Separar o essencial do joio e o trigo do acessório

Caro Renato,

Podes até não gostar do estilo ou discordar da análise que por eles é feita. Mas colocar no título de um post que «os aderentes do BE nada escrevem desde o descalabro da candidatura do Manuel Alegre» só pode significar uma de duas coisas:

1) uma pesquisa mal feita.

2) uma redonda mentira, que se desmente facilmente aqui, aqui, aqui, aqui e aqui!

Assim:

1) não acredito que tu – um jornalista de Coimbra, meu deus! – não te tenhas dado ao trabalho de fazer o que eu fiz e que não tenhas obtido os mesmos resultados que eu obtive. Bastaram-me dois escassos minutos.

2) como sei que não és mentiroso prefiro acreditar que se tratou, apenas, de uma distracção mal intencionada. Assim mesmo. Verifico, muitas vezes, que há nas tuas palavras relativamente ao BE uma raivinha irracional que te tolda a capacidade de análise.

A tempestade que pretendes alimentar, por aqui e por ali, em relação à presença do Marcelo no lançamento do livro do Louçã e da Mariana Mortágua é disso mesmo uma evidência (por ali entenda-se o Facebook e o destaque que deste ao artigo do Alex Gomes sobre o mesmo assunto).

O meu silêncio não é mais do que um encolher de ombros perante algo que aceito com muita naturalidade. Se não me incomoda não perco tempo com isso.

O pior inimigo do BE seria estar ainda hoje a debater os erros cometidos com a candidatura do Manuel Alegre ou não saber assumir os erros que ao longo do percurso se vão cometendo. Por vezes isso até é feito com demasiado «voluntarismo». Não referes como um dos erros cometidos a não ida à reunião com a troika e ainda bem que assim é. Pelo menos nisso parece que estamos de acordo. Para mim não foi um erro e custou-me ver o Francisco Louçã, alguns dias depois das eleições legislativas, assumi-lo como tal. Por outro lado esqueces o Rui Tavares. E a sua inclusão nas listas de candidatos ao Parlamento Europeu foi um erro brutal. Disse-o na altura. Confirmei-o depois.

Quanto ao Marcelo, já to disse, nem sequer acredito que seja candidato e expliquei-te o que me leva a pensar assim. Por isso esta questão, tal como a colocas, é uma pura e simples perda de tempo e a ela não pretendo regressar!

Aquele abraço!

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6 respostas a Separar o essencial do joio e o trigo do acessório

  1. xatoo diz:

    valha-nos Zeus
    então não queres lá ver que ainda temos todos (nós pecadores e anti-reformistas sociais democratas) de ir a Fátima plantar uma velinhas pela reconversão do Bloco de “squerda”
    Creio que esse não é o melhor caminho…

    • Carlos Guedes diz:

      Reconversão do quê? Troca lá isso por qualquer coisa mais perceptível… pelo menos para mim!

    • sopas diz:

      O xatoo está convencido que o “clube dos pensadores”, e o seu mentor, são uma assembleia revolucionária, e quem lá vai não vai pela publicidade garantida. ora bolas.

  2. Renato Teixeira diz:

    Nem essencial, nem assessório. Vou esperar pelo Durão Barroso para a terceira edição da Guerra Infinita.

    Abraço pois.

  3. Antónimo diz:

    O erro, Carlos Guedes, não foi não irem à reunião com a tróica, foi de facto desculparem-se depois mostrando como a decisão de ir ou não ir apenas era credora dos efeitos nos telejornais e não de uma convicção funda.

    E essa acção particular é um tratado sobre um carácter partidário que evidencia grande debilidade estrutural.

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