III – Feminismos…

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4 respostas a III – Feminismos…

  1. Rocha diz:

    Qual feminismo, o da Tatcher, o da Merkel, o da Condolezza Rice, o da Hilary Clinton, o da Madeleine Albrigth, o da Sarah Palin, o da Gloria Arroyo, o da Isabel Perón?

    E o da Christine Lagarde e o da Christy Walton (proprietária da Wal-Mart) ou de outras senhoras donas de empresas multinacionais?

    E olhe que nem precisa de falar naquela doida que matou o Andy Wharhol…

    Falar de mulheres (sic, como se classes não existissem) não me diz nada. Recuso qualquer solidariedade com as mulheres burguesas (essas sim que matam todos os dias com a guerra e a exploração capitalista).

    Falar de mulheres trabalhadoras, da classe explorada, essas sim sabem alguma coisa de justiça social e de igualdade, e foi a luta de classes que lhes ensinou, tal como ensinou a mim.

    O Capitalismo mata todos os dias, as mulheres trabalhadoras são um bode expiatório (entre outros) que lhe convém. Nomeadamente para dividir para reinar.

    Às mulheres que deixaram de ser escravas do capitalismo tenho um carinho especial, somos soldados da mesma luta. Preparados para a guerra de classes, preparados para a paz da utopia.

    • Não é que a frase do post me interesse muito. Na verdade acho-a de uma demagogia que dá comichão. Ainda assim, Rocha, o teu comentário também o é. O que faz de alguém feminista não é uma vagina ou uma elevada dose de estrogénio. Não acho que o mundo seja melhor porque há mulheres no poder… exactamente porque é o “poder” e quem o exerce, exerce-o sempre da mesma forma, com ou sem maminhas.

      Posto isto, termino com uma informação de enciclopédia: A Valerie Solanas não matou o Andy Warhol. Disparou contra ele, mas não o matou.

      Adenda – Já quanto ao “doida”: com tanta achega ao termo “capitalismo” parece-me patético não nos questionarmos quanto ao papel da “sanidade mental” enquanto normativa social castradora e tão útil para mantermos as coisas como elas estão.

      • Rocha diz:

        Não não é uma vagina que faz uma feminista. É uma classe!

        Uma classe faz feministas do nível que eu citei acima, que em nada são melhores do que os homens capitalistas.

        Uma classe faz uma trabalhadora, tal como uma classe faz um trabalhador. Vivendo no submundo da exploração, guerra, fome e todos os demais flagelos sociais decorrentes dessa mesma condição de classe.

        O feminismo das miseráveis não vêm nos livros é subterrâneo à sociedade das ilustres porta-vozes “feministas” das letras de das academias. Esta é a minha maneira de dizer que troco todos estes hossanas a falsas Marias, que se vê por estes dias, por um único grito de revolta da verdadeira Maria da Fonte.

        Dia 22 de Março vai se uma grandiosa Greve Geral! Vai ser a melhor comemoração do dia da mulher!!

  2. A actual democracia mata mais que o feminismo e o machismo, e no entanto continua-se a desacreditar as revoluções. Existem clichês que só pegam mesmo com aqueles pequenos ímanes de colocar na porta dos frigoríficos. O machismo deve-se à falta de cultura na educação, do mesmo modo que o feminismo deve ao machismo a sua própria defesa baseada na mesma ignorância.

    Abraços

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