (47 casinos) Lituânia (20 casinos) Luxemburgo (1 casino) Macedónia (8 casinos) Malta (6 casinos) Moldávia (6 casinos) Mónaco (5 casinos) Montenegro (3 casinos) Holanda (88 casinos) Noruega (2 casinos) Polónia (37 casinos) Portugal (10 casinos) Roménia (28 casinos) Rússia (3 casinos) Sérvia (27 casinos) Eslováquia (16 casinos) Eslovénia (19 casinos) Espanha (52 casinos) Suécia (31 casinos) Suíça (30 casinos) Ucrânia (36 casinos) Reino Unido (363 casinos) .

    Esta mensagem, por parte de trabalhadores que foram despedidos sem apelo nem agravo do Casino do Estoril, mostra bem o que significa as leis laborais: letra morta, a falta de cumprimento das próprias leis do sistema.

    Esta denúncia também demonstra que sem a determinação na luta contra as políticas reacionárias do governo, estas situações propagam-se como faúlhas. Por isso façamos, explorados, em contrapartida que o combate contra o grande capital se intensifique, alastrando como o fogo numa floresta.

    “Nestas condições não constituirá um escândalo e uma imoralidade proceder-se à destruição da expectativa de vida de tanta gente? Para mais quando a média de idades das mulheres e homens despedidos se situa nos 49,7 anos?
    Infelizmente, a notícia de mais um despedimento coletivo tem-se vindo a tornar no nosso país numa situação de banalidade, à qual os órgãos de comunicação social atribuem cada vez menos relevância, deixando por isso escondidos os verdadeiros dramas humanos que sempre estão associados à perda do ganha-pão de um homem, de uma mulher ou de uma família.
    Mas, para além do quase silêncio da comunicação social, o que mais choca os cidadãos atingidos por este flagelo é a impassibilidade do Estado a quem compete, através dos organismos criados para o efeito, vigiar e fazer cumprir os imperativos Constitucionais e legais de proteção ao emprego.

    E o que mais choca ainda é a própria participação do Estado, quer por omissão do cumprimento de deveres quer, sobretudo, por cumplicidade ativa no cometimento de atos que objetivamente favorecem o despedimento de trabalhadores.

    Referimo-nos, Senhores Deputados da República, à impassibilidade de organismos como a ACT-Autoridade para as Condições do Trabalho e DGERT (serviço específico do Ministério do Trabalho) que, solicitados a fiscalizar as condições substantivas do despedimento, nada fizeram mediante as provas que presenciaram.
    Não gosto de ver o caos em que puseram este país, por irresponsabilidade, por falta de respeito, pelo cidadão nos casos da justiça que a civilização criou como valores para a igualdade.
    Muitas das vezes, os nossos governantes não têm a capacidade de perceber para onde nos estão a conduzir ou não têm a coragem de assumir. Isso custa-me, porque há vítimas que estão a sofrer imenso.
    Por má gestão, por causa de carreiras meteóricas.
    Não posso deixar de condenar, todo o governante ou político, que pôs o seu trajecto individual e social acima do trajeto coletivo.
    Podem não se importar com as palavras, mas o certo é que não deixa de ser egoísmo, egocentrismo, quase tirania.
    Quem com responsabilidades está por detrás deste despedimento ilegal, que leva o estado a suportar o subsídio destes 112 trabalhadores.”
    Meus Srs., vão ver, pelo menos, se aumentou a quantidade de zarolhos entre os trabalhadores e se vão permitir que uma empresa com lucros possa despedir as pessoas e se o Estado não assume as suas responsabilidades para com o monopólio.
    É voz corrente, que alguns empregados postos na lista de despedimentos, são profissionais de primeiríssima qualidade…
    Por exemplo, quanto é que o Estado pagou por aquela parte da sala de jogos do Casino Estoril, que agora é uma discoteca alugada a uma amiguinha do presumivel “mau jardineiro”, pelo preço da uva mijona?”

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